História Victims Of Fate - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eminem
Tags Colegial, Drama, Escolar, Romance
Exibições 31
Palavras 2.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIIIIII!!
Então, foram 8 dias sem capítulo né? Eu sei que é muita coisa e sinto muito, muito mesmo. Final de ano é complicado demais na escola e, além dos exercícios, trabalhos, peças, seminários e toda uma correria para estudar para as provas finais nesses últimos dias, eu comecei a levar exercícios físicos a sério e a praticar frequentemente, então estava praticamente impossível postar com rapidez para vocês. O capítulo já estava pronto, eu só não tinha tempo para postar porque está tudo uma loucura!
Enfim, explicações à parte, aqui está o capítulo mais pedido por vocês. Dei o meu melhor nele, então espero que gostem.
Boa leitura! S2

Capítulo 30 - 30


Fanfic / Fanfiction Victims Of Fate - Capítulo 30 - 30

   O sol quase nulo se punha ao oeste. O suor escorria freneticamente pela minha testa e os fios do meu cabelo haviam se rebelado contra mim. Logo depois que Pandora chegou soluçando da escola, eu fiz de tudo para consola-lá. Servi os waffles com calda de caramelo que ela adorava e a fiz sentar no sofá para assistir uma maratona de filmes de comédia que por sorte estava passando na TV. Durante as próximas horas nós não falamos sobre nada que envolvesse seu pai ou o fato de ela ter chorado mais cedo, apenas deixei que ela encostasse a cabeça em meu ombro e sucumbisse ao sono, quando alguem bateu na porta duas vezes seguidas. Eu podia pressentir quem era. Me desvencilhei cuidadosamente de Pandora e suspirei quando abri a porta e confirmei minhas suspeitas.


   May atravessou o hall de entrada vestindo uma regata larga por cima de uma leggin vermelha e pareceu querer gritar comigo por ter ignorado as suas ligações pela manhã, mas se acalmou fisicamente assim que avistou a criança tremendo e prendendo o choro na beira do sofá. Arrastei-a para o andar de cima e contei o que havia acontecido enquanto ela me encarava com uma expressão amolecida. Quando terminei, ela disse que passar um tempo com Pandora faria muito bem às duas e que deveríamos sair para correr com ela, coisa que, segundo a mesma, estava fazendo todos os dias para lutar contra a preguiça que insistia em aparecer no começo da tarde.


   Eu sempre odiara esportes e qualquer coisa que exigisse algo da minha pouquíssima coordenação motora, mas algo na voz da minha filha dizendo que adoraria conhecer melhor May fez com que eu esfregasse um pano úmido nos meus tênis de corrida velhos e os calçasse com uma habilidade surpreendente, pronta para ajudá-la a fazer o mesmo em seguida.


   Quando May perguntou se eu conhecia algum lugar menos movimentado para não sermos vistas, lembrei-me do meu passeio com Marshall na Península Superior de Michigan e prendi um suspiro ou dois. A forma como ele segurava o volante enquanto dirigia e eu cantava com os vidros das janelas abaixados coçou no fundo das minhas memórias mais felizes e eu hesitei um pouco antes de falar, mas logo revelei o lugar misterioso que havia feito com que eu sentisse que tudo poderia se assemelhar a perfeição naquele dia, há onze anos trás.


   Talvez varrer os velhos sentimentos para debaixo do tapete fosse necessário e aquela era a melhor forma de lembrar das árvores borradas através do vidro de uma forma diferente.


  
   Ignorei a dor nas têmporas por não inspirar corretamente e o suor que se acumulava aos poucos em minha nuca exposta e apressei o passo no mesmo instante em que Pandora riu e me desafiou a alcança-la. May olhou para mim quando eu acenei para ela e sorriu abertamente antes de se tornar apenas uma paisagem de múltiplas facetas que ficou para trás enquanto eu corria.


   Minha respiração pesada fez com que eu pensasse em fazer uma pausa e as minhas pernas ardiam cada vez mais com o esforço, mas a adrenalina continuava presente em minhas veias, como um par de braços fortes me empurrando cada vez mais para frente. Sorri enquanto me via cada vez mais próxima da garotinha que usava um rabo de cavalo alto e olhava alegremente para trás ao tentar fugir de mim. Eu me sentia ótima. Eu sentia que poderia dar a volta ao mundo correndo duas vezes no mesmo dia, se quisesse. Eu me sentia incrível.

