História Victoriae Tropaeum - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Hermione Granger, Lord Voldemort, Rabastan Lestrange, Tom Riddle Jr.
Tags Dramione, Gina, Rabastan, Tomina, Tomione
Exibições 141
Palavras 3.745
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Outro Capitulo! <3
;)

Capítulo 20 - Filing Edges


Fanfic / Fanfiction Victoriae Tropaeum - Capítulo 20 - Filing Edges

“As coisas ruins ficam com você, elas seguem você. Não dá para escapar, por mais que se queira.” TVD

 

Algumas semanas antes…

Um dado girava sob a mesa do escritório do Lord das Trevas em sua mansão, seus pensamentos não andavam muito longe do que andava-se formando nas sombras.

Aproximava-se o aniversário de mais um ano de sua vitória e essa data era sempre um motivo de grandes comemorações mas também de muitas preocupações para ele.

A resistência encontrava sempre um bom pretexto para espalhar a discórdia, de modo que ele considerava ridículo, mas que sempre podia despertar por mínima que fosse alguma consciência na mente dos feiticeiros e isso era algo que ele tinha que abafar terminantemente.

Com a sua varinha fizera, o dado parar de girar, ele precisava tomar cautela, não podia passar desse ano que ele esmagasse todos de uma vez, para que não sobrasse mais nenhuma dúvida de quem ele era.

Três toques em sua porta fizera-o perder o foco dos seus pensamentos, olhando na direcção do som, ao ver quem entrava, sorrira de leve e de canto.

—Rodolphus…e Lucius…

Ambos fizeram uma leve vénia de praxe ao seu senhor, sentando-se defronte da secretária que ele indicara para que se sentassem.

—Meu senhor…mandou-nos chamar?

—Sim…é sobre a aproximação de mais uma data…de aniversário da nossa vitória mas antes da festa habitual que iria pedir-vos para distribuírem as tarefas de organização, tenho algo que precisamos discutir…

Rodolphus arquejara a sua sobrancelha, sério, enquanto Lucius, ajeitava seus cabelos loiros platinados para trás, contendo um suspiro, dali não viria coisa boa.

Ele continuara rodando o dado em suas mãos, abstraidamente, ignorando a ansiedade do Malfoy e a seriedade de Lestrange.

—Quero que mandem homens discretamente vigiar o Conselho de Ensino Mágico, parece que uma certa desobediência anda por aqueles lugares… não posso permitir isso como seria, óbvio…Lucius, mande seus homens ficarem bem atentos e reporte-me tudo…- O loiro assentira e um gesto de dispensa, mandara o mesmo ir embora e como inteligente que era Lestrange não se movera, sabia que não havia sido dispensado ainda, mas só quando a porta batera revelando a saída de Lucius Malfoy, que Rodolphus encarara o Lord das Trevas que agora tinha o olhar bem atento sobre ele.

—Novidades, Rodolphus?

—Sobre aquele assunto, Anton Pettigrew…não é confiável, não confio nele…desde de á mais de quatro anos, quando acompanhou a sra.Malfoy á casa da traidora de sangue da Andrómeda, que sempre temos problemas, em missões que o senhor atribui e ele aparece…

—Sempre foi bom observador, Rodolphus, por isso que confio em você...eu deixarei nas mãos da Bellatrix, ela adora traidores…

Rodolphus assentira, sorrindo de leve e meio torto.

—Queria atribuir-me mais alguma tarefa?

—Sim, Rodolphus, é uma missão que exige o máximo de discrição, mais…séria, quero que vigie minha esposa e quero que vigie Hermione Malfoy…, podia até chamar o Draco para manter-se atento a Hermione mas o garoto pode ser bom em poções, mas é um peso morto em batalha…e em protecção…- Suspirara, revirando os olhos lembrando do primogénito Malfoy. E Rodolphus concordara com aquela informação.- E elas poderão ser alvos…a resistência mais que quer pôr as mãos nas duas…já de há anos…veja algo suspeito, movimentos, pessoas e mantenha-se atento…e se fosse a você, tomaria cuidado com sua cunhada Astoria…

—Rabastan está sempre de olho nela, sem falar que ela quase não sai…

— Ela tem visibilidade, famosa por seus livros…mulher de um dos comandantes do Mundo Mágico, ou seja um alvo que causa impacto que não queremos…também diria para ter cuidado com Bellatrix e Narcisa…mas, ambas sabem se defender melhor que muitos dos comensais com que tenho em minhas tropas, acredito eu…- Terminara esboçando um claro sorriso trocista, ao que Rodolphus limitara-se a soltar um leve sorriso, essa era uma verdade.

