História Vestígios - VKook - Taekook - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Amnésia, Bts, Fluffy, Jungkook, Kookv, Lemon, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 874
Palavras 2.290
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi galere <3 Voltei!
Hoje é aniversário do nosso lindo querido amado Park Jimin então aqui está um capítulo com direito à aparição importantíssima do Chim Chim <3
Acabei de escrever agorinha então não tá revisado (pardon).

Espero que gostem,
Boa leitura.

Capítulo 17 - Bipolaridade


Fanfic / Fanfiction Vestígios - VKook - Taekook - Capítulo 17 - Bipolaridade

- Não sei que mania é essa que vocês jovens estão agora de andar com esses cabelos coloridos! – Foi a primeira coisa que a Sra. Kim disse, assim que Dahyun entrou no escritório – Seus cabelos castanhos são tão bonitos! Eu já vi aquele amigo de vocês, o de cabelo verde. Que coisa horrível.

Min Yoongi. – Dahyun pensou.

- Ele não é meu amigo. – Disse simplesmente, ignorando o comentário da mais velha sobre suas mexas rosa-chiclete e sentando-se na poltrona em frente à escrivaninha.

- Dahyun, vou ser direta. Sei que você está muito confortável com esse joguinho duas caras que anda fazendo comigo e com Taehyung, mas não vou conseguir voltar para a Europa em paz até saber à quem você realmente é leal. – Dahyun sentiu sobre si o olhar severo daquela senhora imponente e retribuiu na mesma intensidade – Ele disse que terminou com o garoto, mas algo não me cheira bem. Preciso da certeza de que você vai garantir que eles se mantenham separados, já que eu não vou estar aqui para fazê-lo.

- Desde que eu possa ficar com Taehyung quando isso tudo acabar, - Ela respondeu firme – serei leal a você. Tem minha palavra.

A Sra. Kim não tinha certeza se a palavra da garota de cabelos coloridos valia muita coisa, mas sua única opção era confiar nela. Seu marido andava pressionando-a para que voltasse logo para Europa, e a matriarca da família Kim estava com medo de que ele pudesse acabar ligando para as pessoas erradas e descobrindo tudo sobre a amnésia de Taehyung.

Isso não podia acontecer.

Então, o destino de seu filho estava nas mãos daquela garotinha.

- Espero que você não me decepcione.

- Vou fazer o meu melhor para trazer Taehyung de volta para mim, sogra.

 

Capítulo 17 – Bipolaridade

Alguns dias depois da nossa última conversa eu recebi uma mensagem de Taehyung avisando que sua mãe havia finalmente ido embora para Europa e que ele estava livre de novo. Infelizmente, o que aconteceu em seguida não foi como eu esperava.

Era óbvio que o que eu queria – e achei que fosse acontecer – era que Taehyung retornasse para a minha casa assim que a Sra. Kim saísse de seu pé, mas ele me ligou e disse que estaria hospedado no apartamento de Dahyun, por motivos de:

- Não queria ser incomodo para mim e minha mãe e Dahyun morava sozinha.

- Não sabia se a Sra. Kim havia colocado alguém atrás de si para vigiá-lo e não queria correr o risco.

- Ainda não tinha se lembrado de nada e pensou que deveríamos ir devagar no nosso relacionamento porque – teoricamente – ainda estávamos nos conhecendo.

Inútil dizer que eu fiquei no mínimo insatisfeito com a decisão de Taehyung. Sabia que não estava na posição de julgá-lo e apesar de achar o primeiro motivo bobo, os dois outros eram bem válidos e eu não tinha como argumentar com ele.

Se Taehyung se sentiria mais confortável no apartamento de Dahyun, que assim fosse.

O mais irritante da situação era sinceramente quão animada a Dahyun estava para que o Tae se mudasse logo. Ela rapidamente organizou uma festa de boas vindas para os amigos mais íntimos, nos enviando mensagens enérgicas daquele seu jeitinho meio surtado.

