História Vida - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Tristeza
Exibições 19
Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


É a partir daqui que a emoção vai começar!!

Uhul!
Mas, infelizmente... vai ser a reta final de Vida. ;u;

Bom, vamos lá!

Capítulo 15 - O Mau Pressentimento De Angélica


POV Katherine

E mais uma manhã se inicia. Algo de ruim não parou de me atormentar hoje de noite... foi o peso na consciência. Alguma coisa me diz que o que estou fazendo é errado. Completamente maldoso e arrogante. Vejamos... Angélica tem depressão e é.. estuprada pelo pai. Perdeu sua mãe quando era um tanto nova... meu Deus... realmente estou fazendo uma coisa terrível! Mas se eu desistir agora, não vou ganhar nada, não é? Acho melhor continuar mesmo. Saí de minha casa e fui à caminho para a mansão de Angélica. Como sempre: a rotina de esperar ela sair de sua mansão e segui-la, prestando cautelosamente atenção em todos os seus passos. Essa manhã foi igual a todas as outras. Eu a segui, mas com uma certa distância. Começou uma leve garoa no caminho para a escola. Mas que droga, vou molhar meu cabelo! Fiquei por debaixo das marquises, tentando não me molhar. A chuva ficou forte e eis que vejo uma cena bem deprimente:

Angélica andava pela calçada sem se importar com a chuva. A água que caíra molhava seus negros fios de cabelo, um por um. Seu uniforme começou a ficar encharcado e ela não estava nem aí! "Como ela consegue?", pensei. Seria normal alguém sair correndo para se proteger dessa chuva, mas ela... ela parece não perceber que a chuva está ali. Sua caminhada é lenta e triste. Eu senti muita pena de vê-la naquele estado... e tenho certeza: ela não estava assim nos outros dias! Correndo de marquise em marquise, eu a segui. Chegamos na escola, finalmente, e Angélica estava totalmente encharcada. Eu optei por chegar um pouco depois dela, para ninguém desconfiar. E assim, nós iniciamos o dia...

 

POV Angélica

Eu não amanheci bem hoje. Não mesmo...! Estou sentindo algo ruim, algo como um mal pressentimento. Isso começou há alguns dias atrás... sinto muito fortemente que algo ruim irá acontecer! Medo... medo é o sentimento que está me dominando nos últimos dias. Ao sair de casa, minha vontade foi de apenas evaporar no ar. Minha vontade para tudo apenas... sumiu! Teve um momento em que eu me perguntei: "O que eu estou fazendo aqui, viva?". Sinceramente, hoje não está sendo um bom dia para mim. Para melhorar, começou a chover no caminho para a escola. Eu me molhei toda, dos pés à cabeça. Mas não estava fazendo a mínima diferença, não é? Chegando na escola, todos me viram encharcada e zombaram de mim. Logo, Andrew veio correndo na minha direção com algum tipo de toalha em mãos.

-An! - Puxou-me para dentro da escola. - Você está bem?

-Estou, Andrew... estou. - Eu realmente não estava. E.. parece que meu rosto entregava tudo.

-Eu acho que não... - Ele começou a me secar. - A Katherine chegou também e ela não está molhada, nem com guarda-chuva... por que não se protegeu de toda essa chuvarada?

-Estou sentindo algo ruim hoje... - Abaixei minha cabeça de modo triste.

-Algo ruim? -  Ele pôs sua mão em minha testa, uma coisa que me fez corar levemente. - Hum... não está com febre!

-Não é neste sentido, Andrew. É um mau pressentimento, apenas. - No mesmo instante que falei, o sinal bateu.

-Oh, okay... bom, vamos para a sala de aula! - Finalmente, o sorriso amável de Andrew surgiu.

Nos dirigimos à sala calmamente. Apesar de eu estar um pouco molhada, entrei do mesmo jeito. Não liguei para aqueles que estavam rindo da minha cara, apenas entrei na sala e cuidei do que eu precisava cuidar: da minha própria vida. A professora na sala logo entrou e todos nós, alunos, abrimos os cadernos e pegamos a caneta. Uma das aulas mais difíceis está para começar; a aula de Matemática. Bom, vamos apenas nos preparar para enfrentar esta aula.

No Recreio...

