História Verum aut falsum - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Lie to Me, Shadowhunters, Teen Wolf
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Derek Hale, Magnus Bane, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski
Tags Alec Lightwood, Derekhale, Gaycouple, Magnusbane, Malec, Romancepolicial, Sterek, Stilesstilinsk
Visualizações 57
Palavras 2.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, quase que não venho. Se não tivesse me comprometido com vocês eu não postaria hoje. Aqui fez 36°C e a minha pressão simplesmente despencou e se não fosse suficiente a minha enxaqueca atacou e foi a manhã e parte da tarde enjoada e tonta. Só querendo existir.
Sério, não vou nem me prolongar aqui. Quero só deitar e descansar mais um pouco.
Boa leitura meus amores.

Capítulo 9 - Criando vínculos


Depois de Alec passar por todos os exames sua família e os colegas de trabalho o visitaram. Com exceção de Magnus que ficou do lado de fora até a hora de todos irem para casa. Foi com grata surpresa que sua mãe o informara que depois de muito insistir o doutor Bane a convenceu de o deixar passar a noite fazendo companhia para o filho. Segundo a mesma ela achou estranho já que ele era seu chefe, mas Derek a informou que os dois estavam desenvolvendo uma grande amizade que, com certeza, resultaria em algo a mais no futuro. Quis matar o amigo depois dessa, mas sua mãe só ficou rindo de sua cara.

A porta foi aberta e por ela passou um Magnus com uma mochila nas costas e uma sacola em cada mão. Assim que seus olhares se cruzam o mesmo o direciona um sorriso que faz com que o Lightwood queira sempre sorrir.

- Seu irmão trouxe umas coisas suas e eu comprei café, torta e sanduíches naturais. - Depois de colocar as sacolas na mesa que ficava ao lado ele tira a mochila e o entrega. - Você vai ter que ficar acordado durante essas vinte e quatro horas, então café é uma boa solução.

- Não sei se vou conseguir. Minha cabeça pesa por conta do remédio. - Diz abrindo a mochila e tirando uma muda de roupa dali.

- Esse é o problema com remédios para dor. Dão muito sono. Acredite quando digo que você vai dormir em um determinado momento, na verdade você vai dar pequenos cochilos, mas a intenção é que fique acordado o máximo de tempo que puder. - Ao terminar de falar Alexander levanta e caminha até o banheiro. Estaria mentindo se dissesse que não reparou na bunda do outro por livre e espontânea vontade. Agradeceria ao universo em outro momento por aquelas camisolas que tinham uma abertura nas costas.

Alec não demorou para se trocar. Estava com fome e queria a companhia do outro. Tinha jantado a comida do hospital e por mais que achasse que sanduíches, torta e café fossem uma refeição decente para a noite, era melhor que a daquele lugar.

- Pensei que você não queria me ver. - Pouco tempo de convivência, mas já entendia que com o outro tinha de ser sempre direto. O que era uma tarefa difícil já que passou a sua vida sendo um homem mais reservado.

- Não pense algo tão negativo sobre mim, Alexander. - Ele estava sentado na poltrona que tinha uma aparência velha e gasta. A cor cinza ressaltava mais ainda essa condição. - Sua família era prioridade.

- Mas os outros apareceram. - Ao terminar de falar ele dá um gole no café que tinha acabado de tirar da sacola. Aquele líquido era dos deuses. Sempre que tomava se sentia renovado.

- De fato. - Dá um suspiro cansado. - Mas eles não tiveram que fazer ligações para tentar entender o que aconteceu com o dinheiro roubado.

- E você conseguiu achar? - Estava curioso de verdade. Ninguém o contou se o dinheiro foi encontrado ou não.

- Aparentemente o senhor William estava se sentindo ameaçado pelo genro e a filha, então ele decidiu entrar em contato com o advogado das vítimas e passou todo o dinheiro para a conta do mesmo.

- A ganância os consumiu. - Parou para analisar o psicólogo. Ele estava com o semblante cansado, mas insistiu para passar a noite. - Por que quis ficar? - Viu o olhar confuso. Por isso complementou. - Digo, poderia ter visto como eu estava e depois ido para casa.

- Você leva o que eu falo na brincadeira? - Magnus questionou, mas era de um jeito tão tranquilo que deu nos nervos de Alec. E ele percebeu e entendia. Dificilmente conseguia se libertar de sua postura profissional. Parecia estar sempre analisando a tudo e a todos.

- Eu acho que não tenho o que levar a sério ou na brincadeira. - De repente o café perdeu o gosto e o largou na mesinha. Sentou na beira da cama e ficou encarando a parede.

- Não faça isso Alexander.

- O que?

- Descontar a tensão em mim. É uma reação natural, mas acredite quando digo que não é nem um pouco saudável.

- Você sempre fala de um jeito professoral. Isso é irritante.

- Você não será o primeiro a reclamar, tampouco o último. - Havia amargura no seu tom de voz e aquilo era estranhamente satisfatório.

