História Vida, aquela maldita - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Comedia, Couples Diversos, Drama, Exo, Pokémon, Vida Diária
Exibições 22
Palavras 3.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieee! Como estão?
Voltei rapidinho, ne? Esse é o último capítulo da parte 2, e eu queria terminar logo essa parte, porque na próxima quero aprofundar a relação dos nossos seis azarados com os outros meninos. Também quero aprofundar o romance. Não sou a melhor romântica, mas vou me esforçar, haha. Quem quiser dar sugestões pra me ajudar, fica a vontade :3
Bem, revisei pouco, então erros podem aparecer. Boa leitura!

Capítulo 12 - Tirando tudo, o resto tá bom


Fanfic / Fanfiction Vida, aquela maldita - Capítulo 12 - Tirando tudo, o resto tá bom

 

Parte 2

Capítulo 12 – Tirando tudo, o resto tá bom

●○●○●○

 

Luhan

 

Me joguei na cadeira de espera do hospital. Tapei meu rosto com as mãos, esfregando os olhos, e suspirei. Por que tudo isso tinha que voltar? Por que Lay tinha que ter se envolvido com drogas de novo? Eu não devia tê-lo deixado sair sozinho.

Tudo aquilo e muito mais passava pela minha mente. Estava com dor de cabeça.

Eu já sabia que alguma merda tinha acontecido quando vi o número do Kyungsoo aparecendo no visor do meu celular. Atendi desesperado e ele despejou uma enxurrada em mim. Eu também pude ouvir diversas vozes e sirenes ao fundo da ligação.

Primeiro pensei com desespero que Lay havia se machucado. Depois pensei com desespero dobrado que Lay podia ter machucado alguém.

A segunda hipótese estava correta.

O que eu não conseguia imaginar, era como ele ficou sabendo tão rápido. Eu mal havia entrado no meu carro pra correr até o hospital, quando recebi a ligação do meu tio. Ele estava furioso. Não, furioso era pouco. Ele estava possesso de raiva. Foi outra enxurrada despejada em mim, só que foi muito pior.

Quando ele começou a falar que nós ficaríamos na merda, sem nenhum tostão vindo dele, sem o duplex ou qualquer ajuda da família, eu me desesperei ao cubo. Sabia que a maior parte da culpa era minha. Eu não devia ter soltado tanto as rédeas de Lay. Devia ter sido mais rígido; eu sabia o que aconteceria se não fosse rígido o suficiente.

E acabou acontecendo.

Quando meu tio se cansou de gritar comigo e desligou o telefone na minha cara, fiquei parado, olhando para o volante, ainda na garagem do prédio. Toda a vida nova que havíamos construído na Coreia, depois de fugir dos olhares de desprezo e raiva da nossa família, que havia acusado meu primo Lay de destruir o nome de gerações, foi por água abaixo. Me senti derrotado, um inútil, um parvo incompetente.

Grunhi e comecei a me estapear com raiva, até que meu rosto ardesse e ficasse avermelhado. Então bufei e soquei o volante, permitindo que algumas lágrimas de frustração escapassem enquanto ninguém estava olhando.

Depois da minha pequena crise, sequei o rosto e liguei o carro, dirigindo até o hospital.

Quando cheguei lá, vi uma viatura policial estacionada com as luzes ligadas. Senti um nó na garganta e corri até a recepção. Quando perguntei sobre meu primo, Kyungsoo e Chanyeol apareceram.

Comecei a gritar com eles, com raiva por terem permitido que tudo aquilo acontecesse, mesmo que eu soubesse que a culpa era minha. Eles ouviram calados, como se aceitassem mesmo a culpa.

Parei com os xingamentos quando um policial se aproximou. Me identifiquei como primo e responsável por Lay e ele teve uma breve conversa comigo, sobre como meu primo quase matou um cara na boate, como estava sobre os efeitos de alucinógenos e como Chanyeol e Kyungsoo responderam a favor de Lay, dizendo que alguém devia ter colocado alguma coisa em sua bebida, porque ele a deixara no balcão do bar.

