História Very Innocent - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Taehyung, Vhope, Yoongi
Visualizações 606
Palavras 2.542
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi gente socorro eu tô achando que vai todo mundo me matar ai meu deus
não me matem )':
eu amo vocês, viu? <3
gente socorro, a fanfic chegou aos 19k e aos mil comentário aaaaa socorro <3
muito obrigado por tudo gente, vocês não sabem o quanto eu fico feliz aaaaaaa
obrigado por todo o apoio serião lallaa
amo vocês <333

Capítulo 39 - Namjin?


Fanfic / Fanfiction Very Innocent - Capítulo 39 - Namjin?

Eu não sei a razão de ter atendido o celular, só sei que me deu algo... Alguma coisa me dizia que eu deveria atender. 

— Oi. — Falo ao celular.

— Jungkook? Oi! — Escuto a voz animada do outro lado da linha.

— Por que... Você me ligou? 

— Sei lá, lembrei de você hoje quando estava na faculdade, então eu senti que deveria ligar pra ti, não sei bem porquê.

Ele quebra o silêncio depois de alguns instantes.

— Enfim... Você está bem? — É o que ele pergunta.

— Não... E você? 

— Por que não? — Ele não responde minha pergunta.

— Jin, você ainda está morando em Busan? — Fujo do assunto.

— Eu estou, por que? — Ele pergunta.

Eu penso um pouco antes de responder. 

Estou prestes a me matar, prestes a desistir de tudo por causa da traição de Jimin. 

Eu sou um inútil, imprestável.

Eu depositei tudo de mim em Jimin, fiz dele meu escudo e minha espada.

Mas agora eu vou desistir da minha vida? Eu vou desistir da minha vida por que perdi minha razão?

Eu não posso fazer isso, eu preciso de uma nova razão, uma nova razão para continuar vivendo.

E não é nesse inferno que é a minha casa que vou conseguir aguentar.

Eu preciso superar Jimin, na verdade eu sei que isso é impossível... Mas eu preciso pelo menos tentar tomar outro rumo na minha vida.

Eu preciso sair daqui. 

Eu não posso ficar próximo de Jimin, eu não posso ceder as minhas tentações, não posso me matar, eu preciso viver, lutar, preciso de um novo objetivo na vida.

Eu preciso sair de Seul.

— Jin, eu posso morar com você? — Pergunto, eu preciso disso, preciso sair daqui e esquecer todos os meus sentimentos.

— Hmm, pode, mas tipo assim... Quando? — Ele pergunta, em tom meio duvidoso.

Eu não ligo.

Não posso mais ficar aqui, sozinho com meus sentimentos.

— Agora, posso ir?

— Oh... Tá bom, pode vir, Jeon! Estarei em sua espera.

Não penso duas vezes antes de jogar o meu celular no chão, retirar a minha cabeça da coberta e pular da cadeira, indo ver quanto dinheiro eu tinha.

Não posso usar cartões de créditos, não posso deixar o meu pai saber da minha localização.

Ainda não tenho 18 anos, mas não me importo, eu ia fugir com Jimin... Mas já que agora eu não o tenho mais, não adianta mais esperar até ter 18.

Pego todo o dinheiro que tinha, não era muito, mas vai me ajudar por um tempo.

Eu vou arrumar um emprego!

Antes de sair percebo minhas roupas meladas de sangue.

Eu não posso sair assim, as pessoas vão achar que eu assassinei alguém.

Mas são as roupas de Jimin... 

Eu preciso de algo de Jimin, algo que faça com que eu me lembre dele, de seu cheiro... Eu não vou conseguir viver sem me lembrar nenhum pouco de Park Jimin.

Vou até o banheiro, tiro as roupas e coloco em uma sacola, me lavo para tirar o excesso de sangue e depois visto outra roupa.

Eu não me importo se essas roupas estão meladas de sangue... Elas são de Jimin, ainda tem o seu cheiro de hortelã, eu preciso delas... Ao menos para não esquecer do seu cheiro.

Antes de deixar o meu quarto olho em volta.

Isso está um desastre.

Mas eu não ligo, eu prefiro que as pessoas achem que eu morri.

Eu quero ter uma vida nova, vou ser um novo Jungkook.

Um novo Jungkook que não precisa de um Jimin para viver.

