História Video Games - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Sehun, Tao
Tags Cute, Exo, Sehun, Tao, Taohun, Yaoi
Visualizações 63
Palavras 1.893
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Taohun é meu eterno otp e toda vez q leio algo sobre eles eu fico sentimental demais ;(
Ai gente, é horrivel ter otp morto, n recomendo pra ngm.

Capítulo 1 - It's you


Zitao não sabia em que ponto na linha temporal de sua vida tinha começado a se apaixonar por Oh Sehun. Enquanto voltavam juntos para casa para mais uma tarde vídeo games e salgadinhos gordurosos, começou a refletir sobre seus sentimentos acerca do garoto loiro que caminhava ao seu lado. Ele parecia tão distraído, alheio a tudo que o rodeava e era exatamente aquele seu jeitinho meio bobo que fazia o coração do chinês bater como louco.

Não sabia quando tinha começado a notar os trejeitos do coreano. Num dia ele era apenas Oh Sehun e no outro era alguém que fazia a palma das mãos suarem e o peito inflar, o que diabos estava acontecendo? Suspirou pesadamente atraindo a atenção do amigo.

– O que foi? – Perguntou simplista.

– Nada não, só ‘tô com sede – Mentiu.

– Eu tenho água – Abriu a mochila e tirou uma garrafa roxa dali de dentro – Agora que você falou, também fiquei com sede – e então deu um gole na água e o entregou – Vê se deixa um pouquinho.

Zitao assentiu e levou a garrafa aos lábios, percebeu que o plástico ainda estava úmido e se deu conta de que estava colocando a boca no mesmo lugar onde o coreano havia colocado segundos antes. Imediatamente seu rosto adquiriu um tom de vermelho que atrairia a atenção de qualquer um que passasse pelos garotos. “O que eu estou pensando?” indagou assustado. Antigamente teria apenas reclamado para que o amigo limpasse direito o local e então beberia sem pestanejar, mas agora a situação era outra, sentiu como se o estivesse beijando indiretamente e o coração acelerou.

Como seria beijar Oh Sehun? Seria molhado? Seco? Ele era do tipo que ia com calma ou enfiando a língua? Ele era do tipo que controlava o beijo ou se deixava controlar? Será que ele fechava os olhos ou ficava observando tudo? E então a cabeça do garoto começou a ficar cheia e o rosto cada vez mais quente.

– Por que você tá vermelho? – Sehun perguntou quebrando seus pensamentos.

– A-ah sim, eu só ‘tô com calor – Respondeu sem graça.

– Sei... – Respondeu voltando a fitar o nada.

“Mas que merda...?” repreendeu-se mentalmente. Não podia demonstrar que estava secretamente apaixonado pelo melhor amigo e, no entanto, lá estava ele ficando vermelho por causa de um beijo indireto. Realmente estava ficando cada vez mais mole.

Sehun morava num bairro tranquilo e levava cerca de uma hora e meia de ônibus até a escola. Zitao conhecia bem a casa de primeiro andar em que o amigo residia com os pais, havia ido lá tantas vezes que sequer precisava de permissão para ir até a geladeira e conferir se tinha refrigerante.

– Ah puta merda eu não acredito – Zitao berrou da cozinha.

– O que foi? – Sehun gritou em resposta da sala.

– Acabou a coca.

– Ah não...

Zitao o lançou aquele olhar maligno que indicava que era a vez do coreano ir até o mercado da esquina e comprar mais refrigerante.

– Por que eu? – Sehun perguntou manhoso.

– Porque da última vez eu que tive que ir debaixo de chuva.

“OK” bufou conformado ao se dar por vencido, era o acordo que mantinham há anos, sempre se revezariam para comprar o que estivesse faltando e Zitao havia sido o último a ir. Pegou a carteira dentro da mochila e saiu pela porta da frente, deixando o amigo sozinho para trás.

O chinês varreu o local com os olhos e todas as lembranças da infância vieram à tona, tinha praticamente crescido naquela casa. Eram melhores amigos desde o fundamental, quando Sehun era um pirralho magrelo de sete anos de idade e Zitao um chinês recém-chegado à Coreia que mal sabia falar um “oi”. Não tinha muita explicação sobre como haviam se tornado tão próximos, ambos gostavam de vídeo games e por coincidência o coreano havia ganhado na época um Super Nintendo de presente de natal.