   Então eu não me senti mais.


   A chuva que havia cessado caiu novamente sobre nossas cabeças e não demorou muito para que toda a estrada de terra se transformasse em um lamaçal. Me curvei e apoiei as mãos nos joelhos, inspirando e expirando. Inspirando e expirando. Inspirando e expirando. O cheiro de terra molhada invadiu as minhas narinas e quase fez com que eu me sentisse melhor, mas a sensação da blusa fina grudando em minha pele e o meu cabelo enxarcado me causando frio fez com que eu desejasse voltar para casa e me enrolar como uma bola no sofá. Até que, ao olhar de relance para o lado, uma visão confortantemente nostálgica fez a minha cabeça e eu caminhei na direção das àrvores altas e escuras.



   Algumas folhas amarronzadas no chão soaram crocantes quando eu pisei nas mesmas e desviei habilmente de cada tronco que atrapalhava meu caminho para chegar onde desejava. Dois braços finos me agarraram por trás e eu me virei assustada por ter sido tirada dos pensamentos nos quais eu me encontrava imersa. Pandora sorriu animada para mim e eu retribui antes de segurar sua mão e conduzi-lá comigo.


   Assim que a paisagem que as árvores escondiam como um segredo real tomou conta do meu campo de visão, eu quis chorar, abraçar minha filha e me deitar sobre as folhas úmidas no chão, tudo ao mesmo tempo.


   A água da nascente era de uma cor mais próxima de turquesa possível e a sua aparência clara fazia com que eu conseguisse enxergar até as raízes das plantas que habitavam firmes lá no fundo. As gotas fortes de chuva formavam uma espécie de desenho circular na água e a fazia brilhar por alguns segundos, como se as estrelas no universo estivessem se desintegrando e caindo do céu para reformar este lugar e deixá-lo ainda mais bonito.


   Me sentei no chão e tirei rapidamente os tênis e as meias que aqueciam meus pés, mergulhando os mesmos em seguida. Quando um pedacinho da nascente tocou os meus dedos, eu ignorei o arrepio que se espalhou pelo meu corpo e olhei para Pandora, que permanecia de pé ao meu lado. Seus olhos da cor da àgua à nossa frente me encararam com um misto de diversão e preocupação e eu dei uma batidinha no espaço livre ao meu lado, convidando-a para sentar.


  
-O que você está fazendo, mãe? - ela deu uma risadinha depois de se sentar ao meu lado e olhar para os meus pés. Eles pareciam tão leves na água que era como se houvessem se tornado parte dela.


-Me livrando do peso em meus ombros.


-Como a gente faz isso? - Pandora perguntou inocentemente e eu ri um pouco.


-É simples. - respondi - Quer aprender?


-Sim, por favor! - uma animação contagiante a atingiu de repente e logo tomou conta de mim também, fazendo-me rir novamente antes de começar.


-Primeiro, feche os olhos. - eu disse suavemente, observando-a obedecer. Seus olhos curiosos desapareceram lentamente e as sardas em suas pálpebras ficaram aparentes. Eu amava cada uma delas. Depositei um beijo em ambas e continuei: - Agora, pense em todas as coisas que fazem você se sentir triste. Pensou?


-Sim. E agora?


-Agora, imagine uma caixa bem grande. Com papeis de presentes bonitos e tudo mais. Imaginou?


-Imaginei. E agora, o que mais?


-Pegue todas essas coisas ruins que te fazem mal e guarde-as dentro desta caixa. - falei enquanto desamarrava os cadarços dos seus tênis e os tirava de seus pés, fazendo o mesmo com as meias verde-limão em seguida. Quando terminei, acariciei sua pele macia e fina antes de continuar: - Agora, você vai fechar esta caixa com uma fita bem apertada e jogar ela na água o mais forte que conseguir.


-Eu joguei muito forte! - ela riu e eu a puxei para mim, envolvendo-a.


-Já pode abrir os olhos, querida.



   Pandora os abriu lentamente e, quando mergulhou os pés nus na água gelada, pude vê-los brilharem na direção das nuvens escuras no céu acima de nós.



-O que aconteceu com a caixa, mamãe?