Também disse que testemunhas relataram que o homem os provocou e quebrou uma cabeira nas costas de outro homem, do qual fiquei sabendo se tratar de Junmyeon. Havia até um vídeo de quando o sujeito deu com a cadeira em Suho. Minha raiva diminuiu um pouco depois de ficar sabendo de tudo aquilo. Junmyeon era a principal pessoa que eu culpava. Ele havia prometido cuidar de Lay, mas acabou levando uma cadeirada no processo.

Quando eu me acalmei e fui avisado que Lay sairia apenas com uma advertência pela briga e não poderia frequentar o clube novamente, quase chorei de alívio.

Eu esperava ter que lidar, além da perda da nossa casa, do nosso dinheiro e da nossa dignidade, com um processo em cima de Lay. Mas agora, quem lidaria com um processo seria aquele sujeito. Se Lay não houvesse quebrado a cara dele, eu quebraria.

Não queria ter que lidar com Lay naquele momento, mas eu precisava ver meu primo. Precisava ter certeza de que estava bem. Depois de preencher toda a papelada, do hospital e da polícia, ignorando o pensamento de alerta sobre a despesa enorme que eu não poderia pagar, rumei até onde Lay estava.

Quando cheguei a seu quarto, ele já estava acordado. Mas chorava algemado na grade da cama. Engoli em seco, sentindo uma dor no coração por vê-lo daquele jeito. Ainda mais quando ele começou a dizer “elas me encontraram”. Eu sabia que ele falava sobre as drogas.

Engoli o choro e despejei tudo em cima dele. Como seriamos jogados na rua pelo que ele fez, disse que não acreditava nele, apesar de não ser verdade, e fiz o possível para que se sentisse mal.

Eu era horrível, eu sei. Mas eu precisava fazer ele se sentir como eu, apesar de saber que isso não seria possível. Eu estava acabado. Só queria beber um uísque bem forte e ir dormir.

Quando o deixei chorando e engasgando com a própria saliva, fui me sentar e tentar botar os pensamentos em ordem.

Acabei aqui, nesse banco duro e cheio de germes, onde várias bundas de doentes se sentaram.

Kyungsoo se aproximou e se sentou ao meu lado.

— Como o Lay hyung está? — ele perguntou com um suspiro.

Quis mandá-lo tomar no cu, mas me contive.

— Péssimo. Na merda. Como todos nós.

Ele me olhou interrogativamente.

— Como assim?

Bufei.

— Vamos ser despejados do duplex. Meu tio descobriu o que Lay fez, não sei como. Ele estava só esperando o primeiro deslize pra jogar uma bomba dessas na gente.

Kyungsoo arregalou os olhos e ficou em silêncio.

— Como Junmyeon está? — perguntei.

— Ahn, ele está bem. Está em observação pela pancada na cabeça e levou pontos no corte. Ele queria ver Lay, mas os policiais não permitiram. O Lay hyung vai ser preso?

Neguei com a cabeça.

— Seria a cereja do bolo de bosta.

Ele concordou.

— O que vamos fazer?

O encarei.

— Você eu não sei. Mas eu vou esperar ser liberado pra ir pra casa e vou encher a cara até desmaiar numa poça de baba.

Kyungsoo me encarou chocado. O ignorei e me levantei, procurando algum policial que dissesse que eu podia sair daquele maldito lugar.

 

■□■□■□

 

Kyungsoo ficou no hospital, o que foi uma surpresa. Chanyeol voltou comigo, reclamando sem parar que Baekhyun não atendia suas ligações.

— Aquele DJ, o Chen, disse que ele foi embora. Achei que ele estaria aqui — Chanyeol falou quando chegamos no duplex.

Olhei em volta e suspirei. Depois de quarenta e oito horas, eu já não estaria mais aqui. Não sabia nem por onde começar a tentar consertar a minha vida. Procuraria um novo lugar pra morar, talvez um apartamento pequeno que eu pudesse dividir com Lay. Trabalharia no Exotic com Suho, já que eu já havia pagado minha parte do negócio quando nos tornamos sócios. Lay e eu tínhamos bolsa na faculdade, então não precisávamos gastar dinheiro com mensalidades. É... talvez nem tudo estivesse perdido.

