História Vestida Para Matar - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade Colorida, Drama, Incesto, Vingança
Exibições 29
Palavras 2.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olááá, gente. Olha quem tá aqui, finalmente postando um capítulo cedo. \o/
Como devem ter visto pelo nome, esse capítulo será dividido em duas partes, pois eu acho que ficaria um pouco cansativo ler mais de 4k de palavras em um capítulo só.
A foto abaixo, é o Look da May.
Espero que gostem! ❤

Capítulo 9 - Festa Anual da Soul's - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Vestida Para Matar - Capítulo 9 - Festa Anual da Soul's - Parte 1

Sexta-Feira, 7:30 PM

Saia longa, cropped, salto fino, bolsa, chocker, um par de brincos, alguns anéis, e minha pulseira preferida. Eu estava pronta para a festa mais longa e mais chique que já fui, e modéstia à parte, eu estava muito bonita e atraente.

A sensação de confiança que eu senti quando me vi, fora esplêndida. Dei uma última conferida no visual com uma olhada rápida para o espelho.

- Acertou em cheio no visual, você está linda. – Digo para o espelho, soltando uma risada nasal, acompanhada de um sorriso vitorioso.

- Está linda mesmo! – Ouço a voz de David e fico constrangida ao virar para vê-lo debruçado no canto da porta, me observando. Fico corada instantaneamente e o agradeço.

- Obrigada. – Dou meu melhor sorriso, o que não era difícil fazer na presença dele.

- Desculpa se te assustei, eu estava indo para meu quarto e não pude deixar de ouvi-la falando sozinha. Tive que vir olhar. – Ele sorri, e eu o chamo para entrar fazendo um movimento com uma das mãos.

- Eu estou tão nervosa. – Dou pulinhos de felicidade.

- Você está magnífica! Não se preocupe, vai arrasar esta noite. – David diz em um tom encorajador e eu me sinto a pessoa mais confiante do mundo.

- Assim espero Dav... assim espero! - Quer que eu a leve até lá mademoiselle? – Ele se abaixa e beija minha mão (como os cavalheiros antigos dos filmes de princesas costumam fazer).

- Seria uma honra, monsieur. – Abaixo da mesma maneira, porém, segurando a barra de minha saia. Rimos.

David enrosca seu braço ao meu, me levando até seu carro e, posteriormente, até a festa, que ficava no mais caro e chique salão de toda a cidade de Burlem Brock.

(***)

- Daqui a pouco eu vou começar a cobrar pelos meus serviços. – Ele riu.

- Tá bom, motorista. – Reviro os olhos e rimos juntos. – Se você for levar alguém lá hoje, lembre-se que vou estar de volta cerca de seis da manhã.

- Pode deixar. – Ele beija minha testa, como um irmão mais velho faria, e eu saio do carro.

Ao adentrar o salão, fico perplexa com a decoração impecável. Havia uma mesa extensa, – que eu suponho que tenha no mínimo dois metros – coberta por um forro de seda da cor branca, e lindos detalhes com um tipo de pano fino cor vermelho vinho. Há um enorme lustre de pedrinhas preciosas no teto próximo as mesas, que estavam perfeitamente postas, e no centro, uma enorme pista de dança e um globo de discoteca, e voltando novamente para as mesas, a alguns passo dali, havia um barzinho, com alguns funcionários. Um garçom vem do bar em direção a mim, segurando uma bandeja com taças de espumante.

- Aceita, Senhorita? – Ele me oferece. - Não, obrigada. – Agradeço e ele balança a cabeça em concordância.

Dou alguns passos, observando o lugar, que ainda estava vazio, até sentir uma mão em meu ombro me chamar. Me viro, e vejo uma garota de cabelo ruivo, ela sorria, e segurava uma câmera fotográfica.

- Oi. Chelsea? – Ela perguntou. - Sim, sou eu. – Dou meio sorriso e assinto. – Eu sou da equipe jornalística na seção de moda do jornal de Burlem Brock, e como você está na capa da Soul's esse mês, gostaria de te fazer algumas perguntas, sabe, para as pessoas conhecerem melhor a nova representante da marca.

- Ah, sim, claro. – Pus uma mecha de cabelo para trás da orelha, tentando afastar o nervosismo e entusiasmo.

- Acho melhor nos sentarmos. – Sugeriu. - Ótimo. – Assenti.

Fomos para a mesa vazia mais próxima e nos sentamos. Um garçom nos serviu água, e ela começou seu questionário.

- Então, Chelsea, quando decidiu virar modelo?

- Bem – inspirei. – Desde quando eu era criança tive esse sonho. Eu via as mulheres desfilando nas passarelas pela televisão, e pensava: “uau, algum dia quero ser como elas”. – Menti, dando um sorriso.

