História Vida e Morte - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Viagem No Tempo, Violencia
Visualizações 3
Palavras 1.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eiiiii como estão amigos?
Pelos Deuses, faz uma eternidade que não posto aqui hahahah.
Bom, para marcar minha volta lhes trago uma história original novinha em folha!
Este tempo que fiquei fora me ajudou a evoluir muito (eu acho).
Por favor me ajudem a melhorar minha escrita e a evoluir :3
Gostaria do apoio de todos para continuar a minha jornada e crescer neste mundo.
Finalizando: Espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Prólogo


O dia rotineiro de Eve Lewis se inicia novamente. Uma rotina diária que a mesma nunca percebe seguir. A vida tranquila e padronizada de metade dos estudantes da cidade de Boston vivem.

Uma manhã normal. Nuvens densas cobrem o céu e a neve branca as ruas. Nesta palheta sem graça de cores, Eve se destaca usando um casaco cáqui amarelo queimado, calças jeans surradas um suéter preto, botas e um par de luvas.

Respirando o ar gelado da manhã, tenta parar de pensar em suas cobertas quentes e dá o primeiro passo para mais uma longa semana.

Virando a primeira esquina a caminho do ponto de ônibus, veste o capuz do casaco amarelo queimado cobrindo os cabelos pretos e ralos, deixando algumas mechas caírem sobre o peito.

As mãos firmes dentro dos bolsos do casaco, chutando neve e cantarolando mentalmente Somebody Else do The 1975, Eve avista, Finn, sentando com as pernas inquietas – devido ao frio- soltando vapor da boca, entediado, observando a vida alheia como se quisesse traçar o caminho que cada pessoa faz.

Eve se senta ao lado dele no ponto de ônibus. Nenhum dos dois se olham e como de rotina, iniciam a conversa com uma pergunta.

- Por que a Sra. Baker acorda tão cedo todos os dias? – Eve continua a observar a senhora de idade avançada limpando a neve da varanda – Ela pode só ficar lá o dia inteiro sem fazer nada e ainda ser paga.

- O maior prazer da vida dela é acordar pela manhã – Finn ajeita os óculos e continua – Na idade dela deve-se aproveitar ao máximo os dias, pois podem ser os últimos.

- É de se pensar.

- Talvez... – Finn a encara – você também devesse aproveitar a vida.

- E você está preocupado por que? - Eve toca-lhe o ombro – a formatura é em breve, logo eu irei aproveitar ao máximo, agora, eu acho que a gente deve se preocupar em fazer bons exames.

- Sua vida pode não durar até a formatura.

- Você está me assustando – Eles se encaram por quase um minuto e então caem na gargalhada até as barrigas doerem.

- Uma boa risada para esquentar o espirito – Finn respira pesado tentando segurar o riso.

- E as bochechas – Eve esfrega as próprias, e logo eles começam a rir novamente.

O ônibus chega e ambos embarcam rumo a escola.

A rotina na escola se repete novamente. Uma série de acenos, abrir armário, guardar livros, pegar livros, fechar armário, ir para a sala, sentar na mesma carteira, e ouvir a mesma aula.

Nos intervalos entra as aulas uma ou outra conversa com Finn sobre como os professores são irritantes e a ansiedade de se mandar para a universidade. Uma intromissão dos amigos nerds de Finn e a caminhada até a próxima aula.

E assim a vida de Eve segue pela semana inteira.

O sinal do fim da ultima aula de sexta-feira faz Eve respirar fundo e arrumar rapidamente seu material. Seguindo o fluxo de alunos ansiosos para sair daquele prédio ela vai de encontro a Finn, que está estranhamente bonito.

- Você realmente não vai me contar porque se arrumou tanto hoje? – Eles andam lado a lado, fazendo o caminho habitual pelo gramado.

- Hoje é um dia especial – Mesmo com óculos escuros cobrindo os olhos, percebesse em cada traço de Finn que ele está estranhamente confiante.

- Então você irá se vestir assim em todas as sextas-feiras?

- Talvez – Um leve sorriso se forma nos cantos se seus lábios.

- Eu desisto.

- Não se preocupe, logo você descobrirá.

- Logo é muito tempo – Eve tenta persuadi-lo com um rosto fofo, mas de nada adianta.

Eles chegam ao ponto de ônibus. Sentam-se lado a lado e um constrangedor silêncio se forma. Finn continua com uma postura confiante, enquanto Eve apenas tenta inutilmente adivinhar o motivo do comportamento estranho do melhor amigo.

Durante todo o percurso do ônibus, Eve e Finn trocaram pouquíssimas palavras e maior parte perguntas da própria, que recebiam respostas vagas que começavam a irrita-la.

Quando o ônibus chega ao ponto dos amigos, Eve está pronta para falar seriamente com Finn e expor seu descontentamento, mas antes que possa dizer qualquer coisa Finn se adianta.

- Eve, você poderia vir até minha casa hoje? – a garota se assusta com o convite repentino – Na verdade... agora.

