História Vicious - Capítulo 61


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Drama, Justin Bieber, Romance, Tina Davis, Vicious
Exibições 413
Palavras 4.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoal :)
Gostaria de, primeiramente, agradecer a quem comentou no capítulo passado. Muitíssimo obrigada mesmo.
E então gostaria de dizer que esse é... o penúltimo capítulo da fanfic. Me decidi ainda ontem quando comecei o capítulo. Não precisam se preocupar, vocês não estarão perdendo nada de muito importante, não estou cortando nenhuma parte importante da fanfic, só o que teríamos era um dramalhão - maior do que o habitual - que levaria ao mesmo fim. Decidi que seria muito melhor para a sanidade de todos nós. De qualquer forma, mesmo que eu continuasse, a fanfic não se estenderia por muito mais, então não tem porque só encher linguiça.

Aproveitem os momentos finais, espero que gostem.
Boa Leitura

Capítulo 61 - We Are What We Are


Fanfic / Fanfiction Vicious - Capítulo 61 - We Are What We Are

Dois Meses Depois

Trenton, NJ

Tina Davis Narrando:

Minha cabeça ia explodir...

- Cara, você não é ninguém. Óbvio que não tem direito algum de ficar com ela. Eu sou o pai, fim de papo.

A risada de Channing ecoou em meus ouvidos.

- Engraçado você dizer que é o pai, porque durante toda a gravidez você nem ao menos esteve por perto.

Justin logo revidou.

- Se não estive por perto foi porque Valentina não quis, não porque eu não quis. Você pode ter ido a todas as consultas, mas nesse momento quem vai estar ao lado dela sou eu.

- Isso mesmo, eu fui a todas as consultas, enquanto você se dignou a ir apenas em uma, e não me interessa se você tinha ou não a permissão de Tina, a realidade é que se você quisesse de fato estar por perto, estaria. Eu estive. Eu fui às consultas com ela, fui eu que arranjei comidas malucas no meio da noite para saciar os desejos bizarros dela. Eu estive ao lado dela quando você a deixou, sequei todas as suas lágrimas. Ninguém tem mais direito de permanecer ao lado dela do que eu.

- Eu sou o pai!

- Calem a boca! - consegui gritar, finalmente, chamando a atenção dos dois idiotas para mim. Apertei minhas têmporas, massageando-as. - Calem a porra da boca ou mando expulsarem os dois do hospital. E Chan, mesmo que você quisesse, não deixariam você ficar pra acompanhar, você não é o pai.

- Rá! - Justin apontou para ele, parecendo uma criança ridícula de cinco anos.

- Se fizer isso de novo nem mesmo você irá ficar.

- Rá! - Channing caçoou dele, fazendo-me choramingar. - Desculpe, lady.

- Saiam do quarto, por favor - pedi, não aguentando mais os dois. - Se matem lá fora, mas me deixem em paz.

- Tina... - Justin deu um passo em minha direção, mas quando balancei a cabeça ele se deteve. - Vou estar de volta em breve. Você não estará sozinha.

Channing se aproximou, depositando um beijo em minha testa e apertando minha mão.

- Boa sorte, lady. Estarei lá fora, torcendo por você e pelos meus afilhados - ele levou minha mão aos lábios, depositando um beijo nas costas e piscando para mim.

Dei um sorriso fraco para ele, que logo saiu, acompanhado de Justin.

Fechei os olhos, respirando a calmaria do ambiente mergulhado em silêncio. Era disso que eu precisava, de paz e tranquilidade. Meus nervos estavam à flor-da-pele, eu estava com medo, nunca havia passado por uma cirurgia antes e isso estava me apavorando, além disso, não havia ninguém que estivesse disposto a me tranquilizar. As pessoas que pensei que mais se importariam e estariam ao meu lado, estavam disputando a vaga de acompanhante. Era tão ridículo. Essa disputa toda era ridícula. Para ambos. Nem ao menos Channing tinha direito de agir de tal forma. Há tempos não nos envolvemos mais, é claro que ele esteve presente durante o restante da gestação, mas não houve mais sexo, voltamos a velha e boa amizade de antes, e eu tento ajudá-lo com sua conturbada vida amorosa, envolvendo Mia e Brad. Mia vêm se mostrando cada vez mais interessada na vida sexual que Channing leva. Em certo momento ela achou que eu entraria em conflito por nós duas estarmos transando com ele, mas eu a fiz entender qual era minha parte nisso tudo, acabou que nós duas demos um tempo com ele, mas ela ainda está interessada. É perceptível que ela foi muito machucada e que agora estava buscando alternativas descompromissadas. Sei bem como é isso. Querer algo que alivie sua dor ao invés de causar mais. No entanto, me preocupo com as escolhas que Mia talvez faça num futuro próximo. Ela com certeza está se deixando levar pelas frustrações, e isso, muitas vezes, nos leva a caminhos que não deveríamos percorrer.