-Você quer saber o que aconteceu? - perguntei retoricamente e ela balançou a cabeça positivamente. Passei uma das mãos pelos seus cabelos e suspirei. - Ela foi levada pela água que está nos tocando agora. Ela vai viajar por centenas de anos e, no fim, quando você lembrar dela e se perguntar como ela está, ela vai despencar de uma cachoeira alta e barulhenta e vai se desfazer em mil pedaços em algum lugar do mundo, mas também dentro de você. E então, não vai mais parecer algo tão assustador assim. Porque quando você segue em frente, Pandora, nada mais é assustador o bastante para te fazer cair outra vez.


-Isso é demais. - ela passou os braços ao redor da minha cintura - Obrigada, mãe.


-Não me agradeça. Eu te amo, querida.



   Ela virou o rosto para mim e sorriu.



-Eu também.



   May se sentou ao meu lado e estendeu uma mão para limpar uma lágrima que escorria em seu rosto. Assim que o fez, pressionou os lábios em um sorrisinho e me abraçou, fechando os olhos em seguida.



-Onde você estava? - perguntei baixinho


-Aqui atrás, o tempo todo. - ela riu - E eu também amo vocês.



   Encostei minha cabeca no topo da sua e voltei a observar a paisagem. Tudo naquele lugar fazia com que eu me sentisse tão calma e segura que eu desejei nunca precisar sair dali para mais nada, mas a coloração no céu já dava os primeiros sinais de que a noite estava chegando e alguns grilos já haviam começado a cantar. O silêncio era tão predominante que eu podia ouvi-los ao longe. Cutuquei May com o cotovelo e sussurrei:



-Acho que já está na hora de irmos para casa.




   O carro havia sido estacionado no início da floresta, então nós estávamos cansadas e ensopadas quando chegamos ao mesmo. May procurou por uma toalha em seu porta-malas por alguns minutos e, quando achou, arremessou para mim e se afastou para abrir a porta. Esfreguei Pandora e suas roupas até que ela estivesse em um estado próximo de seca e forrei o banco de trás antes de entrar no carro e me sentar com sua cabeça apoiada em meu colo.


   May colocou um CD de música pop para tocar e aumentou o volume antes de fazer o mesmo com a velocidade. Soltei o penteado no cabelo de Pandora e deixei os seus fios longos e molhados livres por aquele momento. Ela fechou os olhos e enterrou o rosto em minha barriga, permitindo-se ser levada pela inconsciência em seguida. May olhou para mim com um sorriso afetuoso através do retrovisor e eu ri baixinho, tentando entender como ainda existem pessoas que passam pela vida e não são capazes de conseguir sentir o que é perdoar a si mesmo.



   Olhei através da janela e vi. A casa, agora minha, estava lá. A grama precisava ser aparada e regada e a pintura das paredes precisava ser renovada, mas naquele momento nada disso importava, porque uma cama macia esperava por mim lá dentro e eu não podia esperar para me jogar nela. Tirei o cinto de segurança e balancei cuidadosamente o corpo da minha filha. Ela se mexeu um pouco, mas não acordou. May riu enquanto retirava o CD do rádio e eu tentei mais uma vez. Pandora abriu os olhos com uma expressão mal-humorada e eu a ajudei a se erguir antes de abrir uma das portas e fazer um sinal com a mão para que ela saísse, mas ela não o fez.



-O que foi? - perguntei depois de bocejar - Venha, querida.


   Ela coçou os olhos por alguns segundos antes de revelar:


-Eu queria ficar mais com a tia May hoje.


   Pude ouvir May tentando imitar uma risada maléfica de filme no banco da frente, mas apenas ignorei e me aproximei de Pandora.


-Me escuta, você poderá passar o tempo que quiser com a tia May, mas só amanhã. Você está morrendo de sono agora e eu também. Vamos entrar, tomar um banho e dormir com a mamãe?


-Não estou com sono. - ela formou um beicinho tão dengoso nos lábios que eu tive vontade de perguntar onde ela havia aprendido a fazer aquilo, porque funcionava muito bem. - Por que não vem com a gente? Vamos com a tia May, mamãe, por favor.


-Deixa a menina ir para minha casa, Bonnie, não seja chata. - May se pronunciou, fazendo minha filha rir - Se você quiser pode ficar aqui, mas deixe a Pan se divertir. O que tem de errado?