- Tão de repente? Eu preciso deixar meus materiais e avisar meus pais.

- Eu juro que vai ser rápido e vai sanar todas as suas curiosidades.

- Eu vou descobrir porque você está tão diferente hoje? – Finn acena positivamente com a cabeça – Já que você insiste.

A casa de Finn é um pouco afastada e a caminhada se alonga por quase 5 minutos.

- Você fez o que lhe pedi no começo da semana? – Finn pergunta

- O que?

- Aproveitou a sua vida?

- Já falamos sobre isso, minha resposta continua a mesma.

- Que pena – Eve o encara tentando decifra-lo, mas apenas da de ombros e ignora.

A casa de Finn é mais uma entre tantas iguais naquele bairro. O quintal de Finn é o mais apagado da rua. Onde deveriam ter canteiros floridos há apenas um monte de folhas secas e grama morta.

- O que aconteceu com o jardim de vocês?

- Eu não tenho paciência para essas coisas.

- E seus pais?

- Eles estão ocupados de mais.

- Com o que?

- Entre – Finn muda de assunto e segura a porta de sua casa deixando um espaço para Eve passar.

Eve começa a tirar o casaco e as botas, pronta pra sentir o calor da casa. Finn faz o mesmo e guarda as coisas dela junto com a suas ao lado da porta.

Eve se vira bruscamente para Finn com um olhar sério e demonstrando estar sem paciência.

- Então... Vai me contar qual o motivo repentino da sua mudança? – Ela cruza os braços.

- Sabe... Eve... Nós somos amigos a quase três anos... – Finn começa a perder todo ar confiante. Suas mãos ficam inquietas e ele meche em seu cabelo com frequência. Antes que possa terminar o que gostaria de falar, Eve o interrompe.

- Olha, Finn eu acho que já saquei o que você está tentando falar e... – Eve começa a ficar nervosa também e alisar os cabelos – Eu amo você cara, mas não deste jeito.

- Eu entendo... É o estagiário não é?

- Finn, não, pare com isso...

- Eu deveria saber que você nunca gostaria de mim assim – O rapaz começa a entrar em um pequeno pânico. Bagunça os cabelos desesperadamente tentando atuar o melhor possível e fazer Eve acreditar que ele se importa com toda aquela situação.

Caminha rapidamente até a cozinha e se posiciona estrategicamente em frente ao faqueiro. Bate as mãos no mármore e continua sua atuação forcada.

- Finn, por favor – Eve cola uma das mãos no ombro dele – Eu não quero perder a sua amizade.

- Amizade – Ele solta uma risada forçada e assustadora – AMIZADE – Finn segura os dois braços de Eve e a força contra a geladeira. A garota solta um gemido de dor – Eu não quero sua amizade – O garoto aproxima o rosto do pescoço de Eve e o cheira.

- Por Favor, Finn, você está me assustando – Eve sente algo frio e pontiagudo tocar-lhe a barriga. Olhando para o lado avista o faqueiro incompleto. Finn nota sua descoberta a abre um largo sorriso lentamente.

- Eu diria para você não se mexer, mas não importa o que você faça, este é seu único destino.

- Finn – Eve implora uma última vez antes de levar uma facada no fígado. A garota apenas abre a boca na tentativa gritar mais nada sai e ela fica ali apoiada em seu assassino, soltando sons que nada significam e é atingida novamente. Agora no pulmão, ela sente todo seu ar sumir.

Finn se afasta da garota e deixa-a cair no chão. Sem forças nem para ficar de joelho, Eve, apenas se arrasta pelo chão da cozinha em uma tentativa falha de se afastar do garoto. A visão vai escurecendo, as lagrimas escorrem pelo rosto da garota em pânico. Lutando para respirar, Eve sofre cada vez mais. Finn a vira bruscamente, tornando a dor mais aguda, forçando-a a encarar-lhe e ser a ultima coisa que verá antes de seu fim.

O corpo desiste de lutar e toda a vida se exaure de Eve.

Um sentimento de queda agoniante a contorna. A sensação de que a qualquer instante chegará no chão. Grita em desespero na escuridão ecoante, agitando os braços e girando no ar inutilmente tentando segurar em algo. Então acaba e Eve está sentada em sua cama, gritando e suando. Respirando pesadamente tentando raciocinar.

- Foi um sonho? – Ela coloca a mão no peito, o coração acelerado – Pareceu tão real.

Levanta rapidamente e olha para o celular. Ainda é segunda-feira. Solta um longo suspiro e relaxa novamente. Apenas um sonho.

E assim o dia rotineiro de Eve Lewis se inicia, novamente.


Notas Finais


O que acharam?
Está história será curta, nada mais que um conto, então não esperem por muitos caps.
Atualizarei sempre o mais rápido que possível.
Por favor não esqueçam de dar suas opiniões e criticas construtivas serão sempre bem vindas
Até mais ^^


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