História Vier Monde - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~Lhhy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jimin, Jikook, Kookmin, Mondé, Namjin, Top!jungkook, Universo Mágico, Universo Mitológico, Vhope, Vier
Exibições 1.037
Palavras 4.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


QUEM VEM VOS FALAR É A PRÓPRIA BULLSHITO CAMILLE DESEJANDO A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO FODENDO 2K17!
Estou festiva, me julguem. SÓ QUERIA SOAR ANIMADA PRA VOCÊS NÃO NOS MATAREM PELO MÊS DE ATRASO, BICHO!!!!!! UM MÊS FOI DEMAIS, A GENTE ADMITE E PEDE MUITO MUITO PERDÃO, SÉRIO!
Mas também queremos agradecer aos 500 favoritos!!!!!!!!!!!!! A gente NUNCA imaginou que chegaria tão longe, muito menos que vocês realmente gostariam e nos apoiariam tanto nessa jornada maravilhosa que tá sendo escrever Vier Monde, sério, obrigada meus amores!!!! A gente é muito grata E POR ISSO nós queríamos deixar aqui que seria interessante vocês estarem pelo site no dia primeiro lá pelas 00:07, viu? só comentando que pode acabar aparecendo algo por ai e...
Boa leitura!

Capítulo 13 - Perigo


Fanfic / Fanfiction Vier Monde - Capítulo 13 - Perigo

Já era a terceira crise de espirros que passava naquela tarde. Na verdade nem sabia dos princípios que poderiam ter o levado àquele resfriado insuportável, no entanto estava ali, com o nariz congestionado e corizando, totalmente indisposto e com a temperatura corporal voltando ao normal de maneira gradativa. Sentia-se um pouco culpado, pois naquele dia Jimin havia acordado indiscutivelmente alegre para ir à floresta respirar ar puro e ter uma boa conversa com Hoseok e por sua causa os planos acabaram mudando drasticamente.

Outro guarda deveria ter ido em seu lugar assim que contatou seu chefe, consequentemente lhe deixando à mercê um dia inteiro de cama, isso se não terminasse ficando mais um ou dois no mesmo estado. Jeongguk detestava adoecer e permanecer naquela posição impotente, dependente de outras pessoas já que estava fraco para ficar andando para lá e pra cá.

Lembrava-se até mesmo das broncas de seu pai quando discutia sobre seu anseio de brincar no condomínio com seus amigos e o homem mandava-lhe ficar quieto tomando chás, medicamentos e sopas. Àquela altura entendia que tudo era para o seu bem, por que na época parecia tão errado e chato? O pensamento de uma criança realmente parecia muito ingrato…

Dias haviam se passado desde o incidente de sua prima surgir em seu apartamento e conturbar o seu relacionamento com a ninfa. Quer dizer, no final pareceu que não foi uma bagunça tão ruim, pois os aproximou de uma forma inexplicável. Jeongguk havia até mesmo basicamente confessado seus sentimentos, e sabe-se lá se isso teria acontecido se não houvesse todos aqueles acontecimentos?

Acabou sorrindo bobo com seus devaneios, isto é, até uma tosse irritante chegar e atrapalhar seu momento reflexivo.

— Você não se sente melhor em nada, Kookie? — quem perguntara não era nada menos do que o próprio espírito da floresta, daquele jeito característico, manhoso. Ele quis ficar consigo de qualquer maneira, e isso foi até surpreendente visando o amor que sentia pelo bosque. Bem cedinho Jin apareceu e pelo que pôde ouvir, ensinara Jimin a preparar coisas que lhe fizessem melhor além de indicar medicamentos para febre. Seokjin era realmente um ótimo amigo.