E quanto a Justin... Bem, ele deveria estar ciente da nossa condição há muito imposta.

- Querida? - pisquei, vendo minha mãe parada na porta. Ela tinha um pequeno sorriso no rosto, e me perguntei há quanto tempo ela estaria ali.

- Oi, mãe. Entre.

Assim ela fez, vindo em minha direção e sentando-se na beirada da cama, pegando minha mão e a segurando.

- Tudo bem? - ela perguntou, passando o polegar sobre minha pele.

Pensei em dizer que sim, o que era o habitual, mas eu precisava, desesperadamente, de alguém que me dissesse que estava tudo bem.

- Estou com medo - confessei.

- Não há o que temer - ela sorriu para mim, e isso já foi o suficiente para esvair com mais da metade das minhas preocupações. - Tudo vai dar certo. Logo terá seus dois bebês em seu colo, choramingando por um pouco de leite da mamãe.

Eu ri, sentindo-me mais leve.

- Nunca passei por isso - eu disse. - Por uma cirurgia, não sei como é e isso me aflige.

- Bom, eu já passei por isso e posso lhe garantir que você não vai sentir nada além da emoção de ouvir o choro dos seus filhos. Eu garanto, querida, vai ficar tudo bem.

Assenti, trabalhando aquilo mentalmente.

- Obrigada, mãe.

Ela deu dois tapinhas sobre a minha mão, em um gesto carinhoso.

- Eu vi aqueles dois lá fora - ela mudou de assunto, e novamente senti minha cabeça latejar. - Eles nunca vão parar.

- Nem me fale - fechei os olhos por um breve instante antes de encarar minha mãe outra vez. - Não sei mais o que fazer. Isso tudo é tão desnecessário.

- Pensei em dar uma bronca neles, mas depois percebi que eles não me dariam ouvidos. Mas talvez eu deva mesmo fazer isso.

- Seria bom, eles com certeza ouviriam a senhora.

- Deveriam estar dando apoio a você.

- É, deveriam mesmo, mas se for para tê-los enchendo meus ouvidos com tolices, então eu prefiro que eles discutam lá fora. A senhora já me deu o consolo de que eu precisava, estou bem melhor, obrigada.

- Não precisa me agradecer - ela beijou minha mão no exato momento em que a enfermeira entrou no quarto, sorrindo para nós.

- Desculpe interromper, mas precisamos preparar você, Valentina.

Meu coração começou a bater mais forte novamente, mas o aperto que minha mãe deu em minha mão foi o suficiente para apaziguar minhas batidas, ao menos por ora.

- Vai dar tudo certo, querida, estarei lá fora rezando por vocês - mamãe beijou minha mão uma última vez antes de acenar para a enfermeira e se retirar.

A enfermeira se aproximou, tocando meu ombro e lançando-me um sorriso encorajador.

- Pronta?

Respirei fundo, tentando me concentrar apenas no fato de que em breve eu teria meus bebês em meus braços.

- Pronta.

[...]

Havia um Bip constante soando em meus ouvidos. A movimentação na sala era atordoante para mim, meus nervos estavam me matando, e o fato de eu não conseguir enxergar do peito para baixo também.

- Tudo bem aí, Tina? - a médica perguntou. Eu não conseguia enxergá-la, apenas ouvia sua voz.

- Sim.

- Ok, vamos começar.

