História Vernalagnia - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kalura Yeager, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Mina Carolina, Petra Ral, Sasha Braus, Ymir
Tags Ereri, Riren, Rivaere, Vernalagnia
Exibições 90
Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não gente, eu ñ vou abandonar Décalcomanie, soltem as facas sz Mas é um prólogo, ent vai ser mto curto ss

Capítulo 1 - Prologue


          Eren era incapaz de enxergar cores. Para ele, tudo era uma mistura de branco, cinza, e, raramente, preto. Sua mãe, pai, amigos... ninguém tinha cor. Apesar dos seus olhos serem incrivelmente verdes, toda vez que se olhava no espelho ou observava alguma foto sua, só via um cinza morto que além de tristeza, emitia solidão. Aquela solidão que ninguém nunca conseguiu afastar. Sua vida era assim: vazia e sozinha.

Um dia, Eren se apaixonou por uma pessoa. Porém havia um problema: essa pessoa não usava saia, essa pessoa não usava maquiagem, essa pessoa sequer podia ser chamada de "ela", por que era um garoto. Eren Jaeger se apaixonou pela primeira vez por um garoto. E então, seu mundo ganhou um pouquinho de cor. Agora, além de branco, cinza e preto, ele conseguia ver tons fracos de vermelho e amarelo. Não demorou muito até seu até então amor ir embora, levando todas as cores de Eren consigo. Tudo começou quando o garoto, inocentemente, contou para seus pais da pessoa amada durante o jantar. Sua mãe ficou mais pálida do que parecia e seu pai ficou furioso. Eren apanhou naquele dia. E, sempre que seu pai bebia muito, em outros mais.

O garoto não entendeu de início, por que seu pai o proibiu de conversar com seu amor? Ele não vivia dizendo que queria Eren feliz? Por que então machucava Eren e depois dizia que "é para o seu próprio bem"?

Eram perguntas sem respostas até o momento. Com o passar dos anos, Eren finalmente entendeu: seu pai era preconceituoso, e sua mãe era muito fraca para proteger o filho dos ataques do marido. Mas Eren não se importava; preferia mil vezes ser agredido do que ver sua pobre mãe com ferimentos, e com o tempo, aprendeu a esconder os hematomas de tons assustadoramente escuros que marcavam sua pele levemente bronzeada.

Toda noite, Eren chorava. Chorava e sonhava com um mundo com cores, um mundo aonde poderia apresentar seu namorado para seu pai sem nenhum transtorno, aonde uma aliança poderia enfeitar seu dedo anelar, um símbolo de seu amor. Mas enquanto seus sonhos não se realizavam, Eren apenas se escondia no pequeno espaço no chão de seu closet, tremendo, com medo das surras de seu pai sempre que ele voltava bêbado para casa. Foi em umas dessas noites de terror quando sua mãe sorrateiramente abriu a porta do closet, puxou Eren com cuidado para fora do espaço e lhe entregou uma mala com uma passagem. O garoto nunca se esquecerá de suas palavras: "Meu amor, eu sei o quanto seu pai te maltrata, me perdoe por ficar todos esses anos calada, mas eu não aguento mais, e sei que você também não. Vá para algum lugar longe daqui, aonde quer que você vá, que você encontre a verdadeira felicidade. Eu te amo muito, meu pequeno, nunca ouse se esquecer disso". Naquela mesma noite, Eren fugiu. Pegou a passagem que sua mãe lhe deu e ficou nas mãos de sua própria sorte. Não se arrependeu nem um pouco, pois no novo estado conheceu Armin. Era um garoto baixinho, da idade de Eren, dividiam as despesas de um apartamento.

Foi assim então que teve seu primeiro emprego. Os pais de Armin eram donos de uma rede de Cafés que recentemente abriu uma filial na mesma cidade do filho. Sabendo disso, Armin chamou Eren para trabalhar lá como garçom, o garoto aceitou de prontidão. Na noite antes do seu primeiro dia trabalhando no Café, os dois estavam na sala, recortando o novo cardápio do lugar.

— Eren, eu vou pegar um copo de água, quer? — perguntou o louro se levantando, Eren acenou com a cabeça enquanto olhava a figura sutilmente magra andar até a cozinha.

Outra coisa sobre Armin: ele não sente sabores. Bolos, tortas, carne, suco... nada tem gosto para o pequeno. Isso é algo que ambos possuem em comum: São dois incompletos que se completam em uma amizade estranha e verdadeira. Logo o menor voltou, entregando o recipiente com água para Eren, recomeçando a cortar os cardápios.

No dia seguinte, cedo na manhã, os dois colegas de quarto se preparavam para abrir o estabelecimento.

— Você se importa de entregar e anotar os pedidos? — Armin pergunta enquanto rega suavemente as gardênias e camélias que enfeitavam as mesas do local.

— Não, deixa comigo. — Eren respondeu enquanto tentava amarrar a parte de trás do seu avental. O louro rodopiou até as costas de Eren, onde tratou de fazer o favor para o amigo. — Eu só tenho um pouco de medo, nunca trabalhei antes.

— Medo de que? De assustar os clientes? — o menor riu soprado, dando um nó no avental do garoto. — Eren, você é uma pessoa amável. Produza uma conversa amigável. "Kill 'em with kindness".

Eren sorriu em agradecimento.

— Não canta Selena Gomez, é minha criptonita. — disse, arrancando uma risada gostosa por parte do louro, que já ia para a parte traseira do balcão, preparar as coisas por lá.

— Okay, okay~

Já haviam se passado algumas horas desde que abriram, os outros funcionários chegaram e a clientela começou a aparecer. Eren dava seu melhor, sorrindo, anotando, e entregando os pedidos. Dava para ver que o público adorou o novo funcionário.

O sino na porta que anunciava a entrada de um novo cliente logo tocou. Eren saiu de seu posto atrás do balcão quando o homem recém-chegado se acomodou em uma mesa, após deixar o violão que trazia consigo ao lado no banco.

— Bom dia senhor, o que irá pedir? — deu um de seus melhores sorrisos.

— É minha primeira vez aqui, teria alguma recomendação para beber? — o homem perguntou com a voz um pouco cansada, seu rosto estava para baixo, lendo o cardápio, portanto não podia olhar Eren nos olhos.

— Com licença — o garçom apontou delicadamente para algumas opções no cardápio, se aproximando do homem para fazê-lo. — Considerando que é a sua primeira vez aqui, eu recomendaria nosso latte macchiato, sai muito.

— Eu vou querer um, por favor. — O cliente virou seu rosto para finalmente encarar o garçom enquanto o mesmo anotava o pedido. Eren repetiu o ato e quando seus olhares se cruzaram... O mundo explodiu em cores.


Notas Finais


Essa fic vai ser mto amorzinho <3 eu vou continuar postando em Décalcomanie, não abandono essa delícia nem ferrando :3
Mas me digam, gente, com quem vcs shippam o Armin? (Vai ser importante para o desenrolar da fic, seria1)


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