- Só seja mais natural quando estiver comigo. - Agora que tinha tirado uma reação mais humana do outro estava sedento por mais. No entanto, aquilo lhe parecia irracional. Não tinha muito sentido em sentir-se frustrado pelo outro ser daquele jeito mais robótico. - Acho estranho que o conhecendo a tão pouco tempo eu me sinta tão irritado e fascinado.

- É o meu efeito nas pessoas. - Ele caminha até a mesinha e coloca o copo nela. Se vira para Alexander e passa a encará-lo por longos segundos. Sua voz tinha soado divertida, mas nada podia tirar aquela aura densa que estava os rodeando. - Você acha que não causa as mesmas coisas em mim, Alexander? Causa. E muito. Já estive em relacionamentos sérios e outros nem tão sérios assim. Só que nenhum deles despertou esse resquício de insanidade que sinto quando estou perto de você. E isso me assusta. Pois sou sempre racional, metódico. Mas você desperta o animal que há em mim.

- O que isso significa? - Alec queria poder encarar aqueles olhos pela eternidade. Eles o liam. O despiam. O deixavam a mercê daquele homem.

- Significa que estou apaixonado como nunca estive antes. Que com trinta e cinco anos eu estaria mais assustado do que estive em toda minha vida. Que minhas barreiras estão abaladas. - Não conseguia perceber, mas seus corpos estavam cada vez mais perto.

- Então temos de reerguê-las. - Ele estava surpreso com toda aquela declaração. Magnus se sentia como ele. Perdido. Só que eles queriam mergulhar naquela perdição toda.

- Eu estive em um relacionamento muito fodido antes. E sei que é grotesco de minha parte falar disso agora. Acontece que eu me fechei e estou disposto a abrir tudo novamente para você. E isso tudo é muito ressente. Ao mesmo tempo que quero parar-me eu quero mergulhar em queda livre. - Não esperou que o outro dissesse algo. Simplesmente agarrou a cabeça dele e selou seus lábios. Aquele simples toque de lábios causou sensações indescritíveis nos dois. Alec juraria que se o perguntassem como ele se sentia no momento a única descrição possível seria flutuando. Era bobo pensar daquele jeito, mas não se sentia sentado como antes. Quando seus olhos foram fechados foi como se tudo se encaixasse e logo desaparecesse.

Já Magnus era um turbilhão de emoções. Lembrou-se de quando falou para os amigos que estar apaixonado era a última coisa que queria na vida depois de Camille, só que agora aquela frase o soava tão besta. Queria estar apaixonado se tudo aquilo envolvesse Alexander Lightwood. Mesmo que ele pisasse no seu coração no final. Valia a pena.


 


 

No apartamento do Stilinski tinha dois homens sentados na sala assistindo a um filme. Stiles não quis deixar o maior sozinho, não sabia o porquê, mas uma vontade de ficar com o outro naquela noite o apossou. O convidou a passar a noite e dormir no quarto de hóspedes. Para sua surpresa ele aceitou de primeira. Tinha treinado todas as maneiras possíveis de o convencer a ficar e não precisou usar nenhuma. Agora assistiam a um filme da franquia Star Wars. O interesse no filme era real, mas com o braço de Derek envolvendo seu ombro daquele jeito ele tinha perdido qualquer foco. E fazer Stiles Stilinski perder o foco de Star Wars não era para qualquer um.

O primeiro encontro deles foi marcado, mas não acertaram o dia. Depois do acidente de hoje não conversaram sobre em nenhum momento. Além do clima não ser propício ele percebeu que Derek ficou abalado, mas depois que o Lightwood falou com eles no hospital o outro relaxou mais.

Entendia muito bem aquilo. Se fosse com Magnus, Clary ou Scott teria surtado. Por falar em Scott o amigo de toda uma vida não dava notícias desde o dia anterior. Ele estava passando por momentos difíceis em Beacon Hills. Uma droga viverem tão longe no momento. Felizmente se viam sempre que possível. Não era a mesma coisa de antigamente, que viviam um na casa do outro, mas já era um alívio a saudade.

- No que essa cabecinha tanto pensa? - A voz do mais velho o arranca de seus pensamentos.

- No meu irmão e melhor amigo que está a milhas de distância lá em minha cidade natal e em Magnus e Clary. Que se algo acontecesse com eles eu ficaria sem chão. Mesmo sabendo ser um risco que esse trabalho nos proporciona. - Sua mão estava entrelaçada a que estava em seu ombro. Acarinhava a mesma vez ou outra.

- Eu perdi toda minha família em um incêndio, Stiles. Só sobreviveu eu, Laura, Cora e Peter. Duas irmãs e um tio. Pode parecer insensível de minha parte, mas eu me senti anestesiado com o que aconteceu com o Alec. Era como se não estivesse acontecendo. - Derek ficou desconfortável ao falar daquilo, mas era estranho como o outro o fazia se sentir a vontade com sua presença.

