História Violetta - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Liana Liberato
Personagens Justin Bieber, Liana Liberato, Personagens Originais
Tags Drama, Justin Bieber, Romance
Visualizações 492
Palavras 2.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, até que fim cheguei <3
Espero que gostem do capítulo tenham uma boa leitura.
Capítulo betado pela Bleah.

Capítulo 19 - Do not hide anything!


Fanfic / Fanfiction Violetta - Capítulo 19 - Do not hide anything!

Point of view — Isabella

Você precisa comer alguma coisa, Isabella — Justin insiste pela quinta vez, tentando me fazer dar uma mordida em seu bolo de prestígio.

— Minha mãe fez especialmente para você, come um pedacinho.

Sinto ele aproximar uma colher dos meus lábios, o cheiro do chocolate me embrulha o estômago, eu não estou bem, levanto minha mão e empurro com cuidado sua mão para não fazer uma bagunça.

— Justin, deixa de ser chato eu já disse que não quero.

Posso ouvi-lo suspirar resignado, sei que fui rude porém ele insistiu tanto que me deixou nervosa, eu não consigo comer nada, minha garganta está fechada.

— Me desculpe, eu estou nervosa, ansiosa e com medo. — falo a verdade, ele pega minha mão que está sobe a mesa e aperta levemente.

— Eu que peço desculpas por ser insistente, me prometa que depois irá tentar comer.

— Eu prometo.

Ele esbarra seus lábios nos meus, fecho os olhos curtindo seu carinho, Justin foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Seu beijo é calmo, ele segura meu rosto com a pontas do seus dedos e acaricia meu rosto calmante.

— Eu amo tanto seus olhos, aliás eu amo você por completa minha violetta.

— Justin. — Pronuncio seu nome em forma de sussurro, é normal meu coração acelerar e se aquecer a cada vez que ele declara seu amor por mim tão abertamente? Eu esqueço meus problemas, meus medos e anseios. É como se no mundo existisse apenas nós dois e nosso amor.

Ele me beija novamente, dessa vez mais intenso, sua mão aperta minha nuca, sua boca puxa meu lábio inferior e chupa para logo em seguida uma mordida ser deixada ali.

Seria um exagero eu dizer que até minha sobrancelha se arrepiou? Pois é isso que sinto.

— Vocês dois são tão lindos juntos.

Justin para o beijo e faz um som de descontentamento, me sinto um pouco envergonhada por sua mãe ter nos pego no flagra.

— Obrigado mãe. — Posso sentir a ironia de longe e seguro o riso, Justin me quer somente para ele e quando nos interrompem ele fica com humor terrível.

— Não precisa agradecer querido. — Agora sim gargalho ao ouvir o sarcasmo presente na voz da minha sogra.

Eu amo essa família.

Posso ouvir ao longe os irmãos de Justin brincando no quintal, as risadas altas, os gritos e até mesmo quando se desentendem um com outro.

— Precisamos ir até sua casa Isabella, ele não para de mandar mensagem.

A voz de Justin me tira o foco das crianças brincando, sei que não devo mais fugir, eu não sou uma princesa inquebrável, não sou feita de vidro e sei que sou forte. Afinal o pior eu já sei: eu matei minha irmã, agora só preciso entender tudo.

— Sim, está na hora. — A cadeira se arrasta, ele se põe de pé.

— Eu irei apenas vestir uma calça jeans e já volto. — Justin diz e logo em seguida sinto um beijo em minha testa.

Meu coração dispara em meu peito, é agora ou nunca.

Vou acabar de arrancar esse curativo e sangrar o que for necessário.

— Acho vocês dois tão lindos, meu filho ama você Isabella.

   Pattie fala e posso ouvir que ela está começando a preparar algo. Percebo que ela é discreta, em momento algum me perguntou o que aconteceu comigo, nem mesmo quando me ajudou no banho ontem a noite.

Apenas respeitou meu silêncio e me ofereceu um copo de leite quente.

— Já fico imaginando meus netos, vocês dois tem a mesma altura, olhos lindos e incomuns, são calmos. Serão verdadeiros anjinhos.

A vergonha toma conta de mim por saber como os bebês são feitos, mas sorrio ao imaginar como seria ter um mini Justin em meus braços. O único problema é que o bebê teria cinquenta por cento de chance de herdar minha deficiência, eu jamais faria isso com um ser inocente.

