História Virtuais Reais - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
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Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Um Terrível Pesadelo


Naquela noite, já um pouco mais tarde e longe do lugar de ação, em que sucederá o duelo dos policias contra o assassino, num pequeno apartamento solitário, Gustavo acordava de sua cama. O programador de jogos da Central Virtual LTda, não estava conseguindo dormir, não somente pelo calor da noite mas por conta das preocupações. As investigações, envolvendo a morte de pessoas que havia jogado o jogo que ele ajudará a criar_ sendo que ele pensou-o primeiramente_ o estava tomando a paz dos nervos: já que não se encontrava explicação plausível para o problema. O gerente de produção Seu Eduardo, havia já cancelado as produções do game, por ordem do chefe maior da empresa, Seu Adonias Santarém; é por isso o jogo já estava sendo quitado para ser retirado do mercado, por conta da má publicidade em cima dele. Gustavo nunca quisera isso, já que somente sonhava com um jogo de sucesso. Como programador de games, sempre teve grandes ideias para jogos eletrônicos, mais nos últimos tempos essas ideias não vinham com frequência. Forçado a buscar uma solução, chegou até mesmo a proferir palavras ocultas de um livro antigo, que alguns diziam ser de magia negra, para buscar uma ideia para um novo jogo. Coincidentemente, após isso veio a ideia, para criar Caçador de Assassinatos.

Mas era mesmo somente coincidência? Gustavo lembrava que viu esse livro, numa estante escondida da biblioteca municipal de São Paulo. Era um livro, que segundo o bibliotecário, havia sido achado por um antigo professor de história, em suas incursões de pesquisas arqueológicas no centro da floresta Amazônica. Acreditava que era um livro pertencente a algum explorador bandeirante, que havia vagado pela área, já que a história provava a existência de exploração de bandeirantes no lugar. Um livro de capa escura e folhas amarelas, sem título, com nomes numa língua muito antiga, que o pesquisador verificou ser uma mistura de inglês com espanhol. Havia mesmo palavras que pendia, ora para o inglês, ora para o espanhol; em que o conteúdo remetia a invocação de forças ocultas para ajudar pessoas. E foi pensando nisso, que acreditou que o livro lhe poderia ajudar, mesmo que uns dissessem ser perigoso obter, por ser um livro de magia negra. Gustavo não acreditava nessas coisas. E nem pensava que o livro poderia ajudar ele. Mesmo assim o levou, como se uma força fizesse com que levasse.

Lembra-o que por conta das palavras diferenciadas no livro, nessa mistura inglesa e espanhola, ele pouco conseguiu se atentar para os escritos. E isso fez com que lesse somente um pequeno trecho, numa das páginas nesse livro. Assim era o trecho:

“Oh, evil realities, me va a ayudar. Hacer pausa barriers entre los universos, for his mighty hand ayudarme. So come! Vamos!”

Numa tradução: “Óh, mal das realidades, venha me ajudar. Faça quebrar as barreiras entre os universos, para sua mão poderosa me auxiliar. Pois venha! Venha!”

Como se percebe no original, uma união bem desconexa, entre inglês e espanhol era visto no trecho. Mas o conteúdo mostrava a invocação a uma força oculta, para ajudar alguém em necessidade. Alguns colegas diziam para ele que isso era magia negra, e invocar forças desse tipo era perigoso. Mas como ele nunca acreditou nessas coisas, nem ligou para o que diziam. E estava tão desesperado para a ideia de um novo jogo de sucesso, que para ele até valia a ajuda do demônio _ Como foi tolo! Como agora ele percebia sua tolice. Pois ele no fundo imagina, que as mortes das pessoas que estavam jogando caçador de assassinatos, tinham como ação a mão poderosa daquele mal de realidades, que ele invocou. Mas o livro estava destruído. Ele o havia queimado. Ele não tinha mais o livro, para colocá-lo como culpado disso tudo. Será...?

Gustavo tentou dormir novamente, deitando-se na cama e cobrindo-se bem nos lençóis. E fechando os olhos deixou que Morfeu, descesse nele o pó do sono.

Lembra Gustavo que ele começou a sonhar com um grande casarão, que parecia ser o de Seu Adonias, onde já havia ido. Ele viu uma sombra, que mais a sua frente, entrou pelos portões do casarão e passou pelo jardim, entre seguranças e cães nesse, sem ser percebido. Entrou na casa e subindo aos quartos, cruzou um corredor e chegou ao quarto onde dormia um senhor. Gustavo viu assim que era o Seu Adonias Santarém.

A sombra que ali estava, Gustavo não conseguia ver, pois apesar da forma humanoide, não mostrava face para ele. Mas ele sacou uma arma. Pelo seu entendimento de armas, era uma pistola semi-automática Beretta 92 de 10balas. Apontando a arma ele atirou contra Seu Adonias, que se levantando na hora, viu três balas cravar em seu corpo; uma delas que acertando o seu rosto, desfigurou-o completamente, saindo por trás do crânio. Depois a sombra sumiu, como solidificada como uma névoa negra soprada no ar. E Gustavo viu-se sumir com ela.

