História Vienna - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~OffSongs

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Cora Mills, Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills, Swan Queen, Zelena Mills
Visualizações 54
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi mulheres, tudo bem??? Espero que sim. Eu fiquei literalmente O DIA INTEIRO escrevendo, a Amanda me deu umas ideias e até escreveu um pouco, então eu espero que vocês gostem porque eu não acho que temos cabeça pra escrever nem mais uma palavra hoje, principalmente eu que tinha escrito mais quatro paginas do word depois de uma certa parte da fanfic e perdi tudo, tendo que começar de novo.
As musicas do capitulo talvez não faça sentido, mas foi as musicas que eu ouvi enquanto eu estava revisando, então vocês que gostam de ouvir com musica, podem escolher a que voces quiserem mesmo, só a ultima musica que eu queria que voces ouvissem.
O nome da peça da Emma não mudou nada alem do PT pro Ingles, é que eu e a Amanda ficamos preocupadas de entrar na categoria plagio, visto que é baseado em uma peça real.
Enfim, boa leitura e qualquer coisa manda mensagem! A playlist no spotify chama Viena e vocês podem encontrar no meu spotify: brunasfsantos. Leiam as notas finais e é nois!

Capítulo 2 - This Town


Let Her Go – Passenger

Minha presença no teatro começou cedo, levando em conta que eu ainda era uma adolescente e meu contato diretamente com a arte era mínimo. Apesar de morar em New Westminster, fui nascida e criada em Vancouver, onde o único porém para se fazer teatro era a vontade e o amor. Talento conta, é claro, afinal não poderíamos desenvolver tão bem uma atividade sem talento, mas o amor pela arte e a vontade de aprimorar e me aprofundar em tudo que engloba esse universo sempre fora o principal motivo para que eu me envolvesse tanto.

 O meu primeiro contato com teatro foi na escola. Minha mãe, Mary Margareth Blanchard, que também foi minha professora no primário, introduziu-me a uma peça infantil e clichê de Alice no País das Maravilhas¹, sendo eu, Alice. Meus dias se resumiam a chegar da escola, almoçar, fazer minhas tarefas para casa e assistir filmes que se tratavam da peça para que eu tivesse uma noção de como interpretar Alice. Fisicamente, eu era idêntica à personagem da Disney, então isso facilitou para que minha personagem fosse ainda mais desenvolvida. Apesar de ter sido um espetáculo infantil, eu estava muito animada e levando tudo muito a sério. Minha mãe, quando estava em casa, me ajudava a decorar os textos e a estudar as músicas para a apresentação, que não estava distante. Eu repetia os movimentos que Alice fazia nos filmes e incluía nas minhas falas conforme eu ia decorando o texto. Nos fins de semana, eu chamava minhas amigas da escola para minha casa e enquanto elas estavam ocupadas brincando com bonecas e coisas do tipo no jardim, eu estava treinando minhas falas e rodopiando por ali, ensaiando e parando apenas quando alguma delas me chamava e reclamava que eu não estava lhes dando atenção. Nesta época, minha leitura não era desenvolvida, julgando que eu estava no jardim de infância e minha alfabetização, apesar de ter uma mãe professora, não era melhor do que o resto da classe. Minha mãe nunca me ensinou nada antes de ensinar para todos os outros alunos, ela me ajudava a entender e tirava minhas duvidas em casa quando eu estava com muita dificuldade, criando assim um respeito maior e fazendo com que eu fosse uma boa aluna, mas nunca com a intenção de ser melhor do que alguém. Ela estava encantada com o meu envolvimento com a peça, e apesar de ter sido escolhida para viver Alice, eu sabia que não teria sido apenas por eu ser filha dela, eu era realmente idêntica à personagem e tinha a mesma leveza e sensibilidade que ela.

