História Vidas Cruzadas - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Aurora de Martel, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Klaus Mikaelson, Tyler Lockwood
Tags Klamille, Klaroline
Visualizações 65
Palavras 1.985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa Leitura!

Capítulo 9 - Sr Josephine LaRue


Fanfic / Fanfiction Vidas Cruzadas - Capítulo 9 - Sr Josephine LaRue


A mãe do bebê que ela estava esperando havia morrido? Caroline estava atônita.
Pobre bebê, pensou ela, levando a palma de sua mão instintivamente para a sua barriga. Pobre bebê que teria que crescer sem uma mãe.
Logo em seguida, veio outro pensamento. Pobre Klaus. Sua mulher havia morrido e então uma estranha aparecerá à sua porta, grávida de seu filho. Não era de admirar que ele tivesse ficado tão zangado com o seu telefonema.
Seus olhos se encheram de lágrimas. Lágrimas de tristeza. De perda.
Lágrimas pelo bebê que nasceria em meio a tanta tragédia. Era como se o peso do mundo estivesse pressionando os ombros daquela criança que nem sequer tinha nascido.
Como ela havia se enganado, pensando o tempo todo que ele estava protegendo a sua mulher!
Caroline olhou para aquele homem que mais parecia uma montanha, com seus olhos negros de ressentimento por ela, suas mãos cerradas junto ao corpo e teve vontade de chorar por ele, pela injustiça de ser ela a mulher a carregar o filho dele em seu ventre, chorar pelo trauma em vez de pela alegria que deveria ter acompanhado a descoberta da existência daquela criança.
— Eu sinto muito — disse ela, estendendo uma das mãos para tocar-lhe o braço.
— Não! — exclamou ele, afastando o seu braço antes que ela mal o roçasse com a ponta de seus dedos. — Eu não quero a sua pena!
Ela se afastou. Deveria saber que ele interpretaria qualquer coisa que ela dissesse de maneira equivocada. Ela parecia atiçar o pior que havia dentro dele.
— O que você preferiria que eu fizesse? Que dissesse que estou aliviada por você não está desenvolvendo nenhum plano ardiloso para obter a guarda do bebê, prendendo-me aqui?
Os olhos dele se estreitaram, iluminados por um tipo de calor que não tinha nada a ver com o sol, mas sim com uma raiva nua e crua.
— Acha que eu seria capaz disso? 
Ela engoliu em seco, encarando-o.
— Confesso que isso passou pela minha cabeça.
— Você tem uma opinião muito ruim a meu respeito. Estou surpreso que sequer confie em mim para cuidar de meu próprio filho.
Ela virou a cabeça.
— Isso não depende de mim.
— Não mesmo, mas você continua me julgando mesmo assim. Acha que eu me importo mais com o dinheiro do que com essa criança. Me achou desprezível, o meu sucesso, parece, de alguma maneira, me rebaixar aos seus olhos. 
Caroline balançou a cabeça.
— Você não parou de me julgar desde que me conheceu. E agora está me prendendo numa gaiola.
— Minha casa está longe de ser uma gaiola!
— Você não leva os meus sentimentos em consideração. Não sei se devo mesmo ficar aqui, não sob essas circunstâncias, sabendo que a sua mulher faleceu. Isso não parece certo.
— O quê? — exclamou ele, batendo no capô do carro. — Primeiro você diz que não quer ficar aqui porque minha mulher poderia fazer alguma objeção, e agora alega que não vai ficar porque ela não pode fazê-lo. O que a está afligindo, afinal, sra. Lockwood? Tem medo que eu salte sobre esses seus ossos magrelos enquanto estiver sob o mesmo teto que eu?
— Não, e é Forbes!
Seu rosto estava em chamas de indignação devido à maldade contida nas palavras dele.
— Acha, por acaso, que eu te daria essa liberdade se tentasse fazê-lo?
— Está com medo de não querer voltar para a sua casa depois de sentir o gostinho da boa-vida, então? — provocou ele.
— Sem chance. Uma pessoa teria que ser muito masoquista para querer ficar com você. Prometa-me que se eu ficar, será apenas até o bebê nascer e então você me libertará.
