História Vingança Refinada - Norminah - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah, Normani, Norminah
Exibições 45
Palavras 883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capítulo 1.4


Dinah não parecera intimidada pelo fato de que poderia ir para a cadeia por aquilo. E, quando Normani ameaçara arruiná-la, aquilo lhe rendera uma resposta muito blasé. Claramente, era muito importante para Dinah
ser ela a garantir a sobrevivência de JP O’Brien.
Normani percebeu que já não ouvia mais o som da água e voltou à sacada. A luz já estava desaparecendo, e o crepúsculo banhava a ilha. Repentinamente, Dinah
surgiu das árvores, secando o cabelo com a toalha, novamente com aquele curto robe. Normani se recolheu instintivamente às sombras. Contudo, como se tivesse sentido os olhos dela, a cabeça dela se levantou abruptamente na direção do seu quarto.
Normani viu a tensão no corpo dela, na forma como sua mão apertou a toalha. O cabelo dela estava em pé em pequenos tufos, e Normani teve o súbito ímpeto de pôr a mão no deluicado pescoço dela e estrangulá-la, disse a si mesma com raiva, observando-a sair do campo de visão novamente.
Normani xingou a si mesma
e negou com todas as suas forças que, por um instante, ela quisera provar a maciez dos lábios de Dinah.
Normani entrou no banheiro e abriu o chuveiro. Tirou a roupa e se pôs debaixo do jato de água, seu corpo rígido de raiva, tensão, e algo muito mais traiçoeiro.
Então, finalmente lhe ocorreu. Ela vira a minúscula e reveladora reação física que Dinah demonstrara com a proximidade dela. Podia ter sido só nervosismo, ou algo mais.
Talvez uma forma de tortura muito sensual estivesse dentro das possibilidades dela. Projetada para atravessar todas as defesas que ela vira até então e descobrir o coração pulsante da mulher, deixando-a completamente submissa a ela.

***


Sentada à mesa da cozinha, Dinah fazia cara feia. Parecia que a governanta esperara cozinheiros, pois nada do que compunha o vasto estoque de comida era pronto para servir.
Ela precisava admitir que, a menos que Normani demonstrasse habilidade de fazer algo mais complexo que um sanduíche, eles morreriam de fome. Ela mal sabia cozinhar um ovo.


Até onde ela sabia, Normani ainda não saíra do quarto.
Odiando sua tensão, ela se levantou. De onde estava, ela conseguia vislumbrar a casa da piscina através das árvores. O efeito calmante do mergulho durara apenas até ela erguer os olhos para a sacada de Normani, pois ela pensara ter visto um movimento, mas fora apenas a cortina ao sabor do vento. Mesmo assim, a imagem de Normani surgira imediatamente em sua mente. Aquela constituição alta e forte. Aqueles olhos escuros e raivosos.
Ela voltara correndo para seu quarto, onde vestira seu uniforme casual: jeans e uma camiseta folgada. Geralmente, ela mal se importava com o que vestia. Porém, ao vestir o jeans, ela sentira uma estranha vontade de usar algo mais leve.
Dinah refletiu que sua preferência por roupas menos femininas nunca fora algo calculado. A realidade, porém, era que ela não tinha nada nem remotamente leve, nem mesmo um vestido.
Por vezes, ela olhava para outras mulheres e invejava a espontânea feminilidade delas. A de Dinah ficara trancafiada durante tanto tempo que ela já não sabia se era capaz de explorá-la novamente.
Sua única concessão a sua feminilidade oculta era seu amor por opulentos perfumes. Quanto mais inebriantes e sensuais, melhores. O ácido comentário de Normani de que talvez ela fosse gay a atormentava. Algumas de suas colegas mais próximas eram. E, na verdade, Dinah invejava a confiança e a liberdade de expressão dela, ainda que não compartilhasse de suas preferências.
Ela se lembrou da irritante voz de sua primeira mãe adotiva.
— Lêndeas. Que coisas nojentas você está trazendo para a minha casa. Seu cabelo está comprido demais. Não sei como não o cortaram antes. Você tem sorte de eu ter trabalhado como cabeleireira, minha menina. Vamos logo cortar tudo e acabar com essas pragas.
A mulher ficara alheia às lágrimas de Dinah quando seus cachos, que iam quase até a cintura, tinham caído ao chão. A mãe de Dinah tivera aquele mesmo glorioso cabelo.
Desde aquele dia em que fora tão brutalmente tosquiada, ela jamais deixara seu cabelo ficar comprido. Sentira-se tão vulnerável que jurara nunca permitir que ninguém pudesse fazer algo assim com ela novamente.
Manter o cabelo curto se tornara um hábito profundamente entranhado. Um tipo de armadura.
Uma empolgação muito passageira surgiu quando ela pensou que poderia deixar seu cabelo crescer. Ela percebeu a expressão melancólica em seu rosto e fez cara feia para seu reflexo antes de se virar, apenas para dar de cara com uma Normani Kordei seminua.
Ela estava parada ali, observando-a, e Dinah sentiu calor ao se imaginar observada tão silenciosamente por ela. Normani usava apenas uma pequena toalha branca.

Ela sentiu seus mamilos enrijecendo. Os ombros atraíram o olhar dela para cima até que ela tivesse que olhar aquele lindo rosto. Estava impassível. Não provocador, como ela temera.
— Ouvi você nadando mais cedo.
— Sim, a piscina fica logo depois das portas duplas, descendo pelo jardim. Do outro lado dos arbustos. Há uma casa com robes e roupas de banho.
— Ah... — Normani cruzou os braços. — Percebi que não havia nenhuma roupa de banho no enxoval que você preparou com tanta bondade para mim. Mas não importa. Prefiro nadar nua. Isso se você achar que os proprietários não vão se importar.


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