História Vida - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Carl Grimes, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Negan, Personagens Originais, Rick Grimes, Sophia Peletier
Visualizações 22
Palavras 2.724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E damos início a fanfic! Espero que gostem, e boa leitura :3

Capítulo 2 - Ajuda de um estranho


Fanfic / Fanfiction Vida - Interativa - Capítulo 2 - Ajuda de um estranho

/!\ LEIAM AS NOTAS FINAIS /!\


P.O.V Gabriela Diggory

Adentrei a farmácia com Alexander ao meu lado. Estávamos atentos a quaisquer perigos que poderiam ter por ali. Caminho lentamente pelo lugar, olhando para os lados.

— Aqui também não tem nada. - Alexander diz, guardando sua arma na cintura.

— Hm… Eu podia jurar ter visto alguém entrar aqui. - Falo um pouco baixo.

— Ah, qual é, Mermaid… - Sorrio ao escutar esse apelido. - Por que alguém iria se esconder aqui? Não tem nada.

— Eu sei. Mas ter cuidado nunca é demais, Alec.

Escuto Alexander rir e me viro para olhar o garoto, que agora estivera encostado perto de uma prateleira meio caída.

— Então, vamos voltar? - Alexander pergunta e olha pela janela.

Sigo seu olhar, e pude perceber que já estava começando a escurecer. Me aproximo da janela, e olho para o céu, percebendo que as cores alaranjadas e meio azuladas já se faziam presente, e isso com certeza era uma das coisas mais bonitas de se ver.

— Sim, vamos.

Saio da farmácia, e Alec se junta ao meu lado. Coloco uma mão dentro do bolso da jaqueta de couro, tentando me manter aquecida. Não via a hora de voltar para Alexandria e sentir a água quente em minha pele.

Pelo jeito o inverno dessa vez será mais complicado, e se continuar desse jeito, não vamos ter como sair para caçar ou para fazer qualquer coisa. Temos poucas roupas de frio, e quase não conseguimos encontrar uma casa que não tivera saqueada.

— Você tá quieta hoje. - Alec diz.

— Tô pensando na hora de chegar logo em Alexandria, e tomar um banho quente. - Digo alguns segundos depois.

Sinto o olhar de Alec em mim, mas continuo olhando para frente.

~X~

Após chegar em casa, limpo as solas do meus tênis, e subo as escadas, indo para o quarto.

Abro a porta, e entro em seguida. Fico em frente a gaveta branca do meu quarto, e separo uma roupa nova, as deixando em cima da cama. Vou para o banheiro, e me dispo, deixando as roupas no cesto, e ligo o registro, entrando em baixo da água.

Fecho os olhos, aproveitando a quentura que estava a água, e alguns segundos depois abro os olhos novamente, e pego um sabonete, começando a me ensaboar em seguida.

Saio alguns minutos depois, pego a toalha e me seco, logo a enrolando no meu corpo, e volto para o quarto. Pego a peça de roupa separada encima da cama, e me visto rapidamente, não querendo sentir mais frio. Saio do quarto em seguida, e vou até a cozinha, pego uma xícara e a deixo no balcão, logo pegando um pouco de café também e o colocando na xícara.

Saio da cozinha, e vou para a sala, me sentando no sofá amarronzado. Olho pela janela, enquanto dou alguns goles no café.

P.O.V Alexander

~X~

Após sair de casa novamente, de banho tomado, vou até a casa do Rick. O mesmo já estivera me esperando para conversarmos sobre alguns assuntos sobre a comunidade.

Me sento no sofá, e olho para o mais velho. Sua expressão era a mesma de sempre: cansado.

Eu realmente sentia pena do Rick, por estar passando por uma situação dessas. Ainda mais agora que temos um novo "inimigo".

— Encontrou mais alguma coisa? - Rick diz depois de alguns minutos em total silêncio.

Balanço a cabeça negativamente, e dou um breve suspiro, apoiando meu cotovelo na coxa.

— Nada de comida, água ou munições. Rick… - Chamo sua atenção, e o mesmo me olha. - Nós já olhamos por todos os cantos das cidades que tinham aqui perto, e é sempre a mesma coisa, nada!

— Alexander, já tivemos essa conversa antes. Não vamos sair daqui, para ir em outro lugar. - Rick diz firmemente.

— Não estou falando para todos nós irmos. Sei que tem suas obrigações aqui, e agora com esse tal de Negan as coisas pioraram…

— Ninguém vai sair. - Rick dá ênfase no ninguém.