Depois de três aulas com conteúdo novo, eu e Andrew nos retiramos da sala e fomos ao pátio da escola. Fomos os primeiros a chegar lá. E, obviamente, aproveitamos para pegar algum lugar para sentar. Hoje quem trouxe o lanche foi o Andrew. Tinha dois sanduíches, um para mim e um para ele. Andrew disse que a mãe dele fez aquilo com muito amor. Só de dar a primeira mordida, deu para sentir aquele gostinho especial que só as mães conseguem pôr na comida. Eu estranhei algo nesse recreio... Katherine não veio segundo nenhum me perturbar! Isso foi, no mínimo, estranho. Mas tudo bem, isto é mais paz. Do nada, um forte sentimento de abraçar Andrew me invadiu. Algo me dizia que eu deveria fazer isso e agora! Senão, depois não nos abraçaríamos mais. Meio confusa e desconfiada, abracei Andrew com todas as forças e todo o carinho.

-Hm? - Andrew me olhou rapidamente e retribuiu. - O que foi, An?

-Bem... eh... eu apenas quis te abraçar. - Corei levemente.

-Okay, tudo bem! - Novamente aquele lindo sorriso habitava seu rosto. Automaticamente, sorri junto dele.

O motivo do meu viver... meu irmãozinho! O raio de luz no meio da minha escuridão... eu não seria nada sem Andrew! Ele alegrou minha vida de uma forma incrível. Eu não aguentaria viver sem ele...

 

POV Katherine

Deus, Deus, Deus!! Minha consciência pesa mais que chumbo! Eu vou ter que fazer isso... eu VOU fazer isso! Me dirigi até a diretoria da escola e tentei criar uma desculpa para eu ir embora. Entre milhares, usei uma super exagerada: ligaram no meu celular e disseram que minha mãe estava morrendo. Eu vou com certeza levar um sermão quando souberem que isso é mentira, mas o que importa é que consegui sair da escola. Eu fiz tanto escândalo para que eu conseguisse.. e não resultou em outra! Sucesso! Agora vocês me perguntam... o que é que vou fazer? Não é nada mais e nada menos que, simplesmente, abandonar a proposta de Stevan. Eu pensei muito sobre Angélica nesses últimos dias e decidi: Não irei fazer mais maldades à ela. Nunca mais. Vou pedir perdão depois disto tudo.

Saí correndo para a mansão de Angélica. Quando lá cheguei, parecia que Stevan já estava me esperando. O portão estava entreaberto; entrei na bela e espaçosa mansão onde Angélica mora... Stevan estava sentado no sofá com chá e biscoitos em cima da pequena mesa à frente do sofá. O vi fazendo gesto para que eu viesse sentar ao seu lado. Pude perceber um sorriso malicioso em seu rosto... fiquei com medo. Muito medo! Sem me sentar no sofá nem chegar perto, fui direto ao ponto:

-Eu desisto, Stevan! Está acabado, não irei te ajudar com sua filha! - Falei com voz firme. 

Vi o seu sorriso se desfazendo rapidamente e ele chegando perto de mim. Na hora que tentei sair pela porta, ele a bloqueou.

-Quem pensas que é, pirralha? - Seus olhos pareciam estar da cor do fogo. - Não é você quem faz as regras aqui... - Uma risada totalmente maníaca saiu de sua boca.

Tentei escapar em uma corrida, mas ele segurou fortemente meu braço antes que eu pudesse fazer qualquer coisa.

-Você vai sofrer a mesma experiência que a Angélica... - Ele se aproximava de mim com seu rosto maníaco e psicopata ao mesmo tempo.

-NÃO! ME SOLTE! - Eu gritei muito alto, impossível alguém não ter percebido.

Dei vários outros gritos, até que Stevan tampou minha boca e me jogou bruscamente no sofá. Eu estou com muito medo!! Não quero que isso aconteça!!! Enquanto ele se aproximava lentamente, eu fechei meus olhos. De repente, ouvi um som de algo caindo sob o chão... mais precisamente, alguém caindo sob o chão. Ao abrir meus olhos, vi Stevan caído no chão e o mordomo Morris na sua frente.

-Fuja, madame! Não se preocupe comigo, apenas fuja! - O mordomo gritou desesperado.

