História Victims Of Fate - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eminem
Tags Colegial, Drama, Escolar, Romance
Exibições 72
Palavras 1.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yo motherfucker.
Espero que gostem. s2

Capítulo 23 - 23


Fanfic / Fanfiction Victims Of Fate - Capítulo 23 - 23

   Depositei as sacolas pesadas na pia da cozinha e joguei para trás o capuz preto da jaqueta jeans que me aquecia, tirando da cabeça o boné cinza que ajudou a esconder o meu rosto nas ruas logo em seguida. Desfiz o coque que prendia o meu cabelo e suspirei antes de caminhar até o sofá. O enterro de Proof aconteceria à tarde e tudo o que passava nos noticiários era sobre como um jovem de alma leve e conhecido por todos havia perdido a vida em um acidente na madrugada do baile de verão da escola.

   Me sentei ao lado de Marshall. Ele apenas continuou olhando para frente, como estava fazendo há horas. Levei a minha mão esquerda até a sua e apertei a mesma.

-Marshall - eu falei depois de algum tempo em silêncio - Olhe para mim.

   Ele virou a cabeça devagar e eu me assustei com o desconhecido em seus olhos. A sua íris azul não demonstrava nada e os seus lábios estavam traçados em uma linha reta, como se ele não quisesse ouvir nenhuma palavra que eu tinha para dizer e estivesse determinado a sair correndo dali.

-Nós precisamos conversar sobre isso! - minha voz soou mais histérica que o necessário e Marshall não perdeu tempo para voltar a olhar para frente. Suspirei e continuei: -Você precisa comer alguma coisa. Nós temos pizza, lasanha, comida mexicana, panquecas, refrigerantes, tudo o que você quiser. Você está parado aí há muito tempo, não come, não fala, nem ao menos chorou. Precisa fazer alguma coisa.

   Os seus joelhos tremiam levemente, mas eu tinha a impressão de que não era por causa do frio.

-Eu realmente sinto muito. Eu não o conhecia como você, mas também gostava dele. - a minha visão embaçou e eu soube que havia começado a chorar - Todos nós estamos tristes, Marshall. May soube da notícia minutos depois de ter sido deixada em casa por ele e está arrasada. Eu sei que você não quer se mexer agora, mas você é especial para mim e eu não quero que fique doente. Coma alg...

-Que caralhos você quer que eu faça, Bonnie? - ele me interrompeu com um sussurro, mas foi como se tivesse berrado - Quer que eu diga que vou ficar bem? Algum imbecil bêbado destruiu o carro do meu melhor amigo e agora eu tenho que me preparar para um enterro. Eu nem ao menos tenho algo decente para vestir. Eu tenho 19 anos, trabalho em uma mercearia caindo aos pedaços, ainda nem terminei os estudos e moro na porra de um trailer! Então se você espera que eu levante desse sofá e deguste tranquilamente um pedaço de pizza, pode sair de perto de mim, porque isso não vai acontecer.

   Marshall soltou a minha mão e levantou do sofá, seguindo caminho para a porta aberta rapidamente em seguida. Tudo isso sem olhar para trás. Observei-o deitar na grama mal aparada e senti a minha cabeça doer. Por que eu não conseguia ajudá-lo e se ele se sentia machucado, por que não se abria comigo? Por que ele estava fazendo isso comigo?


   Penteei o meu cabelo para trás e o prendi em um rabo de cavalo. Encaixei os botões do meu sobretudo preto nos lugares certos e senti dois olhos me encarando. Não tentei limpar o desapontamento escorrendo sobre meu rosto quando me virei. Marshall vestia um conjunto de moletom preto e eu tive vontade de ajustar a bandana em sua cabeça enquanto ele me encarava roboticamente da porta do banheiro. Deixei que a minha respiração se estabilizasse quando parei de pé diante dele e estiquei os braços para envolvê-lo de uma forma que eu nunca havia feito antes.

   Suspirei aliviada quando fui correspondida e, no momento em que os seus dedos acariciaram e bagunçaram o meu penteado, eu quis acreditar que era possível que tudo ficasse bem.

   Minha cabeça estava depositada em seu ombro quando ele pigarreou e se afastou do nosso enlace, selando-o. Quase pude ouvir o barulho da minha bolha de tranquilidade se rompendo e sendo substituída pelo olhar vazio de Marshall sobre mim. Mantive a minha cabeça baixa e tentei evitar o contato visual entre nós. Se fosse para olhar em seus olhos novamente, que fossem os azuis que me transmitiam esperança e não esses acizentados que me faziam querer cravar uma faca em meu peito.

      Sua mão segurou delicadamente o meu queixo com a intenção de levantá-lo, mas eu apenas dei um passo para trás e encarei o meu par de tênis que não combinava em nada com a minha roupa.

-Bonnie - a voz de Marshall parecia calma, mas eu tinha certeza que se olhasse em seu rosto, conseguiria enxergar uma tempestade - Se você for, eu não vou.

-O que disse? - eu levantei a cabeça em um movimento impulsivo e me arrependi no segundo seguinte. Ele olhou para o chão como se estivesse envergonhado.

-Eu não quero que você vá comigo ao enterro de.... Proof. - era como se ele tivesse engolido ácido - Eu quero ir sozinho. Eu preciso ir sozinho.

-Você não pode me pedir isso, Marshall. Eu também o conhecia, eu também o amava.

-Me desculpe. - ele franziu levemente as sobrancelhas e virou as costas para mim, distribuindo passos curtos até a saída em seguida. A porta bateu como se os meus sentimentos não significassem coisa alguma e eu pude ouvir a sua picape dando os primeiros sinais de que estava prestes a sair do trailer park.

   Mal tive tempo de ignorar a palavra "infidelidade" que piscava em minha mente, porque uma bolinha de pelo se enroscou na minha perna e começou a lamber a mesma. Ri friamente com o toque da língua áspera de Pig em minha pele e me abaixei para pegá-la no colo.

   Quando o fiz, cruzei as pernas para me sentar no chão e apoiei as costas na parede externa do banheiro. Enquanto acariciava a barriga da cadela feliz em meu colo, tentei pensar em como ela havia crescido rápido e não em Marshall. Não em seus olhos. Não em seu rosto enrijecido olhando apenas para a frente durante horas. Não na minha vontade constante de correr e checar o seu pulso para me certificar se ele ainda estava vivo.

  


Notas Finais


Gostaram?
Como acham que a relação deles vai ficar depois disso?
Me contem!


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