Mas a renda que o café dava não era grande coisa, nós passaríamos por um aperto. E eu não confiava em Lay pra arrumar um emprego.

— Será que o celular dele está desligado?

Chanyeol veio andando até mim. Gritei quando algo se mexe em seu ombro, parecia uma lombriga.

— Que porra é essa?!

Ele olhou pro próprio ombro e riu.

— É o Bacon. Ele se camuflou no meu moletom branco.

Chanyeol pegou a coisa e vi que era um rato que mais parecia uma bolota de algodão com rabo.

— Por que deu o nome de Bacon pro bicho, garoto?

— Porque eu vou dar ele de presente pro Baekhyun. Entendeu? Baekhyun... Bacon... — ele soltou uma risada estranha.

— Aposto que Baekhyun vai adorar — falei com sarcasmo.

— Que bom que você também acha!

Ele realmente acreditou.

— Mas, hyung, você não pode tentar ligar pra ele? Acho que meu celular está com problemas. Às vezes ele atende, mas eu não escuto nada e a ligação cai. Tenho algo importante pra dizer pra ele...

Ele sorriu como uma criança travessa. Já entendi tudo.

— Ah... finalmente vai se declarar pra ele, hein? Estava na hora.

Ele enrubesceu como um tomate maduro.

— Cl-claro que não, hyung! Como assim já estava na hora?

Ah, então ainda não está na hora...

— Esquece, coisa minha — não vou ajudar relacionamento de ninguém, não sou casamenteiro.

— Ahn... enfim. Pode ligar, ou não?

— Está bem.

Peguei meu celular e disquei o número da pasta de contatos.

A ligação chamou duas vezes, então foi recusada. Bufei e olhei pra tela do celular com raiva.

— Esse filho da puta não quis me atender — falei indignado.

— Se-será que tá tudo bem?

Chanyeol parecia preocupado.

— Eu tenho cara de vidente? Me poupe, garoto. Tenho mais o que fazer. Se ele não quis atender o problema é dele.

Deixei Chanyeol plantado na sala e fui até a cozinha. Tinha uma garrafa de uísque doze anos escondida na prateleira de panelas. Só eu sabia dela. E Kyungsoo, é claro, já que éramos os únicos que cozinhavam ali.

Escondi a garrafa quando passei por Chanyeol, mas ele nem ligou pra mim, já que estava conversando com o roedor sobre o futuro dono dele. Queria estar bem longe na hora que Chanyeol desse o filhote de ratazana pro Baekhyun, ele iria surtar e fazer o maior escândalo, e eu não tinha paciência para aquilo.

Me tranquei no quarto e me joguei na cama, com minha garrafa de uísque secreta e a Netflix aberta na série Cosmos. Pelo menos naquela noite eu me permitiria esquecer os meus problemas.

 

■□■□■□

 

O silêncio dentro do carro era profundo e perfeito. Lay estava ao meu lado com vários cortes pelos braços e no rosto, causados pelos estilhaços da garrafa que estourara na cabeça do tarado da balada. Junmyeon estava sentado no banco de trás, com uma faixa branca na cabeça e um olho roxo que ganhou com um chute de um distraído.

Eles estavam apavorados, pensando que eu ia surtar a qualquer instante. Mas eu não faria isso.

Pelo menos não enquanto estivesse dirigindo.

Chegamos logo no prédio e eu subi sem esperar por eles. Minha cabeça doía um pouco, mas eu já havia tomado aspirina. Antes mesmo de chegar ao duplex, ouvi uma batida intensa de uma música eletrônica com o volume no máximo. Senti uma pontada bem na testa.

Entrei no duplex, vendo Chanyeol, Kris e Kyungsoo empacotando as coisas. Eles estavam lidando bem com o fato de que em um dia seríamos sem-teto.

