História Vestida para casar - Capítulo 18


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Categorias Fairy Tail
Personagens Angel, Aquarius, Aries, Briar, Cana Alberona, Capricórnio, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Mary Hughes, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Personagens Originais, Zeref
Tags Bura, Casamento, Fairy Tail, Nalu
Exibições 203
Palavras 3.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu demorei, certo? Eu tenho plena consciência disso e nem irei me desculpar pela demora porque sei que estou errada. Eu tenho tido dias bem agitados por conta do final do ano, teve o Concurso de Drabbles da NaLu Brasil em que eu fui uma das juradas e também inúmeras entrevistas de estágio que tenho participado e por isso eu acabei esquecendo de escrever, isso mesmo, eu esqueci de escrever e nem ao menos vi os dias passarem. Eu não costumo deixar minhas fanfics em segundo plano, porém, eu acabei fazendo isso e nem percebendo. Espero que me perdoem.
Ah, o capítulo, como vocês perceberam no título, teve que ser dividido em duas partes porque senão ele iria ficar MUITO, mas MUITO grande, então, eu decidi dividi-lo em dois pedaços para não passar das 7000 palavras e vocês não ficarem muito cansados.
Não vou dar data para a próxima atualização porque eu consegui um estágio! Uhuul! E eu não sei como vou me organizar no dia-a-dia para os estudos e meu tempo para escrever, mas tenham certeza que eu não irei abandonar “Vestida para casar”. Eu irei terminar essa fanfic nem que seja em 2030 (espero não demorar tanto assim HAUAHU)
Enfim, desejo uma boa leitura e me desculpem por qualquer erro, mas eu já tô cansada e eu só li e mudei umas coisas, não revisei direito, para variar HAUAH
Vejo vocês nas notas finais, elas são imprescindíveis nesse capítulo, ok?

Capítulo 18 - Capítulo 16: Verdade (parte I)


Fanfic / Fanfiction Vestida para casar - Capítulo 18 - Capítulo 16: Verdade (parte I)

"Eu daria tudo para reescrever esse capítulo da minha vida, mas eu não posso, Sr. Molesley. Mesmo por você, eu não posso. " – Downton Abbey 

15 de maio de 2015 às 14h06; Hotel e Resort Fairy Tail ― Ala Norte

Fitava o teto distraidamente, pela sua mente passavam milhares de pensamentos cada um mostrando um final para aquele dia. O dia do seu casamento. Natsu suspirou e olhou para o relógio no criado mudo, 14h06, estava na hora de se arrumar, mesmo que não se importasse com aquela data, ele queria estar bem arrumado para ver Briar cair. Interrompendo seus pensamentos, dois toques ressoaram pelo cômodo, ele levantou-se preguiçosamente e foi até a porta:

― Senhor Natsu Dragneel? ― O funcionário perguntou segurando um cabide preto acoplado numa capa para ternos. 

― Sim 

― O terno que o senhor irá usar no casamento, senhor ― Entregou para o rosado e o Dragneel abriu a capa para avaliar a vestimenta, como esperado, ela estava impecavelmente lavada, passada e engomada. 

― Está perfeita, obrigada ― Agradeceu e o funcionário estava prestes a sair quando o rosado chamou sua atenção ― Hei! Será que poderia entregar uma mensagem para uma pessoa? ― Questionou. 

~•~

15 de maio de 2015 às 14h19; Hotel e Resort Fairy Tail ― Ala Norte

O moreno entrou no quarto sem bater, já sabia que a porta estaria destrancada. Natsu estava endireitando o nó da sua gravata quando viu Gray próximo à porta. O Dragneel se virou para o amigo e o avaliou, quando abriu a boca para falar, foi impedido:

― Eu sei o que você vai dizer, Natsu ― Gray falou

― Lisanna te contou? ― Perguntou com uma sobrancelha arqueada 

― Sim, mas não brigue com ela. ― Pediu ― Eu sempre soube que era só questão de tempo para você compartilhar esse segredo com ele.  