Saí correndo o mais rápido que pude. Lágrimas escorriam pelo meu rosto e eu não tinha outro sentimento a não ser medo, tristeza e culpa. Correndo feito maluca até minha casa, eu tentava em vão conter as minhas lágrimas. Tinha diversos sentimentos misturados nelas... eu não me continha! Ao ver a cerca da minha casa, corri mais rápido até entrar na minha casa. Por sorte, meus pais não estão em casa essa hora. Me joguei no chão da sala e botei todas as minhas lágrimas para fora. O que pode acontecer agora?! Ele vai machucar a Angélica! Vai ser culpa minha novamente... eu me odeio. Eu me odeio!! Não estive com tanto ódio de algum ser deste jeito. E pior, ódio de mim mesma. Um ideia completamente maluco e fora de série veio em minha cabeça. Dirigi-me até a cozinha e abri a primeira gaveta do balcão... lá havia a mais grossa faca dentre todos os talheres possíveis encontrados em casa.

Eu a peguei fortemente com as duas mãos e a ergui alto contra meu peito. Isso vai doer, mas... vai ser para o bem de todos. Eu estraguei a vida de muitas pessoas... eu não mereço viver! Mas, espere... tem como salvar a Angélica..? Deve ter sim! Eu já sei.. não vou me matar, vou concertar meu erro! Tentarei ser digna do perdão que tanto quero de Angélica... enfraqueci minhas mãos e derrubei a faca no chão. No mesmo instante, ouvi um barulho de porta abrindo. Guardei a faca muito rapidamente e fui correndo para meu quarto. Lá fiquei trancada até o final do dia...

 

POV Angélica

A aula terminou e agora eu estou indo para casa. Estranhamente, a Katherine sumiu. Eu juro por tudo que é mais sagrado que isso está deveras estranho! Sabe meu mau pressentimento? Ele pirou depois que Katherine desapareceu do nada esta manhã. Algumas quadras para chegar em casa... o sentimento ruim só vinha aumentando. O que é que está acontecendo?! Apressei meu passo e cheguei o mais rápido possível na mansão. Os portões estavam abertos... isso já me deixou um pouco desconfiada. Adentrei a mansão e parecia não haver ninguém. Gritei pelo nome de meu pai, Morris e até mesmo Carmen, aquela serviçal amante de meu pai. Senti uma presença atrás de mim...

-Me perdoe, madame! - Era a voz do Morris! Antes mesmo de eu me virar para trás, senti uma forte pancada em minha cabeça e acabei desmaiando.

......

Abri meus olhos olhos com dificuldade. Minha visão estava embaçada e eu sentia várias dores em meu corpo. Gemidos de dor saíram aos poucos da minha boca. Quando a vista começou a voltar ao normal, vi algo que não gostaria de ter visto... Morris e Carmen.. os dois não estavam mortos, porém... cheios de machucados. Morris tinha uma grossa coleira apertando seu pescoço e Carmen estava presa por uma pesada bola de ferro que estava ligada à corrente que amarrava sua perna. Na mesma hora, meus olhos se encheram de lágrimas. Os dois me olharam com sentimento de culpa e também estavam abalados. Seus olhares para meu corpo estavam me assustando... quando virei minha cabeça, tentando auto me olhar, pude ver que eu estava com minhas roupas todas rasgadas e manchas de sangue haviam nela... quando tentei me mexer, percebi que estava amarrada pelos dois pulsos. Sentia meu rosto dolorido e minhas pernas fracas.

Meu corpo havia sido totalmente machucado. Não apenas com batidas e cortes, mas também.. do modo sexual! Em pouco tempo, vi meu pai chegar até nós três. Ele soltou uma risada horrivelmente psicótica. Logo, chegou perto de mim e segurou meu queixo, me dando um beijo a força. Todo o esforço que eu fazia para tentar me separar daquele beijo nojento era em vão, pois eu estava totalmente fraca. Depois de alguns segundos, finalmente, ele me largou. Mas isso não era o fim... era apenas o começo. Eu o vi abaixando suas calças... eu não acredito... na frente de Morris e Carmen não....! Não!!!


Notas Finais


Uhuhuhu, foi isso.

Espero que tenham gostado e POR FAVOR me perdoem por eu ter demorado tanto...

Digam o que estão achando dessa "emoção" e "ação" aqui em Vida. -w-

Bom, nada a declarar então...
Beijos de viadaj da Camya e até o próximo capítulo! '3'


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