História Vida de Uma Loba - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobos, Transfiguradores, Vampiros
Exibições 9
Palavras 1.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - O Spectro


O caminho de volta pra casa foi bastante silencioso. Eu ainda estou tentando entender por completo o que o Luca quis dizer a respeito do companheiro que encontramos como loboe. ... É dificil me imaginar hoje vivendo com a mesma pessoa pelo resto da vida.

Entre meus devaneios rapidamente nos aproximamos de casa.

— Mãe! — chamo logo que ficamos ao alcance de seus ouvidos.

— Karol.. o que foi? 'Tá tudo bem?

— Sim! dei um jeitinho de sair da clareira antes... — uma pequena tosse as minhas costas me lembra do meu intento trazendo Luca em casa — Mãe esse é o Luca eu o conheço faz um tempo e descobri hoje que ele partilha do nosso segredo — falei em voz baixa por medo que a Carla pudesse ouvir — e Luca, essa é minha mãe...

— Beta Elizabeth. É um prazer conhece-la.— sou interrompida pelo lobo ao meu lado

— Luca, o prodígio de Jon. ... um prazer conhecê-lo também!

— Ótimo saber que não sou a única que sofre pela língua grande do meu pai... — meu tem irônico os faz rir.

— Ora Karol sabe que se ele fala é por que se orgulha de nós... — minha mãe mesmo tentando não deixa de dar um risinho sabendo que é verdade.

— Que seja... Luca, quer água? Vou entrar pra beber um pouco... — um acenar de cabeça silencioso é minha resposta.

Entro em direção a cozinha, durante o caminho sinto um cheiro estranho... um lobo está aqui em casa, não o conheço. Farejo um pouco, seguindo o cheiro que vem do meu quarto, e escuto a voz da minha irmã e de um rapaz que, eu não conheço. Deve ser o lobo. Minha irmã como ainda tem o olfato humano não sabe diferenciar... agora a pergunta é: Quem é ele?

Volto para o andar de baixo indo em direção á minha mãe.

— Mãe, quem é o lobo que está lá em cima com a Carla?

— Pelo que entendi um amigo da sua irmã... eles foram bem vagos quanto a isso.

— Mas ele é um lobo... — mesmo tendo uma resposta ainda tenho receio sobre ela saber algo... mas creio que o lobo já deve ter mais tempo que eu se transformando. Espero que consiga disfarçar melhor que eu

— Fique despreocupada é um dos meninos da alcateia do seu pai.

— Um dos rapazes? Acaso é 0 Jay? — Luca questiona. Observo questionando-o com o olhar e ele percebe respondendo-me — um amigo meu, entre os rapazes da nossa idade, faixa dos 20, ele é mais velho em questão de transformações.

— Sim Luca é ele mesmo.

— Não sabia que ele conhecia sua filha. — seu comentário é vago. Perguntarei mais sobre esse lobo a ele depois...

— Bom Mãe vou fazer a ronda da casa com o Luca mais tarde eu entro.

— Tudo bem. Boa sorte pra vocês, e Luca cuida bem da minha filhote! — sinto meu rosto esquentar subitamente de vergonha.

— MAE! — Quase grito a repreendendo, ela ri em resposta — vamos Luca antes que minha mãe me mate de vergonha! — Ótimo agora os dois riem da minha cara!

Tão logo voltamos pra cobertura das arvores procuro um canto pra me despir e assumir minha forma de lobo... ao menos com os pelos eu não ficaria tão exposta. Concentro-me então em toda a energia do meu corpo e assim como fiz pra voltar a forma humana mais cedo, mas dessa vez penso em maior e mais forte. Meus ossos rangem e racham se realocando assumindo a estrutura lupina, enquanto os pelos me cobrem por completo. Meu cabelo formando um denso colar de pelos ao redor do pescoço. Em poucos momentos deixo a aparência humana e assumo minha forma como loba negra. Sinto mãos acariciando minhas costas e viro apenas pra ter certeza que Luca me alcançara.

—Ah então é assim? — solto uma risada/latido como resposta e sento nas patas traseiras mostrando que o esperarei.

Em poucos segundos ele passa pelo mesmo processo que eu, logicamente mais rápido por estar acostumado às transformações, e meu amigo assume a forma do lobo marrom que eu começo a me acostumar.

'Agora estamos iguais' penso divertida

'É claro que estamos... filhote' ora seu... parto pra cima dele fazendo o mesmo que fiz com meu pai. Deixo que meus instintos me guiem e limpo a mente torno-me imprevisível. Salto em sua direção derrubando-o e mordendo o ar em frente ao seu focinho. Ele fica alguns segundos ainda com as costas no chão. Processando o que acabou de acontecer.

