História Victims Of Fate - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eminem
Tags Colegial, Drama, Escolar, Romance
Exibições 77
Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não demorei desta vez!!!
Ah, me perdoem se encontrarem algum erro de português. Ainda estou me adaptando ao teclado do celular novo. Hahah
Espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Capítulo 24 - 24


Fanfic / Fanfiction Victims Of Fate - Capítulo 24 - 24

Marshall POV

   Não me lembro como cheguei aqui.

   Os mc's que se encontravam rimando no palco improvisado do Hip-Hop Shop eram péssimos e me davam vontade de arremessar algo contra as paredes. Um copo com uísque até a metade pousava em minhas mãos e o meu celular vibrava em meu bolso pela vigésima vez esta noite. Um recado de Bonnie jazia na caixa postal, mas eu não o ouvi. Como Slipff para Busta e como Cease para Biggie, Proof era o meu braço direito. Agora a memória do seu corpo trancado dentro do caixão de mogno apodrecida pedaço por pedaço do meu corpo cada vez que eu respirava.

   É apenas um pesadelo, eu repeti para mim mesmo. Era só fingir que eu acordaria transpirando a qualquer momento e que as pessoas ao meu redor não estavam me olhando como se eu fosse um sociopata perturbado.

   Fechei os olhos e respirei fundo durante um minuto e meio, mas nada parecia dar a mínima para o meu bem-estar. Não era como se o mundo fosse parar de girar só porque eu não estava bem ou algo assim. Virei a bebida quente em minha garganta e senti a mesma me queimar por dentro. Droga, eu sussurrei. A vida é terrível, mas a morte consegue ser pior.

   Um perfume extremamente doce de repente tomou conta do ambiente e uma mão quente segurou o meu braço. Me virei com agressividade e não me importei quando derrubei acidentalmente o copo no chão, fazendo-o quebrar. Encarei com sangue nos olhos a pessoa diante de mim.

-Fica calminho, Marshall. - Kim riu para mim

-Sai daqui. - empurrei o seu braço. Se eu pudesse rosnar, o som certamente causaria rachaduras nas paredes.

-Quanta ignorância. - ela revirou os olhos, mas logo sentou-se no banco ao meu lado e apoiou os braços no balcão - Sinto muito por Proof.

   Um sorriso forçado se abriu em seu rosto e eu tive vontade de levar a minha mão para a sua bochecha. Mentirosa.

-Não sente não! - eu exclamei com raiva, chamando a atenção de algumas pessoas e fazendo-as se aproximarem de nós -Você nunca gostou de nenhum dos meus amigos, Kim.

-E nem você das minhas amigas. - ela devolveu o insulto. Maldosa e vingativa como sempre foi.

-Que se fodam as siliconadas das suas amigas. - eu disse sem me intimidar com a multidão que nos cercava. Depositei uma nota de vinte dólares no balcão e levantei em um pulo, virando as costas em seguida.

   Algo foi arremessado em mim ao mesmo tempo em que eu dei o meu primeiro passo para a porta dos fundos. Algumas pessoas riram enquanto eu me virava para desvendar o que estava acontecendo. Congelei no momento em que avistei um saquinho transparente jogado aos meus pés. Meu melhor amigo havia morrido e as minhas piores inimigas haviam voltado. Por um momento a Terra pareceu girar mais rápido e eu me forcei a contar até dez antes de chutar o recipiente de volta para Kim.

-Você sabe que eu não faço mais nisso. - a leveza em minha voz foi surpreendente

Ela riu.

-O que há? Está com medo da reação da sua namoradinha? Confie em mim, você vai conseguir se acalmar e relaxar se ingerir um pouco dessas belezinhas.

-Por que eu deveria confiar em você? - foi a minha vez de rir

   Kim esticou o braço para pegar o saquinho no chão e caminhou lentamente até mim, balançando o mesmo.

-Então você quer revirar o passado? - ela arqueou uma sobrancelha com a maldade estampada no rosto - Tudo bem, Marshall, nós vamos revirar juntos aqueles maravilhosos e belos tempos que vivemos. Que tal começar lembrando de como isso te ajudava a enganar o estresse, hein? De como te ajudava a dormir e não te deixava acordar gritando durante a noite. Vamos lá, pegue e sentirá na pele.

    Ela tirou uma das minhas mãos do bolso da minha calça de moletom e guiou-a em direção ao generoso decote da sua blusa de grife, mas logo me lançou um sorrisinho e depositou o saquinho em minha mão.

-Faça bom proveito. - foi tudo o que disse antes de sair esbarrando em meu ombro, levando boa parte da platéia desocupada consigo


   Entrei em minha picape e não tardei em ligar o rádio. Logo uma música nada a ver começou a tocar, mas eu apenas dei de ombros. Na situação em que eu me encontrava, qualquer barulho que abafasse as vozes dos demônios gritando em minha mente seria bem vindo. Abri o lacre do recipiente em minha mão e, quando o fiz, segurei uma das centenas de pílulas de êxtase entre os dedos.

   Eu me senti como um náufrago em auto-mar quando a mesma desceu pela minha garganta e quis me chutar quando lembrei do decote de Kim, mas logo... Aaahhh! Uma onda de formigamento se espalhou pelo meu corpo e não havia mais espaço para a culpa. Não havia mais espaço para nada que não fosse mais uma pílula. A perda de DeShaun não me assombrava mais e o mundo finalmente parecia estar como eu sempre quis que estivesse.