— Eu estou melhor, bom, um pouco melhor na verdade. — sentou-se sobre o colchão, Jimin rapidamente se aproximou para ajudar a ajeitar o travesseiro atrás de suas costas. — Obrigado, Jiminnie, mas você não precisa…

— Claro que preciso, Kookie-ah. — um bico formou-se nos lábios do ruivo alaranjado, Jeongguk segurava o riso para que ele não ficasse ainda mais “bravo”. — Você já fez tanto por mim… Me deixe te ajudar agora que posso.

O mais baixo sentou-se na cama, bem ao lado do corpo do guarda-florestal. Uma de suas mãos pequenas tocou a alheia e ele sorriu, estava tão preocupado com Jeongguk que sentia que seu coração poderia parar de bater a qualquer instante. Durante a madrugada passada Jimin havia presenciado Jeon se debatendo, suando frio e murmurando coisas que não entendia, mas que o mostravam o quanto ele não estava bem. Forçou o moreno a ligar para Jin logo na manhã seguinte, sabia que ele tentaria ir ao trabalho ou, no mínimo, cuidar-se sozinho. Poderia ser uma ninfa, porém isso não escondia o fato do quão teimoso Jungkook poderia ser.

Park então levou a mão até a testa do moreno, checando a temperatura dele enquanto tentava se lembrar do que Jin havia dito sobre o que significava estar muito quente ou muito frio. O adoecido, por sua vez, simplesmente achou fofo, acabando por ficar rindo do mais baixo até que os olhos se encontraram, podendo assim roubar um beijo rápido dele.

— Tudo bem então… — Jeongguk só então o respondeu, sorrindo. — Onde Jin-hyung está?

A ninfa preparava-se para responder, ainda meio tímida e envergonhada com o modo como as coisas andavam entre eles quando o rapaz entrou com uma bandeja em mãos e um sorriso amigável no rosto, parecia satisfeito com o que trazia.

— Estou aqui e a sua sopa também. — alegou, colocando a bandeja sobre o colo do mais alto entre eles.

— Hyung… Sopa? Ah… Não tem um daqueles remédios horríveis? — choramingou. Jeongguk não era o fã número um de sopas, nem o dois, nem fã ao menos era. — Isso não enche estômago de ninguém.

— Como dizem por aí: é o que temos para hoje. — deu de ombros, sorrindo para Jimin. — Você pode ficar encarregado de verificar se ele comeu tudo, Jimin-ah? Eu precisarei sair agora.

O alaranjado sorriu, assentindo freneticamente.

— Onde você vai, omma? — a ninfa perguntou sem pensar, encarando a tigela onde Jeongguk brincava com a colher.

— Namjoonie me mandou uma mensagem dizendo que precisa me ver, que quer conversar e que tem uma surpresa. — ele suspirou, Jeongguk levantou o olhar no mesmo instante. — Então eu não sei se voltarei ainda hoje, mas o Kook tem meu número qualquer coisa, certo Chim? Me ligue se precisar então, não deixe ele levantar da cama.

Novamente assentiu, fazendo uma lista mental de deveres.

Estava encarregado de cuidar de Jeongguk e, de forma fofa, sentia-se animado. Era a primeira vez que poderia realmente retribuir todos os favores que o mais alto fizera por si desde que o encontrara. E, mesmo que continuasse sendo eternamente grato, poderia sentir-se melhor quanto a tudo após aquilo.

— Se divirta lá, hyung. — o guarda-florestal respondeu o amigo.

Ajeitou seu corpo sobre o colchão enquanto via Jin saindo pela porta, não entendia ao certo o motivo pelo qual ele não estava animado com a notícia. Isto é, ele estava indo encontrar Namjoon, eles conversariam e ficariam juntos, além de uma surpresa vinda do mais novo, isso não era bom? Não fazia sentido. Mas deixaria para questionar Jin quando o mesmo voltasse, afinal, teria uma ideia de qual fora a surpresa e até lá poderia ficar um pouco mais com Jimin que, por culpa das transições de suas Luas, ficava sempre bagunçado.