Quando sábado – o dia da festinha – chegou, eu estava ansioso para reencontrar Taehyung já que não fazia ideia de como as coisas seriam entre nós agora, principalmente perto dos nossos amigos. Ainda guardo em minha memória as muitas vezes que Taehyung agiu distante ou indiferente comigo quando estávamos perto de outras pessoas, mesmo que fossem próximas. Ela havia levado um bom tempo para se acostumar com a nossa relação, e eu estava nervoso para saber como ele iria reagir quando todos estivessem lá conosco.

O relógio marcava 19:32 quando chequei-o pela última vez, parado em frente ao apartamento 401 com um fardo de cervejas e uma garrafa de vinho nas mãos. Respirei fundo antes de tocar a campainha e torci para que não fosse a primeira pessoa a chegar, já que havia cronometrado meu atraso educado de exatos trinta e dois minutos e não queria parecer afobado.

Dahyun abriu à porta com seu costumeiro sorriso, largo e extrovertido. Sorri de volta e a realização de que Taehyung estava apenas a alguns passos de distancia, mesmo que dali eu não pudesse vê-lo, provocou a sensação familiar de borboletas se debatendo no meu estomago.

- Que demora, Jungkook! Achei que você seria o primeiro a chegar. – Disse com um sorriso de canto. Agradeci mentalmente por alguém ter aparecido antes de mim. – Anda, entra. O pessoal está lá encima.

Deixei os sapatos na soleira antes de adentrar o apartamento, que me surpreendeu por sua magnitude. A decoração era moderna e limpa, mesclando figuras geométricas básicas e cores claras. Era praticamente o oposto da minha casa colorida e aconchegante, e eu acompanhei Dahyun enquanto ela subia as escadas de mármore branco até o segundo andar. Passamos por uma pequena sala de estar com um sofá, um piano e uma lareira, que me deu a impressão de ser um lugar especial da casa. Uma porta de madeira fechada no canto deveria das acesso a um banheiro e portas grandes de vidro levavam ao lado de fora. Dahyun morava na cobertura.

Uma mesa de seis lugares estava posta com algumas frutas partidas e frango apimentado, mas suas cadeiras mantinham-se vazias, e eu coloquei as bebidas que trouxe em cima de uma delas. Ao seu lado, num deck largo de madeira escura, pude ver Taehyung sentado de costas para mim, observando o céu estrelado. Senti um frio na barriga e os pelos da minha nuca se arrepiaram, a insegurança sobre não saber como agir perto dele tomando-me por completo.

Uma mão segurou firme no meu ombro, só então me fazendo perceber que eu estava encarando as costas de Taehyung. Virei-me para dar de cara com Yoongi hyung, seus cabelos verdes levemente desbotados e um sorriso frouxo nos lábios.

- Você parece bem melhor do que da última vez que eu te vi. – Comentou, esticando-me uma das mãos com uma lata de cerveja fechada, que eu aceitei sem hesitar.

Beber um pouco não parecia má ideia. Precisava relaxar.

- Obrigado – Agradeci pela cerveja e pelo comentário, abrindo a latinha e dando a primeira golada – Eu estou meio tenso – Confidenciei baixo.

Um típico sorriso trapaceiro surgiu na face de Yoongi.

- Taehyung-ah! – Ele chamou alto, e eu amaldiçoei minha língua grande – Olha só quem chegou!

Taehyung virou-se para olhar-nos, suas sobrancelhas erguidas numa expressão de surpresa por terem interrompido seus devaneios. Ele lançou-nos um de seus sorrisos retangulares ao me ver e eu pensei que meu coração pudesse saltar pela garganta, apressando-me em dar mais um gole na cerveja gelada afim de acalmar as batidas arritmas do meu peito.

- Kookie! – Escutei a voz fina de Jimin chamar meu nome e mirei seu sorriso amplo e olhos apertados enquanto ele se aproximava. Jimin estava diferente.