— Feito — disse ele, afastando-se do carro. — Você tem a minha palavra de que eu não vou ficar tentado a tirar vantagem de você e eu tenho a sua palavra de que não teremos que lidar com questões de separação até daqui a seis meses. Parece que temos um acordo perfeito.
Acordo perfeito? Ou um inferno perfeito?
De repente, seis meses sob o mesmo teto que aquele homem não se parecem em nada com um período de férias.
Eles continuaram ali, olhando feio um para o outro. Por nada no mundo ela desviaria o seu olhar do dele primeiro, para que ele não tomasse aquilo como uma espécie de vitória.
— Niklaus, você está aqui?
A voz calma veio de trás deles. Ele desviou o olhar primeiro e Caroline esfregou os braços, grata pela interrupção. Ela se virou e viu uma senhora já de certa idade, sorrindo para ela.
— Você deve ser Caroline Forbes. Que nome bonito — disse a mulher, tomando as mãos de Caroline nas suas, embora seus olhos parecessem preocupados ao olhar alternadamente para um e para outro. — Entre, minha querida. Eu estava esperando por vocês.
— Esta é Josephine LaRue, minha governanta — disse Klaus, fazendo as honras da casa — embora, como você vai perceber em breve, ela seja bem mais que isso.
Caroline seguiu tensa, quando Josephine  os conduziu por um corredor coberto que seguia até a casa, perguntando-se quanto tempo fazia desde a última vez em que ela fora chamada pelo seu nome todo. Provavelmente quando renovará a sua carteira de motorista. Tinha gostado de Josephine . Suas boas-vindas haviam sido sinceras, suas mãos quentes apertando as dela, quase como se lhe dissesse eu compreendo.
Gostará ainda mais de como o seu nome havia soado nos lábios de Klaus. O que havia de tão especial no modo de ele pronunciar o seu nome com aquela voz grave, cheias de sotaque?
Josephine  olhou para trás, sorrindo ao captar os olhos de Caroline. O que Klaus havia lhe contado? Será que Josephine  sabia por que ela estava ali? Ou será que ela simplesmente tinha o hábito de receber bem as mulheres de Klaus? Ela não conhecia as circunstâncias da morte da mulher dele, nem há quanto tempo aquilo havia acontecido, mas não podia imaginar um homem como ele permanecendo solteiro por muito tempo.
Klaus era viril demais para isso. O poder irradiava dele de maneira quase palpável, ou seria apenas o calor do corpo dele o que ela estava sentindo atrás de si?
Caroline olhou para trás, fingindo apreciar a vista.
Não, pensou ela. Não era apenas o calor que emanava do seu corpo, mas o poder que transbordava dele.
Certamente havia dezenas de mulheres esperando para se tornar a nova sra. Mikaelson. Com um pequeno bebê para ser cuidado, então, ele ficaria irresistível.
Isso no caso das mulheres que se interessavam por homens que julgam uma mulher pela sua aparência e pelo lugar de onde ela vem.
Josephine  os conduziu para além dos jardins extremamente bem cuidados em direção à casa propriamente dita e Caroline, por um momento, se esqueceu do homem ao seu lado. Se do lado de fora, a casa já parecia um palácio, por dentro ela era simplesmente inacreditável. Havia um cômodo enorme à direita do corredor da entrada que seguia por toda a extensão da casa, com janelas em formas de arcos, e que dava num terraço de frente para o mar, com lustres brilhantes pendendo de um teto incrivelmente alto. Caroline ficou boquiaberta. Aquilo parecia ter saído de um conto de fadas.
— Eu preparei os aposentos de hóspedes para você — disse Josephine , chamando a sua atenção para si. — Espero que fique confortável lá.
Caroline não tinha como responder. Ainda estava tendo dificuldade em acreditar que aquela pudesse realmente ser a casa de alguém. Talvez até mesmo a sua nos próximos seis meses.
Os aposentos dela, como Caroline veio a descobrir, comportam toda uma ala da casa. Josephine  parecia felicíssima ao conduzi-la pelos cômodos decorados em tons de limão e branco, com toques de azul. O sol do fim de tarde se infiltrar pelas cortinas que oscilavam ao sabor da brisa marinha. Era muita coisa para Caroline absorver de uma vez só. Para além da sala de estar, havia um quarto enorme, com uma cama king-size, um closet e uma janela que dava para os penhascos e o mar. O banheiro contíguo era incrivelmente luxuoso, todo em mármore branco, com uma banheira digna de um SPA e um chuveiro de tamanho duplo.