Vejo o barquinho de Jimin encima da estante, o barquinho que teve um significado enorme pra ele... E pra mim também.

Eu preciso levá-lo comigo.

Não importa se vou ser um novo Jungkook que não precisa de um Jimin, eu vou ser também um novo Jungkook que não precisa esquecer de todas as suas lembranças boas com Jimin.

Pego o barquinho e coloco dentro da sacola.

Esse sou eu fugindo de casa, só com um pouco de dinheiro e uma sacola, uma sacola que contém apenas um barquinho e peças de roupa sujas de sangue.

Pego o primeiro ônibus que leva à Busan.

Agora sim... Estou finalmente me distanciando de Jimin.

Em todo o percurso da viagem eu lembrei dos momentos que tive com ele...

Vai ser impossível esquecê-lo.

Eu preciso fazer algo que me distraia, e eu preciso fazer isso logo.

Uma breve ideia me passa na cabeça... E se eu começasse a namorar? 

Certo, isso logo se dissolve da minha mente, seria impossível também.

Nunca vou amar outra pessoa que não seja o Jimin.

E eu não vou fazer o mesmo que ele fez... Eu não vou namorar alguém mesmo sabendo que amo outro. 

Eu não sou capaz de ferir os sentimentos de alguém assim.

Mas ele foi... Ele namorou comigo enquanto amava o Hoseok.

Finalmente chego em Busan, freto um táxi e vou até a casa de Seokjin. 

Bato na porta, em ansiedade.

— Jeon! — Ele sorri com animação e me dá um abraço apertado. 

— Oi! — Respondo.

Jin me mostra o meu quarto, e o resto da casa.

— Enfim... Seu pai sabe que você está aqui? — Ele pergunta.

— Não, por favor, Jin... Não conte. Eu não quero voltar pra lá, minha vida com meu pai é um sofrimento.

— Você fugiu?

— É, eu fugi, eu quero começar a trabalhar, mas por favor, não conte pra ele, certo? Eu quero ter uma nova vida e não quero que meu pai saiba onde estou, quero que ele pense que estou morto. — Respondo.

— Tudo bem, Jungkook... Eu entendo. 

Eu nunca fui muito próximo à Jin, mas eu simplesmente senti que devia vir pra cá e recomeçar, eu senti que ele me ajudaria e apoiaria.

Escuto um barulho na porta e Seokjin a abre, depois vejo Namjoon entrando.

— Hyung! O que está fazendo aqui? — Questiono.

— Oi Jeon! Mas isso sou eu quem te pergunta... O que está fazendo aqui? — Ele pergunta depois de me abraçar.

Eu também não sou muito intimo com o Namjoon.

— Ele vai morar aqui, Nam. — Afirma Jin.

— Oh. — Exclama Namjoon.

— Certo, então eu acho que preciso contar algo pro Jeon, né Namjoon? — Jin olha pra Namjoon, que está meio esquisito.

Eu não estou entendendo nada.

— Me contar o que? — Interrogo.

— Eu e Namjoon escondemos isso por muito tempo... Você promete que não vai contar a ninguém, né?

Bem, isso está começando a me assustar.

— Vocês são assassinos ou algo do tipo? — Pergunto.

— Sim, nós somos assassinos. — Responde Namjoon com um olhar pesado sobre mim.

Eu estou realmente com medo.

Passo alguns instantes olhando pra eles, já que eles são assassinos vão me matar?

Meu deus.

Quer saber? Eu nem ligo, eu ia me matar de qualquer forma.

— Vocês vão me matar? Pois façam logo, antes que meus próprios sentimentos me matem. — Resmungo.

Porém eles não fazem nada, apenas se entreolham e começam à rir.

Pronto, era só o que me faltava mesmo.

Eles devem ser assassinos psicopatas, pelo visto.

Eles são tipo uns palhaços do medo? Aqueles palhaços que matam as pessoas enquanto riem.

Como será que eles vão me assassinar? Lentamente ou rapidamente?

Eu não sei, mas espero que eles façam cortes em meu corpo, sempre me aliviam...

Porém se eu tiver uma morte rápida toda a minha dor vai passar rapidinho...

Tá, espera aí, o que eu estou pensando? Eu fugi de Seul para buscar uma vida nova, eu não me matei para vir pra cá... E agora eles vão me matar? Isso é tão bizarro.