― Mas o segredo não é só meu, Gray, e é por isso que eu preciso da sua permissão 

― Você não precisa pedir minha permissão, meu amigo, você já deveria ter contato esses seus malditos segredos a muito tempo para sua família e para todos que você ama. É um fato que eu e Juvia nunca teremos palavras para te agradecer pelo que você fez, Natsu ― Se aproximou do amigo ― Mas nós, ao menos, queremos que você seja feliz, de uma forma ou de outra. ― Falou e em seguida, abraçou o amigo. Mesmo que Gray nunca tenha sido um homem caloroso que mostrava seus sentimentos para qualquer um, (como Natsu era) o carinho que o Fullbuster tinha por certas pessoas era evidente, porém nunca era rodeado de abraços e palavras carinhosas. Por isso, Natsu estranhou o abraço, mas aceitou de bom grado, sabia que era sincero. 

― Está mais do que na hora de você parar de se sacrificar pelos outros e passar a correr atrás da sua felicidade. ― Disse antes de seguir pela mesma porta que entrou minutos antes. ― Boa sorte, Natsu― Falou antes de fechá-la. 

~•~

15 de maio de 2015 às 14h39 ― Estacionamento do Hotel e Resort Fairy Tail 

― Eu não esperava que a história fosse essa, nunca imaginei que a Lisanna estaria por trás de tudo isso ― Erza comentou assim que Cana estacionou o carro 

― Sim, parece que a Lisanna chegou à beira da loucura por causa da culpa. Eu nunca pensaria que aquela garota ficaria tão sentida assim por conta dos seus próprios pecados ― Cana disse enquanto saia do carro recém estacionado

― Verdade ― Balbuciou enquanto batia a porta do lado do carona ― Agora faz sentido ele estar nos ajudando ― Comentou e Cana apenas riu. 

― Sim, vai ser um grande evento esse casamento ― Riu ao imaginar a cena. 

Se tudo ocorresse como Lisanna, Cana e Erza planejaram aquele dia não sairia da mente de, pelo menos, metade da população da cidade de Magnólia. 

― Cana! Erza! ― Ouviu-se a voz ao longe e as duas mulheres puderam ver uma albina correndo em direção a elas; era Lisanna. 

― Lis! ― Erza cumprimentou quando a Strauss se aproximou. Lisanna sorriu e pôs as mãos nos joelhos tentando recobrar o fôlego. 

― E-e então? ― Disse ainda meio sem ar 

― Então que está tudo certo. Foram precisos dois dias para convencer aquela anta loira, mas conseguimos e ainda arrumamos uma ajuda valiosa ― Cana disse sorrindo vitoriosa 

― Isso quer dizer que...― Lisanna estava atônita, não acreditava que tudo estava resolvido. Erza se aproximou da mulher e pôs a mão sob o ombro dela: 

― Que estamos cada vez mais próximas a acabar com toda essa farsa. ― Disse com um sorriso doce no rosto e um outro sorriso nasceu no rosto de Lisanna

~•~

15 de maio de 2015 às 14h52; Hotel e Resort Fairy Tail ― Ala Norte

Pela segunda vez naquele dia, a porta do quarto de Natsu foi aberta, mas, dessa vez, seria para uma conversa que Natsu não sabia se conseguiria ter. Igneel entrou encarando o filho que andava de um lado para outro do quarto, se fosse humanamente possível, Natsu poderia ter feito vários buracos no chão do quarto e o nervosismo do rosado só piorou quando ele viu o pai: 

― Nervoso, filho? ― Perguntou após fechar a porta atrás de si.  

― Pelo casamento? ― Perguntou

― Sim, é claro. É um momento muito marcante da vida de qualquer pessoa ― Falou no mesmo tom que usava para todos os conselhos que ele deu aos filhos ao longo da vida deles. 