Ele logo foi se ver numa bela casa, grande também e de cor branca, num bom bairro da cidade. A sombra estava lá e entrou nessa casa, atravessando também portões, murros e paredes, como um espectro insólito. Ela também foi a um quarto, onde Gustavo viu a sombra olhar a cama, que balançava com gemidos de prazer. Logo esses pararam e saindo de dentro dos lençóis, pode vê-los que eram um homem e mulher: a mulher era uma morena de pele clara e o homem Gustavo reconheceu, era o Seu Eduardo. Os dois naturalmente estavam se amando abaixo dos lençóis, pois se os via nus. E olharam a sombra sacar sua Beretta 92 e disparar 4 tiros, dois no peito da mulher e outros dois em Seu Eduardo, um na cabeça e outro também no peito. Nesse momento um grito de crianças foi ouvido e a sombra saindo para o corredor, viu vindo de dois quartos, duas meninas. A sombra atirou mais três vezes, dois tiros no peito de uma, e outro na cabeça de outra. E tendo recarregado a arma, com mais dez balas, sumiu com Gustavo lhe indo atrás.

Logo depois Gustavo se viu ao lado da sombra diante de uma casa de cor rosada, em outro bom bairro de São Paulo. A sombra e Gustavo entraram novamente na casa, atravessando as paredes sólidas e viram numa sala uma jovem de cabelos loiros a cuidar de um bebê no colo. A sombra explodiu a cabeça da jovem, com três tiros nessa e deu mais um no peito do bebê que chorava. Um homem ao ouvir os disparos, desceu apressado um vão de escadas. Esse homem era Cristiano, cara baixo e de pele branca. Ao ver mulher e filhos ensanguentados ele gritou, mais a sombra o calou com mais uma saraivada de balas de sua Beretta 92, dando-lhe cinco tiros. Este rolou pela escada e veio parar todo furado diante dos pés de Gustavo. E assim a sombra sumiu mais uma vez, ao lado de Gustavo.

Eles surgiram já dentro de um apartamento, onde passando por sobre uma porta, se viram num quarto com uma mulher ruiva e um homem ao seu lado, nus e dormindo tranquilamente. Esse era Bruno ao lado da namorada, que descasavam o sono dos justos. Eles ouviram os sons de aproximação da sombra, acordando alarmados diante da visão desta. A sombra, já com a Beretta novamente carregada, perfurou-o com as dez balas, enchendo-os de furos de morte. E assim sumiu com Gustavo.

A última parada foi na casa em que Marcelo, outro colega de Gustavo, vivia com os pais. A sombra entrando pelas paredes, chegou ao quarto de um casal de velhos. E mesmo esses dormindo, recarregou a sua arma e disparou sete tiros contra a vida deles. O barulho fez um homem, esse era Marcelo, entrar no quarto, e vendo a sombra e os pais mortos gritou em horror e tristeza. Mas esse grito foi curto, pois três tiros o penetraram e fizeram o calar.

Havia acabado. Gustavo tinha visto a sombra matar o chefe Adonias Santarém, o gerente Seu Eduardo, o advogado Cristiano, e seus colegas programadores de games, Marcelo e Bruno. Todos mortos com suas famílias e entes queridos, de maneira horrível e assustador. E depois de finado esses atos a sombra encarou Gustavo, onde ele se arrepiou com sua face sombria de sorriso macabro e olhos vermelhos. E nisso ele não segurou o grito, brandindo-o de maneira forte ante uma risada sobrenatural da criatura.

Ele acordou com isso. Com falta de ar e ainda gritando. O corpo todo suado e o coração em batidas aceleradas, revelavam como terrível havia sido esse pesadelo. Pesadelo? Pois para Gustavo foi tão real, que deitar de novo e voltar a dormir, era para ele impossíveis. Por isso ele ficou acordado, matutando intensamente esse pesadelo, o pior que tivera em toda sua vida.

Mais logo a manhã surgiu, e o clarear do dia pareceu dissipar os temores de Gustavo. E preparando um café forte, tentou eliminar tudo de ruim em relação aos tremores do pesadelo, ficando desperto para o dia.

Nesse tempo o telefone tocou. Ele atendeu. Na outra linha uma voz, assustada e aflita, que representava um dos sócios na empresa Central Virtual Ltda., falou algo apavorante para ele: a morte na noite que passará de seus colegas, Marcelo, Bruno, o gerente Seu Eduardo, o advogado Cristiano, e ainda a morte do dono da empresa Seu Adonias Santarém. Gustavo ficou alarmado com a notícia. Que para piorar lhe foi revelado, que as mortes ocorridas, se deram por um assassino que invadiu as casas desses e os matou a tiros. Inclusive, e nisso o homem do outro lado da linha ficou muito triste, pois pessoas da família das vítimas foram mortas; exemplos a mulher de Cristiano e o pequeno bebezinho que ele tinha com esta. Tudo isso para piorar uma tragédia monumental, que abalaria toda a Central Virtual.

Após o fim do telefonema, sendo avisado Gustavo que deveria ir à empresa para pensar o que se faria, esse largando o telefone sentou no sofá, e com a mão na cabeça disse: _ Foi real! Tudo que eu sonhei foi real. E Gustavo sabia quem fez isso... Infelizmente ele sabia. Era aquela sombra de seu pesadelo, uma sombra que ele tinha certeza, ele próprio libertará.

Nesse momento um susto o fez estancar. E isso pois o livro negro, que antes tinha queimado, estava no chão da sala, tendo aparecido como mágica. Outra prova daquilo que ele indagava.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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