'Por que eu acho que perdi meu lugar de prodígio?'

'Por que diz isso?' inclino a cabeça pro lado em duvida.

'Você dominou uma técnica de caça, que eu levei meses pra desenvolver, em questão de horas' foi engraçado ouvir seu tom de espanto..

'Desculpa te informar, mas eu uso essa técnica desde que me entendo por gente'

'Sua vez de se explicar' tiro proveito que estamos como lobos e mostro minhas memórias de infância onde brinco de pegapega as cegas com minha irmã. Nós tínhamos que sentir e ouvir uma a outra sem deixar ser vista e por vezes meu pai participava. Esses momentos eram sempre mais difíceis, entendo hoje o por que. Ele usava seus sentidos de lobo pra ganhar. Mas ainda assim dávamos trabalho a ele.

'Então quer dizer que a senhorita sabe usar seus instintos desde sempre'

'Creio que sim... ' os próximos momentos seguimos correndo em silêncio.

Depois de algumas voltas ao redor do terreno de casa ele pára pra farejar algo no ar.

'Que foi Luca?'

'Na próxima rajada de vento leste fareje o ar e descreva os cheiros que você sentir. '

Não preciso esperar muito a brisa foi suave mas trouxe inúmeros cheiros com ela.

'Terra úmida, folhas verdes e secas no chão, pequenos animais... sangue seco e velho... algo não natural? Do que é esse cheiro Luca?’ algo me diz mate-o mas não quero sair sem ao menos saber o que enfrentarei.

'E isso que nos ameaça. Chamados Spectros. Criaturas de sombras que se alimentam da vida dos outros. Eles preferem atacar humanos mas tudo ao redor deles fica com aspecto doentio com sua simples presença. E os únicos que podem parar esses vermes asquerosos são seres como nós, transfiguradores de quase todas as espécies. '

Resumindo posso ouvir meu desejo de matar essa coisa. Corro na direção que vem o cheiro repugnante. Não demoro muito pra localizar minha presa. O ser estava parado de costas pra mim espreitando algo a sua frente. Um predador que caça outro. O ser tinha um aspecto doente. Pele pálida quase macilenta com músculos esguios e secos proeminentes entre os ossos.

Tão silenciosa quanto possível pulo em suas costas derrubando-o e ao contrário do que fiz com Luca dessa vez cravei minhas presas no pescoço do ser e separei a cabeça do corpo jogando-a longe. Não resisti ao impulso de levantar a cabeça uivando o anúncio a minha primeira morte... Por algum, motivo que só viria a entender mais tarde, não me senti nem um pouco mal por ter exterminado aquela existência podre.

'Tão perigosa quanto bela... ' quase que por puro reflexo ataquei Luca devido a adrenalina que ainda corria em minhas veias. 'Fiquei preocupado... você saiu em disparada na frente. Por um segundo esqueci suas habilidades' com o ataque derrubei-o no chão. Saio de cima dele e volto pra perto do cadaver para analiza-lo melhor...

'Eu escutei o uivo! O que aconteceu? Karol? você esta bem?' a voz forte e agitada do meu pai nos chama a atenção.

'Alfa! Vocé não faz ideia do quão poderosa sua filha é! bastou que ela captasse o cheiro e por si só rastreou e matou o verme.' o pior é que eu sei que ele relatou fatos.

'Isso é verdade Karol?’ coloquei o peso do corpo na pata que ainda imobilizava o corpo quebrando uma porção de ossos no processo reivindicando o direito do meu troféu.

'Sim' respondi simplesmente.

'Então você está pronta pra se juntar a equipe de ronda' por mais que seu tom estivesse seco pude perceber em seu olhar que ele esta orgulhoso de mim. Acho que pra uma loba com menos de 3 dias de transformação dominar técnicas de ataque da forma como faço é algo raro de se ver.

No instante seguinte um uivo de alarme vindo da direção da minha casa. Minha respiração se fechou por um segundo e o aperto no meu peito é instantâneo.

'Carla!' agora é a vez da minha irmã 'Pai! Traga a Carla pra clareira que eu acordei! Estou indo direto pra lá! Ela não pode ver ninguém antes que eu fale com ela' enquanto falava eu mesma me dirigia pra clareira.

Se por algum acaso a Carla visse alguém, exceto eu, antes de entender pelo que ela esta passando ela surtaria. O problema será muito maior se isso acontecer...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...