Aquilo era maior do que toda a sua casa em Mystic Falls.
E muito mais luxuoso.
— Satisfeita? — perguntou Klaus, depois da breve excursão, pousando a bolsa dela sobre a caixa de cobertores, na ponta da cama.
Pela primeira vez, ela percebeu uma nota de insegurança da parte dele.
Estaria com medo de que ela fugisse com o seu filho? Perguntar, porém, se ela estava satisfeita já era demais!
— Você viu de onde eu venho. O que acha?
— Vou tomar isso como um sim — disse ele. — Tenho muito trabalho para colocar em dia. O restante de suas coisas estará aqui amanhã. Avise Josephine  se precisar de alguma coisa nesse meio tempo. Eu a verei no jantar.
— Obrigada — disse ela, muito sinceramente, olhando para o lugar onde passaria os próximos seis meses.
Aquilo não se parecia em nada com uma gaiola ou prisão.
A menos que ela pensasse na pessoa com quem ficaria lá dentro. Ainda bem que ele tinha que ir ao escritório. Com um pouco de sorte, passaria longas horas lá e ela quase não o veria.
Foi então que ela percebeu um movimento, e descobriu ao se virar, que ele havia ido embora, deixando apenas um toque de seu fascinante perfume amadeirado e masculino pairando no ar.
Do outro lado da sala, Josephine  lhe sorriu, suavemente.
— É muito bom ter você aqui — disse ela. — Ele já está sozinho há muito tempo. Ter um bebê agora. — Ela levou a mão à boca, mas Caroline já havia notado as lágrimas que ameaçavam cair dos olhos dela. — um bebê é um presente dos céus. Você deve ser uma mulher muito especial, para fazer isso por Niklaus.
Caroline sentiu as suas próprias lágrimas rolarem novamente, balançando a cabeça num esforço inútil de fazer com que elas desaparecessem. Ela não era especial, nem nobre, ou dadivosa. Suas razões eram bem mais pessoais.
— Isso não teve nada a ver com Klaus.— insistiu ela. — Só estou feliz por esse bebê ter encontrado o seu lar. Um lugar onde ele é desejado.
Josephine  assentiu, secando o rosto com um lencinho.
— Eu me deixei levar. Gostaria que eu lhe trouxesse algo para comer, ou quem sabe, tomar um banho? Isso, certamente a ajudará a relaxar. Talvez dar um mergulho na piscina?
Tantas alternativas e todas tão tentadoras! Ela não estava com fome depois daquele super almoço e não havia trazido roupa de banho consigo, mas aquela banheira de mármore com suas torneiras douradas era a própria tentação.
— O banho de banheira parece maravilhoso.
Josephine  assentiu, pegando um roupão branco de plush do armário e pousando-o sobre a cama.
— Eu o preparei para você e então lhe trarei uma xícara de chá.
— Isso seria perfeito — disse Caroline, agradecendo, e se perguntando que anjo da guarda a havia colocado ali, aos cuidados da calorosa Josephine .
Já Klaus era um perigo para ela. Seus olhos a olhavam com indisfarçável desdém num momento, para no seguinte, emana um calor que percorria todo o seu corpo.
Ele lhe provocava um intenso desejo que a deixava fraca e sem fôlego.
E quando ele a tocava, então.
Caroline estremeceu. Esqueça sobre os anjos da guarda, Klaus e seu toque, disse ela a si mesma, sentindo o vapor perfumado vindo do banheiro. Talvez, pela primeira vez na vida, algo estivesse dando certo para ela. Aqueles próximos seis meses talvez fossem a oportunidade perfeita para descobrir o que ela queria fazer com o restante da sua vida.
Afinal, estava solteira agora, sem as amarras de Tyler. Podia recomeçar. Quem sabe até estudar, fazer algo por si mesma.
E quanto ao bebê? Ela passou a mão pela barriga, triste pela mãe que jamais conheceria o seu próprio filho e pelo bebê que jamais conheceria a sua mãe. Havia feito a escolha certa. Aquele bebê ia ter um lar.
O que mais ela poderia querer?

 


Notas Finais


Então? gostaram da Josephine LaRue?


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