- Você está loiro! – Constatei, e Jimin lançou seus braços curtos ao meu redor antes que eu pudesse dizer outra coisa. Espiei Taehyung de rabo de olho e vi que ele tinha voltado a sua posição inicial, de costas para nós.

- Sim, o que achou? – Olhei para Yoongi e o vi revirar os olhos.

- Tá igual uma barbiezinha. – O mais velho comentou, fazendo-me rir. Jimin deu-lhe um tapa no braço.

- Ficou ótimo, hyung. Combinou com sua pele clara.

- Obrigado, Kookie.

Dahyun andava feito louca de um lado para o outro arrumando as coisas e colocando as bebidas no freezer. Ela parou por um segundo ao ouvir a campainha tocar e desceu como um jato pelas escadas, voltando alguns momentos depois na companhia de Hoseok, Namjoon e Jin.

- Pronto! Agora que ninguém mais vai chegar, posso colocar uma música. – Ela disse, conectando seu celular a uma pequena caixa de som e colocando uma musica pop em volume baixo. – Estava com medo de não escutar a campainha.

Conversamos e bebemos animadamente, e apesar de Taehyung fazer parte dos nossos diálogos ele não tinha falado diretamente comigo nem uma vez. Jimin pareceu perceber, porque não saía do meu lado um segundo. Ele fazia comentários engraçados e buscava cerveja para mim sempre que uma latinha chegava ao fim. Pensei que ele estivesse tentando me animar, distraindo-me do fato de que Taehyung estava se comportando de forma estranha e distante.

Sentamo-nos todos em círculo no deck, com as pernas cruzadas, e Jimin sentou-se ao meu lado. Ficamos jogando conversa fora por mais ou menos uma hora.

- Olha só pra cara do Taehyung. – Ele cochichou no meu ouvido.

Quando eu vi o rosto de Taehyung sério e vermelho, seu semblante de sobrancelhas franzidas e lábios severos, percebi logo o motivo de Jimin ter me perseguido a noite inteira. Ele estava deliberadamente tentando provocar ciúmes em Taehyung e aparentemente tinha conseguido, porque o castanho parecia que ia pular em cima de nós e nos bater a qualquer momento. Fiquei secretamente feliz ao vê-lo daquele jeito, e achei graça da sua expressão insatisfeita.

Resolvi provocar um pouco mais, cochichando uma resposta no ouvido de Jimin com um sorriso ambíguo nos lábios.

- Não esperava isso de você, hyung. – O loiro riu sonoramente, e eu podia sentir o olhar de Taehyung sobre nós, como uma metralhadora. – Mas parece que deu certo.

Taehyung virou o copo de vinho inteiro numa golada só e levantou-se mal humorado, andando até o banheiro. Olhei em volta e os outros pareciam alheios ao que estava acontecendo, distraídos em suas conversas paralelas.

- Anda, Jungkook, vai logo atrás dele!

Me levantei num salto e caminhei a passos largos até o banheiro na sala de estar, esperando do lado de fora da porta fechada. Comecei a sentir calor, apesar da temperatura fresca do ambiente, já que as portas da cobertura estavam abertas.

Quando Taehyung abriu a porta senti seu olhar passear sobre mim por um segundo e depois encarar o chão. Ele saiu andando como se eu simplesmente não estivesse ali e eu senti que não podia respirar. Estiquei meu braço e segurei seu pulso direito com uma força um pouco maior do que eu deveria, mas eu precisava que ele ficasse. Precisava falar com ele.

Apesar de que, quando ele parou e se virou para mim eu me perdi mais uma vez no castanho dos olhos dele, e não conseguia pensar em absolutamente nada para dizer. Taehyung ficou me olhando com o semblante irritado e tentou desvencilhar seu pulso, mas meus dedos apertaram mais forte.