Reviro brevemente os olhos, e encaro o chão por alguns segundos, logo voltando minha atenção para o mais velho. Sei que as coisas por aqui não estão das melhores, mas se apenas uma pessoas puder ir um pouco mais longe das cidades que sempre vamos, podemos achar coisas novas.

Mas Rick é tão teimoso, e não me escuta! Fala sério… Ele por acaso quer ver os outros passarem fome?

— E se alguém for até a próxima cidade? O resto fica aqui.

— E se não der certo? Como vai se comunicar conosco?

— Walk-talk. Qual é, Rick… Você sabe como estamos por aqui. A situação tá péssima. - Continuo olhando o mais velho, tentando mudar sua opinião. - E se encontrarmos um grupo? Eles talvez possam nos ajudar também.

Rick se levanta, e coloca a mão no queixo enquanto caminhava pela sala. No andar de cima pude escutar a voz de Judith, Carl e Enid, pelo menos alguém não estava tão preocupado assim. Levanto alguns segundos depois, parando em frente ao Rick.

— À cidade mais próxima é de 6km. Se tivermos sorte, ninguém ainda passou por lá.

— Garoto… - Rick passa a mão pelo cabelo, e dou uma risada baixa. - Quando disse "alguém" você se referia a si mesmo, não é?

— Uhum. - Assinto com a cabeça.

Rick balança negativamente a cabeça, e olha pela janela, dando um longo suspiro em seguida.

— Apenas você?

— Sim. Eu ando bem rápido, posso chegar logo na cidade.

Rick parecia estar em conflito consigo mesmo, decidindo se eu poderia ou não. Mas ele mesmo sabe como estão as coisas por aqui, e mesmo que ele não queira admitir, sabe que estou certo. Temos que começar a procurar por recursos em lugares mais distantes.

— Tá, você vai. E é bom levar o walk-talk, escutou?

— Entendi! - Dou um breve sorriso, logo o desfazendo. - Só… Não conta pra Bri, ok? Ela vai querer minha cara esfolada no asfalto se descobrir que eu fui sem ela.

Rick ri, e volta a me encarar.

— Ok. Mas não sei se vai ser fácil deixar ela aqui dentro de Alexandria, enquanto você está fora.

Ah, é… Eu não tinha pensado nisso. Mas espero que a Mermaid entenda, fiz isso pelo bem dos outros. Não aguentaria mais um dia olhar para as pessoas passando frio e fome, e não poder fazer nada. Tudo bem que depois que eu voltar, provavelmente - com certeza - terei minha cara esfolada no asfalto, mas tudo bem! Será por uma boa causa.

— Valeu, Rick. Te devo uma, cara!

Saio da casa do mais velho, e coloco a mão no bolso da calça. Caminho até minha casa, e entro em seguida, logo me jogando no sofá, e fechando os olhos em seguida.

P.O.V Somi

Após aquelas duas pessoas saírem da farmácia, faço o mesmo e continuo a procura de uma casa.

Algumas horas se passaram, e finalmente tinha encontrado uma casa. A mesma aparentava ser meio velha, e era completamente feito de madeira, um chalé, na verdade. Tinha um muro bem alto e isso facilitava para nenhum errante entrar tão rapidamente. Dou alguns passos para trás, ganhando impulso e me aproximo rapidamente do muro, me segurando na borda e finalmente subindo.

Seguro meu machado, e olho o terreno. Tinha alguns errantes andando por ali, mas acho que consigo matar todos sem chamar muita atenção. A casa parecia estar em boas condições, e bem limpa por sinal… Pulo para dentro, e mordo meu lábio inferior com certa força. Meu tornozelo estava machucado, e pular desse jeito com certeza fez a ferida se abrir um pouco mais.

Ao sentir meu cheiro, dois errantes começaram a andar em minha direção, erguendo seus braços podres na tentativa de me pegar. Espero eles chegarem mais perto, e então chuto um com força na barriga, fazendo o mesmo ir um pouco para trás, dando assim um pouco mais de tempo para matar o outro sem quaisquer imprevistos. Acerto a cabeça do outro errante, e a tiro rapidamente, logo acertando no outro que já estivera se aproximando de mim.

Passo a mão na minha franja, a tirando da minha testa e a coloco atrás da orelha. Começo a caminhar ao redor da casa, olhando com cuidado por dentro da janela, para ver se tivera alguma coisa ali dentro.

Percebendo que estava tudo tranqüilo, abro a janela com cuidado e entro.