Meu coração disparou e imediatamente Justin apertou minha mão. Olhei para o lado, e ele estava curvado para perto de mim, seus olhos na altura dos meus. A máscara tampava sua boca, mas pela leve elevação de suas bochechas, percebi que ele sorria, no entanto, o sorriso não chegava aos olhos, o que deixava claro que ele tentava me acalmar quando nem mesmo ele estava calmo.

Ele se aproximou, encostando a testa na minha.

- Eu te amo, baby. Vai dar tudo certo.

Assenti, sem descolar nossas testas. Sua mão fez ainda mais pressão na minha.

- Vai dar tudo certo - ele repetiu, e dessa vez tive a impressão de que foi mais para si do que para mim. - Vou estar com vocês pra sempre, baby. Vou ser o melhor pai que nossos filhos poderiam ter, eu prometo. Prometo que serei tudo aquilo que você sempre quis.

E então eu escutei. O som que fez meus olhos se encherem de lágrimas, e Justin erguer a cabeça para ver.

O primeiro choro.

- Digam olá para a Quinn, pessoal!

 

Meses Depois

- Eu sei que você gosta disso - eu disse, jogando água sobre os poucos fios de cabelo de Quinn. Ela soltou uma risadinha gostosa, que fez um sorriso automático se abrir em meu rosto. - Eu sei, sim. Sei, sim - ela bateu as mãos na água, espirrando para fora da banheira.

Ri, olhando para o lado e vendo que Theo já havia largado seu brinquedo e que agora ia até uma pequena poça de água, esticando um dedinho, molhando-o na água com sabão. Ele fez menção de levar o dedo até a boca, mas eu fui mais rápida, segurando Quinn com uma mão enquanto que com a outra eu limpava o dedinho dele.

- Não pode, amor.

Ele fez biquinho, então eu o imitei, fazendo um bico maior ainda, e isso o fez rir. Theo se virou e engatinhou de volta ao brinquedo.

Voltei-me para Quinn, vendo que ela sorria para mim, esperando que eu jogasse mais água sobre ela. Ri, terminando de enxaguar sua cabeça, então a ergui sob protestos e a enrolei em uma toalha no exato momento em que a campainha tocou.

- Venha, amor - chamei Theo, que largou seu brinquedo e começou a engatinhar ao seu ritmo atrás de mim.

Cruzei o corredor, ainda com Quinn nos braços, e abri a porta antes que a campainha tocasse outra vez. Justin sorriu ao nos ver e se aproximou, beijando Quinn e me pegando de surpresa ao me dar um beijo no canto da boca.

Ele ignorou meu olhar em sua direção e bateu palmas para Quinn, que se agitou em meu colo.

- Cadê a minha princesinha?

Ela soltou um gritinho e se agitou ainda mais, abrindo os braços na direção dele. Entreguei-a a ele e fechei a porta, caminhando para a sala.

- Que bom que você chegou - eu disse, pegando Theo quando ele finalmente saiu do corredor.

- Ei, carinha, tudo bem? - Justin beijou a testa dele e apertou a pontinha de seu nariz, fazendo Theo rir, mas se esconder na curva do meu pescoço. - Precisa de ajuda? - Justin perguntou para mim.

- Na verdade, sim - fiz sinal para que me seguisse até o quarto das crianças. - Será que você pode terminar de secar a Quinn e trocá-la? Preciso amamentar o Theo.

- Claro - Justin seguiu até o trocador ao lado do armário, colocando Quinn sentada ali para secá-la. - É claro que eu quero secar a minha princesa - ele disse a ela, descabelando-a com a toalha. Quinn gargalhou, fazendo-me sorrir, assim como Justin.

Era contagiante, de fato.

Sentei-me na poltrona perto da janela e coloquei Theo deitado em meu colo. Ele foi direto ao meu peito, abocanhando-o e sugando todo o leite que conseguia.

Percebi que Justin estava nos espiando, mas quando foi flagrado por mim ele apenas deu um meio sorriso, voltando-se para Quinn.

- Sua mãe não está?

- Não, ela foi ao mercado - olhei no relógio. - Mas já está bem tarde, ela já deveria ter voltado.

- Vocês estão precisando de alguma coisa?

Revirei os olhos.

- Justin, você depositou o dinheiro da pensão há três dias.

Ele deu de ombros, ainda de costas para mim.

- Nunca se sabe. E você? Não está precisando de nada?