— Hyung! — Chanyeol acenou pra Lay e Suho. O rato branco na cabeça.— Baekhyun não veio com vocês? Achei que ele estaria no hospital.

— Meu cometinha não foi lá... eu fiquei triste, mas sabia que ele devia estar ocupado.

— Acho que o Baekhyun nem sabe do que aconteceu — Kyungsoo disse. — Ele não dormiu aqui e não ligou pra ninguém.

— Ai, meus deuses! Meu cometinha está desaparecido?! Temos que ligar pra polícia!

Apertei a ponte do nariz, sentindo as ondas de dor voltando.

— Lay, a última coisa que temos que fazer, é incomodar a polícia de novo.

— Mas e se aconteceu alguma coisa com ele? Ah, meus deuses! E se o ogro do clube o pegou?

— Claro que não, Lay.

Achei um absurdo. Agora ele ia culpar o sujeito por tudo.

— Ele foi embora antes da confusão, hyung — Chanyeol falou. — Eu tô tentando ligar pra ele desde ontem, mas ele não atende. E agora a ligação só cai na caixa-postal.

Maldito Chanyeol. Lay deu o maior chilique. Queria ir à polícia, colocar foto do Baekhyun nas redes sociais, fazer grupos de busca e usar cães pra farejar o rastro do garoto.

— Ele vai aparecer logo, não tem pra que a gente ficar se desesperando — Kyungsoo falou. — O Baekhyun sempre foi inconsequente.

Não deu dez minutos que Kyungsoo disse isso, e a porta da frente se abria. Baekhyun nos encarou com “mau-humor” praticamente escrito na testa.

— Baek!

— Cometinha!

— Não atende mais o telefone, não, garoto? — falei com a mão na cintura.

Ele nos encarou confuso.

— Eu fui roubado — disse simplista.

— Você o quê?!

— Ah, meus deuses!

— Nossa senhora, Baekhyun, você tá bem?

Ele girou os olhos.

— É claro que tô bem, tô bem aqui na frente de vocês.

— Mas você foi na polícia? Por que não deu um jeito de ligar pra gente?

— Onde você estava? — perguntei.

— Dormi na casa de um amigo, mamãe. E é claro que eu não fui na policia, o que eles poderiam fazer?

— Ahn... achar o ladrão? — perguntei sarcástico.

— Até parece — Baekhyun disse malcriado. Então franziu a testa pras caixas e móveis desmontados. — O que estão fazendo?

— Vamos ser despejados — Chanyeol respondeu aflito.

Baekhyun o encarou como se ele fosse um pedaço de bosta falante.

— Como assim? — ele perguntou pra mim. — Achei que o duplex fosse seu.

— Na verdade é do meu tio — respondi.

— Então por que vamos ser despejados?

Todos se entreolharam. Baekhyun então reparou nos cortes de Lay e na cabeça mumificada de Junmyeon.

— Vocês estão bem? — perguntou assustado.

Junmyeon fez uma careta de dor.

— Bem... até que não estamos tão mal... quer dizer... já estivemos piores, sabe...

— Eles se envolveram em uma briga de bar ontem — Kris respondeu.

Baekhyun ficou chocado e não podia acreditar que havia perdido aquilo. Mereço, viu? Barraqueiro é terrível.

— Mas por que exatamente vamos ser despejados pelo pai do Lay, Luhan? — Kyungsoo indagou. — Tá, ele fez merda, mas não foi culpa dele.

— Obrigado, Kyunggie — Lay abraçou Kyungsoo.

Suspirei. Eles me olhavam com atenção. Lay andou até mim e pegou minhas mãos.

— Acho que está na hora de contar pra eles, Lulu.

Chanyeol arregalou os olhos.

— Contar o que? Vocês por acaso são traficantes?

Bufei.

— Ah, tenha santa paciência, garoto! Claro que não!

— Então por que um pai expulsaria o filho e o sobrinho? — Baekhyun perguntou.

Apertei a ponte do nariz.

— Tá, vamos contar. Mas é melhor se sentarem, porque pode demorar.