- E o que você mais gostou na Soul’s? 

- Acho que foi a receptividade do público.

- Ah, pensei que tivesse sido eu. – Senti uma mão pousar em meu ombro, e ao olhar para trás, vi Mike, que vestia uma calça preta, com um paletó azul marinho (que se olhasse de perto via-se alguns detalhes) uma blusa branca, um sapato social e uma gravata borboleta. Me levantei da cadeira para ficar de frente para ele.

- Oi, Mike. Há quanto tempo você estava aqui nos ouvindo?

- Oi, Else. – Ele beijou minha bochecha. – Eu só ouvi quando a Li perguntou o que você mais gostou na Soul’s – ele riu. – Então, eu me intrometi, por que eu achava que tivesse sido eu.

- Vocês se conhecem? – Perguntei, talvez, meio perdida.

- Mas é claro que sim – “Li” falou, levantando-se também. – Como acha que consegui um cargo alto no Jornal de Burlem Brock? Eu e Mike somos amigos há anos. – Ela riu. 

- Li, posso roubar a Chelsea de você um minutinho? – Mike pediu.

- Pode levá-la, depois, se der, faço as perguntas à ela. – “Li” sorriu e assentiu. Mike agradeceu, e ela foi embora, da maneira mais elegante que eu já tinha visto alguém andar. Mike me olhou de cima a baixo.

- Uau, como você está linda! – Sorrio ao ouvi-lo dizer isto, e também o elogio.

- Obrigada. Você também está muito bonito. – Sorri.

- Obrigada. – Ele sorri. – Podemos ficar por aqui mesmo?

- Sim, claro. – Ele sorri. - A festa ainda está muito vazia. – Mike sentou-se em uma cadeira na minha frente, era uma mesa para quatro.

- Acho que chegamos cedo demais. – Digo, pondo minha bolsa em cima da mesa e arrumando o cabelo.

- É bom que aproveitamos por mais tempo. – Sorrimos. Ficamos calados por um tempo, e uma música calma tocava no fundo. 

Eu tomava vinho, e Mike champanhe, estávamos esbarrando olhares em meio a pouca luz que ali havia. O ambiente estava bem romântico, mas ignoro a situação e olho para os lados fingindo não observar Mike a todo momento – assim como ele estava fazendo comigo.

Alguns minutos depois que estávamos em silêncio, as pessoas já haviam chegado, o que mudou completamente o clima do ambiente. As músicas já estavam mais agitadas, e algumas pessoas já estavam dançando.

- Quer dançar? – Mike pergunta de pé, ao meu lado, com uma mão estendida, sugerindo que eu me erguesse da cadeira para ir juntamente a ele.

- Não seria má ideia. – Sorrio, me levantando, segurando a mão dele.

Vamos para o meio da pista de dança, o globo de discoteca já estava ligado, girando e colorindo o lugar. Nós dançávamos um remix de músicas eletrônicas, nos mexendo feito loucos, e eu estava surpresa por não estar suando feito uma leitoa.

Depois de tantas músicas barulhentas e agitadas, começou a tocar The Only Exception do Paramore, e em um só puxão, Mike me trouxe para perto dele, colando nossos corpos, e me fazendo soltar uma risada sem graça.

- Quero que você dance essa comigo, é minha preferida. – Diz, sorrindo.

- Tudo bem. – Concordo. – Eu só vou aceitar por que também amo essa música. 

Nos primeiros segundos da música, estávamos em uma posição "tradicional" – corpos levemente afastados, mãos juntas meio esticadas, a mão dele em minha cintura, e a minha em seu ombro, olhando-nos fixamente, com sorrisos tímidos – mas, logo após a primeira vez em que o primeiro verso do refrão começou a ser tocado, deitei minha cabeça sobre o ombro dele e pus meus braços ao redor de seu pescoço, enquanto ele abraçava minha cintura. Assim seguíamos, e logo eu fechei os olhos, ficando absorta de todo o resto do mundo. Eu ouvia a voz doce da Hayley Williams ao fundo, e aquilo me deixava em êxtase. Eu abracei Mike fortemente, imaginando que fosse David ali em seu lugar, e isso me causava palpitações cardíacas muito rápidas.

Eu sorria feito uma tola. Eu me sentia tola.

“Mas, querido, você é a única exceção.” 

Esse verso não se desgrudava da minha cabeça, e só me vinha em mente a minha imagem com David. Eu já estava virando, ou talvez eu já fosse, basicamente, uma máquina de pensamentos centrados nele.

Isso já está me cansando e eu não podia mais ficar nesse estado. Ele é meu melhor amigo! Não posso, me recuso a aceitar que gosto dele dessa maneira. Aliás, ele vai fazer comigo o que fez com as outras, e que deve estar fazendo agora em minha ausência.

