História Vidas Passadas - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Watari
Visualizações 29
Palavras 913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Desejo


Carol não se sentia bem. Desde o anúncio do pai, uma estranha inquietação tomava seu corpo.  "Não quero me casar com alguém que sequer conheço. Não quero ir para longe de minha família,  e principalmente dele" pensava andando de um lado para o outro no cômodo cheio de livros em que estava.


Mais cedo havia pedido para um guarda entregar um bilhete "de extrema importância e sigilo" a Ryuzaki, que dizia para se encontrarem na biblioteca real. Pensava em pegar um dos velhos exemplares que estavam na estante para se entreter entreter enquanto o esperava, mas estava agitada demais para se concentrar em algo.


Então ouviu uma batida na porta e ficou estática. Foram cinco: três rápidas e duas devagar, era ele, esse era o código que pedira para lhe entregarem mais cedo.


-Princesa?- Ryuzaki perguntou abrindo a porta devagar- tenho sua permissão para entrar? -A formalidade de seu amigo era uma das coisas que mais amava e odiava nele. Não via a necessidade de dizer seu título quando estavam sozinhos,  mas em mais de uma ocasião ele dissera que ela era sua princesa.


-Tem minha permissão para entrar-Carol falou. Ryuzaki entrou na biblioteca e a nobre prendeu a respiração: ele usava vestes cinzas, havia muitos tecidos caros em suas vestes,  reconhecia tecidos das Asias,  bordadas a mão pelos melhores artesãos que o dinheiro podia pagar. Ele parecia um príncipe,  seu príncipe- se me permite perguntar, onde arranjastes vestes tão caras?- questionou ainda impressionada.


-Ha, isto? Era de Watari, ele costumava usar nos bailes que o antigo rei disponibilizava para o povo, ele diz que tudo era diferente antes de Marco subir ao trono-Ryuzaki suspirou resignado.


-Algum problema? - Carol perguntou preocupada, pondo a mão sobre o ombro do amigo na tentativa de acalmá-lo.
-Terei uma reunião com o rei hoje a noite.  Ele quer achar um novo guarda real, pois Watari está...Desqualificado- Ryuzaki falou com um tom de raiva na voz, cerrando os punhos
-Sinto muito- Carol falou realmente sentida, conhecia Watari desde criança, e sabia que mesmo que L e B não fossem seus filhos de sangue ele os amava como se os fossem, e ela não conseguia imaginar o castelo sem ele para animar os filhos, aconselhar ela e os irmãos e advertir os reis como já fizera vezes antes.


-Não sinta- Ryuzaki acariciou o rosto da princesa, que aceitou o carinho de bom grado- também reparei no seu vestido,  nunca o vi antes. É novo?- perguntou olhando para o tecido azul-marinho brilhante, com um decote tomara-que-caia. Ela não usava acessórios,  o que a deixava mais bonita na sua opinião.


-Ha, é novo sim-ela estava animada,  mas abaixou a voz,  olhando pra baixo, Ryuzaki notou a mudança-  esse vestido é o que irei usar no baile para conhecer meu noivo.


Ele sentiu algo novo. Sentia vontade de socar o desconhecido só por imaginar sua princesa dançando colada com um príncipe,  ele sussurrando palavras pervertidas em seu ouvido, tentando conquista-la.


-Ryuzaki? Está tudo bem?- Carol perguntou diante do súbito silêncio do amigo.


- Princesa- ele se aproximou dela, Carol sentiu seu coração acelerar repentinamente, sentindo um desejo inexplicável de toca- lo, beija-lo e outras coisas que a região do ventre sentia. Ryuzaki colocou a mão em seu queixo e a fez olha-lo nos olhos.- me perdoe minha querida, mas sinto que preciso fazer isso antes de te perder para sempre- ela via em seus olhos o desejo, o amor que sentia por ela.


-Nunca irás me perder. E tens minha licença. - Ela fechou os olhos, esperando pelo que viria.


Ryuzaki a beijou calmamente,  mas com um desejo palpável. Sentia o calor, o contorno da boca de sua amada sob a sua, ouviu seu gemido quando beijou seu pescoço, tocava a pele nua de sua amada onde o tecido não cobria. Sentia algo em si começar a crescer conforme os beijos ficavam mais ardentes. Aquilo era amor? Se perguntava. Conforme seus movimentos ficavam mais firmes, ouvia sua amada arfar perto de seu ouvido. Sentia-se excitado com o toque dela ao acariciar sua barriga sob as vestes, sentindo seus seios quando ela respirava fortemente.


-Ryuzaki, para.- Carol pediu quando ele estava com a mão sob o botões do vestido, prestes a abri-lo- por favor, sinto que não estou pronta ainda.- ela o abraçou tentando controlar a respiração.


Entendendo, ele retribuiu o abraço,  sentindo a adrenalina desacelerar em seu corpo- Não farei nada que não queira minha querida.


-Não quero me casar. Não quero te perder. Eu te amo Lawliet, se pudesse, escolheria você como meu marido.- Carol apertou Ryuzaki e chorou em seu ombro. Ele acariciava suas costas para acalma-la.


- Minha querida, sempre irei estar com você- Sussurrou em seu ouvido, e em meio aos soluços,  conseguiu olha-los nos olhos- apesar de também ama-la, nossos destinos não estão entrelaçados nesta vida. Mas lembre- se: mesmo que não me veja,  sempre estarei por perto para protege-la de tudo, até de seu marido- falou com um tom ameaçador a última frase " se colocar suas mãos nela sem ser com carinho,  tu nem saberás o que o matou" pensou.


-Ryuzaki...- ela chorava, tanto de medo quanto de amor. Ela sabia que ele a amava tanto que a deixaria ir.


-Agora preciso ir minha princesa, se me atrasar seu pai pode desconfiar de algo. Seja forte meu amor- ele a beijou na testa antes de sair da biblioteca.


Quando se viu sozinha, sentiu suas pernas amolecerem e chorou no chão frio da sala escura.



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