História VII Lagartos - Capítulo 5


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pôquer é um jogo de azar, cartas ou pessoas?

Capítulo 5 - Jogo de azar


Yuri Pazzini, 5 de abril, Domingo, 21:58hrs.

“Se um dia perder todo seu dinheiro, lembre-se que ainda tem sua vida para apostar”.

Esse pensamento me fez ganhar muito dinheiro na Taverna do Coiote. Tenho 20 anos e ganho a vida jogando cartas e outros jogos de azar. “Você é jovem, por que não gasta sua energia em alguma profissão menos arriscada?”. Ouço essa pergunta frequentemente. Entendo a preocupação dos mais velhos, a qualquer momento posso perder tudo e virar um miserável. Mas qual a graça de viver sem riscos?

Falo como se fosse um grande jogador né? Acontece que no momento estou prestes a perder uma fortuna jogando pôquer. Na mesa estão: 5 de espadas, Valete de espadas, Dama de copas, Rei de ouros e 5 de paus. Na minha mão; um Valete de copas e uma dama de espadas; dois pares.

“Como você sabe que perdeu, Yuri?”, está se perguntando? Bom, mesmo se não estiver irei responder. Soube que perdi no momento em que Akkari, meu adversário, sorriu quando o 5 de paus surgiu na mesa. De nove homens que jogavam conosco, restavam apenas nós dois.

- Hora de mostrar o jogo. – Disse Akkari confiante.

Akkari é conhecido por toda Vilarejo como o melhor jogador de baralho. Porém, também dizem que é o maior trapaceiro de todos. Quando perguntavam sobre sua má reputação, dizia sempre a mesma coisa:

“Não é trapaça se você não for pego”.

Uma parte de mim tem certeza de que ele trapaceou, mas não posso acusar sem provas. Era certo de que na sua mão estavam os 5 de copas e o de ouros, fazendo uma quadra, uma das maiores mãos do jogo. Eram as 230 moedas de prata dele, contra as minhas 550. Ao revelar nossas cartas, serei humilhantemente derrotado. Hoje aprendi que; não importa o quão bom você seja em alguma coisa, sempre vai existir alguém melhor.

Quando o sino da catedral anunciou as dez horas, a atenção de todos da Taverna foi roubada por duas crianças montadas em animais peculiares; o garoto montava um lobo negro e a garotinha um enorme tigre branco de olhos e patas flamejantes.

“Salvo pelo gongo”, pensei. Enquanto todos contemplavam as crianças e os animais, guardei minhas moedas e fugi sorrateiro. Esse é todo dinheiro que tenho. Akkari provavelmente não se importar, afinal, pra ele não passo de uma criança jogando cartas. Minhas moedas não se comparam a fortuna que ele possuí.

Valentim é um povoado cheio de celebridades assustadoras. Darius, o garoto montado no lobo é uma delas. Desde sempre moro aqui e nunca chamei atenção. Pra que isso afinal? Tudo que preciso é de dinheiro pra sobreviver e pagar minhas contas. Pessoas como Akkari, Darius e Coiote; são as que fazem história, os trabalhadores que visitam a taverna são as que contam, eu apenas as escuto.

Quase meia noite, no caminho pra casa, passando pela estrada do rio Iara, vejo um menino aparentemente perdido.

- Ou moleque, não tá tarde pra ficar na rua? – Perguntei.

- Acho que sim, mas tô procurando a casa de alguém. Sabe aonde posso encontrar um pé de jambo por aqui?

- Tem um na casa da Bruxa Holda, mas cuidado, ela é louca. Quando era mais novo, roubei alguns doces da loja dela. Quando cheguei em casa, meu quarto estava infestado de ratos em chamas, espalhando fogo por todos os meus pertences.

- Pode me levar lá? Tenho que falar com Juju, e depois dessa história você me deixou com medo.

- O que é tão importante pra te fazer ir lá a essa hora?

- Ele roubou um machado e um anel que eu estava guardando, se os donos descobrirem que fui roubado vão me dar de comida pros animais.

- Parece ser um dia difícil em. – Vi que ele carregava uma bíblia. – Por que não pede ajuda a Deus?

- Meu pai disse que Deus me deu duas pernas de presente, pra que eu possa correr atrás dos meus objetivos por conta própria.

- Entendi, gostei disso. – Era um menino interessante. - Qual o seu nome moleque?

- Josef .

- Olá Josef, me chamo Yuri Pazzini. Vou te acompanhar até a casa da bruxa.

Conhecer Josef aquela noite, foi o ponto de partida da minha própria história, que seria contada em todas as Tavernas, bares e igrejas do Vilarejo dos Lagartos.


Notas Finais


Poucas pessoas se oferecem pra te levar na casa de uma bruxa


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