O lugar parecia ser aconchegante, tinha dois sofás brancos, um tapete felpudo da mesma cor no centro, e uma mesinha amadeirada com alguns revistas em cima.

Sinto uma leve fisgada no meu tornozelo, mas ignoro. Ainda segurando meu machado, saio da parte da sala, e escuto uma voz… Feminina? A mesma parecia estar cantarolando alguma coisa, e pelo jeito nem deve ter percebido minha entrada.

A porta estava aberta, e a garota de costas.

Ah… O que eu faço? Ela pode estar armada, e fingindo não ter me escutado entrar, e só está esperando uma boa oportunidade para atirar em mim.

Olho rapidamente para frente ao escutar passos se aproximando, e era a garota.

— Como entrou aqui? - A garota pergunta.

Ela não parecia nem um pouco incomodada com o fato de eu ter "invadido" sua 'casa'. Franzo levemente o cenho, ainda olhando para a morena. A mesma deveria ter mais ou menos minha idade.

— Pela janela. - Respondo sua pergunta alguns segundos depois.

— Ah, sim. - Ela volta a sentar na cama, de frente para mim. - Seu inglês é muito bom, considerando que você é japonesa, eu acho…

Arqueio uma sobrancelha, e me encosto na borda da porta. Se a pessoa não sabe qual é minha origem, não seria mais simples ela falar: 'você é asiática.' Aish… Sinceramente.

— Sou coreana. - A corrijo.

A morena assente lentamente.

— Me chamo Hope. - A morena sorri.

Hm… Como dizer educadamente que eu só vim aqui para tentar achar alguma comida, e que não estava muito afim de papo? Escuto minha barriga roncar novavemente e reviro os olhos.

— Não perguntei seu nome. - Digo.

— Ah, é… Bom. - Ela tosse em falso. - Tá com fome? Escutei sua barriga roncando agora pouco.

— Se escutou minha barriga roncando, por quê ainda fez aquela pergunta?

Ok, ok… Eu provavelmente devo estar parecendo uma idiota agora dando esse tipo de resposta, mas eu não estou no clima para ficar conversando. Quando estou com fome eu fico um pouco - muito - mais chata que o normal, mas também não vou ficar de papinho com uma garota que conheci à pouco tempo.

Hope levanta, e fica na minha frente, franzindo levemente seu cenho.

— Olha, eu entendo que você não quer conversar. - Ela diz. - Mas deixa eu te ajudar, pelo menos come um pouco…

Suspiro brevemente.

— Sim, você está certa. Não quero conversar, e prefiro passar fome do que aceitar comida de um estranho.

— Eu já conheci algumas pessoas que tinham essa mesma atitude, e acredite, elas não se saíram muito bem.

— Tá me ameaçando por acaso? - Me afasto um pouco da garota, ficando no meio do corredor.

Olho pela janela, e a noite já tivera chegado, assim como os errantes, dava para ouvir seus grunhidos de longe.

— Não! Longe disso… Só quis dizer que as vezes é bom receber ajuda, mesmo que seja de um desconhecido.

Volto a encarar a morena, e mordo levemente meu lábio inferior, pensando seriamente se deveria aceitar ajuda ou não. Já faz tanto tempo desde que realmente tive uma "conversa" normal com alguém, e essa pessoa já quer me ajudar, ainda é estranho para mim.

A última pessoa com quem tive uma boa conversa era um amigo muito próximo a mim, mas ele infelizmente morreu. Virou uma dessas coisas…

— Tá. Mas eu vou comer, e então vou embora. - Digo por fim, e saio do corredor, voltando para a sala, e sentando em um dos sofás.

Dou um suspiro de alivio ao não sentir muito peso no meu tornozelo, e coloco meu pé encima do sofá, erguendo a calça em seguida e percebo que meu tornozelo estava ficando mais inchado, e com um hematoma meio roxo.

Hope entra na sala alguns minutos depois, trazendo em dois pratos. A morena coloca um na mesinha de centro, na minha frente. Olho para o prato, e o mesmo tinha dois pedaços de pães, com algumas maçãs cortadas e um pouco de ervilha. Sinto minha boca de encher de água, e pego o prato, começando a comer rapidamente, degustando da comida. Há tempos não comia uma coisa descente, pelo menos essa porção vai me sustentar por mais alguns dias, até eu encontrar novamente outra comida.

Termino de comer alguns minutos depois, e deixo o prato encima da mesinha. Encosto minhas costas no sofá, e fecho os olhos por alguns segundos, dando um suspiro em seguida.