-Tudo bem. - eu disse depois de um longo suspiro. - Vou entrar em casa e arrumar as coisas, me esperem aqui.



   Subi correndo as escadas e escancarei a porta do quarto de Pandora. Peguei sua mochila, que estava apoiada no pé da cama, e depositei-a sobre a mesma antes de abrir o guarda-roupa e começar a dobrar seu pijama. Assim que terminei com as roupas necessárias, caminhei apressadamente até o banheiro e vasculhei os armários em busca da sua escova de cabelo e de dentes.


   Fechei o zíper colorido da mochila lilás e desci as escadas, segurando-a com firmeza. Dei uma última corridinha pelo hall de entrada e abri a porta que me separava da rua com a maior agilidade possível, fazendo-a bater atrás de mim. Desci os degraus da varanda e andei até o carro, agora com calma, enquanto May saía do carro com Pandora no seu encalço.



-Obrigada por me deixar dormir na casa da tia May! - minha filha me pegou de surpresa com um abraço apertado e eu estendi o um dos braços para que May pegasse a mochila em minha mão. Assim que ela o fez, me ajolhei rapidamente e abracei Pandora de volta.


-Não é nada, querida. - eu respondi antes de tocar a ponta de seu nariz fino e arrebitado com o polegar - Não faça nada que eu não faria.


-Tá, bom. - ela pressionou rapidamente os lábios em uma das minhas bochechas - Você é a melhor mãe do mundo!



   Sorri. Como um ser tão inocente conseguia ser tão espirituoso, lindo e centrado e, ainda assim, me desmontar totalmente?


  
   May riu e deu uma batidinha no carro, fazendo o som do metal soar como um alarme. Ergui meu corpo em um pulo e ajudei minha filha a se acomodar no banco de trás. May me apertou em um breve abraço quando fechei a porta do carro e me desejou uma boa noite. Fiz o mesmo e me afastei, deixando que os seus faróis iluminassem a rua escura e levassem Pandora para longe de mim pela primeira vez.




   O jato escaldante de àgua fervente do chuveiro bateu em minhas costas com violência, mas logo relaxou os meus músculos exaustos. Suspirei aliviada. Eu estava um caco, mas qualquer coisa que aliviasse a dor nos meus joelhos e a ardência nas minhas coxas era aceita de bom grado. Dei um passo mínimo para trás para molhar o cabelo e espalhei um pouco de sabonete líquido pelo corpo.


   Quando saí, a água já estava ficando fria.


   Enrolei uma toalha fina em meu cabelo molhado e uma grossa em meu corpo antes de caminhar até o quarto e pegar uma roupa limpa e quente para vestir. Feito isto, penteei meus cabelos e desci para a cozinha. Esquentei uma porção do que havia sobrado do almoço e forrei a mesa com uma toalha branca, sentando-me em uma das cadeiras em seguida. Estava prestes a engolir a primeira garfada quando a campanhia tocou.


  
   Assim que a porta foi aberta por mim, eu pensei que estava presa em um pesadelo. Ele levantou a cabeça e aquele par de olhos azuis que eu reconheceria em qualquer situação me encarou com um misto de raiva e mágoa. Prendi a respiração e senti o frio tomar conta da minha barriga de imediato. Ele estava tão diferente e tão perto. Sua aparência era mais magra e madura pessoalmente e eu só precisava estender os braços para conseguir tocá-lo, se quisesse. Meu coração acelerou freneticamente e, por um instante, pareceu que nada havia mudado. Ele ainda era o garoto que me amava e me fazia rir, que me tinha da cabeça aos pés e que passava por cima de tudo e todos para me manter segura. Mas aquilo não era mais verdade. A Terra era um lugar encantado quando nós nos deitávamos juntos naquele trailer, mas aquilo não existia mais. Eu havia acabado com o sonho.


   Marshall contraiu os lábios desenhados e pareceu pensar no que dizer. Eu segurei as lágrimas que ameaçavam cair e esperei que a bomba explodisse. 

Notas Finais


Vocês devem estar pensando: FINALMENTE!!!! Hahahahha
Queria agradecer por serem sempre tão pacientes e fiéis comigo, isso significa demais e me deixa um pouco mais calma quando estou atolada em exercícios e trabalhos. ❤💟❤
Mas, e agora, o que acham que vai acontecer entre a Bonnie e o Marsh? Me contem.


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