― Não. Eu estou nervoso pelo que eu estou prestes a fazer. ― Falou com a pouca coragem que tinha. O coração batendo como nunca e a adrenalina correndo por suas veias. Era a hora da verdade. ― Pai, eu tenho que te contar algumas coisas. 

― Coisas? ― Igneel replicou sem entender o assunto que Natsu queria tratar ― Que coisas? 

― Coisas que fazem parte do meu passado e que você precisa saber. ― Falou e Igneel sentiu o mistério que aquela frase carregava. 

― Bom, se você quer conversar, eu estou aqui para ouvir ― Disse e Natsu se sentou na beirada da cama sendo seguido pelo pai, que se sentou ao lado dele. 

― Eu não amo a Briar ― Começou, mas foi cortado pelo pai. 

― Natsu eu sei disso, mas você mesmo sabe que Lucy se casará hoje. Briar é uma bela mulher você pode aprender a amá-la ― Disse tentando convencer o filho. Igneel não conhecia nada sobre a verdadeira personalidade da, talvez futura nora, para ele, aquela mulher poderia ser uma boa esposa para seu filho caçula e o fazer tão feliz quanto Zeref era feliz com Mavis. 

― Pai ― Natsu disse baixinho tentando fazer o pai deixá-lo continuar

― Ela é educada, ― Começou a enumerar as qualidades da albina  

― Pai ― Tentou, mais uma vez, usando seu tom baixo.

― Ela tem bons contatos e pode te auxiliar a comandar as nossas joalherias... ― Continuou com sua enumeração 

― PAI! EU ROUBEI A NOSSA EMPRESA! ― Praticamente gritou fazendo Igneel parar de falar no mesmo instante. O Dragneel mais velho parecia ter perdido a voz. Sua boca estava aberta, mas, aos poucos, ele a fechou. Estava num similar estado de choque, não acreditava no que havia ouvido, deveria ter se enganado, sim, só poderia ser isso, o verbo "roubar" não poderia ter saído da boca de um de seus filhos. 

― Natsu, me explique isso. ― Foi tudo que conseguiu pronunciar num primeiro momento. ― Se for uma brincadeira... ― Ameaçou 