Eu nunca pensei que Seokjin e Namjoon fossem dessas coisas.

— Nós não vamos te matar. — Fala Namjoon.

— Ah, mas se eu continuar morando aqui e vocês forem pegos pela polícia... Eu vou ser preso como cúmplice? — Interrogo.

Eles começam à rir mais, eu de fato não estou entendendo o que está acontecendo.

Qual o motivo de tantas risadas?

— Jungkook, nós não somos assassinos, Namjoon estava brincando, apenas. — Jin esclarece tudo.

Só enfim consigo compreender a total lerdeza em que me encontrava e começo à rir junto com Jin e Nam. 

— Seus bobos! Pois então, o que iam dizer? 

— Eu e o Namjoon namoramos. — Responde Jin.

Isso me deixa tão aliviado.

— Ah! Então era isso! Isso é muito legal! — Exclamo.

— Mas não conte à ninguém, isso daria um pouco de problema com nossos pais. — Diz Seokjin, olhando pra Namjoon.

Eu consigo ver pela troca de olhares como eles estão apaixonados.

Eu era assim com Jimin também?

Ou será que o Jimin só foi assim com o Hoseok?

— Não vou contar à ninguém, eu shippo vocês! — Falo.

— Shippa, é? — Nam solta um sorriso acolhedor.

Ver os dois aqui, apaixonados, me causa uma certa dor.

Eu era apaixonado por alguém que não sentia o mesmo por mim.

— Sim, eu shippo... Namjin. — Digo.

— Namjin? — Questiona Jin.

— Sim! Namjoon e Seokjin, é a junção de seus nomes... O nome do shipp de vocês. — Falo, e recebo dois sorrisos.

Ver os dois aqui, apaixonados, não vai me fazer bem.

Eu preciso levar minha mente até outro lugar, me desviar de tudo que se relaciona com o amor.

— Gostei! Namjin! — Diz Jin.

— Namjin pra sempre! — Responde Namjoon.

— Hm... Jin, pode me emprestar o seu celular? — Pergunto.

— Claro. — Ele fala e me dá.

Subo até o quarto que agora é "meu".

Sorte que eu decorei todos os números.

Começo a digitar o número de Jimin, quase ligo, porém não o faço, penso melhor e apago tudo.

Acabo digitando o número do meu professor. 

— Alô? — Ele atende depois do segundo toque.

— Oi professor... É o Jungkook... O senhor pode me dar o contato daquele seu familiar que trabalha com artistas? — Pergunto.

Certo, sorte minha que os estúdios desse cara são em Busan.

Agora estou aqui, na frente do seu estúdio, um passo para que eu mude toda a minha vida.

Entro.

Avisto um homem, que se aproxima de mim.

Ele me manda pra sala de audições e me manda cantar alguma coisa... Penso um pouco e acabo cantando Lie, que é uma música que gosto muito e descreve exatamente como estou me sentindo.

O empresário se chama Sihyuk.

— Como assim? Compôr uma música e já lançar? Mas eu nem tive um treinamento... — Digo quando ele me oferece essa proposta absurda.

— É, você é um talento... E eu estou falindo, eu preciso de um novo artista, um artista bom. Você quer ou não? — Fala Sihyuk.

— Eu... Eu quero. Vou compôr a música e assim que estiver pronta eu volto aqui. — Falo.

Certo, agora estou novamente na casa de Seokjin, tentando compor a música.

Jin achou estranho porque eu não comi nada durante esse tempo aqui, menti pra ele e disse que comi na rua.

Mas a verdade é que não consigo comer, nada entra.

Eu acho que vou fazer uma letra... Vou descrever a maneira como estou me sentindo.

Eu estou em risco novamente, está perigoso novamente

Tão mal, por que? Nós estamos, yeah

Para suportar mais, para sustentar mais

Tão difícil, eu não consigo.

Eu não tenho nem ideia de como isso está ficando.

Será que Sihyuk vai gostar?

Lembro de tudo que eu e Jimin passamos.

Minha cabeça flui em palavras, em sentimentos, e minhas lágrimas começam a descer inesperadamente.

Mesmo se eu já soubesse

Eu não consigo parar

De jeito nenhum, de jeito nenhum, de jeito nenhum

Conforme o tempo passa

Apenas fico mais destruído.

Eu vim pra Busan com o intuito de esquecer Jimin.

