História Vida - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cebola, Denise, Magali, Marina, Mônica, Personagens Originais, Xaveco
Tags Cebonica, Drama, Tmj, Turma Da Mônica Jovem
Visualizações 27
Palavras 1.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capitulo quentinho e escrito com muito amor♥
Pessoal, sei que demorei para postar (e muito), mas sabem como é o fianal de semestre na escola, muitos trabalhos e atividades extras ( fico atolado :p)
Mas aqui está um capitulo super leve e bem estilo Tmj, mostrando um lado mais humano de todos os personagens!...
Espero que gostem♥♥

--
"[...] Sorria, brinque e se divirta. A vida não pode ser mudada, mas pode ser vivida [...]"

Capítulo 10 - Insensibilidade


Fanfic / Fanfiction Vida - Capítulo 10 - Insensibilidade

--

A segunda feira chegou rápido, e o clima no colégio não poderia estar pior. Monica não conseguiu falar com Magali o fim de semana inteiro, suas ligações foram recusadas e sempre que ia à casa da menina a mãe dela dizia que ela não estava lá.

Não podia culpar Magali, sempre soube que a menina era uma bomba relógio, boatos correm rápido. Entre cochichos no banheiro e fofocas aleatórias no corredor, Monica ficava sabendo da personalidade estável de Magali, da arrogância de Marina e do esnobismo de Carmem. Nem se importava, na verdade. Estava feliz com outra pessoa, mas agora, deveria se importar, pois é Magali quem está com ela agora.

Ela chega em frente ao colégio, alguns grupinhos reunidos na frente do portão, outros entrando, as novidades do fim de semana estavam frescas, com certeza as da festa estava para Monica.

Nunca se sentiu muito acolhida naquele colégio. Um prédio velho e grande, cercado por arvores e um pátio muito extenso, não da para se sentir muito em casa em um lugar em que você pode facilmente se perder. Mas o pior eram as pessoas, sim cada uma delas. Mentes e almas vazias, muito mais preocupadas com quantas curtidas vão ganhar em sua próxima foto do que em ajudar alguém que precisa. Alguns se achavam tão superiores aos outros, tão melhores e mais legais. Outros gostavam do simples ato de intimidar, gritar e se mostrar mais forte. Ah, Se aqueles corredores falassem...

--

  Denise estava na sala de informática, sozinha. Gostava da serenidade da manhã, era bom para fugir da agitação. Terminou de editar algumas matérias de seu blog quando ouviu o sinal bater. Juntou suas coisas e guardou seu tablet na mochila, não podia chegar atrasada mais uma vez, senão iria ser suspensa. Correu para a sala de aula checando as horas, mal olhou para sua frente a acabou se chocando com alguém.

-Me desculpa, eu não te vi –Ela diz pegando suas coisas do chão, mas se arrepende logo por ter parado ao ver quem é- Ah, é você Xaveco.

-Denise, eu sinto muito por aquela noite –Ela tenta impedi-la antes dela se virar- Eu estava meio alcoolizado, não sabia o que estava fazendo.

-É mesmo. Para mim parecia que você sabia muito bem o que estava fazendo –Ela revira os olhos e se vira- E pare de beber. Talvez no futuro muitas garotas agradeçam.

Ela seguiu confiante e determinada, sem olhar para trás. Ele até poderia estar bêbado, mas isso não diminuía a gravidade do que fez. Ele precisava saber que agiu errado, e se quisesse se esconder atrás da bolsa de grife da amiga rica, que se escondesse. Denise não tinha medo de unhas postiças.

--

O sinal não batia, parecia que o tempo estava parado. Cebola se pegou pensando nela, em como ela deixava o cabelo, como ela cheirava bem e como ela sorria de lado quando estava com vergonha. Ele deu um sorriso leve, e logo se surpreendeu. Não se sentia assim a tempos, nem com Carmem foi desse jeito.

Logo foi distraído pelo professor o chamando, o sinal bateu bem na hora. Não era muito bom em português, detestava aquele monte de acentos e regras. A próxima aula era matemática. Ele se acomodou na cadeira e tentou estudar alguns exercícios, precisava tirar ela da cabeça. Podia ser perigoso, para ele, e para ela.

Ao menos ele ia ter uma desculpa para falar com ela uma ultima vez, pegar sua blusa de volta e talvez sentir seu cheiro doce, admirar seu rosto envergonhado e observar a linda forma de seu cabelo.

Olhou ao redor, a sala estava toda concentrada na matéria, era o ultimo ano e todos queriam prestar para uma boa universidade, até mesmo Xaveco, que geralmente não ligava muito pros estudos estava de cabeça baixa lendo o livro de matemática. Carmem estava sentada no outro lado da sala, não deu importância para Cebola, nem ao menos falou com ele desde que chegaram. Ele não ligava. Logo aquilo iria acabar, e ele iria poder viver a vida, livre.

--

Marina estava concentrada em seus exercícios quando percebeu que Cebola a encarava, na verdade, encarava toda a sala. Ela o admirava, sabia que de todos, ele talvez fosse o único bom. Sempre fazendo o que quisesse, sem se importar com o que iriam falar dele. Ela não conseguia ser assim, e embora detestasse admitir, nunca iria conseguir.

Assim como ele começou a observar o local em que estava, o sentimento de nostalgia invadiu seu coração. Logo iria embora, e aquela sala não passaria de uma lembrança. Olhou para o seu namorado e deixou os olhos encherem de lagrimas. Tentavam adiar ao máximo, mas no fim, seria inevitável. Queriam coisas diferentes, ir a lugares diferentes, e namoro a distancia nunca funcionava. Por fim, decidiu aproveitar o pouco tempo que lhe restava e voltou a fazer seus exercícios, teria uma reunião exaustiva com o conselho do colégio mais tarde, queria tirar o foco disso o máximo possível.