― Não é nenhuma brincadeira ― Afirmou ― Pai, eu tenho motivos para isso e quero que você os ouça. Tudo começou há cerca de sete anos, com o término brusco entre eu e a Lucy, o início da faculdade e o seu pedido para que eu começasse a entrar mais e mais na vida da empresa, eu acabei me sobrecarregando. Comecei a ter vários problemas na faculdade, minhas notas baixaram, não dormia direito, não conseguia aprender a matéria e pouco a pouco ia definhando mais e mais. Não conseguia fazer nada direito, não tinha concentração alguma e tudo só piorou com a chegada das primeiras provas, mas também foi naquela época eu descobri um novo mundo naquela Universidade, o mercado clandestino de anfetaminas¹, principalmente as drogas para ajudar na concentração. Depois de muita pressão de amigos que a usavam, eu comecei a usar esses remédios. Arranjei uma receita falsa de Metilfenidato² e comecei a fazer uso dele. Esse remédio, no início, era incrível, pai! ― Contou e o pai, assustado, apenas o ouvia ― Aquele remédio maldito me fazia parecer um gênio. Nas primeiras vezes em que eu o tomava, as ideias borbulhavam, a minha atenção não se desviava nem um único segundo do que eu fazia; não importava se eram dos dados que você me mandava, as videoconferências com acionistas da joalheria ou as matérias da faculdade. Minhas notas e meu rendimento deram um salto e para melhorar eu não tinha nenhum efeito colateral. Tudo andava às mil maravilhas até que o metilfenidato parou de funcionar. Eu fiquei desesperado. Tentei outros remédios como o Modafinil³ e tantas outras anfetaminas, mas todas paravam de funcionar numa hora ou em outra e além disso me causavam tantos efeitos colaterais que eu sempre suspendia o uso e trocava de medicamento. Essa troca foi por quase um ano até que em abril de 2010, eu conheci o que seria o meu maior vício. A cocaína ― Assim que o rosáceo pronunciou o nome da droga, o corpo de Igneel pareceu parar. O homem não conseguia acreditar nas palavras do filho. Não conseguiu mensurar a dor que sentiu ao ouvir que seu próprio herdeiro havia se drogado e o pior não conseguia se perdoar que o filho estivesse passado por todas essas penúrias sem que ele ao menos tivesse noção. Igneel, naquele instante, acreditava que era o pior pai do mundo, mas mal sabia ele que Natsu não tinha chegado nem na metade da história. ― Foram quase dois anos naquele vício, passei dos meus 19 aos 21 anos usando cocaína. Toda vez que eu a usava, eu me sentia o homem mais poderoso do mundo. Meus medos iam embora, eu me sentia ligado e totalmente ativo. A sensação de bem-estar que a droga me dava, nenhum fármaco que eu havia usado me deu. Foi com a cocaína que eu, por pouco tempo, consegui melhor meus rendimentos na faculdade e na empresa, além disso, só ela que me fazia esquecer o rosto da Lucy, mesmo que por poucas horas. Eu sei que ela não tem a ver com isso e que provavelmente ela me daria uma tapa na cara se soubesse que eu fui até tão fundo no poço, mas eu amo aquela mulher e mesmo na época do meu vício eu tentava esquecê-la. Porém, com o tempo o vício começou a cobrar seu preço e eu queria cada vez mais da droga e para isso fui aos poucos largando as coisas: tranquei a faculdade e comecei a usar o dinheiro da mensalidade para o meu vício. Cada vez mais fui deixando a empresa largada, faltava as videoconferências, esquecia de mandar os balanços, eu literalmente me entreguei a esse mundo, pai. Até que um dia eu tive que mudar isso...

“Era uma tarde de quarta-feira, Natsu e seus amigos estavam reunidos no apartamento do rosado em Alvarez, pois, Jeff― um dos usuários com quem Natsu andava―  dizia ter conseguido uma raridade:

― Eu tô dizendo, essa é a mais pura que vocês vão encontrar por aqui ― Contava ― Vão ver como ela é incrível ― Se gabava 

― Tá bom! Só pare de enrolar e prepara ela aí ― Natsu, um dos mais nervosos para provar aquela “branquinha”, dizia. 

A verdade era que Natsu se sentia cada vez mais ávido e excitado para experimentar aquela cocaína nova e sentir o bem-estar que só ela poderia proporcionar. Jeff entregou a droga e um a um eles foram fazendo suas carreiras e cheirando a droga. Cada um ali parecia sentir seu sangue voltar a circular nas veias, sentia seu corpo quente além de se sentirem quase que deuses. Conforme a noite passava, cheiraram maus cocaína além de beberem goladas de whisky para acompanhar. 

Por volta da meia-noite Natsu fez a última carreira de cocaína da sua vida, ele cheirou a droga, esfregou o nariz para o pó penetrar melhor em seu corpo, porém, diferente das outras vezes a sensação de prazer não veio, em seu lugar surgiu uma arritmia, uma falta de ar e ele sentiu o sangue quente descer pela sua narina. Ele havia chegado ao seu limite. Em poucos minutos o Dragneel perdeu a consciência e a única coisa que seus amigos, quer dizer, seus parceiros na droga fizeram foi levar tudo que podiam do apartamento do rosado e ligarem para o serviço de emergência antes de fugirem do local. ” 

― V-você teve uma overdose? ― O pai perguntou com a voz falha  

― Sim, foi nessa época que o Zeref descobriu meu vício

 “Hospital Central de Alvarez. Esse era o lugar pelo qual Zeref corria esbaforido, entrou como uma bala na recepção grandiosa do hospital e praticamente atacou a primeira recepcionista que viu. Ele estava desesperado e qualquer um ali poderia perceber. 

