História Virginal - Capítulo 4


Escrita por: ¢

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Lay, Sehun, Suho
Tags Baekhun, Comedia, Sebaek, Sulay
Visualizações 306
Palavras 1.060
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi gente demorei mais do que esperado pra att pq eu viajei POKSADOPASKODP
maaaaas ai está novo capítulo, vejam ai o que acham e confiram as notas finais também risos

Capítulo 4 - Tico Mia


Estava relativamente frio naquele dia, ao menos muito mais que os dias anteriores. Cumpri o horário na faculdade, que era o compromisso do dia, e jogado no acolchoado do meu quarto passei praticamente a noite inteira esperando a chegada de Oh. Ele poderia ao menos entreter-me ao voltar do trabalho pervertido dele; stripper, bar tender, sei lá o que ele fazia naquele clube, era tudo impuro.

O soar da porta sendo destrancado fora um alívio para meu tédio momentâneo. Ergui-me com agilidade e calcei as pantufas que se encontravam praticamente coladas na beirada da cama de casal, a qual utilizava sozinha. Mal precisei aproximar-me da sala para vê-lo tacado contra o estofado acinzentado com os pés postos sobre a mesa de centro.

Posicionei-me a frente da televisão, que estava ligada, e fitei o rosto juvenil alheio. Analisava as orbes, as maças do rosto, o nariz arrebitado e por fim os lábios roseados. Tinha o costume de agir além do intimo com Sehun então ele pouco se importava com o meu encarar sem-vergonha, então permaneci ali até que ele se irritasse, ou qualquer outra vertente disto.

— O que houve? — Questionou-me.

— Me faz uma piada impura.

Ele riu inconformado enquanto recolhia as pernas e juntava os dedos. Encarou-me da mesma forma que eu fazia antes e suspirou. — Ok. Eu ganhei um gato.

— Não ganhou não.

— Cara, eu ganhei um gato. — Insistira. — E o nome dele é Tico.

— Você não ganhou um gato.

— Você não queria uma piada impura? — E eu logo murmurei em realização, péssimo começo de piada. — Você não acredita; Tico mia na sala, tico mia no quarto, tico mia na rua, tico mia em todo lugar.

— Ué, normal, gatos miam.  —Oh rira com amplitude enquanto esticava os braços nas almofadas.

— Você é realmente muito inocente.

Fora uma pergunta aleatória a qual sequer lembrava-me o propósito. Dei de ombros para o que ele dissera, já que não queria fazer o esforço de entender, e sentei-me ao seu lado no espaço vago, esticando-me em seu corpo como o de costume.

Meus olhos concentraram-se nos feixes coloridos que transmitiam histórias em traços infantis, os preferidos do garoto de fios laranja, ou ruivos como ele insistia em falar. Não me interessavam, não me agradavam, mas eu permanecia ali apenas por um explicito motivo; arranjar o momento certo para arrancar comida que seria paga com o dinheiro impuro do mais novo.

As falas em outro idioma doíam-me a mente e para ler as pequenas letras eu precisava de óculos de leitura, o qual em boa parte do tempo me recusava a usar. Movimentava-me para esquerda, logo para a direita, chutando o corpo alheio sem perceber – e sem ser repreendido, o que deveria ser vantagem de ser mais velho – e logo concentrei minha visão no teto branco e sem iluminação, já que, para variar, deixamos as luzes da sala desligada.

— AH! — Gritei num momento de realização, recebendo um olhar assustado do mais novo. — Como assim você quis dizer que me comeria, seu impuro — Chutei propositalmente o corpo do rapaz que logo passara a rir.

— Você só entendeu agora? — Ele falava com dificuldade em meio ao gargalhar. — Eu só contei uma piada, você que pediu, não quer dizer exatamente que eu queira isso.

— Por que eu fiz esse tipo de pergunta? — Questionei-me num tom mais alto do que o imaginado. — Por que elas estranhamente mexeram comigo?

— Deve ser por que você é carente.

Minha coluna voltara à posição ereta e meus olhos fitavam com infelicidade a face pálida. — Não tem por que eu estar carente — Pronunciei com os lábios apertados. — Se fosse assim, eu teria sido carente a vida inteira.

— A resposta tá mais perto do que parece. Fica na mesma casa que uma pessoa tão bela como eu é uma baita tensão sexual. — Inconscientemente acabei meneando a cabeça a principio, mas logo realizei que se tratava apenas de uma frase narcisista.

— Idiota — Mostrei-lhe a língua e bati com a almofada contra sua face. — Ah, mas já que estamos falando nisso. — Os olhos curiosos concentraram-se nos meus. — Como é amar?

Os largos dedos foram até as próprias madeixas coloridas, repentinamente bagunçadas. Prensou o lábio superior ao interior e dirigiu o olhar as próprias pernas; sinal de que ele realmente procurava uma resposta racional para a questão.

— Hm... Amar é algo intenso, é muito maior que gostar ou se apaixonar. Por exemplo, quando você gosta de alguém pode ser por um motivo simples, algo superficial, às vezes só sentir um frio na barriga e nada mais. — Juntou os braços enquanto dirigia o olhar novamente ao meu rosto. — Se apaixonar é quando você fica louco no sentido que você pode ficar descontrolado, meio irracional, é querer se entregar, é se perder. Algo assim eu diria. Agora amar é algo muito maior, é aceitar o melhor e o pior, é ver um futuro ao lado da pessoa, é estar ali para ela, entende?

— Eu não acredito que estou tendo aula de como é amar por um garoto mais novo.

— Você que pediu.

— Já que você tá respondendo com tanta dedicação, então me responde outra coisa, então como é transar?

As mãos vieram a tampar os lábios rosa que por vez sopraram um riso constrangido e, eu sinceramente entendo o porquê. Oh estava sendo intimidado por um hyung que, no caso, só queria saber sobre alguns prazeres que nunca tivera. Eu realmente sou um caso raro e sem solução.

— Ok, vou falar sinceramente. É uma arte que envolve prazer e desejo. Os pornôs que você vê por ai são forçados, grotescos, impuros.

— Eu não vejo pornô há anos. — Verdade.

— A cada dia que eu passo com você eu me surpreendo com sua vida tão sem graça e como você consegue apesar de tudo aproveitar ela tão bem.

— Às vezes sexo não é a resposta.

— E você nunca teve vontade?

— É...

— Tipo, nunca se masturbou?

— É...

— Nunca se imaginou beijando ninguém, nem mesmo um famoso?

Sim para a primeira, sim para a segunda, sim para a terceira, mas os “sim” foram incapazes de sair dos meus lábios naquele instante já que estranhamente sentia-me pressionado. Nem havia o porquê, apenas não conseguia olhar para aqueles olhos e responder com tanta convicção como ele me questionava; isto por que normalmente respostas e perguntas confiantes vinham da minha lábia.

— Me mostra.

— Qual parte?

— Todas que você puder. Você é o único que eu realmente confio.


Notas Finais


esse capítulo foi curto e eu cortei no lemon? CORTEI
pq? pq eu inicialmente não queria colocar lemon e tudo depende de vocês, se vocês realmente quiserem me digam e eu add
se não, próximo capt é o ultimo rs rs
triste vida de shortfic
espero que tenham gostado eeee

relevem erros, ou melhor, me avisem sobre eles! <3


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