- Eu tenho o meu próprio dinheiro, obrigada - eu disse, um pouco mais ríspida do que gostaria.

- Tudo bem, mas não precisa falar dessa forma. Você sabe que eu só quero o melhor para vocês.

- Você tem que querer o melhor apenas para os nossos filhos, eu sei me cuidar sozinha, não se preocupe.

Ele não disse nada por um tempo. Pelo menos nada para mim, já que ficou cochichando com Quinn, que ria ou soltava um gritinho vez ou outra.

- Seus pais já foram embora? - perguntei, um pouco porque comecei a me sentir culpada por ter sido grossa com ele. Ele estava sendo muito gentil, e eu só tinha que agradecer a ele.

- Foram ontem - Justin pegou Quinn no colo e foi até o armário. - Já posso colocar um pijama nela?

- Sim, está na primeira porta.

Justin a abriu.

- Eles gostaram muito de você - disse, pegando-me de surpresa com a revelação.

- Sério? Porque achei sua mãe um pouco desconfortável com a minha presença.

- Na verdade ela estava desconfortável pelo fato de nunca ter tido a vontade de conhecer você. Ela me disse depois que se sentiu envergonhada.

- Não faz sentido, na verdade, nunca tivemos nenhuma desavença.

- Mas o fato de nunca terem se conhecido é por culpa dela, ela mesma admitiu. Se não tivesse sido cabeça dura em relação ao meu término com April... Você sabe... Prontinho - ele ergueu Quinn, enterrando o nariz em seu pescoço. - Limpinha e cheirosa - ele a beijou, sentando-se na poltrona ao meu lado com ela no colo. - Eles estão apaixonados pelas crianças. Sempre quiseram netos.

Mordi a língua quando me dei conta de que ia falar algo desagradável. Os pais de Justin foram muito atenciosos com Quinn e Theo apesar de estarem meio receosos no que diz respeito a mim. Como Justin disse: pode ser apenas vergonha, ou culpa, ou seja lá o que for.

- As crianças também pareceram gostar muito deles - eu disse por fim, e com certeza soou muito melhor.

Justin sorriu e começou a brincar com Quinn enquanto eu terminava de amamentar Theo, e logo em seguida foi a vez dela. Justin se levantou, estendendo um lenço no ombro enquanto batia nas costas de Theo. Os olhos de Quinn começaram a pesar, e a sucção dela ficava cada vez mais fraca, até parar de vez quando caiu no sono.

Ajeitei minha blusa, e me levantei, levando Quinn até o berço. Coloquei-a deitada de lado, e estendi um lencinho sob sua boca caso ela vomitasse. Cobri suas pernas com o cobertor e fechei o berço com o mosquiteiro.

- Acho que ele também vai capotar - olhei para Justin, que segurava um Theo mole.

Sorri.

- Pode colocá-lo no berço que ele dorme sozinho - e assim Justin fez. - Você deveria ter vindo antes para passar mais tempo com eles, depois do banho e de comer eles sempre acabam pegando no sono.

- Não tem problema - Justin deu um meio sorriso, olhando Theo se aninhar e fechar os olhinhos. - Eu venho amanhã. De qualquer forma, hoje meu motivo maior para vir foi você.

Ergui as sobrancelhas. Isso explicaria por que de repente ele resolveu ser ousado e tentar me beijar.

- E por que isso?

- Será que podemos conversar lá fora?

Assenti, saindo primeiro, comecei a caminhar pelo corredor em direção a sala, mas só houve tempo de a porta do quarto das crianças ser fechada para que eu fosse puxada para trás e girasse bruscamente sobre os calcanhares. Não tive nem tempo de piscar antes que Justin me beijasse. Seus braços fortes agarraram minha cintura, puxando-me para ele e me prendendo ali.

Meu primeiro impulso foi empurrá-lo para longe, porém Justin parecia determinado.

Quando ele se afastou para se direcionar ao meu pescoço foi que tive a oportunidade de protestar.

- Justin, o que diabos você está fazendo? - tentei empurra-lo também, mas foi em vão. - Justin!

- Shhh - ele voltou a me beijar, silenciando-me.