—Ficarei de olho, mestre…

—Sei que sim…boa noite, Rodolphus…- O moreno erguera-se, saindo e ao fechar a porta, Voldemort sentira a sua cobra enrolar sua perna, subindo e pousando a sua cabeça sob o cimo da poltrona.

—Está tramando algo em grande, senhor…— Lord Voldemort acariciara com um raro carinho a sua cobra, sorrindo meio torto.

—Preciso limar umas arestas, Nagini…- Respondera em ofidioglossia, olhando a cobra que encarava-o com a língua, deitando para fora.

Ele erguera-se tendo o olhar de sua cobra, sobre ele, atirara com o dado no fogo, o seu jogo estava lançado, só esperar agora o que iria acontecer.

No mesmo dia…

Ele já se encontrava acordado, já havia horas, a insónia tinha dessas coisas e o que ele fazia para passar o tempo, encontrava-se defronte da lareira, lendo um livro e bebendo um bom FireWhisky.

E o Sol despontava no céu, mal se dera conta até que os raios dispersaram pelo quarto, fazendo uma certa ruiva despertar, remexendo-se e se afundar mais dentro do edredon, que ele achava engraçado na preguiça de sua mulher, que depois acordava aos tropeços e quase correndo para ir para o Ministério.

Ele decidira-se levantar, deixando-a preguiçar-se por ali, indo no seu banho que ele confessava para si próprio, era um dos seus rituais mais apreciados de todas as manhãs.

Mas uma coruja, chamara-lhe a atenção, antes de ele entrar no banheiro, vinha de St-Mungus, o que ainda era de estranhar mais, pegando uma bolacha de aveia de Ginny, dera para a coruja comer que piara agradecida e o deixara pegar na carta.

Ao abrir o pergaminho, dera com os exames de rotina de Ginny já de há semanas atrás, revirando os olhos de aborrecimento, já ia deixando a carta de lado, mas ao ler mais para o final das análises, o que lhe revelava era meio surpreso, fazendo-o alargar um sorriso meio satisfeito para a ruiva que havia voltado a adormecer.

Fazendo a sua higiene habitual e tratando do seu banho relaxante, descera para a reunião que teria aquela manhã, com todos os representantes dos cantos do Mundo Mágico, dando as ordens e comandos habituais, e depois tivera uma reunião com os comandantes que ele havia designado, distribuindo as funções para aquele dia, de acordo com as informações que havia recebido de Lucius e Rodolphus.

No final da reunião, ele tinha alguns assuntos a tratar em Hogsmeade, mais bem dizendo, sua particular comemoração.

Mas algo o chamara a atenção quando caminhava para fora de sua Mansão, quando vira a direcção do olhar de Rabastan para Ginny, e o que ele via ali naquela mera troca de olhares, tinha que acabar de uma boa vez, aproximando-se de Rabastan, dera-lhe um aviso claro e preciso e sem contar, que mostrara o motivo mais claro de que ele era passado e precisava sair de seu caminho.

Ao olhar para trás, perto da porta de entrada na Mansão, vira Ginny preparando-se para aparatar, chamando-a .

—Ginny…

Ela arquejara a sobrancelha, indo ter com ele que mal ela chegara ao pé, puxara-a para um beijo algo carinhoso, que ela piscara os olhos, mas correspondera com um leve sorriso.

—Sim? Era só para isso? Está ficando romântico…tenho que ver se me trocaram o marido…

—Nossa, que bom humor hoje não…é compreensível…hoje, quero que venha direto do Ministério para aqui e só saia se sentir um toque na Marca…

Agora, ela erguera as sobrancelhas, numa clara demostração de surpresa, ele havia mesmo autorizado o uso pelos comensais? Era mesmo, sério isso? Mas porque isso?