― Natsu Dragneel! Onde está Natsu Dragneel? ― Praticamente bradou para a atendente da recepção 

― Se acalme senhor, sei que o momento é difícil, mas... ― Tentou argumentar, mas foi cortada 

― Só me diga onde está meu irmão! ― Rosnou ― Eu preciso ver meu irmão, preciso saber se meu irmão está bem! ― Dizia quase que numa súplica à mulher. 

[...] 

― Gray! ― Falou surpreso por ver o Fullbuster entrar na sala de espera acompanhado da, na época, noiva, Juvia. 

― Zeref ― Cumprimentou ― Eu pensei que você não estivesse na cidade

― Na verdade, eu vim para saber os motivos do Natsu praticamente ter abandonado suas responsabilidades com a empresa, mas quando cheguei no o apartamento dele, encontrei a entrada cheia de policiais e um deles me disse que Natsu tinha vindo para cá ― Contou ― Mas e você? ― Perguntou

― Parece que o meu número de telefone estava como a última ligação e acharam que eu era da família por isso me chamaram para cá ― Explicou ― Assim que eu soube que ele estava no hospital, vim correndo. ― Como ele está? ― Falou preocupado 

― Não me disseram nada ainda ― Contou se jogando na cadeira de plástico da sala de espera ― Só vejo o movimento de médicos e enfermeiros, mas nenhum deles me diz nada. Eu estou com medo de que... 

― Não! ― Juvia se pronunciou ― Natsu-san vai ficar bem, tenho certeza. ― Falou esperançosa 

― Disso eu tenho certeza, mas o meu maior medo não é esse ― Gray falou ― E sim o que aconteceu com ele  

― Os policiais me disseram que tinha cocaína no apartamento do Natsu ― Zeref disse com a voz baixa e se curvando e apoiando os cotovelos nos joelhos ― Não sei o que farei se meu irmão tiver se viciado 

Gray e Juvia ficaram calados, olharam um para o outro. Não sabiam o que pensar ou o que dizer, nunca imaginaram que Natsu poderia se meter com drogas. 

― Não adianta pensar nisso agora, Zeref-san ― Juvia disse ― Temos que nos focar em receber notícias dele. 

― Mas se o Natsu tiver se viciado, a única coisa que poderemos fazer por ele é leva-lo para reabilitação, não importa a droga que ele usou. ― Gray também disse 

― Vocês estão certos 

― Os parentes de Natsu Dragneel ― O médico com a prancheta anunciou e Zeref, Gray e Juvia levantam-se e aproximaram-se

― O meu irmão? Como ele está? ― Zeref foi o primeiro a bombardear o doutor de perguntas 

― Acalme-se, sim? ― Começou ― O seu irmão teve uma overdose causada pelo uso excessivo de cocaína, mas também encontramos traços de álcool em seu sangue. ― O rosto de Zeref ficou chocado. Então, realmente seu irmão havia se viciado? ― Ele teve arritmias cardíacas, convulsões e uma isquemia no intestino. As arritmias e as convulsões foram controladas e a isquemia já está sendo tratada. ― Explicou e todos respiraram aliviados naquele local ― Entretanto, ― recomeçou ― teremos que estar preparados para os efeitos que o corpo dele passará assim que os sintomas da abstinência começarem. ― Disse e depois se retirou. 