Jimin havia seguido o mais velho até a saída do apartamento e, enquanto isso, Jeongguk deixava a bandeja sobre o criado-mudo ao lado de sua cama. Não queria sopa, não gostava de sopa. Estava doente, mas não estava morrendo… aguentaria sem ter que tomar aquilo. Voltou a deitar e cobriu-se até a cabeça, escondendo até o último fio de cabelo enquanto segurava o riso, ouvindo o barulho da porta do quarto sendo aberta.

— Kook-ah…? — ele falou baixinho. — Jin-hyung disse que você precisa tomar a sopa… Não pode dormir antes de tomar a sopa, Kook…

A ninfa se aproximava da cama com cautela, temia acordar o mais alto e assustá-lo. Na verdade, Jeongguk apenas estava esperando sentir o ruivo perto o suficiente para puxá-lo para a cama, afinal, não queria tomar aquela sopa nem morto, apenas queria aproveitar a companhia do Park sem ninguém os atrapalhando.

Quando uma das mãos do baixinho tocaram o cobertor sobre a cabeça de Jeon e o puxou, Jeongguk prontamente empurrou o tecido com os pés, abraçando a cintura de Jimin para então jogá-lo no colchão. Não conseguiu conter seu sorriso satisfeito com a reação assustada que ele teve, acabando por simplesmente enchê-lo de cócegas na barriga e embaixo dos braços. Jimin se encolhia, os lábios mal conseguiam conter as risadas altas e sôfregas que saíam desesperadas enquanto as mãos pequenas tentavam afastar as grandes do guarda-florestal. Nunca havia recebido algo como aquilo, mas, apesar de tudo, era algo divertido. A falta de ar o fazia sentir algumas borboletas no estômago, talvez até por culpa da grande proximidade que tinha com Jeongguk naquele momento. Então a ninfa tentou rolar para o lado oposto do moreno, mas o mesmo era forte e o puxou de volta, fazendo com que Jimin acabasse sobre o seu corpo.

O ar de ambos se fazia rarefeito, mas não conseguiam parar de sorrir. Jimin nunca havia recebido aquilo: cócegas. Jeongguk nunca havia o visto sorrir tanto, era lindo.

— Isso foi... divertido… — o alaranjado falou entre suspiros, risonho.

— Taehyung diria ser tortura. — o moreno respondeu, suas mãos subiam instintivamente até a cintura do mais baixo.

— Como é o nome disso, Kookie? — Jimin ajeitou uma perna de cada lado do corpo alheio, era tão confortável ficar perto de Jeongguk, deitou seu rosto no ombro do mesmo.

— Nós chamamos de cócegas, Jiminnie. — subiu mais as mãos, começando levemente os mesmos movimentos. — É quando nós fazemos alguém rir, tá vendo?

O espírito da floresta soltou mais algumas gargalhadas, seu rosto estava muito próximo do alheio, mas nem ao menos percebia. Suas mãos apertavam de leve os ombros alheios enquanto sorria e suspirava, tentando controlar as risadas escandalosas que teimavam sair de dentro de si.

— Chega, chega! — pedia, entre gargalhadas. Ele ergueu seu tronco, colocando suas mãos acima das do outro, tentando pará-lo de alguma forma.

E, surtindo efeitos, respirou fundo enquanto olhava-o de onde estava. Resquícios de risos ainda predominavam o seu rosto inteiro, contudo, aos poucos, os dois voltavam ao normal e conforme isso acontecia, o contato visual parecia cada vez mais forte. Subitamente, foi como se todos os sentidos fossem aflorados e Jimin sentisse algo diferente da maneira que estavam. Vagarosamente foi soltando as mãos de Jeongguk, fazendo com que as mesmas deslizassem pelas laterais de seu corpo, como uma carícia que lhe deixasse nervoso.

Viu que o homem abaixo que si era perfeito de todas as maneiras, até mesmo com aquela expressão gripada, com um nariz vermelhinho. Seu coração disparava com os pensamentos que vinham e vinham, todos direcionados ou sobre aquele ser humano. Era como se fossem tão próximos que os olhares se transformavam em uma forma de diálogo.