No dia do espetáculo, em questão, eu estava tão animada e ansiosa que se não fosse minha mãe, eu teria esquecido tudo que era necessário levar para uma apresentação, mesmo sendo infantil. Minha mãe não era nenhuma especialista em teatro, mas sabia o básico para nos ajudar com a concentração necessária em cena e nos acalmar antes do espetáculo, visto que éramos crianças e nossa animação crescia quando estávamos todos juntos, resultando um falatório infinito, risadas altas e correria pelo palco.  No final da peça, eu chorava e ria ao mesmo tempo, feliz com o resultado e com os aplausos no final da ultima cena. Todos nós estávamos ainda mais animados, a adrenalina tinha dado lugar a calmaria do começo e no final nos já estávamos todos saltitando e querendo comentar tudo o que tinha acontecido durante a peça e que nós não tínhamos ideia de que causaria um efeito tão positivo no publico, que era nossas famílias e amigos, que estavam tão animados quanto a gente. Eu estava orgulhosa de mim mesma e feliz por ter me dedicado tanto e ter feito uma personagem que eu amava se transformar em alguém real, vivido e desenvolvido por mim. Durante a peça, mamãe tinha deixado os bastidores e ido para a platéia se juntar ao meu pai, ela sempre nos deixou livre para explorar nosso lado imaginativo e seu papel como “diretora” era apenas para ajudar com algumas idéias e tirar nossas duvidas. Enquanto eu observava meus pais na platéia, batendo palma e chorando, eu abraçava meus amigos que estavam tão animados e felizes quanto eu. Nossos familiares nos olhavam emocionados, sorrindo e gritando coisas do tipo “você é meu orgulho”, e eu sentia que era isso que eu queria, que meus pais se orgulhassem de mim e se emocionassem com todos os meus feitos. Neste dia, eu decidi que teatro estaria sempre na minha vida, e que eu sempre orgulharia meus pais.

Desde então, meu interesse por teatro foi crescendo e por Vancouver ser a Hollywood canadense, atores circulam livremente por lá nos dando a chance de um contato maior com os mesmos e seus trabalhos. Vancouver é focado em filmagens de filmes e seriados e apesar de adorar essa área, minha verdadeira paixão é o teatro musical, sou completamente apaixonada pela Broadway e tudo que a rodeia. Eu continuei no teatro ao lado de August, que tinha feito a Red Queen junto comigo em Alice in Wonderland, e tinha ficado tão fascinado por teatro quanto eu.

You - The Pretty Reckless

Mary sempre foi uma mulher liberal, quando August chegou para fazer o teste para a Red Queen², ela se surpreendeu com a vontade dele, mas não o impediu. Algo do tipo nunca tinha acontecido com ela, um garoto nunca tinha feito teste para “uma personagem feminina” e isso a deixara surpresa, mas ela sempre acreditou que as pessoas eram livres para serem elas mesmas. Meu amigo, em questão, ganhou o papel como Red Queen e continuou no meu ciclo de amizade desde aquele momento. Eu me identificava com ele em todos os aspectos, éramos como carne e unha e ele sabia de todas as minhas vontades, assim como eu sabia de todas as vontades dele. Quando ainda éramos crianças, nós fizemos algumas oficinas avulsas que foram arranjadas pela minha mãe para nos ajudar a manter contato com o teatro sem interferir na nossa vida escolar. Crescemos juntos e nossa vida acadêmica foi ficando cada vez mais séria, mas nunca diminuindo nosso contato a ponto de ficarmos sem nos ver por vários dias. O meu primeiro interesse romântico foi uma garota, ele estava comigo e acompanhou tudo de perto, desde os meus pequenos surtos e medos, as reações que a garota em questão me causava. Eu tinha 14 anos e o único casal com quem eu tinha contato era meus pais, que aparentavam ser o que as pessoas chamavam de “alma gêmea”. Antes dela, eu nunca tive interesse nenhum em outras pessoas. Minhas outras amigas, nesta época, já tinham dado o primeiro beijo e já tinham seu primeiro interesse, enquanto eu me sentia cada dia mais diferente e achava que talvez aquilo nunca aconteceria comigo, mas aconteceu. Meu medo por estar apaixonada por uma garota era grande, e se não fosse August para me ajudar e ficar comigo durante todo o tempo que eu tive medo, eu nunca teria coragem de contar para meus pais o que estava acontecendo. Minha mãe conversou bastante comigo e me deu todo o apoio que eu precisava, e apesar do meu pai não ter se envolvido tanto, ele mostrou que estaria do meu lado e assim como minha mãe, me apoiaria em tudo.