Zeref, Gray e Juvia voltaram a se sentar em suas cadeiras, angustiados pelo futuro de Natsu. Nada comentaram, apenas pensavam sobre o longo caminho que Natsu ainda teria que percorrer. “ 

― Natsu, ― disse com temor ― Você está... ― Tentou continuar, mas a voz não saia, apenas as lágrimas

― Eu tô limpo, pai, eu passei dois anos vida na reabilitação ― Contou ― Zeref e Mavis iam todo final de semana me ver. Gray e Juvia também iam sempre que podiam e foram esses quatro que me deram forças para continuar e não desistir. A reabilitação não foi fácil, não posso mentir. Os tremores, as mudanças de humor, o calor, o frio, a vontade de usar a droga novamente...tudo isso quase me fez enlouquecer, mas eu consegui vencer tudo isso e hoje eu não poderia me sentir mais orgulhoso de mim mesmo 

― Eu só não entendo, Natsu, por quê? Por que você não me contou isso? Eu também poderia te ajudar, meu filho ― Disse suplicante. Igneel não entendia como havia conseguido ser um pai tão relapso. Natsu sorriu. 

― Porque eu não aguentaria ver esse seu mesmo rosto indicando desespero e decepção, não naquela época. ― Explicou ― Mas, pai, ainda tem mais...

“― Ora, ora ― Uma voz foi-se ouvida ― Pelo o que o médico ali disse ― Apontou para o lugar onde o médico havia surgido e sumido ― O filho mais novo dos Dragneel é mesmo um Zé Droguinha, né? ― Os três olharam para o lado e puderam ver a figura de cabelos brancos que falava com desdém de Natsu 

― Quem é você? ― Zeref se levantou possesso e pronto para gritar com aquela mulher de pele morena e cabelos brancos 

― Ah ― Pareceu surpresa ― Você não me conhece, querido? ― Perguntou retoricamente ― Sou Briar Blanche e é um prazer ―Disse e levantou uma mão em direção ao Dragneel mais velho que ignorou o cumprimento dela 

― O que você veio fazer aqui? 

― Eu? ― Perguntou novamente

― Sim, você ― Disse entre dentes 

― Ah, eu só vim confirmar o que minha fonte me disse ― Começou ― Queria saber se era verdade que Natsu Dragneel, o filho mais novo da família Dragneel, a grandiosa dona de tantas joalherias, era mesmo um viciado. ― Falou num tom frio e continuou seu discurso. ― Sabe, seria tão doloroso para mim se Igneel Dragneel descobrisse que seu filho mais novo, seu lindo caçula é um viciado! ― Disse num falso tom de tristeza ― Seria um escândalo, não acha? ― Falou enquanto olhava para as unhas ― Um escândalo que todos os jornais do país iriam noticiar ― Disse com uma face tão séria que Zeref arregalou os olhos. Aquela mulher acabava de ter feito uma ameaça velada para ele, uma ameaça que poderia prejudicar não só seu irmão, mas toda sua família.  

― Sua... ― Gray disse enquanto fechou as mãos com raiva e Juvia se mantinha encarando aquela mulher e tentando acalmar o noivo. 

― Hei, hei, Gray Fullbuster, ― Falou num tom brincalhão ― nada de xingamentos OK? Não é inteligente maldizer a pessoa que tem o futuro do seu melhor amigo em mãos ― Sorriu diabolicamente 

― O que você quer, então? ― Zeref voltou a dizer ― É dinheiro? 

― Zeref Dragneel, o irmão que faz tudo pelo mais novo. ― Briar recomeçou ― Até mesmo se jogar na frente de um carro como você fez a alguns anos.― Mostrou que sabia do acidente que os irmãos Dragneel haviam sofrido durante a infância ― Realmente, você é um idiota sentimental. ― Disse com deboche 

― Só diga logo o que você quer! ― Juvia disse com raiva na voz ― Não vê que é um momento delicado para todos nós? ― Continuou ― Será que você não tem coração? 

