História [Villainous] Mad Hatter - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


• A categoria está como "Originais" pois a categoria "Villainous" ainda não existe no site.

• Esse capítulo se passa antes do curta "A percepção do mal"

• Eu ainda vou arrumar aquela sinopse lixo, desculpa.

Capítulo 1 - Wanna Bet?


Fanfic / Fanfiction [Villainous] Mad Hatter - Capítulo 1 - Wanna Bet?

O clima chuvoso e o céu nublado eram a combinação perfeito para complementar o clima sombrio daquele dia. O vento frio soprava pelas ruas e as nuvens acinzentadas cobriam o azul do céu, enquanto uma neblina rondava a mansão da Organização Black Hat. Típica atmosfera de filme de terror, embora um dia agradável para os vilões.

E assim como apenas mais um dia normal, Dr. Flug trabalhava em seu laboratório, construindo mais uma invenção terrível para seu chefe, Black Hat.
O jovem nerd não estava sozinho, estava acompanhado de Demencia que rondava inquieta pelo laboratório, e de 5.0.5, que dormia num canto quentinho da sala. A garota entediada e impaciente, brincava com algumas invenções fracassadas ou ferramentas jogadas em cima da bancada do doutor, enquanto fazia centenas de questões e comentários, a maioria ignoradas pelo garoto.

– Demencia, por favor, eu gostaria de me concentrar...! – Disse por fim, largando as ferramentas ao lado do projeto inacabado.

– Foi mal! – Riu. – Mas é uma pergunta interessante... 

– Pergunta? – Desviou sua atenção à Demencia, inclinado a cabeça para o lado e arqueando uma das sobrancelhas. – Que pergunta?

A pergunta que eu acabei de te fazer. – Cruzou os braços e encarou-o, fazendo uma expressão zangada. – Você nem tava prestando atenção!

Flug suspirou profundamente e revirou os olhos.

Fala logo, Demencia. – Apoiou a cabeça sobre uma das mãos e pegou de volta uma das ferramentas em cima da mesa. – Preciso terminar isso.

– Eu só perguntei o que você acha que o Blach Hat tem em baixo do chapéu.

Dr. Flug engasgou.

Hora Demencia, é óbvio que ele tem a cabeça dele. – Deu de ombros, com uma risadinha de canto – O que mais poderia ser?

– Não! – Levantou-se com tudo e bateu as mãos na mesa. – É óbvio que ele tem outro chapéu!

– DEMENCIA!! – Gritou seu nome, devido à batida. Segurou as coisas que quase caíram de cima da mesa, dizendo: – Claro que não, por que ele usaria outro chapéu em baixo de um chapéu?

– Fazer jus ao nome. Chapéu Negro... RAAWR 

– Não faz sentido algum! 

– É claro que faz!

– NÃO FAZ! – Cruzou os braços e encarou Demencia.

– QUER APOSTAR? – Imitou a posição de Flug, se aproximando um pouco mais.

– ...eu nem sei porque perco meu tempo discutindo com você, Demencia. – Flug suspirou e relaxou os braços, logo pegando suas ferramentas e voltando ao trabalho.

– Aaah, vamos lá! Bata uma aposta comigo! – Segurou os braços do garoto e começou a puxá-los, insistindo. – Quem perder vai ter que fazer qualquer coisa que o outro pedir!

Ao ouvir a condição da colega, mal pensou duas vezes e virou-se de uma vez para a mesma, apertando sua mão direita como em um cumprimento.

– Então tá, eu aceito! Se eu ganhar, você vai ter que me deixar em paz por uma semana! – Soltou a mão da amiga e em cruzou os braços. Pensando melhor por alguns instantes, corrigiu a própria fala; – Não, por um mês!

– Tá bom! Então nós vamos agora descobrir a verdade sobre o chapéu do Black Hat! – Disse Demencia, fazendo a situação parecer mais emocionante do que realmente era.

– E-Espera o que? Agora?! – A expressão de Flug foi substituída por um olhar surpreso. – Ahm, não Demencia... agora.. não dá, eu... P-preciso terminar meu trabalho... e...

Flug tentou arranjar qualquer desculpa para evitar incomodar seu chefe já que ambos se encontravam em horário de trabalho, mas a inconveniencia da garota fez com que ela agarrasse o braço magro do Doutor e o puxasse pelos corredores da mansão até o escritório de Black Hat. Não ouve desculpas para o jovem nerd.

Assim que chegaram, pararam em frente a sala do homem e permaneceram em silêncio. Flug encarou a enorme porta que dava para a sala de seu chefe e engoliu em seco, e em seguida encarou Demencia, que com um sorriso bobo no rosto fez um sinal como se indicasse silenciosamente para o garoto entrar primeiro. O rapaz negou também em silêncio, mas a menina o empurrou. Ele fez cara feia.