   Bonnie, algo na ilusão gritou. Eu precisava ir até Bonnie. Eu precisava mostrar a ela.

   Ignorei a minha língua enrolada em minha boca e dei a partida, deixando que a estrada dançante me levasse para onde ela quisesse.



   Minhas mãos tremiam enquanto eu fechava a porta do carro e cambaleava até o nosso trailer. Eu me lembro vagamente de ter quebrado o rádio do carro e jogado o meu celular em um rio quando ele começou a vibrar demais, mas quem se importa? Eu podia fazer o que eu bem entendesse. As árvores sorridentes eram minhas amigas e eu não estava mais sozinho. Eu era invencível.

   Abri a porta e passei os olhos pelo interior do trailer até avistá-la, sentada no colchão. Ela vestia um moletom engraçado e cheirava a shampoo de morango, cigarro e Bonnie. Sorri eletricamente e ela me encarou com os olhos sonolentos e chorosos.

-Oi! - exclamei feliz ao mesmo tempo que ela disse: Eu não sabia que o enterro acabaria às onze da noite.

   Ri e me aproximei para me sentar ao seu lado, mas ela levantou e andou disparada até mim, fungando como se fosse um cão policial.

-Você bebeu? - perguntou com incredulidade - Você sumiu o dia inteiro, ignorou todas as minhas ligações e chega aqui desse jeito? O que você tem na cabeça?

-Como assim o que eu tenho na cabeça?

-Está brincando comigo? - ela gritou para mim e para quem estivesse interessado em ouvir enquanto as lágrimas começavam a escorrer em seu rosto. Não era a primeira vez naquela dia, por algum motivo eu sabia disso. Estendi o meu braço para secá-las, mas sua mão me impediu com um tapa. -Eu só vou perguntar uma vez, Marshall. Onde é que você estava?

   Seus cabelos úmidos penteados para trás e a sua boca contraída em negação me fizeram querer morrer. A energia que escorria pelas paredes era tóxica e Bonnie esperava a minha resposta com os olhos ardendo em chamas. Há poucos minutos atrás eu me sentia realizado como nunca, mas agora o desespero começava a me abater e eu me arrependia de ter voltado para casa.

-Quem caralhos você pensa que é para falar assim comigo, Bonnie? - gritei o mais alto que pude enquanto arremessava os objetos de decoração no chão e não me importei com o medo substituindo a raiva em seu olhar -Você não é a porra da minha mãe, então não pode e nunca vai me dizer o que fazer, está ouvindo?

-E o que você quer que eu faça? - ela disse enquanto chorava e esfregava a testa, como se estivesse com dor de cabeça -Eu nem sei como você se sente. Está tudo, tudo errado! Você, Proof, eu. Você parecia abalado e não quis falar comigo, preferiu o que quer que as ruas tinham a te oferecer. Como eu deveria falar com você depois disso?

-Cala a boca! - o meu grito a fez estremecer e por um impulso a minha mão se levantou para pousar com toda a força em seu rosto, mas por sorte foi segurada por ela antes que a tragédia acontecesse. Toda a sua expressão sumiu de imediato. Ela segurava o meu braço parado a centímetros do seu rosto e me encarava como se não sentisse mais raiva. Como se não sentisse mais nada.

-Você ia me bater? - Bonnie soluçou. Tudo começou a girar e eu percebi que os meus ombros tremiam. O que eu estava pensando?

   Escondi a minha cabeça em seu ombro para não ter que encará-la. Eu havia acabado de magoá-la e sabia que se olhasse em seu rosto sentiria vontade de engolir mais algumas pílulas só para poder fugir deste planeta outra vez. Ela não me afastou, apenas chorou mais intensamente. Agarrei a sua cintura e respirei fortemente. Eu precisava dela. Precisava de algo que não me deixasse desmoronar.

-Eu sei que eu te deixei sozinha e fiz besteira - tentei dar início a um pedido de desculpas com o tom de voz baixo e vulnerável -Eu bebi, discuti, me droguei, mas por favor, não pense nem por um segundo que eu me senti melhor lá fora sem você. Por favor.

    Bonnie me afastou e me empurrou contra a parede.

-Você sabe qual é o problema? - ela veio em minha direção como um furacão e por um instante achei que fosse chorar -Me responde!

-Eu não sei! - exclamei com a garganta arranhando

-O problema é que eu te amo, Marshall. - Bonnie passou as mãos pelos cabelos quase secos, bagunçando-os -Mesmo quando eu te odeio, eu te amo.

-Então me perdoe. - eu implorei, arremessado contra a lataria.

   Ela colocou uma mão sobre a boca como se estivesse prestes a vomitar e correu em direção ao banheiro, deixando-me sozinho. Senti a primeira lágrima cair livremente em minha pele pela primeira vez em anos e chutei raivisamente um dos cacos de algo que eu havia quebrado. Eu estava na beira do penhasco. Eu destruía tudo que tocava e até mesmo Pig me olhava com medo, escondida atrás do sofá. Monstro, eu pensei. Um perdido e fracassado monstro.


Notas Finais


Então???


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