 

■□■□■□

 

Passei a hora seguinte explicando como era nossa família. Como os Zhang haviam construído praticamente um império com uma rede de sucos de caixinha. Então nossa família era muito rica e poderosa. Meu avô havia deixado as várias fábricas para seus três filhos. Um deles era minha mãe, mas ela havia morrido durante a minha infância, então eu havia sido criado pelo meu tio, pai de Lay, já que eu nem conhecia meu pai. Segundo meu tio, ele era um bêbado incompetente. Mas eu sabia que todos os pobres eram bêbados ou incompetentes pra minha família.

Eu crescera cuidando de Lay, que sempre fora uma criança diferente. Sempre muito inocente e ingênuo, ele acabava sendo facilmente enganado. Principalmente na escola. Meu tio não aturava aquilo e sempre considerou o filho como um estorvo. Ele não queria uma criança molenga, queria um filho forte, inteligente e esperto. Pra seu azar, Lay só era forte e inteligente, mas era mais lerdo que uma porta.

Então quando estávamos com uns quinze anos, Lay teve seu primeiro contato com as drogas. Foi na escola, e ele ganhara de presente de um dos estudantes mais velhos algo que chamavam de “bala”. Lay, lerdo como era, achou que era bala mesmo e aceitou de bom grado.

Não demorou muito pra que o garoto se viciasse e passasse a comprar as balas diariamente. Mesmo sendo inteligente, suas notas começaram a decair e ele adquirira uns hábitos estranhos e paranoicos. Eu, infelizmente, demorei pra desconfiar qual era a causa daquilo. E meu tio não poderia notar, já que estava sempre viajando.

Lay logo expandiu as opções de drogas, principalmente o álcool. Depois disso, até meu tio percebeu quando as garrafas de bebidas sumiam da adega.

Foi um surto total. Nunca havia visto meu tio mais furioso que aquela vez. Ele deu uma surra em Lay e o mandou para um internato. Então me acusou de ter influenciado Lay, e que eu era igualzinho ao meu pai. Mas logo retirou isso, porque era óbvio que não havia sido minha culpa. Apesar de eu sempre me culpar por tudo o que acontecera.

Quando Lay saiu do internato, nós já éramos maiores de idade. Então nosso tio nos mandou para morar na Coreia, porque não queria mais ver nossas caras. Ele estava envergonhado e furioso pela família ter ficado sabendo de tudo e ter colocado a culpa nele. Isso ele não aceitou de maneira nenhuma.

Então acabamos em Busan, onde havia uma fábrica do meu tio. Ficamos lá por uns anos pra aprender como tudo funcionava. Mas Lay não levava jeito pra coisa, muito menos eu. Nosso tio permitiu que mudássemos pra Seoul pra fazer faculdade quando soube que havíamos ganhado bolsas pra universidade de Seoul. Ele disse que assim poderíamos tentar reparar o nome da família, mas se algum deslize acontecesse, tínhamos de esquecer que eles existiam, e nenhuma ajuda viria da família Zhang.

— Ele ficou sabendo de ontem antes mesmo que eu — falei depois de terminar de contar nossa história maravilhosa. — Acho que ele tem informantes nos seguindo a todo o momento, esperando o mínimo erro que cometêssemos pra se livrar de nós.

Todos ficaram em silêncio absorvendo tudo aquilo. Lay chorava sendo amparado por Suho.

Kyungsoo se levantou de repente.

— Ah, vamos parar com essas caras de enterro porque isso não ajuda em nada. O cara é um babaca filho da puta, não tem o que fazer. Agora precisamos achar um lugar pra morar.

— Nós uma ova, Lay e eu amos achar um apartamentinho e nos mudar pra lá sozinhos — falei. — Vocês só trazem problemas.

Lay fungou.

— Ah, Lulu, não diga isso... temos que ficar todos juntos, nos ajudar.

Girei os olhos.

— Não tem motivo mudarmos todos pro mesmo lugar. Vocês podem achar um apartamento menor pra morarem e nós acharemos o nosso.

— Boa sorte procurando um apartamento barato pra duas pessoas, sendo uma delas um desempregado — Kris disse.