Assim que acaba a música, abro meus olhos e fixo Mike, que sorria para mim. 

- Você viajou, ein?! – Brinca.

- Pois é. – Sorrio. Músicas agitadas voltam a tocar, e nós voltamos a nos mexer como duas marionetes tortas.

- Chelsea. – Mike me chama.

- O que é? - Você gosta do David? – Soltei uma risada, jogando o cabelo pra trás. 

- Não lhe devo satisfações da minha vida pessoal.l, Mike – Ele revirou os olhos.

- Desculpa. É que eu queria saber se posso fazer uma coisa.

- O quê? – Pergunto. Ele sorri malicioso, e como resposta, me arrasta para um canto mais isolado do salão e me encosta na parede.

Mike me olha sorrindo por algum tempo, e segura meu maxilar para que eu faça questão de olhá-lo nos olhos. Só haviam respirações e olhares centrados um no outro, eu não parava de pensar em David.

- Você é tão linda, Chelsea.

- E você já me disse isso muitas vezes, Mike.

- E eu não diria se não fosse verdade. – Ele suspirou, alisando meu queixo com o polegar. – E eu também não diria se eu não estivesse começando a me sentir atraído por você.

- Não acredito que você se apaixone tão rápido assim. – Revirei os olhos.

- Quando se trata de você não é muito difícil. – Ele disse em meu ouvido, e me fez arrepiar a cada palavra que ele disse. Ele pôs sua mão em minha bochecha, e eu segurei a cintura dele. – Será que...? - Fica à vontade. – Sorri, e ele se aproximou de mim, para um beijo.

Ele começou me dando um beijo devagar, descendo suas mãos para minha cintura, enquanto eu subia as minhas para seu pescoço. Seu beijo era quente, doce, e irresistível. Finalmente, dei passagem para que sua língua entrasse em minha boca, e as nossas dançavam juntas em perfeita harmonia. Ele beijava bem... muito bem, extremamente bem! E aquilo estava se tornando uma droga, pois eu surpreendentemente havia gostado e não queria mais parar.

Ele pega em uma de minhas pernas e a segura contra ele, dando um aperto leve na mesma, me fazendo arfar. E nós queríamos aquilo, não queríamos parar, não por amor porque eu sei que eu não sinto nada por ele, mas sim por desejo, ou curiosidade. Sua mão passeava por minhas curvas e barriga, até chegar em minha bunda, que ele apertou para nos juntar mais ainda. Eu soltei nossos lábios para rir, e voltei a puxar ele para mais perto de mim. Então, Mike se encostou na parede, ficando do meu lado, e eu ajeitei meu cabelo.

- Nossa. – Suspirei, ofegante.

- O que foi isso? – Ele passou os dedos pelo cabelo, umedecendo os lábios com a língua respectivamente.

- E-eu também não sei. – Balbuciei, procurando explicações para o que acabara de acontecer ali.

Eu só podia pensar em “nossa”, e “o que rolou aqui?”.

- Vamos voltar para a mesa... acho que seria melhor. – Digo, olhando-o, e consertando minha postura.

- É, eu também acho. – Pigarreei, e ele assentiu.

Voltamos para nossos lugares, como se nada tivesse acontecido entre a gente.

Ao chegarmos à mesa, vi Bradley, e uma menina – ela tinha o cabelo castanho pouco abaixo dos ombros, e seus olhos azuis eram quase no mesmo tom do que os meus – conversando, bebendo algo, e rindo juntos. Eu e Mike nos olhávamos discretamente, pois isso havia sido realmente bom, e eu só queria agarrar ele novamente, beijá-lo, e sentir a euforia e o desejo percorrerem meu corpo novamente.

- Onde você estava, Mike? Eu estava aqui perguntando para seu pai onde é que você poderia ter se enfiado e...

- O importante é que eu já tô aqui. – Ele cuspiu as palavras, interrompendo-a, e a garota revirou os olhos.

- Ai, você não precisa ser rude. – Ela disse, e Mike bufou.

- Então, Mike, o que você acha de nos sentarmos? – Tentei cortar o clima pesado que estava começando a se formar. Ele assentiu.

Eu estava começando a achar que aquela menina era a namorada dele, por exigir tantas satisfações, e ela parecia estar incomodada com a minha presença ali, e eu havia percebido isso pela maneira que ela me olhou quando cheguei com Mike estampando um sorriso enorme. Começo a me sentir culpada só de pensar que eu poderia ter fodido com o relacionamento de alguém, mas logo esse sentimento passa, afinal, não foi eu quem disse que estava começando a ficar afim de outra pessoa. 


Notas Finais


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