E Jeongguk não pensava diferente disso. Admirava a beleza que o ser mágico possuía, e cada vez mais achava que ele ainda exercia algum feitiço sobre si. Os olhos cinzentos brilhavam enquanto lhe observava, fazendo um suspiro de contemplação escapar por seus lábios. Não conseguia superar aqueles orbes fitando-lhe daquela forma. Em pouco tempo sentiu os dígitos alheios tocarem o seu rosto suavemente, e apreciou o carinho, sorrindo curto para ele.

— Sabe o que eu queria muito nesse exato momento? — o moreno murmurou, abrindo seus olhos devagar, tocando sutilmente a coxa coberta pelo tecido fino do short que o alaranjado usava.

— O que? — Jimin, portanto, sussurrou.

— Um beijo. — respondeu no mesmo tom. — Mas não quero que você pegue um resfriado também. Sabe, você pode ficar igual a mim ficando tão próximo, imagine se…

Dessa maneira, o dono de fios escuros sequer teve tempo para finalizar a sua frase, já que uma boca calara a sua com um toque carinhoso e lento. A vontade de Jeongguk aprofundar aquilo em um segundo fora alta demais, contudo não queria arriscar deixá-lo mal por seus atos. Esperou que o outro afastasse-se brevemente, correspondendo aquele sorriso bobo que lhe era oferecido.

— Só um não deve fazer mal, afinal isso é tão bom…

Logo, o guarda riu nasalado, concordando com a ninfa. Fitou seu corpo novamente, e em um minuto muito certeiro percebeu como aquela posição poderia soar sugestiva em sua mente, afinal o pequeno estava sentado sobre seu quadril sem quaisquer preocupações. Rapidamente balançou a cabeça, indicando que o outro deitasse ao seu lado, sendo prontamente atendido. Daquele jeito era, sem dúvidas, melhor. Mais seguro.

— Sabe, Kook-ah, Hobi Hyung comentou que eu lembrava uma fada dos livros do Tae. Você acha que eu me pareço com uma? — o menor indagou abruptamente, surpreendendo o mais alto, que imediatamente olhou sua face como se avaliassem-o antes de responder.

— Hm… Eu acho que você lembra sim. — começou, virando-se rapidamente para o lado contrário, tossindo poucas vezes. — Mas talvez por levar em consideração o seu jeito, a sua bondade, a inocência. — ele dizia daquela forma mesmo que soubesse que não eram todas as fadas que eram gentis e cheias de boas ações, porém aquilo era como um todo, também não eram todos os humanos que eram bons, por exemplo. — Acho que posso falar sobre a sua beleza também…

O baixinho desviou os olhos dele assim que o mesmo terminou de falar. O tom de voz que o maior utilizava mexia consigo, e falando aquele tipo de coisa somente agravava as coisas. Sentia seu rosto esquentar-se um pouco. Foi quando um impulso dentro de seu âmago fizera-lhe encarar novamente o guarda-florestal, proferindo aquelas palavras que pareceram agradar grandiosamente Jeongguk no momento:

Você pode até dizer que eu pareço uma fada… Mas, para mim, você é a floresta inteira.

 

[...]

 

— Certo, agora que o problema todo foi contado nos resta achar uma solução. — Yoongi dizia enquanto ajeitava-se no sofá de sua sala de estar. Ao seu lado estava Kim Taehyung, e à sua frente situavam mais dois rapazes cujos praticamente não se olhavam. — Alguém arrisca algum palpite?

Taehyung ergueu a mão, o sorriso demonstrando o quanto estava animado. Só que não fazia muito sentido ele estar animado daquele jeito, principalmente porque o assunto, naquele momento, era sobre as desavenças que estavam acontecendo entre Jin e Namjoon. O dono de fios rosados, Yoongi, suspirou alto, seus olhos pouco abertos indicando o sono que sentia.

