História Vingança Refinada - Norminah - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah, Normani, Norminah
Exibições 47
Palavras 925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 1.6


Na manhã seguinte, Dinah estava mal-humorada por não ter dormido bem, apesar de estar muito acostumada à insônia. Não dormia bem fazia anos, e era no início da manhã que ela trabalhava com mais eficiência.
Ela xingou quando uma fumaça preta subiu da torradeira e o alarme de fumaça da cozinha disparou. Tentando tirar a torrada, ela ouviu vagamente um “O que aconteceu?” antes de sentir uma grande presença a seu lado. Então, ela estava sendo sumariamente retirada do caminho para que Normani pudesse retirar a torrada carbonizada.
Mesmo com o cheiro de queimado, o perfume de Normani, algo parecido com limão, atingiu as narinas de Dinah e causou uma reação física imediata. Ela recuou mais e o analisou. Normani estava balançando uma toalha de prato diante do alarme. A camiseta que ela usava estava puxada para cima, expondo uma faixa de abdome rígido. Seus pés descalços fizeram os dedos de Dinah se curvarem.
Então, o alarme parou. Um pássaro chilreou inocentemente lá fora.
Dinah engoliu em seco e olhou para Normani, que estava com uma sobrancelha erguida, olhando-a enquanto segurava a torrada.
— Achei que não fosse possível queimar uma torrada numa torradeira. Claramente, você é mais habilidosa em programas de computador e sequestros.
Dinah pegou a torrada da mão dela. Não admitiria fraqueza diante de Normani.
— Não tenho um paladar sofisticado. Gosto de torrada queimada. — Petulantemente, ela passou uma pasta na torrada, com seu estômago já protestando.
Deu uma mordida e olhou para Normani, que disse laconicamente:
— Desculpe por não me juntar a você. Prefiro minha comida um pouco menos bem-passada.
Ela se esforçou para mastigar o pão queimado e observou enquanto Normani pegava ovos, salmão e leite e preparava ovos mexidos e salmão defumado com uma aparência deliciosa.
Seriamente surpresa por ver aquele lado de uma mulher como ela, Dinah disse fracamente:
— Há café pronto.
Dinah a viu cheirar e despejar tudo na pia antes de preparar um novo.
— Não quero ofender, mas parece que sua técnica para preparar café é do mesmo nível que para preparar torradas.

Inexplicavelmente, aquilo magoou Dinah. Ela estava tão acostumada a comer diretamente da caixa ou a aquecer refeições prontas que detestou considerar aquilo um defeito em sua vida. Uma falta de algo mundano e feminino. Aquilo a fez pensar em sua mãe e em como ela adorava fazer cozidos irlandeses e dá-los à filha enquanto contava histórias de sua infância na região rural da Irlanda.
Normani foi até a mesa com seu próprio café da manhã e um café fresco e se sentou.
A refeição dela a provocava. Os ovos mexidos pareciam tão fofos que ela podia imaginar que eram leves como ar. E as tiras de salmão defumado... Ela salivou. Seu estômago roncou.
Envergonhadíssima, ela soube que seu desejo de que Normani não tivesse ouvido não fora realizado quando ela ergueu o olhar.
— Pode se servir de café se quiser, e sobrou um pouco de ovos e salmão.
— Tenho certeza de que você não quer compartilhar comida com uma sequestradora.
Normani simplesmente deu de ombros e disse, entre uma garfada e outra:
— Estou tentando melhorar ao máximo uma situação ruim. E, se posso ser agradável, você também pode.
Dinah ficou envergonhada. Entretanto, conteve suas palavras de desculpas. Inacreditavelmente, a mulher que queria salvar o pai dela, um dos homens mais corruptos do planeta, estava conseguindo fazer com que ela se sentisse culpada.
— Não tentou fugir ontem à noite?
— Não, como você bem sabe. Se eu tivesse tentado, os sensores teriam disparado o alarme. Tenho o mesmo sistema de segurança em várias das minhas propriedades. Sei que é bom a ponto de você não precisar de guarda-costas.
— Ah — disse Dinah, ainda abalada com sua relutância em sair dali. Estava achando curiosamente fácil ficar sentada diante de Normani.
— Onde aprendeu a cozinhar?
Imediatamente, uma expressão velada dominou o rosto de Normani. A curiosidade de Dinah explodiu.
Normani analisou a mulher do outro lado da mesa. Estava com outra camisa folgada, mas de mangas curtas. Ela mostrava os claros e finos braços de Dulce. Imediatamente, ele imaginou vividamente aquelas mãos envolvendo certa parte de sua anatomia. Maldita fosse!
— Aprendi porque meu pai morreu quando eu tinha 12 anos, e minha mãe teve um colapso nervoso. Precisei cuidar dela e da minha irmã mais nova.

Ela viu o rosto de Dinah empalidecer e seus olhos se arregalarem. Como se ela se importasse.
— Minha irmã tinha, tem necessidades especiais. Foi privada de oxigênio no nascimento. Como resultado disso, o cérebro dela sofreu um dano leve, mas permanente. Quando meu pai morreu e minha mãe ficou doente, ela só tinha 8 anos. Ficou aterrorizada. Então, tive que tentar manter tudo o mais constante possível. Manter a rotina dela, incluindo as refeições, fez parte desse processo. Ela também é levemente autista. Por isso, qualquer alteração na rotina dela é ainda mais ameaçadora que para qualquer outra pessoa com as mesmas necessidades, mas ela já está muito melhor.
Porque ela agora podia pagar pelos melhores cuidados e suporte 24 horas por dia, refletiu Dinah.
A voz de Dinah estava rouca, e isso teve um efeito imediato no corpo de Normani.
— Sinto muito. Deve ter sido um momento difícil.
— O mais difícil.
De repente, Normani se sentiu muito exposto, contando justamente a Dinah Jane sobre o momento mais cataclísmico de sua vida, quando toda a sua fúria se aglutinara numa vitalícia ambição de ver a justiça ser feita.
— Então, por que você não sabe cozinhar?


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