Ele nos virou e fomos caminhando para trás até eu estar prensada contra a parede. Sem possibilidade de escapatória. Eu tentava me esquivar, mas à medida que sua língua se tornava mais exigente e seus braços me apertavam mais, fui perdendo as forças. Isso juntamente com o fato de que desde os sete meses de gestação eu não fazia mais sexo. A excitação começou a tomar conta de mim, e o cheiro de Justin começou a me embriagar, deixando-me ainda mais zonza. Ele me tomou em seus braços quando minhas pernas amoleceram e começou a caminhar comigo até o quarto.

Fui colocada sobre os lençóis, tendo apenas alguns segundos para respirar antes que Justin me cobrisse com o seu corpo. Suas mãos se tornaram curiosas, como se nunca tivessem estado no meu corpo. Ele ergueu minha perna, e eu a enrosquei em sua cintura, levando minhas mãos até sua nuca para brincar com os pequenos fios que ali cresciam.

Justin voltou a afastar os lábios dos meus para se dedicar ao meu pescoço, e dessa vez eu não tinha forças para contestar seus atos, só me deixei levar pelas sensações que ele estava despertando no meu corpo e mergulhei fundo no prazer.

Uma de suas mãos se esgueirou por baixo da seda do meu pijama, alcançando meu seio esquerdo. Suspirei quando ele começou a brincar com meu mamilo ao mesmo tempo em que depositava beijos e lambidas pelo meu colo.

No instante seguinte, Justin já havia se livrado da parte de cima do meu pijama e da sua camiseta, e agora ele dava maior atenção ao meu short, o qual puxou, juntamente com a calcinha. Ele encarou a região entre minhas pernas por um longo tempo antes lamber os lábios e se inclinar sobre mim, voltando sua atenção aos meus seios enquanto seu dedo indicador fazia um caminho até meu umbigo, e logo em seguida um pouco mais para baixo, chegando ao meu clitóris. O contato foi como uma corrente elétrica passando pelo meu corpo que me fez convulsionar e agarrar os lençóis.

Seus lábios começaram a se mover pelo meu corpo, distribuindo beijos pela minha barriga, quadril, coxas, virilha e finalmente...

- Ah! - arqueei minhas costas quando sua língua entrou em contanto com aquela região tão sensível.

Suas lambidas e investidas com o dedo eram demais para mim, tentei escapar, rastejando para trás, mas Justin me acompanhava, sem parar nem para respirar.

Desisti quando minha cabeça pendeu para fora da cama. Contraí as coxas, mas Justin as agarrou com força, abrindo-as ao máximo.

Eu já estava gotejando quando ele finalmente se afastou e agarrou minhas coxas, puxando-me para baixo. Ele cobriu meu corpo com o seu e me beijou intensamente enquanto fazia algumas manobras para se livrar das únicas peças de roupa que o impediam de chegar até mim.

Senti sua ereção apontar em minha entrada, arrancando de mim um gemido rouco do fundo da garganta. Eu mal podia esperar pela hora em que ele estaria dentro de mim, eu precisava desesperadamente daquilo.

- Eu senti tanto a sua falta, baby - Justin mordiscou o lóbulo da minha orelha, remexendo seu quadril de encontro ao meu. - Senti falta do seu corpo - ele mordiscou meu maxilar. - Do seu gosto - lambeu meu pescoço. - Do seu...

- Ah!

- ... cheiro - ele me penetrou de uma vez, enterrando-se dentro de mim.

Arqueei as costas, contorcendo-me sob ele enquanto recebia suas estocadas rápidas e precisas. Todo o meu corpo estava em chamas, clamando por mais e nunca ficando satisfeito com o que recebia.

Justin se apoiou sobre os braços, penetrando-me com mais força e cada vez mais rápido. Ele nos rolou na cama, mantendo-me por cima enquanto continuava a me penetrar por baixo. Eu não aguentaria por muito mais tempo, já podia sentir o entorpecimento... Ele nos rolou novamente, e dessa vez me sentou contra a cabeceira da cama, pondo-se de joelhos na minha frente e retomando o ritmo frenético de sua penetração. Eu podia ver no modo como ele se movia, na expressão desesperada de seu rosto, que ele estava mais necessitado disso do que eu.