A garota se chamava Alexandra³, e logo eu tratei de seguir os conselhos de August e a chamei para sair. Logo, passamos a sair todos os fins de semana e nos encontrávamos na escola, mas não passava de uma troca de olhares e sorrisos tímidos, visto que não éramos da mesma sala e nosso núcleo de amigos era diferente. Trocávamos mensagens o dia todo, gostávamos das mesmas coisas e nunca tínhamos dificuldade com assuntos, tudo fluía de uma maneira sincera e natural, fazendo com que meu interesse por ela crescesse e eu ficasse sem ação toda vez que saíamos juntas. Nos íamos ao cinema sempre que um filme novo que nós duas queríamos ver estava em cartaz, ou talvez um filme que ela estava maluca para ver e eu nem tanto, mas eu iria apenas para fazê-la companhia e ria bastante quando o filme não era tão bom quanto ela achava que seria. Alex me fazia extremamente bem, e eu sentia que eu a fazia bem no mesmo nível. Em uma de nossas idas ao cinema, eu tomei a iniciativa de beijá-la. Estávamos do lado de fora, afastadas do público que saia da sessão, esperando nossos pais e facilitando para que eles nos vissem ali e nos levassem para casa. Enquanto ficávamos ali, ela ria de algo idiota que eu tinha falado e eu a olhava encantada, aquela garota estava mexendo comigo e eu não conseguia mais controlar o meu encantamento por ela, então eu fiz o que eu mais temia, me aproximei dela e em um impulso, a beijei. No primeiro momento, Alex não retribuiu e o medo dominou meu corpo, eu não conseguia me mexer e muito menos encará-la, até que ela me surpreende e me beija de volta, me deixando totalmente sem graça e feliz. Logo os pais de Alex chegaram e nós não tivemos chances de falar sobre o ocorrido. Marcamos de nos encontrarmos de novo várias e várias vezes, nosso pequeno relacionamento foi ficando mais sério e ela visitava a minha casa, visto que August e meus pais sabiam, então sempre jantávamos juntos e depois saíamos para alguma festa, ou apenas saíamos de casa para um lugar qualquer, apenas para nos encontrar. O pior dia da minha vida foi quando a mãe da Alex descobriu e tratou logo de nos afastar, levando-a para outra cidade e acabando com o contato que nós tínhamos. Quando ela foi embora, eu passei por uma fase dolorosa e não tê-la por perto me machucou muito, eu fiquei um bom tempo sem me interessar por ninguém e achava que iria morrer, que ela era o amor da minha vida e que, caso não a encontrasse novamente, minha vida não seria mais a mesma. Eu contei muito com a ajuda dos meus pais e do meu amigo nesta época, e quando August começou namorar também, ele nunca me deixou sozinha. Quando nos formamos na escola, nós dois fizemos faculdade de Artes Cênicas e eu arrumei um emprego como ajudante de veterinária para ajudar com os custos da faculdade, assim como August também arrumou um trabalho. Meses depois de nos formar, conseguimos participar de um curso preparatório que um grupo popular de Vancouver estava oferecendo, onde aqueles que conseguissem passar no teste se juntariam ao grupo e trabalhariam com cachê fixo, fazendo trabalhos não só com a atuação, mas com direção e produção também. Nos preparamos muito durante meses, frequentamos todos os dias do curso e no período que nos encontrávamos, que acabou reduzindo conforme nossas responsabilidades foram aumentando, trocavamos informações e nos ajudávamos mutuamente. Quando concluímos o curso, tivemos uma semana para a preparação de um monologo e de uma musica de qualquer espetáculo musical da Broadway. Fizemos a nossa apresentação e recebemos a noticia que fomos aceitos no grupo e já tínhamos personagens no novo espetáculo.

This Town - Niall Horan

O espetáculo “Us” esta marcado para estrear na semana que vem em Viena, na Áustria, e eu não poderia estar mais ansiosa. Por ser descendente de alemãs, apaixonada por história e, por conta do teatro, amar todo tipo de arte, eu mal podia esperar para desembarcar na capital austríaca e absorver toda a cultura da cidade, indo desde as apresentações de ópera até a arquitetura da cidade. Meus pais iriam comigo para a primeira apresentação, mas voltariam logo no domingo visto que eles tinham trabalho na segunda e não poderiam parar a própria vida para me acompanhar em todas as minhas apresentações.

