História Versos de um crime - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Cora Hale, Derek Hale, Isaac Lahey, Laura Hale, Lydia Martin, Peter Hale, Stiles Stilinski
Tags Derek, Sterek, Stiles, Teen Wolf
Exibições 210
Palavras 972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Entramos na delegacia e tudo estava correndo normalmente, policiais ao telefone, resolvendo casos, brigando com alguém, trazendo presos de sabe-se lá onde, olhei para a direita e encontrei minha mesa de vidro com uma plaquinha dourada com meu nome, sorrio triste, foram ótimas lembranças daqui.

Seguimos até a sala de Peter e ainda podia sentir as palavras do prefeito ecoando em meus ouvidos, assim como a insistente relutância de Derek para entrar comigo aqui, respirando fundo, abri a porta de madeira recém pintada e Peter estava sentado em sua cadeira com uma xícara branca de café na mão.

-Com licença, sr. -falei.

-Oh, que surpresa encontrá-los aqui. Entrem.

Sua sala era bem simples, desde que o conheci pude perceber que ele era um homem muito reservado, paredes pintadas de salmão, um sofá de couro preto no canto esquerdo, suas medalhas estavam penduradas em uma prateleira branca, uma mesa de escritório, seu computador e una cadera.

Nos posicionamos diante de sua mesa e Derek fechou a porta, pude perceber que ele estava nervoso mas tentei não me importar, respirei fundo mais uma vez e comecei:

-Sr, fomos falar com o prefeito hoje.

-Ah que ótimo, descobriram algo?

-Na verdade sim, ele pediu para falarmos com você, porque aparentemente sabe de algo.

-Vamos Peter, economize a merda do meu tempo.-esbravejou Derek.

-Eu acho melhor você ficar na sua, garoto.

UOU, mas que porra estava acontecendo ali, Derek estava com os punhos cerrados, enquanto Peter o fusilava com o olhar descaradamente. 

-Fale à verdade, se é inocente não tem nada a temer.-continuou Derek.

-Eu falo o que eu sei. Se... você falar a verdade para ele.-falou apontando para mim.

-Sabia que um dia você jogaria isso contra mim.

-Cada um usa as armas que tem.

-CALEM A BOCA VOCES DOIS! ALGUEM PODE ME EXPLICAR ISSO?-falei.

-Derek.-sugeriu Peter.

Olhei para ele que evitava o meu contato a todo custo, isso estava me deixando puto, olhei para Peter que sorria debochado, fui até ele e agarrei a gola de sua camisa de linho azul, mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Derek estava com a mão em meu ombro, me impedindo de fazer besteira, voltei para minha posição inicial e Derek falou:

-O. Que. Você. Sabe?

-O mesmo que você, agora se me deram licença, eu tenho que trabalhar. 

Estavamos saindo de sua sala, em silencio, quando Peter veio até nós e falou:

-Mande lembranças ao seu pai por mim, Stiles.

Nesse momento eu gelei, se ele fizesse algo contra meu pai eu juro que o mataria, entramos no carro e eu estava doido para saber a verdade mas antes que eu dissesse algo, ele disse:

-Por favor, espere chegarmos em casa.

-Ok.

                                        ***

Chegamos em casa e estavamos sozinhos, joguei minhas chaves na mesa e retirei a blusa, estava me sentindo sujo e não sabia porquê, coloquei meu pijama de moletom cinza e me sentei no sofá.

Derek não se trocou, ao invés disso, foi até meu quarto, pegou alguma coisa e se sentou de frente para mim, só então pude perceber o que era, o arquivo do caso do Anthony, confuso, pesquei várias vezes até que ele começasse a falar:

-Eu vim de uma família de classe média, tenho suas irmãs e meus pais eram super apaixonados, não tínhamos problemas com ninguém, até que eu completei 15 anos. Era verão e eu e minhas irmãs tínhamos saído para nadar no lago perto de casa a pedido de minha mãe. No meio do caminho, acabamos nos separando e eu voltei para casa mais cedo, quando entrei em casa, meu pai estava ao pé da escada com a cabeça jogada para o lado, como se estivesse quebrada, havia uma faça em seu peito e seus olhos estavam abertos, gritei pela minha mãe mas ela não respondeu, então fui atrás dela e a encontrei os pedaços dela no forno, aí minhas irmãs chegaram e tudo desabou.

Eu ouvia tudo atentamente mas eu não estava entendendo onde ele queria chegar, continuei olhando para ele até que um estalo veio em minha cabeça. Era ele. Esse tempo todo a resposta que eu estava procurando estava na minha frente, comecei a me sentir meio tonto, então me levantei e fui correndo até o vazo do banheiro, onde despejei toda aquela porcaria até que meu estômago começasse a doer.

Derek estava agachado ao meu lado, afagando minhas costas, lágrimas escorriam pelo meu rosto e então eu me sentei no chão do banheiro e encostei a cabeça na parede fria, enquanto ele estava sentado no outro canto, me olhando sem expressão.

-Qual é o seu nome?

-Você já sabe.-falou.

-Diga.

-Derek Anthony Hale.

Encostei a cabeça na parede e deixei as lágrimas rolarem e eu conseguir me acalmar, em nenhum momento ele se manifestou e eu agradeci por isso.

-Você está chorando por que finalmente encaixou as peças ou porque a pessoa com quem você transou te deixou magoadinho?

Olhei para ele incrédulo e segui para o meu quarto, eu precisava colocar os pensamentos em ordem antes que eu enlouquecesse, estava andando de um lado para o outro quando Derek entrou e observou a cena.

-Ms deixe em paz.-falei.

-Não, vamos ter que conversar sobre isso.

-Hoje não, por favor.

-Não seja uma bicha Stiles, isso não é nada demais.

-NADA DEMAIS? VOCÊ MENTIU PARA A POLÍCIA, PODE RESPONDER POR FALSIDADE IDEOLÓGICA, PODE SER PRESO E ALÉM DO FATO DE FODER COM A MINHA VIDA!

Lyds apareceu na porta e olhava para nós dois com lágrimas nos olhos, fui em sua direção e acariciei seu rosto, ela sorriu triste e nós saímos do quarto, estávamos quase chegando na cozinha quando Lydia voltou até o quarto e deu um tapa na cara dele.

-Fora daqui.-falou ela.

-Não, vocês precisam de mim.-falou convicto.



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