– Vai logo! – Ela sussurrou.

– Tá, tá bom! – Sussurrou de volta.

Ainda tremendo de nervosismo, Dr. Flug bateu três vezes à porta. Alguns segundos em silêncio até que uma voz grossa veio do outro lado da porta:

– Quem é?

Demencia já se encontrava impaciente. Flug puxou a maçaneta com cuidado e abriu lentamente a porta, colocando apenas a cabeça para dentro do cômodo.

– C-chefinho? Sou eu... 

– Eu e Demencia! – A garota se apoiou em cima do jovem nerd, que se desequilibrou e quase foi ao chão.

– O que vocês querem? Não vêem que estou ocupado? – Suspirou, em seguida gesticulando com a mão. – Entrem.

Demencia escancarou a porta e entrou saltitante, seguida por Flug que receoso, brincava com os próprios dedos. Ambos pararam em frente a mesa de seu chefe. A mesa estava repleta de pilhas de papéis bagunçados, um tinteiro num canto e uma caneta de pena em uma de suas mãos, enquanto a outra mão livre tamborilava com os dedos sobre o mármore.

Com cara de mau humorado, – ou melhor, sua expressão facial de sempre – aguardou até que um de seus subordinados falasse alguma coisa.

– E-Então... Ahm... Eu estava no laboratório com a Demencia, mas ela não me deixava em paz, aí ela disse... ah... se a gente podia... uh... – Flug suava frio. Ele sabia que em segundos, Black Hat iria gritar com ele por incomodá-lo com besteira.

– Desembucha logo, Flug...! – Black Hat rosnou.

Vendo o clima começando a ficar tenso, Demencia entrou na frente dos dois e com seu bom humor, simplesmente sorriu e disse:

– A gente queria saber o que tem em baixo do seu chapéu!

– VOCÊS VIERAM ME INCOMODAR SÓ PRA ISSO? – Seu tom de voz de tornou mais alto e mais grosso, seus olhos agora eram um tom de vermelho vibrante, e seus dentes afiados estavam amostra.

– É! 

Demencia recuou um pouco assustada, mas ainda manteve seu sorriso no rosto. Ela não tinha tanto medo de seu chefe, – exceto é claro, quando ele ficava realmente nervoso – diferente de Flug, que já tremia e se escondia atrás da amiga.
O homem suspirou pesado, levando a mão livre ao rosto. Cabisbaixo, ainda com certo tom de decepção.

– Dêem o fora daqui. Não me façam chutar seus traseiros pra fora do meu escritório.

– Por favor Black Hat! – Demencia implorou, apoiando suas mãos na mesa de seu chefe e forçando seu corpo a ficar na ponta dos pés. – A gente não volta aqui pra te incomodar!

– TIRE AS MÃOS DA MINHA MESA! – Levantou-se com tudo, batendo as mãos contra o mármore, fazendo a garota recuar novamente, devido ao susto.

Demencia escondeu-se atrás do seu longo cabelo cabelo esverdeado, deixando apenas metade de seu rosto amostra. Flug segurava os ombros da menina, se escondendo atrás dela.
Black Hat os encarou, e com mais um suspiro profundo se acalmou e puxou sua cadeira luxuosa, voltando a se sentar. 

– Se eu mostrar o quem tem em baixo do meu chapéu, vocês VÃO ME DEIXAR TRABALHAR EM PAZ? – Cruzou os as mãos e apoiou os cotovelos na mesa.

– Pelo resto do dia! – A garota sorriu gentilmente.

O homem rosnou, insatisfeito. Pelo menos, era melhor que nada. Havia perdido as contas de quantas vezes por dia Demencia e Flug vinham lhe incomodar em sua sala, mas geralmente era mais a Demencia que aparecia para aborrece-lo. Ficar um dia sem ser incomodado pela garota-lagarto iria ser no mínimo satisfatório. Black Hat tinha um monte de contratos, contas e papelada para resolver a assinar, então precisava ficar sozinho resolvendo isso para não se perder no mar de papéis sobre sua mesa.
Por fim, resolveu aceitar. A troco de ser deixado em paz, valia a pena.

– Certo...

Demencia saiu de trás de seus longos cabelos e puxou Flug para frente, apenas para que ele pudesse ver com seus próprios olhos que ela não estava errada.
Black Hat segurou em uma das pontas de sua cartola e a ergueu, apenas para mostrar um chapéu menor que se escondia debaixo do outro. Era isso, simplesmente isso, esse grande mistério todo. O homem voltou sua cartola para sua cabeça e mal esperou comentário ou reação alguma e expulsou seus subordinados:

–  Agora caiam fora! 