Minha semana se resumiu em arrumar tudo que eu tinha que levar e na quarta-feira nós já embarcamos. A apresentação seria no final de semana, mas nós tínhamos que avaliar o local da apresentação, conhecer o palco em que estaríamos nos apresentando, fazer passagem de iluminação e som, visto que a sonoplastia seria ao vivo e se não treinado no local, poderia atrapalhar a dicção e o entendimento do publico. Ficaríamos uma semana naquela cidade, que no primeiro contato já tinha roubado toda a minha atenção. Iríamos ficar em um hotel nos primeiros dias, até cada um conseguir arrumar um apartamento e talvez até dividi-lo, como eu e August planejamos fazer. Passaríamos um bom tempo em Viena e pagar um hotel ali não era barato, seria mais vantajoso se dividíssemos todas as contas do apartamento e vivêssemos ali até que nossa estadia terminasse.

      Chegamos à Áustria faltando apenas dois dias para a apresentação e meu nervosismo estava à flor da pele, afinal eu faria Stephanie*, uma moça que teve que se prostituir para conseguir se sobreviver em Manhattann e não ter que voltar para a casa dos pais. O espetáculo conta a história de sete amigos que partilham angustias e esperanças, “Us” é uma peça que faz as pessoas pensarem a respeito da própria vida, pois lida com a violência, intolerância e convivência com as diferenças, que são problemas reais do mundo atual. Apesar de não ser um musical como eu desejava, “Us” me interessou bastante e estou o meu melhor no processo de me transformar em Stephanie. O legal de fazer personagens como, por exemplo, uma prostituta, é o desafio. Eu e Stephanie Morgan não temos nada em comum além da cabeleira loira, então eu tive que me desdobrar e pesquisar muito antes de criar a minha personagem, buscando passar verdade para o publico que iria me assistir. Stephanie era o meu primeiro papel dentro da Cia, o que aumentou minha responsabilidade e minha vontade de mostrar o meu trabalho. Conforme o dia da estréia ia se aproximando, eu ficava cada vez mais ansiosa e animada. Caso desse tudo certo no dia da apresentação, eu não precisaria mais passar o dia inteiro no teatro e poderia, finalmente, sair para conhecer a cidade. Viena é uma cidade esplendida, cheia de arte por toda parte e eu estava ansiosa para explorá-la, mas no meio da preparação para a estréia eu não tinha tempo para nada.  Eu queria usufruir o maximo dessa experiência incrível que apenas o teatro poderia me proporcionar, eu estava livre e pronta para vivenciar tudo que aqueles quatro meses estava preparando para mim e eu não fazia ideia do que era.


Notas Finais


Já pedindo desculpas pelos erros, vou logo para as explicações e referencias.
¹: A ideia da peça ser Alice in Wonderland, surgiu de um filme MARAVILHOSO que eu assisti chamado Phoebe in Wonderland, onde a menina (interpretada pela Elle Fanning) faz essa peça. Eu só consigo imaginar a Jennifer criança fazendo esse filme e confesso que lagrimas ocorrem... Inclusive recomendo que assistam o filme, mas não vou ser a louca das recomendações (mas caso assistam me chamem pra falar sobre pois não consigo me controlar).
²: No filme, é um menino que interpreta a Red Queen. Eu não queria dar spoiler, então vai ser a unica coisa que vou falar quem ver o filme vai ver como o assunto é muito bem tratado. PISA MENOS PHOEBE IN WONDERLAND.
³: A namorada da Emma chamar Alexandra foi uma coisa louca que aconteceu e que depois eu explico, mas foi MUITO DOIDO e estou absurdada até agora.
*: A Stephanie citada é baseada na personagem da Jennifer em The End of Longing.

Como sempre, falei demais. Qualquer coisa chama a gente no twitter: @stanakatc e @offsongs. Os dois primeiros capítulos foram mesmo só introdução das personagens, mas no proximo tem swan queen! Beijos e tchau.


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