— Diga, Tae. — encorajou o amigo a falar, sabendo que poderia se arrepender logo depois. Afinal, que ideias aquele ser poderia ter tão cedo?

— Eu só acho uma besteira tudo isso. — ele soltou no ar, vendo os amigos o olharem levemente surpreso. — Quer dizer, gente, pensem bem em tudo o que vocês me falaram. Jin-hyung e Nam-hyung tiveram um encontro, certo? E nesse encontro, que por sinal foi muito romântico e eu quero dicas de como fazer um, o Namjoon-hyung deu de presente a chave do apartamento dele para você, Jin-ah. E ainda te convidou para morar com ele! Eu ainda não consigo entender a fonte do problema, sério. Isso deveria ser algo bom, não?

Namjoon, que estava sentado em uma das pontas do sofá ergueu os braços, comemorando que pelo menos alguém entendeu o que ele quis fazer com tudo aquilo. Isto é, entregar a chave de seu apartamento para Seokjin significava que ele gostava do relacionamento que tinham e por que não aprofundar mais as coisas? Taehyung entendia totalmente o lado dele.

— Mas você não acha que tá tudo indo rápido demais? — Jin perguntou baixinho, querendo que Taehyung escutasse, mas Namjoon não. Tinha medo de magoar os sentimentos do outro. — Tipo… morar juntos é meio sério demais, não? Quando meus pais vierem para cá eu teria que apresentar a nossa casa e… eu não sei, eu tenho medo. A gente vai conseguir se sustentar direito? A gente não é muito novo ainda?

Namjoon se aproximou minimamente do mais velho, ele sabia que Jin não fazia aquilo por mal. Afinal, se o outro não estivesse feliz no relacionamento, claramente ele terminaria tudo, tinha certeza disso. Mas, de qualquer modo, não achava cedo demais para morarem juntos. Não quando sabia que o que sentia pelo outro era genuíno e intenso.

— Eu sei que parece tudo muito absurdo, mas nós poderíamos dividir as despesas juntos, além de ser muito mais fácil assim, eu acho… — ele comentou. — Mas se você não quiser, não tem problema, Jin.

— Hyung, se vocês tivessem condições concretas de se sustentarem juntos e seus pais aceitassem tudo, você ainda pensaria em não morar com o Namjoon por culpa de ser “cedo” demais? — Yoongi questionou, não queria que o casal discutisse.

O mais velho entre eles então olhou para o namorado, seguindo seu olhar até os dois amigos presentes, por fim abaixando a cabeça. Aquilo tudo era confuso demais para si, principalmente porque ele não queria estragar as coisas com o outro Kim. Quer dizer, morar junto era um enorme passo, Namjoon teria de aguentá-lo o dia todo todos os dias. Não sabia se estava preparado para aquilo, não sabia se ele estava preparado para aquilo… Não queria que acabassem separados por culpa daquilo, no final das contas.

— Não… Eu aceitaria. Mas eu tenho medo de que essa proximidade nos faça enjoar mais rápido um do outro. — fora a vez de Jin se aproximar minimamente do outro, seu olhar demonstrava toda a preocupação que sentia. — Sei lá, isso não é tão estranho, podemos ver que existem vários casais por aí que acabam indo morar juntos e se separam pelo relacionamento cair na rotina ou por causa da convivência ser incompatível… Vocês não podem me julgar por isso.

Todos presentes acabaram contendo o suspiro audível que dariam. O de cabelos avermelhados coçara sua nuca e expressava seu sentimento quanto a discussão quase que desnecessária que ocorria sem prévia de término em seu rosto. Seu pensamento era assim tão simplista que não conseguia concordar com os de Jin? Ou sua mente ainda era nova demais para compreendê-lo? Os dois trabalhavam, eles tinham condição de ao menos tentar. Acabou checando o horário no aparelho celular, constatando que ainda haviam minutos para as tentativas de fazer aquele casal se acertar.