- É um mecanismo de defesa da sua mente. Uma tragédia o abateu em dado momento da vida, qualquer coisa do nível que aconteça novamente seu cérebro vai dar uma bloqueada. - Ele para de falar quando o outro tira o braço e vira o corpo em sua direção. Decide olhá-lo nos olhos por uns segundos e era como se estivesse hipnotizado.

- Você as vezes fala como o Bane. - Seu tom era de admiração.

- É a convivência. - Responde rindo. - Estudando criminologia é natural que eu aprenda a estudar a mente humana, mas convivendo com o Magnus tenho aulas diárias. Sem falar que ele me faz ler a biblioteca inteira da casa dele.

- Vocês se dão tão bem. Já tiveram algo além de amizade? - Não soube bem o porquê perguntou aquilo. Quando deu por si já tinha saído. Estava se sentindo idiota no momento.

- Você e Alec já tiveram algo? - Ele estava gracejando com o cara do Hale.

- Touché. Me desculpe pela pergunta. Só que vocês agem de uma maneira tão intima.

- Amizades são assim mesmo, Derek. Veja você e Alec; você não deu um piti nem nada do tipo quando soube do que aconteceu com ele. Mas eu reparei o tempo todo. Seu corpo ficou tenso e sua voz saia como se fosse automática. Você se preocupou com ele no limite que tem depois de tudo que passou. Ainda assim se preocupou. - Fez uma pausa para respirar. Falava demais e tinha consciência disso. - Magnus é uma mistura de irmão mais velho e pai. Eu mal tinha chegado em Nova Iorque quando o conheci. Vir da Califórnia para cá não foi tão fácil como pensei. Não nos primeiros meses. Com seis meses aqui eu o conheci. Já tinha começado a praticar honestidade radical, ele perguntou se podia me estudar por um momento e eu findei aceitando. Meu psicólogo, que era amigo e trabalhava no prédio que pertencia ao doutor Bane, recomendou que eu participasse. Que seria bom para mim.

- Por que você frequentava o psicólogo?

- Eu perdi a minha mãe para uma doença quando tinha dez anos. Ela tinha demência frontotemporal e eu a assisti ser acometida por isso durante alguns anos. Sem falar que eu tenho deficit de atenção, hiperatividade e síndrome do pânico. Consultas são extremamente necessárias para pessoas como eu. Sem falar que era uma das exigências do meu pai quando o informei que me mudaria para cá.

- Podíamos fazer um campeonato para ver quem é mais lascado na vida. - Quis fazer um comentário mais engraçado. O clima estava ficando pesado e ele não queria aquilo.

- Quer saber de uma coisa Derek? Tenho pizza semipronta na geladeira. Acho que é uma boa ideia esquentar uma como jantar. - Diz levantando do sofá.

- Você não tem algo mais saudável? - Não é que não gostasse de pizza, mas deixava para comer coisas do tipo em certas ocasiões.

- Ter eu tenho. Acontece que estou morto para tentar cozinhar algo mais elaborado no momento. - Os dois foram para a cozinha. Era tão pequena. Como todo o apartamento em si. Não tinha muitos utensílios, só o necessário como fogo, geladeira e micro-ondas. A pia era interligada em um balcão e continha três armários pequenos embaixo.

- As paredes desse apartamento não combinam com você.

- Culpa do dono que falou que era proibido fazer qualquer modificação nele. Mas o aluguel vale a pena.

- Certo. - Ele caminha até Stiles e coloca suas mão nos ombros. - Que tal eu dar uma olhada na sua geladeira e ver se tem algo que eu possa cozinhar? Você tem vinho?

- Se você insiste. - O olhar de Derek o dava as famosas borboletas na barriga. E pensar aquilo era tão brega, mas era a vida. - Eu tenho um vinho que ganhei da Clary, mas como não tenho adega ele fica na geladeira.

- Sem problemas. Que tal colocar uma música?

- Está bem.

Stiles foi para sala e pegou o celular e a caixinha. Recebeu uma mensagem de Magnus o avisando do pequeno surto do Lightwood. Não era surpresa nenhuma se levarmos em consideração o impacto da pancada e o tempo que ele ficou desmaiado. Estranho seria se nenhuma reação negativa acontecesse. No fim da mensagem ele informava do beijo que se deram e tudo que ele conseguiu fazer foi rir. Coitado de Alec.


Notas Finais


Gente, falei que depois do flashback de Malec no episódio 18 nada mais me abalaria e quase paguei a língua com o episódio 19. kkkkkkkk Meu Malec se tratando friamente. :( Não fui eu que pedi.
O motivo do termino do livro tá diferente, mas tá sofrível igual. Aff.
Bom, agora vou tomar mais um remédio e dormir horrores. kkkkkkkk Amanhã venho responder os comentários atrasados e segundo volto com capítulo novo.

PS: O leve surto que o Alec teve ficou fantasioso demais? Eu me baseei de fato em surtos recorrentes depois de uma pancada. Tem gente que é permanente e tem uns que é só um breve caso.
PS²: Cada casal terá seu desenvolvimento e tudo no tempo de cada um. ♥
Beijos e até.


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