— O Lay hyung não faz aquelas macumbas dele? —Chanyeol perguntou estupidamente. — Ele pode fazer disso um emprego.

— Não é macumba, Channie, é bruxaria. E eu não posso cobrar pelas bênçãos do universo.

Todos começaram a discutir juntos sobre o porquê de devermos nos mudar juntos, possíveis empregos pro Lay e a minha paciência já estava sendo esmagada pela maldita ressaca.

No final, os deixei gritando na sala e subi pro meu quarto, colocando os abafadores de ouvido do My Little Pony do Lay, mas eles ficaram como o visor do Ciclope do X-Man, porque não cabiam na minha cabeça.

Deitei na cama depois de engolir duas aspirinas e dormi.

 

■□■□■□

 

Fui acordado pelo berro do Lay quando ele arrancou os abafadores de ouvido da minha cara. Ele pulava na cama, mais animado do que quando descobriu que sairia o filme do Procurando Dory.

— O que é, garoto?! — gritei.

— Achamos uma casa pra alugar, Lulu! Ela é grande o suficiente pra todos nós e ainda podemos alugar outros quartos! Ela é perfeita! Vamos nos mudar pra lá agora!

— O QUÊ?

Lay saiu correndo pra fora do quarto e eu o segui aos tropeços. Fui parar na sala todo mundo estava reunido, inclusive gente que nem morava ali. Vi Sehun, um dos garçons do Exotic. Ele sorriu quando me viu.

— Mas que porra está havendo? — perguntei. Eu havia acordado mal-humorado.

— Lulu! Lulu! Lulu! — Lay parecia que ia ter um colapso de tanta animação. — O Sehunnie também tá procurando um lugar pra morar e ele achou uma pensão que está à venda. Nós precisamos comprá-la.

— Ela não é cara, é perto do Exotic e tem uns seis quartos! — Kris falou.

— Podemos alugar os outros quartos pra pagar as parcelas da compra! — Chanyeol disse.

— Mas não vamos alugar pra qualquer um, já basta ter que conviver com vocês — Kyungsoo alfinetou.

Eles começaram de novo com a maldita gritaria. Olhei no relógio. Eram duas da manhã. Eu não acredito que eles ficaram procurando uma solução por horas. Eu não estava com saco pra ouvir aquilo àquela hora da madrugada, então resolvi acabar logo com o falatório.

— TÁ, CALEM A BOCA, CACETE! — Eles calaram. — Prestem a atenção: NÃO vamos resolver merda nenhuma agora. Minha cabeça está doendo tanto que eu não consigo nem lembrar que existe educação dentro da minha pessoa. Amanhã conversamos sobre essa pensão, ou seja, lá o que for. Vocês vão todos dormir... eu disse TODOS, Chanyeol... e você, garoto, o que veio fazer aqui a essa hora da noite? Não quero saber, vai pra sua casa. E vocês vãos para os seus quartos EM SILÊNCIO. E se alguém me acordar antes das nove amanhã, vai perder os testículos, estamos entendidos?!

Eles balançaram a cabeça concordando.

— Ótimo.

Me virei e voltei a subir as escadas.

Pensei até em tomar um chá pra me acalmar. Mas aí lembrei que só tínhamos chá “mate”, e isso não poderia ser uma boa ideia. Meu humor já estava em “mexe comigo pra ver o que te acontece”.

Resolvi dormir que seria mais seguro pra todos.

Porque meu nome do meio era “Paciência”. E o primeiro era “Sem”.

 

○●○●○●


Notas Finais


Luhan não tá de brincadeira ksjcjencjsnd
Gostei dos outros tentando arrumar um jeito de morar todo mundo juntinho. Talvez isso dê certo... talvez haja novos roommates, hehe e.e
Baek não parece muito feliz, também, depois de um assalto e outras cositas mais é difícil dançar a ragatanga.
SuLay quebradinho, mas juntinho ♡
Espero que estejam gostando do rumo da fanfic. Obrigada por lerem!
Até mais! *3*


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