História Viagem no Tempo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Rap Monster, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok, J-hope, J-suga, Jung Hoseok, Min Yoongi, Sobi, Sope, Suga, Sugahope, Yoongi, Yoonseok
Exibições 53
Palavras 1.282
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


WOOOOOAH
Quem é que tem fic pra atualizar, mas ao invés de escrever o próximo capítulo, fica escrevendo coisa aleatória? Eu mesma!!!!

Essa oneshot tava parada no meu bloco de notas há séculos, aí ontem eu tava inspirada e resolvi terminar.

> Por favor, leiam as notas finais!! <

Espero que gostem! Boa leitura! ♡♡

Capítulo 1 - Capítulo único: Três palavrinhas


Fanfic / Fanfiction Viagem no Tempo - Capítulo 1 - Capítulo único: Três palavrinhas

Eu nunca fui lá o cara mais extrovertido da turma. Por isso, quando um garoto qualquer de cabelo cor-de-rosa e suéter esquisito deu as caras no meio de uma aula de Matemática dizendo se chamar Min Yoongi, eu nem dei bola. Como num daqueles filmes de adolescente, você se sentou bem ao meu lado e puxou a primeira das muitas conversas mais estranhas que já tive na vida. Eu não me lembro bem sobre o que era, até porque não entendi grande parte do que dizia, já que cada palavra parecia sair mais arrastada do que a outra, e no meio da conversa, eu me peguei me perguntando o que alguém assim iria querer comigo.

E foi desse jeito por um bom tempo. Você me seguia perguntando as mais diversas coisas, como "Por que a sociedade não troca carros por bicicletas? Quero dizer, seria muito mais econômico, saudável e ecológico", e eu só respondia um "Sei lá", porque eu realmente não me importava, mas que pra você já estava de bom tamanho e continuava a tagarelar daquele jeito esquisito, carregando nos "r"s e atropelando as palavras, até que eu te pedisse para repetir mais devagar, porque estava ficando difícil de entender.

Eu também não dava a mínima para aqueles desenhos sem nexo que você fazia na carteira, nos meus cadernos, e nem mesmo os na minha pele. Simplesmente porque pra mim, Min Yoongi era tão insignificante que não havia nem motivos para se estressar. Afinal, eu mal respondia suas perguntas, mas você parecia nem se importar. E não é como se dizer um "tanto faz" a cada cinco minutos me tirasse tanto do sério.

Eu nunca questionei por que você falava daquele jeito; se era alguma mania ou algum problema. Min Yoongi era misterioso demais, e eu era quieto demais. Então as coisas apenas continuavam daquela forma. E nós gostávamos.

Lá pelos meados de maio, eu não o vi mais. Vez ou outra eu tinha um relance daquele rosa chiclete ou os inconfundíveis tênis que piscavam nas solas, mas eu nem fazia nada. Min Yoongi não era ninguém pra mim, assim como eu não era pra ele. Eu não ia atrás das pessoas, e nem as pessoas iam atrás de mim, era assim que funcionava. Mas hoje em dia, pensando bem, acho que poderia ter engolido um pouquinho do orgulho e percebido mais cedo o quão egoísta eu era. Mas isso a gente deixa pra depois.

Passou muito tempo e eu já não via mais os relances, mas continuava fingindo não me importar. Mesmo que, na verdade, eu sentia falta. Não de Min Yoongi em si. Sentia falta de dragões coloridos no meu caderno(porque tudo que ele fazia era colorido), e daqueles "Seok! Você já experimentou misturar sorvete de flocos com coca-cola?". Eu até que me sentia um pouco menos sozinho perto desse sorriso de dentinhos pequenos que você fazia questão de me mostrar toda vez que eu falava uma frase de um pouquinho mais de três palavras.

Mas aí naquele dia eu não consegui mais fingir não me importar, porque peguei o grandalhão do Kim Namjoon afundando aqueles cabelos onde o rosa já desbotava, bem no fundo da privada do banheiro mais sujo do colégio. Ele ria enquanto sua presa chorava por um pouco de ar antes de mais um mergulho, e tudo aconteceu rápido demais, porque só me lembro do meu punho bem forte no rosto daquele babaca. Eu nunca briguei na escola, porque nunca liguei o suficiente para isso. Mas depois de ver aquela cena, era como se meu corpo tivesse vida própria e eu não conseguia parar de socar qualquer coisa que estivesse ao meu alcance.

Quando me deparei com aquele rostinho que eu não via há séculos, completamente encharcado e sujo, com os braços agarrando fortemente as próprias pernas junto do corpo, todo encolhido no cantinho, eu me senti a pior pessoa do mundo por ter abandonado aquele menino, sendo que ele precisava de mim, e eu precisava dele. E nós dois sabíamos disso, só não queríamos admitir.