- O que você quer? – Ele perguntou, talvez porque eu tivesse ficado em silencio tempo demais.

- Porque não falou comigo hoje?

- Ora, talvez porque você não precise da minha companhia, não é? Pelo que eu vejo você fica muito bem sem mim.

Mordi o lábio inferior e um sorriso bobo escapou dos meus lábios. Finalmente soltei o pulso de Taehyung e ele felizmente não saiu do lugar.

- Do que você está rindo?

- Você está com ciúmes.

Ele cruzou os braços de um jeito meio desengonçado, por causa da órtese preta que ainda usava no punho direito. Tentou fazer cara de ofendido, mas suas bochechas o denunciaram, corando violentamente.

- Ciúmes? – Bufou, virando as costas e caminhando de volta para o lado de fora.

Estiquei meu braço de novo, dessa vez entrelaçando nossos dedos e andando ao seu lado. Ele parou no meio do caminho e olhou para mim como se eu estivesse ficando louco, o que fez meu sorriso se alargar ainda mais.

- Você é bipolar? – Me mantive em silencio, o sorriso apaixonado ainda estampado na minha cara – Porque assim, fica difícil de te entender. Depois de tudo o que você fez, quando eu finalmente... Anh, depois da última vez que nos vimos, eu... – Ele se embolou, suas bochechas ficando mais vermelhas a cada palavra. – Você entendeu. E agora fica agindo dessa forma todo casalzinho com o Jimin, sinceramente, você só pode ser maluco. Dá pra parar de rir?

- Desculpe. – Respondi, puxando-o pela mão para um canto da sala de estar onde não pudéssemos ser vistos. – É que você fica fofo com ciúmes.

- Eu não estou com ciúmes, Jungkook. Só estou tentando te entender!

Fui me aproximando cada vez mais até que Taehyung estivesse com as costas coladas na parede. Meu coração parecia que ia saltar do peito com a proximidade, e ele deveria estar sentindo sintomas similares, pois sua expressão ofendida vacilou e eu pude ver o nervosismo estampado na sua cara.

- Você está me olhando como se estivesse prestes a me atacar. – Ele acusou, mas sua voz soou falha e rouca.

- Talvez eu vá.

Nossos rostos estavam tão próximos que eu podia sentir a respiração ofegante de Taehyung na minha pele. Sorri satisfeito quando ele finalmente fechou os olhos, como que consentindo que eu continuasse.

Levantei o queixo e beijei demoradamente uma de suas pálpebras fechadas, fazendo o mesmo com a outra depois. Taehyung abriu os olhos e me encarou estarrecido, ele devia mesmo estar pensando que eu sou louco.

- Eu realmente amo seus olhos. – Sussurei em seu ouvido em um lapso de coragem, depois me virei e saí pelas portas de vidro.

Pude ouvir Taehyung gritando lá de dentro.

- YÁ, JUNGKOOK-SSI!

Sentei-me novamente ao lado de Jimin sobre o deck e ao me ver ele começou a gargalhar alto.

- Cara, o que aconteceu? Você tá todo vermelho, que ridículo!

E esse tinha sido o exato motivo pelo qual eu dei às costas a Taehyung e deixei ele sozinho lá.

Meu coração batia tão rápido depois do que eu disse, que eu tinha certeza que meu rosto estava ridiculamente ruborizado. Não queria que Taehyung me visse assim.

Ele ainda demorou um tempo pra voltar do banheiro.


Notas Finais


Gente Wings acabou comigo, me deixou no chão de verdade e eu estou tendo dificuldades pra sentar e escrever devido aos ferimentos deixados pelos tiros e mais tiros.
Então por favor comentem. Sério, estou precisando de ânimo! (Noona, fighting!)

Me contem o que acharam do capítulo e o que estão achando da fanfic! Vejo vocês no próximo, espero sinceramente não demorar pra postar. ><''

Beijinhos,
~BtsNoona


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