— Tudo bem, Hyung, eu acho que consigo entender você, e de forma alguma quero tentar forçar para que concorde com algo que eu pense. — o de pele mais pálida voltou a falar, agora sentindo seu bichinho felpudo achegar-se em suas pernas. — Mas vocês estão juntos há mais de dois anos e vira e mexe vocês estão um na casa do outro, morar junto só vai oficializar ainda mais o que vocês têm. Acho que esse seu último medo pode ser amenizado um pouco.

— Já estou vendo na onde essa conversa vai parar… Vocês não conseguem ver mesmo o meu lado, não é? — Jin acabou elevando um pouco a sua voz, pondo-se emburrado onde estava. E, bem, aquilo de certa forma acabou atingindo aquele de fios esverdeados já tão bem desbotados.

— Acho melhor a gente parar com isso, ele não quer. Não adianta forçar algo que seria para ser aceito com tão bom grado.

— Ah, não! Vocês são o casal número um da nossa rodinha. — Taehyung insistiu, olhando por um momento o garoto ao seu lado que pegava seu gato no colo. — Não aceito ver isso decaindo tão rápido desse jeito.

Foi quando repentinamente a campainha soou.

Jin sentia-se amuado, não gostava de ter que fazer algo que estavam obrigando-o a fazer, não gostava de ser forçado a nada. E Namjoon, como o bom namorado que era, sentia-se mal por ter deixado que seus amigos falassem tudo aquilo, afinal, odiava ver o outro irritado ou triste.

Yoongi deixou Adoçante sobre o sofá antes de ir até a porta, atendendo-a. Sentia-se levemente sem paciência para o assunto que até então discutiam que, quando viu Jimin ao lado de Jeongguk com um sorriso de orelha a orelha, mal conseguiu disfarçar seu alívio ou até perceber que Hoseok estava com eles também. Park Jimin ofuscava qualquer brilho que seus amigos qualquer dia tiveram, ele assumiria se perguntassem. Deu espaço para os três, rindo e revirando os olhos com o modo como Taehyung levantou num pulo, indo até um dos guardas-florestais.

— Vocês demoraram! — Taehyung envolveu os braços no pescoço de Hoseok, selando seus lábios nos dele demoradamente. — Aconteceu alguma coisa?

— Não, nós só nos atrasamos porque ficamos conversando, desculpe. — o moreno beijou-o novamente, sorrindo. — E por aqui? Parece que alguém morreu, nossa…

Os dois rapazes sentados no sofá sorriram, envergonhados. Era nítido até para Jimin que algo estava acontecendo, o que o deixava levemente confuso. A última vez que vira Jin ele estava saindo para encontrar com Namjoon, por que ambos estavam tão estranhos então?

— Ninguém morreu, mas se nós continuarmos nesse assunto, acho possível… — Yoongi comentou, puxando o felino branco para o seu colo.

— Que assunto? — fora a vez de Jeongguk questionar, Jimin estava tão curioso quanto ele. — Talvez nós possamos ajudar, temos algum tempo antes de ir para o bosque.

O dono da casa, Yoongi, olhou para Taehyung, que olhou para Namjoon que, obviamente, olhou para Jin. O mais velho estava levemente vermelho e mantinha seu olhar em Jimin que observava tudo ainda sem entender muita coisa. O alaranjado fora se aproximando conforme os dois guardas o faziam, acabando por se sentar entre o casal até então “brigado”.

— Namjoon-hyung chamou o Jin-hyung para morar com ele, mas Jin acha que é muito cedo e tem medo do que os pais dele podem achar… — o de fios rosados se controlava para não rolar os olhos. — Então… estamos todos aqui tentando convencer ele de que isso é bobagem e, se eles se amam, devem sim morar juntos.

