História Vício - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias World of Darkness (Mundo das Trevas)
Tags Horror Pessoal, Terror, Vampiro, Vicio, Violencia
Exibições 12
Palavras 743
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


O vento que entrava pela janela espalhava o cheiro do vampiro pelo quarto, um cheiro conhecido que deixava Jaqueline nervosa.
- O que você está fazendo aqui?! Saia da minha casa!
- Você vai sair? 
- Saia agora!
- Faz uma semana que não me procura. Notei sua falta.
- Eu vou ligar para a Polícia!
Ele não se moveu, manteve os olhar frio nas mãos trêmulas que agarraram o celular. 
Ele sabia que não iria ligar.
Ela sabia que não iria ligar, por mais que quisesse.
- Então ... - ele sibilou como o demônio que era. - Por que você tenta se enganar? Você sabe o que quer.
- Eu quero que você suma da minha vida. - Num misto de raiva e apreensão. Ele colocou a maleta sobre a cama. Ela começou a chorar. - Por favor... 
A maleta se abriu com um clique. Cordas, chicote, pinças e uma sorte de adereços que Jaqueline conhecia intimamente bem.
O vampiro tirou uma pequena faca e deslizou a lâmina no dedo. Uma gota rubra se formou. 
- Você sabe o que tem que fazer para conseguir. 
- Não... - ela gemeu suplicante embora se aproximasse. Tomou a mão do vampiro. Manchou a pequena gota rubra nos lábios. Inebriada pelo gosto, enfiou o dedo na boca a procura de mais. O vampiro e lhe deu um tapa que a fez cair no chão. Desperta pela dor, olhava aterrorizada, hipnotizada, pela gota rubra que ele atiçava novamente em seu dedo. O vampiro estendeu a mão, ela obedientemente a agarrou, um segundo tapa, ela novamente foi ao chão. 
O rosto de Jacqueline já estava começando a inchar quando o vampiro se cansou.
- Você merece ser punida. Dispa-se 
Jaqueline tentou correr, uma brincadeira frívola entre ela e o imortal, ele a derrubou no chão, lhe despiu e amarrou. A dor do açoite que marcava a pele trazia de volta a angústia, a raiva, ela teria gritado mais, se ele não tivesse lhe amordaçado. Jaqueline se debateu, tentou reagir, juntou toda a memória do esforço que estava fazendo para consegui fugir daquilo.
Quando o vampiro lhe desamarrou, Jaqueline desabou, como se única coisa que lhe sustentasse fossem aquelas amarras, e talvez fossem.
- Você vai sair, não vou lhe punir adequadamente hoje. Eu não vou lhe machucar de verdade. Mas, se eu fosse lhe machucar de verdade... eu te daria algo para recuperar os ferimentos.
Jaqueline permaneceu imóvel. O vampiro percebeu que ela precisava de um estímulo então pegou a faca e fez um corte mais generoso na mão. O sangue espesso formou uma pequena mancha no chão. Jaqueline se arrastou para lambê-lo ali mesmo, mas antes de alcançá-lo, vampiro pisou espalhando um borrado vermelho no piso
- Você não está ferida.
- Por... por que faz isso comigo
- Porque você gosta
- Eu... eu..
- Você sabe o que tem que fazer... Implore.
Todas as forças de Jaqueline estavam concentradas em chorar e pronunciar aquelas palavras. Toda sua determinação havia se esvaído em palavras copiosas.
- Eu quero que você me machuque. 
- Tudo bem My lady.
O vampiro achava isso fantástico, não a pele vermelha, marcada erguendo-se em hematomas desenhados ao prazer do imortal, toda a dor suportada, toda a agressão. O que achava curioso era a humilhação a rendição. Seu controle absoluto sobre a alma de um ser. E como dizer que não o tinha? Como dizer que Jaqueline ainda era senhora de si por maior que fosse o seu furor, tudo se dissipou em súplica, um desejo sobre algo que apenas o vampiro era capaz de suprir.
A garota estava aninhada em suas pernas e ele lhe fazia um carinho como se faz a um animal ferido que se encosta ao nosso lado. O sangue amaldiçoado curava as feridas da carne, mas a alma… Esta estava em pedaços. 
Uma buzina de carro se fez notória. O imortal aproximou-se da janela, cerca de três jovens estavam próximos a um carro. 
Lá fora, uma figura fez a alma do vampiro sentir-se quente, atenta, como uma fera quando encontra uma presa perfeita. A garota era como uma chama violenta pedindo para ser dobrada. Marcante, vívida, entalhada para atrair a atenção da maneira certa, das pessoas certas, do vampiro certo. Um puro sangue selvagem que precisava ser domado, e o vampiro, era o domador perfeito.
- Jaqueline, quem é aquela ruiva?
- Ah, aquela é Diana, uma amiga minha.
- Vista-se e apresente-me à ela.
 



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