História Vida L - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lgbt, Vida L, Yuri
Visualizações 52
Palavras 766
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Notas finais sempre, finalmente terminando mais uma fic! ;)

Capítulo 17 - Eu amo você, Charles. (Cap final)


Música para entrar no clima

Sinara - Menos é mais

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Bem, Charles, eu acho que você quer saber o que aconteceu depois de que minha mãe descobriu sobre a minha sexualidade. Eu digo pra você que depois que eu enviei aqueles DVD's para a minha família, as coisas mudaram muito, mas infelizmente não foi pra melhor. Meus pais pararam de me mandar mensagem, minha avó não me ligou mais, minhas tias me bloquearam em todas as redes sociais junto com os meus tios, meus avós nunca mais falaram comigo. Então, eu diria que isso se tornou algo muito triste pra mim, Charles.

Já imaginou? Ter que conviver longe das origens por conta do preconceito?

É por isso que muitos de nós acabam se suicidando porque sente que é uma decepção para a família, muitos tem medo de se assumir e ficam no armário por medo de enfrentar o preconceito e passam a vida inteira assim infeliz. Charles, eu só tenho 23 anos e já tenho que me virar sozinha pelo mundão. Minha família não quer mais olhar na minha cara por conta da minha sexualidade, é duro, muito duro porque eu sabia que isso ia acontecer. Por isso, tive a maturidade de montar a minha vida em outro lugar para não acabar virando moradora de rua.

Eu contei a minha trajetória desde o início para você tentar entender um pouco da minha história e ter um pouco de noção do que eu iria enfrentar quando me assumisse, mas você sabe porque eu preferi me assumir? Bem, eu não queria viver trancada em um armário para o resto da minha vida. Eu não queria fingir ser hétero para poder agradar o resto da minha família, eu me amo do jeito que sou e tenho certeza que as coisas para mim serão melhores se eu continuar me amando assim.

Minha família poder estar magoada e decepcionada comigo agora, mas eu sei que com o tempo as coisas vão melhorar porque eu não fiz nada de errado, levou um tempo para eu me aceitar e agora eu vou ter que esperar pacientemente para que a minha família me aceite também. Enquanto isso eu vou ter que viver longe de minhas origens por enquanto, só até a poeira abaixar. Vou tentar falar com eles aos poucos, até porque eles são a minha família e é o meu dever livrar eles do preconceito.

Eu não cresci com uma referência dentro da minha família, eu cresci em um ambiente heteronormativo em que eu não conhecia nenhum parente meu assumidamente gay. Desse jeito, eu me considero a primeira pessoa gay dentro de uma família tradicional. Já imaginou o peso nas costas? Estou sentindo esse peso agora e tenho consciência disso. É meu dever livrar a minha família do preconceito e vou fazer isso aos poucos, não vou exigir nada até porque eles tem o tempo deles. Vou ser paciente e esperar.

É isso, Charles. Minha vida pode ter sido um drama desde o começo, mas eu nasci nessa terra com uma missão e ninguém me disse que seria fácil, não é mesmo?

Eu ainda sou nova e minha luta contra o preconceito está apenas começando.

Charles LGBT, eu tenho uma coisa a dizer para você. Independentemente de sua identidade de gênero e sexualidade, eu digo para você ter paciência e principalmente fé em si mesmo. Se ame e seja forte desde o começo, tenha consciência das dificuldades que você vai enfrentar e encare elas de frente, olhe pra elas e tente achar maneiras para vencer elas. Sei que no começo vai ser difícil, vai ter uma não aceitação de sua parte e de sua família, mas essas coisas são normais. Você tem que aprender dar tempo ao tempo, logo você vai ver que ter paciência é fundamental para sua vida. Analise a sua família, veja se o ambiente é seguro para alguém diferente como você, se não for eu aconselho você primeiro construir a sua vida para depois se assumir porque assim você não corre o risco de ser expulsa(o) de casa. Agora se for seguro, vai conversando com os seus pais, pegue as pessoas que você acha que podem aceitar você e tente descobrir o que elas acham sobre esse tema, saiba que você pegou uma família que muitos de nós queria ter então não desperdice esse presente, okay? Me prometa.

Agradeço a você por ter me ouvido desde o começo, você é demais Charles. Eu amo você, quem sabe um dia a gente possa sentar e refletir sobre o mundo, não é?

Eu te amo, Charles.

-Robis (mulher cisgênero e lésbica).



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