—Tudo bem…vai jantar em casa?

—Oh, sim…temos muito que comemorar…- Dando-lhe outro rápido beijo, aparatando, deixando para uma trás, uma confusa Ginny que limitara-se a ajeitar sua blusa e capa, aparatando para ir trabalhar, deixando de lado as extravagâncias de seu marido, que era o melhor.

Mal, ele havia chegado na aldeia de Hogsmeade, todo Mundo olhava meio surpreso, era raros os momentos que via-se o Lord das Trevas em Público e mais ainda na aldeia modesta de Hogsmeade.

Ele parecia aparentemente, alheio a isso, caminhando pelas lojas olhando para todas e procurando o que ele desejava.

Mas não durara muito tempo a sua contemplação, pois um grito horrível tomara conta de seus ouvidos e quando voltara os olhos, dera com uma mulher esvaindo-se em sangue, sob o olhar chocado do marido, que fazia o contrafeitiço.

—Pansy, não me deixe…Pansy…- A moça parecia no entanto haver desfalecido, mesmo com o contrafeitiço certo.

Quando o Lord das Trevas olhara para o céu, vira feitiços sendo trocado nos ares, entre comensais e feiticeiros encapuzados da resistência, mas ele não parecia surpreso, na realidade parecia que esperava algo assim.

E seu olhar estava avermelhado, numa clara demostração de que queria ver sangue daquelas baratas da resistência sob seus pés.

Mal dera um toque na marca Negra, aparataram do lado dele, os bruxos que ele havia designado para Hogsmeade, aparataram neutralizando em três tempos, os bruxos da resistência que ali encontravam-se e pareciam chocados com o facto de terem sido pegos bem rápido, um dos comensais que ele reconhecera como Rodolphus aproximara-se rapidamente dele.

—Hermione Malfoy foi atacada em Hogwarts…

Uma comensal em particular vinha de perto de Blaise Zabini, acabando de mandar ele e sua mulher para St-Mungus, que ele reconhecera como Ginevra parecia possessa e fora de si, ao ouvir Lestrange, quase que ia para Hogwarts, esmagar quem havia-se atrevido a atacar sua amiga.

—Eu irei para lá…- Sussurara de modo a todos ouvirem e olhando para Rodolphus e depois para Ginny- Você vai com o Rodolphus…- Ela parecia contrariada, quando ia contra argumentar.- Não me contrarie…- Olhando para Lestrange, puxando-o para perto, pronunciara bem sério.- Mantenha-se perto da Ginevra…

E um segundo toque fora sentido, passado pouco tempo depois, reforçando seu olhar para Rodolphus, esse assentira, levando Bellatrix que já havia atacado metade da Resistência e levando metade dos homens, junto e pronunciara bem alto para Ginny que o observava ainda tentada a desobedecê-lo.

—Estão sob seu comando, não me desaponte…hmmm…

Assoprando bem forte, ela voltara-se, aparatando logo de seguida aos outros terem ido, para o local do segundo ataque.

Haviam sobrado pouco mais de vinte comensais ali presentes, mas eram mais que suficientes para o que ele precisava fazer, não sentia necessidade de chamar o resto de seu exercito, deixara um bom número tomando conta dos idiotas da resistência ali em Hogsmeade e controlando a população e os outros que sobraram, vieram com ele.

Aparatara para os limites de Hogwarts, ao lá chegar, dera de caras com muitos da resistência tentando dispersar, mas sabia que seriam pegos um por um, eram menos que os comensais que ele havia trazido consigo, deixara-os duelando e dera a ordem de entrarem no Castelo, com as cabeças dos infelizes nas mãos.

Quando ele entrara dentro do Castelo, sentia a tensão palpável no ar e quando entrara no salão principal, fora mesmo tempo de ouvir a sua “sogrinha” falando algo muito interessante, que lhe arrancara uma sonora gargalhada.

Era incrível, como ele conseguia calcular tão bem a mente das pessoas, que o jogo tornava-se chato ao final de um tempo, afinal ele quem dava os dados sempre e quando queria.