E foi aí que eu entendi tudo quando ao invés de chorar ou falar qualquer coisa que fizesse um pouco de sentido, você apenas me abraçou com força e repetiu "je suis desolé" pelo menos umas vinte vezes no meu ouvido. Eu não perguntei o que você queria dizer com aquilo, nem mesmo procurei por uma tradução. Apenas fiquei lá sentado no chão do banheiro, matando a última aula, sendo o apoio que precisava, meio que tentando retribuir pelas manhãs que você iluminava pra mim sem eu nem perceber, muito menos pedir.

Min Yoongi era esse tipo de pessoa, que aparecia do nada na sua vida, te contava uma ou duas histórias sobre folclore japonês, e depois sumia sem dar satisfação, deixando a maior saudade e um vazio no peito.

O dia que eu tomei coragem para descobrir se seus lábios rosinhas eram tão macios quanto pareciam ser, foi também o dia em que você confiou em mim, e me contou sobre a sua família e toda sua vida naquele outro mundo que você ainda chamava de casa. E eu me senti mal por ver você sofrer tanto, mas principalmente por não ser capaz de fazer nada para acabar com aquela dor. Mas eu me lembro bem naquela noite, em que você vestia um dos meus blusões com o dobro do seu tamanho, e sussurrou pra mim aquelas palavras que eu nunca vou esquecer. Você se lembra, não é? De como escondeu o rosto depois, com vergonha. Eu me lembro. Aquelas três palavrinhas que, depois daquele dia, nós fazíamos questão de dizer um ao outro sempre que tínhamos oportunidade. Parecia até um sonho.

Mas como qualquer outro sonho, o nosso também teve o seu final. Aquele maldito dia, o qual eu daria qualquer coisa para esquecer, onde eu te disse aquelas outras três palavrinhas que, ao contrário das que amávamos dizer, essas ninguém gostava de lembrar pra sempre.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito qualquer coisa para te impedir de sair daquela casa com o rosto molhado de lágrimas que não paravam de descer, por minha causa.

Se eu pudesse voltar no tempo, teria corrido atrás de você, te abraçado bem forte do jeito que você detestava, só pra te ouvir reclamar com aquele sotaque arrastado e dizer que eu era um bobalhão.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu não te deixaria entrar naquele bar, te buscaria antes que você colocasse a primeira gota de álcool na boca. Você nunca gostou de beber, Yoongi.

Mas, principalmente, se eu pudesse voltar no tempo, não te deixaria atravessar aquela rua, aquela perto do colégio, você sabe qual.

Porque qualquer término era melhor do que isso, Yoon.

Eu podia suportar te ver ao lado de outra pessoa. Porque pelo menos você estaria bem, e eu não precisaria conviver com a culpa de destruir a vida de quem eu mais amava pelo resto da vida.




Hoje é nove de março, seu aniversário de 17 anos. Aqui estou eu, mais uma vez porque sinto a sua falta e queria poder ter aproveitado mais cada minutinho, cada beijo e cada toque, se soubesse do final que nossa história teria.

Encontrei Belle no caminho. Não se preocupe, ela continua a mesma, e me pediu pra dizer que vai passar aqui mais tarde, quando tiver folga do trabalho. Sei que ela sente muito a sua falta. Mesmo não sendo seu filho, ela te amava como um. Aliás, depois daquele dia no hospital, quando choramos juntos, passei a considerá-la como uma mãe também. Espero que não se importe.

Você deixou muitas saudades, baixinho.

                     Je suis desolé, Yoongi.
                      Do seu querido dongsaeng,
                                                        Hoseok.


Notas Finais


Wooooosh.
Se você leu até aqui, brigada mesmo, de coração. ♡
Desculpa por qualquer errinho que tenha na história. Eu revisei, mas sempre deixo escapar algum. :<

Agora, queria aproveitar também para esclarecer umas coisinhas, hih
♡ Primeiramente, acho que ficou bem claro, mas as "três palavrinhas" que o Yoongi disse pro Hoseok eram "eu te amo".
♡ As segundas "três palavrinhas", que o Hoseok falou, são "eu te odeio", ou qualquer coisa agressiva que você possa ter imaginado caber melhor na cena.
♡ O que aconteceu com os pais do Yoongi, também quis deixar pra você, leitor do meu kokoro, imaginar.
♡ Je suis desolé é uma expressão em francês que significa "sinto muito", "me desculpe", e por aí vai.

Eu quis falar essas coisinhas básicas, mas saiba que, se você imaginou de outra forma, ela não está errada, porque o meu objetivo era justamente esse, deixar com que cada um tire suas próprias conclusões com a história.

> Só mais uma coisinha <
Eu vejo tanta fic com o Yoongi sendo o rabugento e o Hoseok ajudando ele, que sei lá, eu quis inovar, mesmo ficando totalmente OOC. Mas isso é um AU, onde a gente pode brincar à vontade com as personalidades. Então espero que tenham curtido esse swap que fiz com as características deles.

Desculpa pela nota ENORME, mas muito obrigada a você que aguentou ler tudinho, cada palavrinha. ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...