— Vamos?

Realmente me assusto, estava tão distraída que não pude ouvir o som dos passos do Justin chegando na cozinha. Me levanto da mesa, peço que Justin me leve até sua mãe, a mesma que me abraça com carinho.

— Obrigada por tudo Pattie e me desculpe também por ter chego no meio da noite.

Ela afaga minhas costas e me aperta em seu abraço.

— Eu já te tenho como minha filha menina, meu filho está feliz e isso para mim é tudo, desde a morte de Jeremy ele se isolou, eu achava que estava tudo perdido então ele encontrou você.

Muitos dizem que nora e sogra não se dão, eu não sei em outras famílias ou porque saiu esse boato, porém Pattie é um amor comigo.

— Sobre os netos, daqui há alguns anos quem sabe. — Brinco com ela, ao escutar Justin se engasgar percebo então que ele bebe algo.

— Netos? Está louca mulher, somos duas crianças, não é você mesma que fala que eu sou seu bebê. — Justin fala brincalhão tornando meu dia mais leve.

— Vou esperar ansiosamente por este dia. — Ela ignora Justin me abraçando novamente, me despeço dos seus irmãos com a promessa que logo Justin irá levar os dois até minha casa.

— Vou usar o carro da minha mãe, está serenando. — Justin fala enquanto segura minha mão com firmeza me levando até onde o carro está.

(...)

O carro diminui gradativamente até parar por completo, ouço o barulho do interfone, Justin está anunciando sua presença.

— Quem é? — A voz de Maria soa, seguro a risada ao ver que ela não usa toda formalidade que minha mãe exige para atender quem chega em casa.

— Sou eu, Justin, vim trazer Isabella. — Maria desliga o telefone e logo posso ouvir o portão se destrancado pela trava automática, o carro volta andar porém para rápido demais. Suspiro pesadamente e sinto a palma de minha mão suando, esfrego uma na outra umedecendo os lábios, preciso relaxar é apenas meus pais.

— Você precisa relaxar, tente ficar calma, estarei o tempo todo ao seu lado.

Justin fala assim que descemos do carro, sua mão entrelaçada a minha transmite a força que preciso, a cada passo dado a verdade está  mais próxima, conto os cinco degraus que tem na entrada da casa e meu corpo é esmagado pelo meu pai, reconheço pelo cheiro do charuto mentolado e essência forte do âmbar.

— Nunca mais faça isso comigo minha filha, eu mal dormir essa noite, você é tudo que importa para mim.

— Papai. — Sem que eu possa me segurar choro em seu peito, ele me aperta em seu peito largo e pede que me acalme. — Eu preciso que me conte tudo, por favor não me esconda nada.

— Eu vou te contar tudo que quer saber querida.

Ele me solta e Justin entrelaça meus dedos novamente, sei que ele não vai me deixar como prometeu e isso acalma minha alma.

Ando calmamente até o sofá e me sento, as mãos de Justin apoia sua mão no  meu joelho e permanece ali tamborilando suavemente.

— Filha, primeiro quero te pedir desculpas de como descobriu, não era para ter sido daquela forma, eu também não posso dizer que te contaria em breve pois não tinha essa pretensão, por medo de como você iria reagir, por medo de você me odiar por ter te escondido por tanto tempo.

Ele se cala por um tempo e parece procurar pelas palavras certas.

— No dia doze de março às 17:45 não nasceu apenas uma menina e sim duas, Ingrid e Isabella.

Meu coração falha uma batida, eu jamais pensei que fosse gêmea.

— Nasceu duas meninas fortes apesar de prematuras, sua mãe por muito tempo foi viciada em comprimidos para dormir e álcool o que fez ela ter um parto complicado e uma das bebês teve uma sequela, nasceu com deficiência visual porém com cor única. Os fortes remédios tarja preta que sua mãe ingeria afetou um dos fetos e afetou você. Sua mãe sempre se culpou por isso e a fez entrar em depressão a mesma depressão que ela  tinha desde a adolescência só que dessa vez pior em estágio avançado ela não conseguia  se perdoar. Pois se uma de suas filhas é deficiente foi por causa de sua irresponsabilidade.