--

Maria Cascuda subiu com Monica e Denise para o intervalo, sentaram-se do lado de fora, pois o sol estava alto e o dia muito bonito.

-Ai meninas, vocês já se pegaram pensando em alguém? –Cascuda pergunta para Monica e Denise.

-Não gatz, não do jeito que você fala –Denise se senta perto da amiga- Eu já te disse, Cas, você tem que se valorizar, menina. Nada de ficar se arrastando por alguém que não te da bola, ele nem liga pra você!

-E quem é esse menino tão secreto? Posso saber? –Monica brinca, dando um fraco sorriso.

-É o Cascão. Gosto dele já faz dois anos, mas ele nem liga para mim. Não sei mais o que eu faço –Cascuda a cabeça em sua mão e olha pro nada, refletindo.

-Acho que a Denise esta certa, Cas. Se ele não e da bola, parte para outra. Você é tão inteligente, legal e bonita. Consegue um cara fácil!

-Eu sei disso gente, mas não é fácil, nem um pouco na verdade. Mas prometo que vou tentar esquecer ele, e arranjar outra paquera! –Ela cruza os dedos e os beija.

-Eu vou cobrar, hein! –Monica ri, abraçando a amiga.

-Falando em paquera, fofa, olha quem está vindo –Denise faz sinal com a cabeça para a direção do pátio interno, de onde Cebola vinha com Cascão.

-Ai, é o Cascão. Vamos De, vamos sair antes que ele chegue. Vamos ao banheiro retocar a maquiagem –Cascuda puxa Denise em direção a um dos banheiros, deixando Monica sozinha.

-Oi Mo! –Cebola a cumprimenta com um caloroso sorriso.

-Oi, Ce! –Ela corresponde o sorriso- Oi Cascão.

-Oi –cascão a responde seco.

-Você e a Denise estão melhores? –Eu não consegui falar com vocês desde o dia da festa, queria saber se já conseguiram esquecer.

-Ai Ce, sabe que para Denise é muito mais difícil. Mas estou aqui para apoiá-la, essas meninas me acolheram no momento mais difícil da minha vida, tenho que retribuir –Monica diz apertando o pingente que ganhara de Clarice.

-Eu vejo que você está bem melhor. Isso bom, seja como for, Clarice gostaria disso, ninguém gosta de ver alguém que ama sofrer, seja na vida... –Ele para a tempo.

-Ou na morte –Cascão continua.

-Cascão! –Cebola chama a atenção do amigo, que revira os olhos.

-Olha Monica, sei que ela era sua amiga, e também sei que tudo isso dói muito, mas já passou. Você devia superar isso –Cascão diz um pouco irritado- Alem do mais, não deveria ficar tão triste péla atitude egoísta de sua amiga.

-Egoísta? –Monica cerra os punhos.

-Egoísta, sim! –Cascão continua- Deixar a família e os amigos aqui sofrendo, só porque não agüenta uma dor, se fosse assim, muita gente já teria se matado e...

-Já chega! –Cebola corta o amigo- Você não percebe que sua insensibilidade não é legal?

-Eu estou falando o que eu penso Cebola! –Cascão fala, irritado- Se você acha ruim...

-Eu acho ruim sim, não só eu, todo mundo. Você devia deixar de ser um babaca –Cebola altera  a voz.

-Desculpa se magoei a sua namoradinha, vou voltar para o meu canto e deixar os pombinhos em paz. Pelo menos lá as pessoas me escutam! –Cascão sai pisando o pé.

-Será que ele vai ficar bravo? –Monica pergunta curiosa- Saiu daqui bem bravo!

-Relaxa, o Cascão é cabeça quente, mas logo vai ver que tenho razão! –Cebola diz se sentando no banco ao lado de Monica- Sabe, antes de tudo isso, eu queria te convidar para o jogo de sábado. Você topa vir?

-O jogo de futebol? –Monica se anima- Claro, que horas vai ser?

-Vai começar às dez horas, aqui no colégio. Com você na torcida, vai ser bem mais fácil o colégio vencer... –Ele abre um sorriso e sai, deixando Monica sozinha.

Aquela altura ele já nem ligava para sua blusa e sabia que era errado, mas não resistiu em chamá-la. Torcia para que ela fosse...

--

Cascão não falou com Cebola o resto do dia, ficou de cara fechada o resto do dia.

Quando Cebola tentou chamá-lo ele passou direto, iria embora sozinho, como era de se esperar.

Passou rapidamente pelo portão da escola, sem dizer tchau a ninguém.

Foi atravessar a movimentada rua, e , sem olhar para os lados o pior acontece...

Cascão não vê muito alem de algo vermelho indo contra ele, a dor em seus ossos e músculos, sua cabeça ficou tonta, ele caiu no chão e não agüentando, fechou os olhos.

A multidão fez uma roda em volta dele, logo ligaram para a ambulância.

Antes de sair da escola, Cebola e seus amigos estavam conversando em frente ao portão, quando alguém chega e grita...

-Pessoal, alguém foi atropelado... –Todos congelam.

--

 

 

 

 


Notas Finais


Foi isso♥

Eitaahh, será que o Cascão está bem?

E o Cebola e a Mo? (CASAL DO ANO ♥)

Essa fic ainda promete!♥♥

Deixem ai nos comentários suas opiniões, criticas ou elogios. Vou adorar ler tudo♥

Até o próximo capitulo, AQuinello♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...