Não era por nada, que havia chegado longe.

***

Sangue, era a única coisa que ela conseguia sentir e cheirar no seu nariz machucado e magoado, todo seu corpo encontrava-se dolorido e machucado, com cortes deixando seu sangue esvair, sentindo todo o salão em roda, não devia demorar muito a apagar, não sentia uma única veia de seu corpo que não corresse seu sangue mais rápido e veloz.

Se Hermione até aquele momento, não havia acreditado em Karma negativo, ela mais que acreditava agora, estando amarrada contra o palanque em forma de coruja do Salão Principal, tendo seus alunos espantados e em choque admirando o que estavam fazendo com a Diretora, tendo na sua frente, algumas das pessoas que mais a haviam ajudado no passado, olhando com o maior nojo e decepção.

Entre elas, Professora McGonagall, Molly Weasley, Viktor Krum e entre outros da antiga Ordem da Fénix que ela acreditava que estavam mortos. E ia ser morta pelos que um dia a protegeram e ela protegera. A vida era irónica.

—Uau…devo admitir…bom plano…mas três contra um…que injustiça…

Viktor aproximara-se dela, colocando-se na linha de olhar com ela, ela encarara os olhos dele e vendo sua expressão decepcionada, ela contivera seu engolir em seco e amassara bem no fundo do seu peito, aquele sentimento cego de traição e desapontamento, erguendo as sobrancelhas, encarando bem de frente sem qualquer remorso ou sentimento aparente.

—Hermoine…que passarr com você? Porrque nos trraiu?

—Primeiramente, Her-mio-ne…e depois bem passou-se muitas coisas na minha vida, ao longo destes cinco anos…- O seu tom era claramente jocoso, que arrancava sensações nauseantes das pessoas que a encaravam.- você não pode mesmo esperar Viktor que me lembre de tudo…e porque fiz isso, oras…tive meus motivos…

—Ainda pensei que pudesse estar sobre um controlo de uma Imperio…- Sussurara Molly para McGonagall, num tom de quem lastima, mas a severa professora sabia que isso não era verdade, Hermione olhava sem nenhum sentimento aparente, somente revirara os olhos aborrecidamente, sob os olhares revoltados de seus antigos colegas.

Até que uma verdadeira gargalhada fora ouvida no salão e o medo fora palpável por todos os alunos ali presentes que limitaram-se a olhar para baixo, a castanha suspirava imenso e teatralmente, será que a falta de sangue a fizera fantasiar com a vinda dele ali para salvá-la?

O Lord das Trevas, com um leve acenar de sua cabeça indicara para os outros professores paralisados e presentes para levarem os alunos dali para fora. Após tudo esvaziar, o riso dele acalmara aos poucos, encarando com um sorriso trocista os três que sobraram ali , além da Hermione.

—Sentiu minha falta, querida Hermione…?

—Nossa, está mesmo aqui…demorou, ein…

Molly, Minerva e Viktor estavam aterrados com a familiaridade com que os dois se falavam, como se fossem grandes amigos, deram um ligeiro sobressalto quando ele continuara a falar.

—Nunca precisei da maldição Imperio…ela foi um troféu bem merecido para minha coroação, Miss Weasley…além de que a maldição condena sempre um terço da inteligência da pessoa e seria muito triste esse facto, para uma das mais brilhantes bruxas da sua geração…não é querida Hermione…- E ela não pode deixar-se de sentir lisonjeada com o elogio e encará-lo, com muita dor por todo o corpo, tentava não se mover, porque quando o fazia as cordas que a mantinham presa, apertavam e fazia com que se esvaísse em mais sangue.

Mas gritos atormentados e dolorosos era ouvido lá fora. A respiração dos três que ali agora se encontravam era agora bem funda, ao ouvirem seus companheiros da resistência, eram puros gritos de agonia e tortura.

Voldemort continuara falando á medida que via a reacção daquelas três pessoas, rindo imenso e meio contidamente.

—Só esperava a ocasião perfeita, para apanhar vocês todos… nunca pensem que conseguem me enganar… poupei a vossa vida e vejam como retribuem…oh sim, deve-se pagar pelos erros…

 Minerva, Molly e Viktor, olhavam atentamente o que ele dizia, controlando o seu nojo ao olhá-lo. Ele continuara falando.