As lágrimas descem por minha bochecha e Justin aperta minha mão, dizendo que ainda se encontra ali, porém o cheiro de cacau que sua pele emana é irreconhecível.

— Mesmo você sendo deficiente visual, você cresceu forte, inteligente e disposta aprender tudo, conseguia ser mais esperta que a própria Ingrid. Aprendeu a falar e andar primeiro do que ela, a fatalidade aconteceu no dia vinte e sete de setembro, um ano e meio depois do nascimento das duas coisas mais importantes da minha vida. Sua mãe nunca aceitou babá para vocês, ela não queria perder nenhum momento do seu crescimento e de sua irmã, achei que ela estava melhor, errei.

Eu não tenho coragem para o interromper e dizer que ele não errou.

— Em uma tarde sua mãe teve uma recaída e bebeu, em um momento de distração dela enquanto vocês duas brincavam, Ingrid caiu na piscina e por ser muito novinha ela morreu afogada. O motorista que encontrou o corpo na piscina e você estava chorando por estar assustada e não saber o que estava acontecendo ao seu redor.

Congelo na hora, sabe aquela dor no peito que parece que tem alguém atravessando algo sobre ele? Sabe aquele frio na barriga, não aquele de coisa boa? Sabe aquele momento que parece que você vai parar de respirar e não é por amor? Quando parece que seu mundo acabou de ser arruinado? Que sua garganta arde por um momento?

É tudo que sinto agora.

— Você não é culpada minha jóia, se tem uma pessoa que é inocente, é você. Eu sou culpado por ter confiado que sua mãe estava bem e ela foi culpada por ter bebido quando estava na hora de vocês duas brincarem sob supervisão. Olhamos a câmara de de segurança para ver o que tinha acontecido de fato e você a derrubou sem querer, mesmo a piscina tendo proteção, por o corpo dela ser pequeno passou pela barra de proteção, você gritava a sua maneira pela sua mãe, e quando Maciel ouviu uma criança chorar já era tarde demais.

—Meu Deus. — Levo minha mão até minha boca a cobrindo, meu corpo treme, me levanto em um rompante.

Agora eu entendo todo desprezo que minha mãe sente por mim, ela tem toda razão, eu sou uma cega inútil.

Saio da sala ignorando Justin e meu pai me chamando, eu conheço muito bem esse lugar, ando calmamente até o fundo e vou para perto da piscina que se encontra vazia durante toda minha vida. Não sei se estou perto ou longe da piscina, porém me sento ali, o choro desce sem trégua, fico ali não sei se minutos ou horas.

O cheiro do cacau se aproxima, Justin.

Sua mão vai de encontro ao meu ombro e uma palavra apenas sai de sua boca:

— Grite.

— Me deixe Justin, eu quero ficar sozinha.

Eu jamais gritei em toda minha vida, eu sempre guardo tudo dentro de mim, minha mãe me mata se eu me portar como uma suburbana qualquer.

— Eu mandei você gritar, então grita. — O tom de voz dele se torna firme e mandão, então um grito sai de minha garganta, tão alto que minha garganta arde e parece que minhas cordas vocais irão se arrebentar uma a uma. E logo em seguida o choro toma conta novamente do meu corpo que é puxado com força e logo em seguida é abraçado por ele.

— Grita um palavrão, o primeiro que sentir vontade, você precisa extravasar a sua dor.

— Eu não posso Justin, minha mãe me mata.

— Você pode tudo, pelo menos uma vez na vida faça algo por você e não por alguém.

— Eu não consigo. — O soluço toma conta e mal posso falar uma palavra. Ele alisa minha bochecha.

— Minha mãe tem razão, sou uma cega inútil, uma assassina, se eu enxergasse isso não teria acontecido e teria uma irmã.

— Nunca mais repita isso, você precisa entender Violetta que mesmo se enxergasse o acidente teria acontecido, você era apenas um bebê de um ano e meio que não entendia nada, absolutamente nada.

Ele segura firme meu braço enquanto me explica.

— Você consegue me entender? — A pergunta é feita com carinho e eu apenas confirmo que sim.

—Você cumpriu a promessa de estar aqui comigo.

Meus dedos corriqueiros acaricia seu pescoço, mesmo estando quebrada, triste, estou contente por tê-lo comigo.

— Jamais deixarei você, quando vai entender isso?


Notas Finais


E então o que acharam?


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