E foi aí que os garotos começaram a compartilhar suas experiências, os sorrisos e as lágrimas. Compartilharam o primeiro pornô juntos e ambos estavam tão eufóricos por verem peitos que o coreano quase ejaculou nas calças, obviamente o moreno tirou sarro da situação por meses. Compartilharam a surpresa ao encontrarem uma carta de amor dentro do armário do chinês na sétima série, embora nunca tenham descoberto quem era o remetente e Sehun tenha deduzido fortemente que era Kim Eunji por causa da maneira que ela olhava para o garoto. Compartilharam escondidos no quarto do coreano a primeira garrafa de vinho após roubarem da cozinha num jantar de família, Zitao estranhou o gosto da bebida, porém o amigo acabou exagerando e ficou bêbado pelo resto da noite.

E agora olhando para as paredes daquela sala, o chinês começava a se dar conta do quanto o amigo havia contribuído para todos os acontecimentos de sua vida e talvez aquele amor que sentia não fosse algo novo e sim um sentimento que o acompanhara desde os primórdios.

Sehun sempre estivera lá, desde o momento em que tinha pisado naquela escola num país completamente novo. E eles eram como um céu azul infinito que nenhum astronauta poderia jamais alcançar, ninguém no mundo seria páreo para os dois garotos que tinham construído um mundo próprio. Mas Zitao sabia que seu amor ia muito além do amor fraternal, começou a perceber isso ao reparar demais em como o coreano estava sempre lambendo os lábios e isso o provocava sensações esquisitas. Como ele havia ficado incrivelmente bonito com os fios descoloridos e não havia ninguém no mundo que se equiparasse a sua beleza. Como sua expressão ficava concentrada ao jogar vídeo game e a ruguinha que se formava em sua testa era adorável.

Foram sinais sutis que o chinês começou a perceber no outro e quando se deu por si já estava apaixonado. E então as coisas começaram a ficar esquisitas e até mesmo estar na presença do loiro o deixava nervoso. Não queria estragar a amizade, mas não conseguia ignorar aquele frio na barriga sempre que o outro sorria. Tinha medo de que Sehun voasse para longe e nunca mais fossem os mesmos.

Olhou para o casaquinho do uniforme jogado no sofá, pertencia ao coreano e de repente Zitao sentiu uma vontade incontrolável de sentir seu cheiro. Hesitou por alguns instantes, Sehun poderia voltar a qualquer momento e se o pegasse daquele jeito certamente seria estranho. Mas não podia evitar a necessidade que tinha de abraçar a peça de roupa contra seu olfato e inalar um pouco do loiro. Timidamente começou a se aproximar do casaco e então a porta se abriu:

– Tá meio quente, mas dá pra tomar – A voz de Sehun irrompeu no lugar.

Zitao tinha certeza que tinha ficado vermelho, azul, roxo, amarelo e todas as outras cores do arco-íris quando o amigo voltou. Deu um pulo e levou a mão até o coração na tentativa de controlar o susto.

– Puta que pariu Sehun! – Esbravejou.

– Qual foi? Pra quê o susto? Ou vai me dizer que tava fazendo algo errado – Falou malicioso fazendo o chinês revirar os olhos.

– Não seja ridículo.

– Não seja ridículo – Sehun o imitou zombeteiro e riu – vem, vamos lá pra cima jogar video game.



Sehun estava concentrado numa fase que não conseguia passar há vinte minutos e Zitao já estava impaciente, não aguentava ver o amigo morrer no mesmo lugar repetidas vezes.

– Peraí, só mais essa vez – O loiro repetia sempre que morria.

– Você já falou isso umas dez vezes – Respondeu irritado usando o dialeto chinês sempre que começava a perder a paciência.

– Deixa de exagero, não foram nem três, e não usa esse dialeto esquisito comigo.