Mas não dá, é impossível.

Eu vou pensar nele todos os dias, noites, manhãs, tardes e madrugadas, todas as horas e todos os minutos, as lembranças, mesmo que corriqueiras, nunca vão sair da minha cabeça.

Park Jimin me dominou.

Ele me fez feliz e depois desistiu de mim, ele me quebrou.

Eu estava dentro de um castelo de cartas, e Jimin era quem o fazia.

Jimin apenas tirou uma carta, uma carta que fez com que todas as outras cartas caíssem sobre mim.

Eu estou preso, preso debaixo de milhares cartas, de milhares sentimentos e pensamentos, preso debaixo de milhares de lembranças.

De jeito nenhum, de jeito nenhum, está desmoronando novamente

Uma casa feita de cartas, e eu, dentro

Mesmo que o fim esteja visível, mesmo que esteja para desabar logo

Uma casa feita de cartas, sou como um idiota.

Jimin me traiu.

Toda a felicidade que ele me proporcionou, tudo foi em vão.

Ele foi embora, ele desistiu de mim.

Mesmo que eu estivesse vivendo em uma mentira, eu não queria que tudo acabasse.

Eu queria poder viver toda a minha vida na mentira que era o amor de Jimin.

Por que? Por que ele me enganou? Por que me causou tanto sofrimento?

Mesmo que seja um sonho vão, fique assim um pouco mais

Como se não houvesse amanhã

Como se não houvesse uma próxima vez

Agora, em frente aos meus olhos, tudo sem você

É uma terrível escuridão.

Na verdade eu sempre soube, né?

Jimin me abandonou no início, por que não iria embora agora?

O seu amor voltou, Jung Hoseok voltou por ele.

Park Jimin não precisa de mim.

Park Jimin não precisa de mim tanto quanto eu preciso dele, ele não me ama tanto quanto eu o amo.

Eu sou sozinho nessa relação.

Eu sempre soube, eu sempre soube que Jimin me abandonaria por Hoseok.

Sempre soube que ele não conseguiria aguentar comigo até o final.

Eu digo isso como um hábito

Nós não daremos certo no final

Mesmo assim, eu continuo esperançoso

Desde que eu esteja com você no final também, eu estou bem.

Isso é impossível, né?

Jimin jamais vai voltar pra mim.

Mesmo que eu volte pra ele, ele não vai me aceitar, eu sei bem dos seus sentimentos por Hoseok.

Eu não posso voltar pra mentira.

Mesmo se eu já soubesse

Eu não consigo parar

De jeito nenhum, de jeito nenhum, de jeito nenhum

Conforme o tempo passa

Apenas fico mais destruído.

Eu vou viver pra sempre com esses momentos em minha cabeça.

Eles não saem de mim nem por um segundo.

Mesmo sabendo que é errado, que eu vou me machucar, eu continuo querendo Jimin.

Como eu posso ser tão burro?

Eu não queria que Jimin tivesse mentido pra mim, eu não queria nem ter o conhecido.

De jeito nenhum, de jeito nenhum, está desmoronando novamente

Uma casa feita de cartas, e eu, dentro

Mesmo que o fim esteja visível, mesmo que esteja para desabar logo

Uma casa feita de cartas, sou como um idiota

Mesmo que seja um sonho vão, fique assim um pouco mais.

Bom, eu quero mostrar transparência nas minhas músicas se vou ser um "cantor".

E essa música me descreve de todas as maneiras possíveis.

Termino tudo na segunda-feira de tarde, como pude ser tão rápido? Não durou nem um dia.

Eu achei que compor fosse mais difícil...

Talvez seja mais fácil se você falar com o coração.

Bom, eu preciso levar essa música pro Sihyuk o mais rápido possível.

Saio de casa, mas assim que ando alguns passos alguma coisa faz com que eu caia no chão.

Abro os meus olhos e vejo um homem sorrindo.

Esse homem, esse rosto...

— Até que enfim nos encontramos novamente, Jeon Jungkook.

Ele me levanta e me joga dentro de um carro, depois começa à dirigir.

Eu sei quem é esse homem.

É impossível esquecer-me dele.

Bonhwa, o cara que tentou me estuprar na floresta.


Notas Finais


tenso hein bixo
tô me sentindo mal por estar deixando vocês ai sem saber o que tá acontecendo muahuahuahua socorro


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