Não demorou nada para que Jeongguk se aproximasse de seu hyung assustado e sorrisse, imaginando o que deveria falar para confortá-lo.

— Você sabe que seus pais gostam do Nam-hyung… Não acho que seja uma má ideia morarem juntos, hyung. Ambos trabalham e, se algo der errado, nós estamos aqui para ajudar. — falou calmo. — E não tem essa de ser cedo ou tarde demais para alguma coisa, você sabe. Além de que você e o hyung estão juntos há mais de 2 anos! Só oficializaram agora, mas ainda sim era um relacionamento.

Os olhos castanhos do guarda encontraram os cinzentos de Jimin, fazendo um sorriso crescer em seus lábios no mesmo instante. Por algum motivo, Jeongguk sentia que aquela frase se encaixava entre ele e a ninfa também. Isto é, não fazia sentido reprimir tudo o que sentia porque achava cedo demais ou tarde demais.

E, no final, Jeongguk estava certo. Seokjin e Namjoon estavam juntos já haviam 3 anos, mas ambos tinham medo de tornar público e os pais de ambos não gostarem da ideia, principalmente os de Jin. Porém, o loiro vivia dormindo no apartamento do esverdeado e, durante uma dessas estadias, os pais do Kim apareceram sem avisar, encontrando-os lá. No mesmo dia, Namjoon acabou contando que já era apaixonado pelo outro fazia tempo e, ao contrário do que ambos imaginavam o casal aceitou tudo e até mesmo feliz por o filho finalmente admitir. Afinal, pais sabem tudo, não sabem?

— Nunca achei que Jungkook diria algo assim e para você, ainda por cima, hyung. — Taehyung comentou. — O que aconteceu com Jungkook? Quem é você?

— Jiminnie tá fazendo melhor pra você do que eu imaginava. — Namjoon disse, passando os dedos nos fios alaranjados do rapaz ao seu lado. — Ele era um bobão antes de você chegar, sabia, Chim?

Um conjunto de risadas altas fora escutado enquanto Jeongguk apenas revirava os olhos, contendo o sorriso que tentava aparecer. Não podia negar, ele havia mesmo mudado desde que encontrara Jimin na floresta, mas não achava ser realmente algo muito grande ou berrante, como seus amigos gostavam de fazer parecer. Era óbvio que acabaria mudando com a chegada de alguém tão diferente e único como o Park, não conseguia entender o porquê de acharem aquela mudança algo tão absurdo assim.

Apenas ouviu as risadas diminuírem quando Jin fez menção de que começaria a falar. Até mesmo Jimin prestava total atenção no rapaz mais velho.

— Eu só tenho medo de tudo dar errado e nós acabarmos separados, entende? Não quero arriscar nosso relacionamento assim… — ele falava baixo, mal conseguia manter os olhos nos dos amigos.

Então, antes que Jeongguk ou qualquer outro pudesse respondê-lo, Jimin se virou mais na direção de Jin, pegando uma de suas mãos com as suas pequenas. O alaranjado olhava no fundo dos olhos alheios, suspirando com certa força antes de começar a falar.

— Omma, você ama o Nam? — ele questionou, direto. Esperou que o loiro assentisse para continuar. — Então não vai ser muito cedo para vocês ficarem juntos, na mesma casa. E os seus pais vão ter de entender que você gosta muito do hyung e quer ficar com ele pra sempre, sabe? Os pais querem sempre a felicidade dos filhos, não é? Tenho certeza de que eles vão gostar de ver você com quem você gosta… Não precisa ter medo… Nó-Nós estamos aqui para tudo que você precisar, Omma… Tudo mesmo.

Naquele momento, não só Jin como todos os outros cinco rapazes ficaram boquiabertos. Não era comum que Jimin desse sua opinião sobre algo, principalmente se fosse um assunto sério como aquele e seus argumentos fossem bem construídos e moldados. Jeongguk estava orgulhoso, Hoseok estava chocado.