— A única coisa que a minha querida Hermione peca….é na confiança…

Com um leve mover de sua varinha desprendera a castanha, que caminhara tentando pisar duro no chão, mas quase cairá do fraca que estava e ele puxara para ele mantendo-a firme, os olhares que trocaram, fizera a castanha engolir em seco, olhando com pura gratidão, ao que ele sorrira de leve, voltando no entanto o olhar para quem os observava chocados.

Os comensais que estavam lá fora duelando com os bruxos da resistência, vinham com “presentes” para os três que ali estavam, vinham cabeças decapitadas que rolaram aos pés deles, Hermione tivera que desviar seu rosto para não ver, era demasiado para ela.

 Minerva, Molly e Viktor foram obrigados a ajoelhar ante seus pés e dele.

—Mudança de comportamento no pessoal? Isso, aprenda Hermione…é sempre um bom indicativo de revolta e ela se pega…devagar…mas nunca pensei que podem ser mais…efectivos que eu, magia negra praticada por vocês, não é nada comparativamente a mim…não ataquem os meus protegidos que acabam mal, era um aviso bem claro… demorei quatro anos, mas peguei todos da resistência…viram que lindo

McGonagall olhava a cena com um quê de desgosto olhando para ele e Hermione, que era mantida firmemente pelos braços dele, que desviara o trajeto de sua varinha, curando suas feridas e machucados, com feitiços não-verbais, ao que ela recuperara um pouco a cor, olhando nos olhos dele, como não entendendo porque ele fazia tudo aquilo.

Molly e Krum mantinham o olhar no chão, com uma profunda tristeza e revolta que esforçavam-se para manter contido.

—Aqui, a nossa McGonagall… nunca recuperou da morte do nosso nobre Dumbledore e de outra pessoa…aqui o Krum, acho que queria recuperar o …seu amor e sua sanidade…não é mesmo?

Hermione olhara algo estranha para Viktor Krum, arquejando a sobrancelha ao ver o olhar do moreno erguer-se para ela, engolindo em seco, mostrando em seus olhos aquele desespero de um amor não correspondido, ela limitara-se a sustentar o olhar, com algo de pena, mas não podia dar parte fraca agora.

E o Lord das Trevas continuara falando para a castanha, num tom educativo como se lhe ensinasse algo que se aprende em salas de aulas, ela tinha que admirar a frieza dele, ante aquele cenário dos infernos.

— E aqui a nossa Molly, pensa que você tem algo a ver com a morte da filha…não é?

 O tom irónico na voz dele era tão visível para a castanha que ela tivera que conter o seu riso a custo, precisava de seriedade naquele momento.

— Uma lição valiosa, Hermione…olhe bem ao seu redor…e seja firme e dura…- Aquela ultima parte, ele falara num sussurro para ela , que mal vira o mover da varinha dele e uma luz verde saia de sua varinha.

—Avada Kedavra…- E o corpo de Viktor cairá sobre o chão, com os olhos arregalados e muito abertos, sob a respiração suspensa da castanha que via seu antigo amigo morto sob seus pés, voltando levemente o olhar para o lado.

—Agora sua segunda falha, Hermione…

Ela arquejara a sobrancelha, como lhe questionando que ele queria dizer. Ele erguia seu olhar para ela, com um movimento de sua varinha, num feitiço não-verbal, recuperara a varinha da castanha das vestes de McGonagall para as mãos dela.

—Compaixão…nunca tenha compaixão por quem não tem com você…aqui a nossa Minerva sabia de toda a sua história…sem contar que era uma das amigas de Andrómeda…

O olhar de Hermione desviara para a professora que somente a encarava sem desviar o olhar, não precisara duvidar da palavra dele, afinal o olhar determinado e serio da sua antiga professora não deixava dúvidas, ela sabia.