― Tenho, mas faz o trabalho dele, bombear sangue e não ficar me fazendo pensar em idiotices românticas, como o seu faz ― Respondeu Juvia e se virou para Zeref ― E eu não queria dinheiro, queridinho, ― bateu a ponta do dedo no nariz dele ― mas já que você está oferecendo, acho que ele é bom para começar. ― Sorriu. ― Amanhã eu quero 300 mil na minha conta. ― Disse ― Esse é o preço inicial para eu guardar o segredo do seu irmão ― Completou antes de sair dali. “

― Então foi dessa forma que Briar entrou na sua vida? Foi por causa das chantagens dela que você acabou roubando nossas empresas?  ― Igneel estava nervoso e não percebia que estava enchendo Natsu de perguntas, porém, no seu íntimo o medo das respostas para seus questionamentos estava cada vez mais e era por isso que ele perguntava. 

― Sim e não. Eu desviei algumas dezenas de jewels por causa das chantagens, mas o montante maior foi por causa de outra coisa. Pai, ainda existem mais coisas que eu preciso te contar. 

Continua em: Verdade (parte II)

No próximo capítulo...

“― O senhor tem certeza? ― O médico perguntou ― Seriam inúmeros gastos com transporte, material, fora que ela só é feita por uma única equipe médica de um único hospital.

―  Só diga quanto, doutor. ― Ele não se importava com valores naquela hora, mesmo que não tivesse o valor, ele arranjaria.

― Cerca de 200 Mil. ― Comunicou

― Mobilize a tal equipe, eu pago. ― Disse. “


Notas Finais


Como vocês puderam ver no próximo capítulo terá mais um segredo do Natsu. Outra coisa, no próximo capítulo eu farei uma relação com todos os trechos e capítulos, melhor dizendo, todas as pistas que eu deixei ao longo da fanfic para os dois segredos do Natsu, ok? Não tenho ideia quantas são, já vou avisando.
As explicações sobre os remédios que o Natsu começou usando seguem abaixo:
¹ ANFETAMINAS: Anfetaminas são drogas sintéticas que estimulam a atividade do sistema nervoso central. Edellano, em 1887, foi quem primeiro obteve essa substância em laboratório, que só foi utilizada em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial para manter os soldados acordados e mais ativos no esforço de guerra. Ficou evidente também que as anfetaminas, que se mostraram eficazes para deixá-los mais atentos e confiantes, diminuíam a sensação de fome e fadiga. (Retirado de: https://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/anfetaminas/ 12/10/2016 às 21h20)
² O Metilfenidato (Ritalina ®) é um estimulante, que há muito tempo é usado na Suíça, Alemanha e Estados Unidos, mas difundiu no mundo por se associada no tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), também é usado de forma irregular, por pessoas sem esses transtornos, para conseguir a concentração necessária para atividades cotidianas ou para melhorar os rendimento e o desempenho em desempenho em provas da escola, da faculdade ou até para passar em um concurso público. (Retirado e adaptado de: http://veja.abril.com.br/saude/droga-para-deficit-de-atencao-e-usada-para-turbinar-mente/
E https://biosom.com.br/blog/saude/13-efeitos-colaterais-ritalina/ 12/10/2016 às 21h23)
³ Já o Modafinil é um remédio usado no tratamento de excesso de sonolência, pois age estimulando o Sistema Nervoso Central, excitando áreas do cérebro responsáveis pela vigília e inibindo o sono (Retirado de: https://www.tuasaude.com/modafinil-provigil/ 12/10/2016 às 21h23)
Também quero agradecer MUITO, MUITO, MUITO a @yangdoyin que me ajudou DEMAIS com a escolha dos medicamentos que o Natsu começaria a usar, o uso da cocaína e alguns dos seus sintomas, mesmo sem notebook ela se propôs a me ajudar e foi uma mão na roda, como diz o ditado popular. Muito obrigada Yang <3
Obrigada também a vocês, meus queridos leitores, pela paciência e por não desistirem da fanfic.
Peço desculpas, mesmo que tenha dito no início que não tinha como me desculpar, por demorar tanto para atualizar, mas saibam que se eu pudesse eu passava o dia escrevendo para atualizar cada vez mais rápido.
Meu Twitter: @Queen_Bura


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