— Depois dessa, até eu moraria com o Namjoon se ele me pedisse. — Yoongi riu, acariciando seu gato enquanto o ouvia miar. — Seu advogado é bom, Nam, onde conseguiu?

— Peguei emprestado de um amigo meu… — ele coçou a nuca, rindo baixinho antes de abraçar Jimin. — Obrigado, Chim, acho que agora nós conseguimos convencer ele.

A pequena ninfa direcionou seu olhar novamente ao mais velho de todos por ali, com esperanças de que ele ao menos se pudesse a pensar sobre o assunto. Não era como se ele entendesse completamente aquelas coisas, mas já sentia que o amor que existia entre os humanos era algo forte demais para se desfazer assim, em questão de segundos, por causa de alguma proposta. Levando em consideração ao que sentia, reconhecia que era um sentimento forte o bastante para vencer qualquer coisa.

— Sabe… — ele continuou, visualizando o semblante meio duvidoso e pensativo do de fios descoloridos. — Quando conheci o Kook, eu poderia ter sei lá, fugido ou me escondido, afinal eu não conhecia nada por aqui e estava muito assustado… Mas quando ele me estendeu a mão, eu resolvi arriscar… E deu tudo certo! Porque… — os olhos do Chim procuraram os de Jeongguk naquele minuto, surpreendendo levemente o espírito da floresta por já tê-los focados em sua pessoa. — Bom… Porque Kookie me pareceu uma boa pessoa e alguém em que eu pudesse confiar, ele me passou segurança… E se o Nam-hyung te passa algo parecido… Você deveria ao menos arriscar, não?

Quando Jimin acabou de falar, um silêncio de segundos pairou no ambiente enquanto um a um direcionava o foco para o Jeon. Este, por sua vez, não soube como reagir às palavras do pequeno pois sequer as esperava tão aleatoriamente como as conseguiu, parecia que o Park concretizava seus sentimentos melhor. Depois dos segundos de silêncio, Taehyung – como de se esperar – puxou algumas risadas e um clima descontraído para aquela casa. De alguma forma Jimin parecia ter mesmo o dom de acalmar as situações.

— Alguém, por favor, pode começar os preparativos do casamento? Já digo que eu sou o padrinho! — o de fios vermelhos disse, risonho.

— Jimin e Jeongguk vão se casar primeiro até que o Nam e o Jin, já consigo imaginar. — Hoseok entrou na brincadeira, e enquanto isso o moreno sentia-se envergonhado, partindo para cima do amigo, batendo em um de seus ombros.

— Parem com isso seus idiotas. — ele dizia alto, mas no fundo estava muito feliz com tudo que ouviu. Tão feliz que nem tinha palavras para retrucar a brincadeira que seus amigos faziam.

— Tadinho, estão deixando ele sem graça, parem, parem. — foi a vez de Yoongi comentar de maneira irônica e brincalhona, o que arrancou mais risadas de todos ali, até mesmo do casal que possuíam o probleminha de morar juntos. Jimin deveria ser o único que encontrava-se meio perdido, mas apenas por ver todo aquele clima gostoso, ficava feliz igualmente.

E dentre toda aquela atmosfera que há tempos não existia por conta da rotina de cada um, Jin acabou trocando olhares com o namorado, e naquele momento conversaram rapidamente por suas íris e gestos. Namjoon maneou a cabeça como se indagasse se ele acataria das palavras da ninfa, mostrando um sorriso curto ao mesmo tempo. Seokjin acabou abaixando o olhar e logo retornando a fitá-lo, retribuindo com um sorriso de canto.

Pensaria naquilo com cuidado, lembrando-se, claro, das palavras do pequeno Chim.


Notas Finais


Bom, o que acharam? Nós esperamos que vocês tenham gostado e, além disso, queremos deixar o link do grupo da fanfic no whatsapp aqui, certo? Quem quiser entrar é só usar esse link! Uma boa noite e obrigada de novo!
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