Nós dois chegamos ao ápice no mesmo segundo, explodindo contra o outro. Justin caiu por cima de mim, e por um momento tudo o que fizemos foi respirar, até que o turbilhão de sensações enfraquecedoras passasse. Só então pude voltar a raciocinar.

Justin caiu ao meu lado e eu me cobri com o lençol, descansando de encontro a cabeceira da cama. Meus olhos estavam fechados quando senti a mão de Justin segurar a minha, abrindo-se instantaneamente.

Eu o encarei, quase sufocando diante da intensidade com que ele me olhava.

- Foi bom, não foi? – ele perguntou, e aquela pergunta quase podia ter passado como inocente, mas eu sabia onde daria.

- Foi – respondi, tirando minha mão de sob a sua e apoiando-a em minha barriga. – Eu precisava de sexo, haviam meses que eu estava na seca – ri, fitando um ponto qualquer no teto.

- Você pode ter sempre que quiser – a sugestão por trás de suas palavras não me passou despercebida.

Virei a cabeça em sua direção, estreitando os olhos.

- Espero que não crie esperanças a partir do que aconteceu hoje. Foi só sexo, Justin. Nada entre nós mudou.

Ele se sentou imediatamente, aproximando-se de mim.

- Me diga que não sentiu nada com o que acabamos de fazer, Valentina. Olhe, nos meus olhos e diga.

- Eu senti prazer, Justin – eu disse, olhando-o nos olhos exatamente como me pediu. – Algo normal diante de uma relação. Nada mais.

- Então está dizendo que não me ama mais? Que as coisas já não são e nunca mais serão como antes? – havia mágoa por trás da sua voz e do seu olhar. Se ele compreendesse as coisas que digo, todo esse sofrimento poderia ser evitado, mas ele preferia não enxergar as coisas como elas eram.

- Eu amo – confessei, porque era simplesmente inevitável. – Mas as coisas já não são como antes, nem nunca voltarão a ser – me endireitei na cama e puxei o lençol para junto do peito. Respirei fundo antes de começar, aquela que eu esperava ser a última vez, meu discurso. Eu simplesmente precisava fazê-lo entender. – Justin, nosso relacionamento sempre foi tóxico. Você me magoou várias vezes, assim como eu magoei você. O que nós fizemos um com o outro, a maneira como lidamos com nossos problemas... Nada daquilo era saudável. Já nos machucamos demais em meros três anos de relacionamento, imagine o que aconteceria se perdurasse.

- Eu mudei.

- Eu sei, eu vejo como você age agora, comigo e com os nossos filhos, e fico orgulhosa de você. Mas eu também mudei, aprendi com meu sofrimento. Se eu voltasse para você nesse momento, estaria acabando com as nossas vidas, com a nossa felicidade, pois tudo voltaria a ser como era antes, e eu sei que sim, por mais que você discorde de mim. Nós somos o que somos, Justin, mas juntos, somos algo totalmente diferente e perigoso. E agora... – engoli em seco, pensando sobre o assunto. – Agora não podemos nos dar ao luxo de ser aquilo de novo, porque não seríamos os únicos prejudicados.

Justin piscou, atordoado. Ele realmente pareceu pensar a respeito, e fiquei feliz por isso.

- Nossos filhos – ele disse depois de um tempo, e eu assenti.

- Sei que você não quer machuca-los, assim como eu não quero.

- Nunca.

Voltei a balançar a cabeça.

- Durante esses últimos meses nós nos demos bem. Não tivemos tantas brigas e nossa relação está se transformando em algo saudável. Em uma amizade.

- Amizade... – ele repetiu, atônito.

- E sabe do que mais? – ele piscou, prestando toda atenção em mim. – Eu estou feliz com isso. Feliz por isso ter acabado sem que sintamos ódio um do outro. Acho que, apesar de ser difícil para as crianças no começo, será melhor nos ter separados, mas unidos de uma forma diferente, do que debaixo do mesmo teto e brigando o tempo todo.

- Eu discordo de você – quando essas palavras saíram por entre seus lábios, eu desisti. Sabia que nunca o faria entender. – Acho que após o nascimento das crianças nós dois mudamos muito. Amadurecemos muito. Isso muda as coisas, Tina.