—Soube logo, que você entregou o seu sobrinho para adopção e matou sua mãe…porque Anton era um traidor que admito demorei a descobri-lo mas, que já pagou com a vida… e usaram de minhas leis para te deixar sensibilizada e pisar no mundo trouxa onde ainda estamos em minoria…para pegar Ted Lupin e por sua vez, te pegarem como fizeram…esperaram o momento perfeito, em que você foi mãe, mais sensível…de modo a matar você…sem nenhuma compaixão…

E repentinamente, tudo começara a fazer sentido na cabeça da castanha, sobre todos os acontecimentos que haviam ocorrido e lágrimas formaram-se debaixo das pálpebras da castanha que contivera-se e olhara para a professora, erguendo a varinha.

—Mate-a…- Ela ouvira claramente, a voz dele perto de seu ouvido.

McGonagall não desviara em nenhum momento o olhar, encarando de frente o olhar de raiva de Hermione.

—Você é das piores pessoas que conheço…Hermione…que decepção, uma das melhores alunas que tive…

—Eu? Ahahaha, muito engraçado o modo como me condena… fui abandonada por uma mulher egoísta, depois sendo condenada por meu sangue, fui estuprada e sem contar…que antes disso, fui torturada, espezinhada…não…professora McGonagall…eu sou fruto do que me fizeram…- Apontando bem a varinha no peito dela, com os olhos despiedados e faiscando de raiva, pronunciara.- Avada Kedavra…

E fora, a segunda vez que matara e ela sabia bem lá no fundo do seu peito, que não fora uma morte justa e muito menos, por sede de vingança.

Fora simplesmente, por raiva e a castanha vislumbrara a pessoa que havia-se tornado, sob o olhar orgulhoso e atento de Voldemort.

—Mulciber…tome conta da miss Weasley, já retorno…- O comensal assentira, mantendo o seu olho sobre a mulher que estava em estado de choque com que ali vira.

Levando a castanha consigo, que estava meio atonita com que fizera, o Lord das Trevas levara-a para uma das salas de aula que ficavam logo do lado do salão Principal. O olhar de Hermione era frágil quando pousara sobre o olhar de Voldemort.

—O que…eu fiz?

—Shiuuu, eles iam matar você…sem dó nem piedade, não tenha…Hermione…- Ele falava e continuava recitando não verbalmente os feitiços que continuavam a deixar ela cada vez melhor.

—Obrigada…por me salvar…- Ela pusera a sua mão sobre a mão dele que segurava a varinha, ele voltara seu olhar para ela, fixando seus olhos acastanhados, vendo-a ainda meio aérea como se precisasse de conforto, ela não era sem compaixão, ela sentia-se mal por ter morto sua antiga professora, num acto não muito próprio dele, abraçara-a, ao que ela apertara-o fortemente, alisando seus cabelos acastanhados.

—De nada…afinal, você é a mãe da minha filha, e ela precisa de você…além de que você é útil …Hermione…

Ela libertara-se aos poucos do abraço, fixando seus olhos nele e ele nela.

E lá estava aquele sentimento que o enfraquecia, que ele sentia-se estranhamente débil ao vê-la, num acto meio impulsivo, puxara-a para um beijo que ela não recusara, puxando-o cada vez para mais perto.

Algo no fundo da castanha, dizia baixinho que aquilo era totalmente errado, mas ela não conseguia ir contra, aquele beijo era …sublime e tão necessário quanto o ar para ela, naquele momento. Quando se separaram, ela abrira os olhos devagar, sentindo com força o que havia feito, recusando com a cabeça.

—Eu não devia ter feito isso…

Algo como fúria, tomara conta do Lord das Trevas, que olhara para ela, vendo ela sair pela porta, sem dizer uma palavra.

Voldemort voltara ao salão principal, com seu olhar sério e impenetrável, olhando os comensais que ali estavam e olhando para o rosto assombrado e nauseado de Molly, rira-se sombriamente.

—Vamos para o Beco Diagonal…miss Weasley…temos uma reunião para fazer…- E colocando um capuz que lhe cobria o rosto e feitiço Silencio para que não falasse, o Lord segurara o braço da mulher, aparatando, indo de encontro ao local do segundo ataque, ainda havia muito, daquele dia que prometia ser o mais memorável de sua longa vida.


Notas Finais


<3


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