Grandes tentáculos se formaram de trás de suas costas, e agarraram Demencia e Flug, que por sinal voltou a suar frio e temer. Os tentáculos seguraram-nos no ar, e levaram os dois até a porta. Um outro tentáculo abriu a porta, e os jogou para fora do escritório. Antes de fechar a porta, ouviram Black Hat gritar de lá de dentro:

– E NÃO VOLTEM A ME INCOMODAR!

E então a porta se fechou. Demencia e Flug estavam jogados no chão do corredor. A garota rapidamente se levantou e ajudou o nerd caído a se levantar, dizendo:

– VIU, VIU, VIU?! Eu não disse? Eu tinha razão!

– Certo, certo... – Revirou os olhos enquanto limpava a poeira de seu jaleco branco.

– Então... – Juntou as mãos atrás das costas e sorriu meio doce, meio maléfica. – Sobre aquela aposta...

– Espera aí, você sabia do chapéu em baixo do chapéu o tempo todo?! – Flug cruzou os braços e arqueou uma das sobrancelhas.  Não sabia?

– Hehe... – Riu meio sem graça, sem saber como esconder que era verdade.

– Argh! EU DEVERIA SABER! – Ergueu os braços, indignado, e em seguida meteu um tapa na própria testa. – Suas 'teorias de chapéu' sem sentido, a aposta...! – Suspirou fundo e relaxou os braços. – É óbvio que tinha cheiro de armação.

Demencia deu de ombros. Ambos foram andando um ao lado do outro, em direção ao laboratório de Flug.

– Então...? O que é que eu vou ter que fazer? Vestir uma roupa ridícula e fazer uma dança ridícula, limpar seu quarto por uma semana...? 

Demencia negou com a cabeça.

– Então o que?

– Quero que você faça pra mim uma poção do amor! 

Flug engasgou.

– O-o que?! Pra que?! – Perguntou, mesmo que já soubesse a resposta.

– Pra usar com o Black Hat, horas! – Cruzou os braços por um instante, mas em seguida relaxou os ombros e seu olhar refletiu um semblante triste. – Você sabe que o que eu mais quero é que ele me ame como eu amo ele...

– Demencia, você não pode forçar alguém a sentir algo por você... – Tentou dizer, mas sua fala foi cortada pela garota.

Por favor, Flug! Segurou-o gentilmente pelo colarinho da camiseta e encarou-o nos olhos. Ele odiava aquilo, então desviou o olhar. – A aposta, você tem que cumprir!

M-mas...

– Se você fizer a poção pra mim eu juro que não piso no seu laboratório por um semana! – Fez uma cara triste, com um semblante melancólico, implorando. – Por favoooor!!!

Flug recuou, devido a proximidade física. Tentou evitar contato visual com a garota também. Ele sabia que Demencia queria muito reciprocidade dos seus sentimentos por Black Hat, era o que ela mais desejava acima de tudo. Mas ele não podia fazer aquilo, sabia disso, tinha consciência que as coisas não iriam acabar bem. Mas eles tinham feito uma aposta, Demencia lhe ofereceu paz em troca e além disso, ela nunca havia lha pedido para criar nada. Suspirou fundo e cedeu.

– Está bem... 

– YAY! – Soltou o rapaz e saiu saltitando em círculos, de felicidade. 

– Eu não deveria ter topado aquela aposta... – Resmungou para si mesmo, encarando o teto.

– MUITO OBRIGADA, FLUG! – Demencia puxou-o e deu-lhe um beijo na bochecha por cima da sacola de papel.

Naquele momento, Flug nunca esteve mais aliviado por usar um saco de papel, pois aquilo escondia seu rosto corado pelo ato da garota. Tentou desviar o assunto.

– Ahm... S-se.. se me dá licença, hm... P-preciso vo-voltar ao.. laboratório. – Gaguejou de nervosismo.

– Okay! – Demencia acenou contente e saiu na frente, adiantando o passo. – Vou pro meu quarto agora. Prometi te deixar em paz.

E com um último sorriso doce para Flug, a garota virou o corredor e seguiu até seu quarto, cantarolando uma melodia de uma música.

Flug permaneceu parado de pé no corredor por alguns segundos, mas logo tomou caminho para seu laboratório. Com a mão nos bolsos, refletia em silêncio se aquilo era certo, e se devia ou não fazer mesmo aquilo. Era arriscado afinal. Causas e consequência, se fizer e se não fizer.  Muito a considerar; seu chefe, sua amiga, seu trabalho. Tensão.

Chegou em seu laboratório, fechando a porta atrás de si e se apoiando nela.

"Ainda da tempo de desistir..."

[ CONTINUA... ]


Notas Finais


Eu tenho outra fanfic de Villainous
Caso te interesse, aqui está o link:

https://spiritfanfics.com/historia/villainous-obrigado-9138965


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