- Justin, eu estou feliz! – falei, quase que desesperada para ser ouvida. – Estou feliz por poder olhar para você sem sentir que um pedaço de mim está desmoronando, sem sentir uma dor excruciante no peito. Estou feliz por ter você quase todos os dias na minha casa, por ter... – apontei para a cama, como se explicasse muita coisa. – Por termos feito sexo sem que eu comece a criar expectativas sobre você, sem que meu peito se encha de esperança de um futuro para nós que na verdade seria totalmente irreal. Estou feliz porque você não pode mais me machucar, Justin. A única forma de me machucar seria machucando nossos filhos e eu sei que você não seria capaz disso. Será que isso não importa? – perguntei, sentindo minha garganta arder. Será que eu estava pedindo demais? – Não é nem um pouco relevante que eu esteja feliz? Porque eu te amo e quero você siga sua vida e que seja feliz, gostaria muito que você me desejasse o mesmo.

- Você não entende – ele balançou a cabeça em negativa, uma lágrima escorrendo por seu rosto. – Não posso ser feliz sem você.

Eu tinha vontade de jogar as mãos para cima e gritar de pura frustração.

- Se você pensar dessa forma, é claro que não vai – eu disse. – Eu também achei que não poderia ser feliz sem você, mas eu estava enganada. Nós dois podemos e merecemos ser felizes, Justin. Nós vamos ser, para sempre, uma família. Você pode contar comigo para o que precisar, e eu espero poder contar com você também.

- Eu sempre estarei aqui para você, sabe que sim – sorri, assentindo. – Mas eu... – ele abaixou a cabeça, fungando. – Eu vim aqui por um motivo esta noite. Há semanas eu tenho me preparado para isso, mas nada saiu da forma como eu planejava – ele riu sem humor, então se virou e pegou sua calça jogada no chão, remexendo nos bolsos.

Quando ele se virou e eu vi o que tinha em mãos, fiquei sem ar. Ele tinha nas mãos tudo o que um dia eu sempre sonhei para nós. Um anel. Mas o sonho não era o anel em si, mas sim tudo o que ele representava. Representava uma família, uma vida juntos. Durante muito tempo eu sofri por saber que Justin se negava àquilo. Durante breves momentos de loucura eu tentei força-lo a isso e me machuquei ainda mais. Sofri a ponto de perder as esperanças de que um dia aquele sonho se realizaria. E sofri a ponto de me esquecer daquele sonho.

Mas agora, ali estava Justin, trazendo tudo à tona outra vez. Eu estava enganada; ele ainda podia me machucar. Estava fazendo agora, mostrando-me aquele anel com um pequeno diamante solitário na ponta. Eu estava sofrendo porque ele tivera oportunidades de fazer aquilo, mas escolheu apenas aquele momento. E eu estava sofrendo também, porque era tarde demais.

- Durante muito tempo eu não entendi o que você sentia quando falava sobre termos uma família. Eu fui um idiota, como sempre – ele lançou um sorriso amargo. – Entendi apenas quando a vi nesse apartamento, carregando nossos filhos ainda na barriga. Me dei conta de que eu queria, desesperadamente, ter uma família com você. Quero dar a você o que sempre quis, baby. Quero ter com você a família dos sonhos e sei que isso é possível. Por favor, me dê essa chance.

Tranquei a respiração, sentindo meu peito pegar fogo e meus olhos se encherem de lágrimas. Por que ele estava fazendo aquilo comigo?

- Casa comigo, Valentina.


Notas Finais


Antes de terminarmos aqui, eu gostaria de dizer que: se Tina e Chan não vão ficar juntos, saibam que não é por causa daquelas que são, por algum motivo, contra o relacionamento dos dois. Se fosse por essas pessoas em especial, eu teria feito os dois ficarem juntos, sim. Entretanto, não tenho mais cinco anos, e eu já tinha um plano para eles. Desde o inicio minha intenção foi apenas que eles tivessem um relacionamento passageiro, porém quase mudei de ideia diante de alguns comentários que eu considerei absurdos e desnecessários sobre os dois, e devo dizer também, que alguns comentários dizem muito sobre a pessoa que os escreve, e eu só tenho que sentir muito por isso.

Nos vemos no próximo - e último - capítulo. Graças a Deus. Eueheuhe.
Até mais!


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