— Você realmente tava com fome. - Hope ri baixinho.

Reviro os olhos, e apoio meu cotovelo na coxa.

— Não comia nada já fazia algumas semanas. - Pego minha mochila, e a deixo ao meu lado.

Pego minha garrafa d'água, e tomo mais alguns goles, logo a guardando novamente.

— Tenho água ali na cozinha, pode encher sua garrafa.

Olho para a morena. Por quê ela tá me ajudando tanto? Eu poderia ter matado ela antes, e ficado com tudo isso, mas de algum jeito, ela ainda sim me ajudou sem se importar se tinha um estranho tivera invadido sua casa.

— Por que tá me ajudando? Eu podia ter matado você antes.

— Sim, podia. Mas não matou, você tem um bom coração. - Hope sorri, e reviro os olhos.

— Não significa que não posso te matar agora. - Digo um pouco com a voz rouca.

Só falta eu estar ficando com dor de garganta, ai sim, só faltava isso para completar a desgraça.

— Então por que não faz isso agora? Estou desarmada. Pode me matar facilmente.

Passo a mão pelo cabelo, e suspiro. O jeito dela falar me lembra um pouco minha mãe. Pego a garrafa novamente e levanto, indo até a cozinha que ficada ao lado da sala.

Encho a garrafa, e me aproximo da janela. A parte de trás da casa não tinha muro, o que era estranho. Por que não fizeram tudo? Será que não deu tempo?

Então é por isso que vários errantes estavam na parte de frente da casa antes.

Volto para a sala, e guardo a garrafa. Pego minha mochila, e a arrumo no meu ombro direito. Caminho em direção a janela que tinha pulado antes, mas quando ia sair, Hope segura meu pulso.

Olho para a morena com a sobrancelha arqueada, e solto sua mão do meu pulso.

— Eu sei que isso vai parecer estranho, mas quer tomar um banho aqui? Suas roupas estão sujas e não são adequadas para o frio que vai chegar.

— Qual parte do 'vou comer, e então vou embora' você não entendeu?

_ Só essa, por favor! É que já faz tempo desde que conversei com alguém, apenas… Apenas queria manter esse contato por mais alguns minutos.

Cruzo os braços, e balanço negativamente minha cabeça. Aonde eu fui me meter, hein?

— Essa é a última! E também, eu realmente preciso de um banho. Onde é?

Percebo Hope sorrir, mas sem mostrar os dentes, e começa a andar novamente. Acompanho a morena, e a mesma me leva até um quarto.

— Vou buscar as roupas. - Ela sai em seguida.

Fecho a porta, e deixo a mochila no canto do quarto. Abro a porta do banheiro, e a fecho em seguida.

Ligo o registro, e mudo a temperatura para quente. Me dispo rapidamente, não querendo sentir mais frio, e entro embaixo do chuveiro.

Fecho os olhos assim que sinto a água entrar em contato com minha pele, e dou um breve sorriso. Passo a mão por todo meu corpo, tirando toda a sujeira e o sangue que tinham ali e aproveito para lavar meu cabelo.

~X~

Volto para o quarto, com minha toalha enrolada no corpo. A esperta aqui pegou toalha, pasta de dente, escova, pente e lingerie, menos uma roupa de inverno!

Olho para a cama, e já tinha as roupas ali. Pego uma lingerie dentro da minha mochila, e a visto, logo fazendo o mesmo com as roupas(foto inicial). Passo a toalha no meu cabelo, tirando o excesso de água e guardo na minha mochila em seguida.

Saio do quarto, com a mochila no meu ombro direito, e volto para a sala, onde Hope já estivera dormindo. Franzo o cenho, e dou de ombros, me aproximando da janela e saindo em seguida.

Novamente alguns errantes percebem minha presença, mas apenas passo por eles e continuo andando pela estrada.


Notas Finais


/!\ Regra:

• Se ficar dois capítulos sem comentar, seu personagem será excluído!

~~~

Curiosidade sobre a Somi:

Ela tem 16 anos(17 na Coréia do Sul), nasceu do Canadá, e sabe falar perfeitamente tanto inglês quanto coreano, francês e espanhol.

É faixa preta em taekwondo, sabe dançar e cantar. 

Não é muito amigável quando encontra alguém pela primeira vez, e deixa sua primeira impressão como "fria". Não gosta quando ficam a chamando de japonesa ou chinesa.

Tem 1,68 de altura.


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