Sehun era persistente quando queria, não aceitava a derrota e continuava insistindo naquela maldita fase que estava deixando o Huang nervoso. Não entendia o por que de estarem jogando aquele mesmo jogo pela milésima vez. Aquele Super Nintendo era antigo e os dois já haviam zerado todos os jogos, mas Sehun insistia sempre em repetir aquilo como se fosse um ritual secreto dos dois garotos. 

Estava sentado ao seu lado com a mão suja de salgadinho e um copo com coca-cola quente. Parecia um dejavú, pois já tinha vivido aquela cena milhares e milhares de vezes. Passou praticamente todas suas tardes  daquele jeito, naquele quarto jogando com Sehun. Porém não se cansava, aqueles pequenos momentos eram a mais genuína felicidade e se pudesse pararia o tempo apenas para viver mais um pouco daquilo.

E então sua atenção começou a se voltar para o loiro ao perceber como ficava concentrado com os olhos fixos na tela e a boca entreaberta. Sentiu um impulso enorme de beijá-lo, porém não era nem louco de concretizar aquilo e teve de se contentar com apenas a fantasia em sua cabeça.

– Ei Sehun – Falou chamando a atenção do amigo.

– O quê? – Respondeu ainda sem tirar os olhos do jogo.

– Você já se apaixonou? – Perguntou com o estômago revirando.

– Sei lá, acho que sim – Respondeu tentando não se importar, porém era perceptível sua hesitação na voz.

Zitao murmurou apenas um “Hum” em resposta e desviou a atenção do amigo, tinha quase certeza que ele daria aquela resposta, mas algo em seu interior esperava uma resposta diferente.

– E você? – O coreano perguntou de volta.

– Já... Na verdade acho que estou apaixonado agora.

– Sei... Por quem? – A pergunta o pegou de surpresa.

Zitao queria falar, ele queria mais do que tudo no mundo explicitar o quanto ele gostava de Sehun e que era um gostar que ultrapassava a barreira da amizade. Ficou nervoso, não sabia o que responder, o mais correto a se fazer naquele instante era mentir e então abafar aquele assunto esquisito, mas sentia que se continuasse escondendo aquilo, iria falecer engasgado em seus próprios sentimentos.

– É uma pessoa que eu conheço há um tempo... – As palmas das mãos suavam.

– Eu conheço?

– Melhor que ninguém.

O loiro ficou em silêncio, aquela era uma informação um tanto quanto curiosa, pois não conseguia pensar em ninguém que conhecesse tão bem quanto o chinês dizia.

– Kim Eunji? – Perguntou risonho.

– Ah vai se foder Sehun – Zitao usou novamente seu dialeto.

– Calma ‘tô brincando – Riu – Eu... Não sei, fora você não há ninguém que eu conheça realmente, sabe? Você é a pessoa mais próxima de mim, eu te conheço tão bem quanto... Eu? – E então sua expressão mudou.

O peito de Zitao já explodia como fogos de artifício, podia ouvir o coração bater forte e o sangue correr para os ouvidos. Era aquele o momento, era Sehun descobrindo sobre como ele se sentia durante tanto tempo, era ele descobrindo sobre seu amor.

O loiro pausou o jogo e ficou em silêncio por alguns estantes, a franja caía sobre os olhos e o chinês não tinha como adivinhar o que ele estava pensando e era justamente esse suspense que o deixava ainda mais apreensivo.

Então o sorriso mais bonito e sincero que Zitao havia visto em toda sua vida surgiu no rosto do amigo. Sehun sorria e ele era tão lindo que chegava a doer a visão. Seus olhinhos se fechando e o rosto completamente vermelho, era uma cena e tanto e se possível o moreno a emolduraria e guardaria aquilo para todo sempre.

– Eu também... – Sehun falou baixinho, quase inaudível.

– O quê? – Perguntou nervoso.

– Eu também estou apaixonado por você.

Então os olhos se encontraram, ambos os garotos sorriam e tudo que se podia ouvir no cômodo era o som de dois corações batendo forte. E quando sentiu a mão suada de Sehun pousar sobre a sua, Zitao soube naquele momento que estariam juntos para sempre.


Notas Finais


É isso ♡ digam oq acharam o3o


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