História Virtual Love - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Mistério, Romance
Exibições 31
Palavras 3.308
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


ÚLTIMO CAPÍTULO *-*

Aqui está o encerramento dessa fanfic. Amei muito ter compartilhado ela com vocês, mesmo ainda sendo uma iniciante. Obrigado por tudo, pelos comentários, favoritos, visualizações, tudo mesmo. ❤

Tenho certeza que minha amiga Julia ficará muito feliz quando ver a fanfic que eu escrevi para ela, acho que ela vai rir com os comentários 😂❤

~NARRADO PELO THÉO ~

Capítulo 20 - Resposta, Sentimentos


Fanfic / Fanfiction Virtual Love - Capítulo 20 - Resposta, Sentimentos

 

A Julia havia mesmo voltado, dava para escutar as brigas com a mãe dela, eu não me encontrei com ela no domingo, eu também não bati na porta da casa dela, não poderia fazer isso, não agora. Eu fiquei feliz por ela estar bem e por ter voltado, mas também fiquei triste com o que poderia acontecer entre nós. 

[...] 

Segunda feira, dia de aulas, não esperei que eu e a Julia fossemos juntos, e não fomos, eu cheguei na escola antes dela. 

- Oi Japa. - O Thomas falou. 

- Oooi Jaapaa - O viado/Lucas falou. 

- Será que a Julia vem hoje? - Thomas, não me lembre disso... 

- Falando no capeta. - O Lucas estava olhando para a porta, a Julia estava entrando, com o seu Moletom da Tropa de Exploração, e seu AllStar. Aquilo apertou meu coração, vê-la de novo e não poder abraçá-la, ou o simples fato de não estar ao seu lado. 

- Oi Julia. - O Thomas falou. 

- Kole desaparecida. - Lá vai o Thomas. 

- Oi. - Ela estava fria, com sua proteção/ice berg invisível. Ela passou de cabeça baixa, andando rápido, nem olhou para mim. 

- "IIH ALÁ, A DEPRÊ VOLTOU" - Sério, começou. 

- SE EU FOSSE VOCÊ CALAVA A PORRA DA BOCA, ANTES QUE EU FAÇA VOCÊ ENTRAR EM UM COMA ETERNO. - Ela chutou uma mesa, que derrubou várias outras, efeito dominó. Ela estava nervosa? Ou só queria impôr moral? Deve estar querendo evitar enchessão de saco por um bom tempo. 

Ela se sentou, na minha frente, como se nada tivesse acontecido, e colocou aqueles benditos fones. 

- Ela está estressada? - Percebeu sozinho Lucas? 

- Nossa, claro que não, olha lá ela vomitando um arco íris. - O Thomas sendo irônico, chega a ser engraçado. 

A professora de português chegou, eu vou ter que ficar atrás da Julia o dia todo, não que seja ruim, mas eu não sei como será isso, eu confesso que estou com um pouco de medo. 

- Hoje é Aula de Leitura, quem tiver livros podem pegar, quem não tiver vá até a biblioteca. - A professora falou. A Julia se virou e mexeu em alguma coisa na mochila. 

- Eu estava preocupado com você Julia. - Eu disse baixo, mas tenho certeza que ela escutou. Ela não fez nenhuma expressão, só continuou mexendo na mochila. - Você vai se afastar mesmo? - Ela parou por um segundo, e depois voltou a mexer. - Eu não vou te esquecer. A questão é: você vai me esquecer? - Ela tirou alguns mangás de dentro da mochila, me olhou por uma fração de segundos e virou para a frente de novo. 

[...] 

No intervalo a Julia não estava no lugar de sempre, ela estava na sombra, meio encolhida no canto, comendo e escutando música, o Thomas viu e foi conversar com ela. Ele voltou um tempo depois. 

- E então, porque ela está deprê de novo? - Lucas você tem o emocional de uma pedra. 

- Ela disse que está normal. E que não era da minha conta. E que eu não sou de falar então não sabe o que eu estou fazendo alí. Que está com sono. Está triste. Que quer comer em paz. Que eu estou falando mais alto que os fones dela. Estou atrapalhando a melhor parte da música. Foda-se. Que não está com raiva de nenhum de nós. - Ele explica as coisas de uma maneira tão... Sei lá. 

- Cara, você é estranho. - Avá Lucas?

- E você é chato. - Bem feito. 

- E você Japa? - Quê foi Lucas? 

- Eu o que? 

- Está viajando, brigou com a Julia? - Não exatamente. 

- Não. 

É estranho o tanto que eu reparo nela, a todo momento o bendito nome dessa menina ecoa na minha cabeça e, mesmo sem querer, me pego olhando para ela, ou com uma vontade enorme de mexer no seu cabelo. Tenho certeza que o Thomas percebeu isso. 

[...] 

Era aula de inglês, a professora estava pedindo a todos os alunos para dizerem algumas frases. Minha vez. 

- Angels lie to keep control. - Eu realmente amo essa frase. "Anjos mentem para manter o controle." Até me lembra a Julia, ela é uma anja em corpo de demônio, que se afasta para não se machucar, ou machucar os outros. 

Vez da Julia. 

- Go to Hell for Heaven's Sake. - Ela disse, sua voz saiu mais fria que o normal, mais direta, até mais alta, como o corte de uma faca muito afiada. 

- "Vá para o inferno pelo amor de Deus." Estaria me xingando? - Acertou miserável. 

- É o nome da música que estou escutando. - Ela nem olhou para a professora. 

- Tire o fone por favor. - A professora parecia segurar um drama na garganta. 

A Julia guardou o fone. 

- Por favor, façam dulpas, irei passar uma trabalho agora - Era o que me faltava. O Thomas me chamou. 

- Você deveria começar a disfarçar. - Ele falou baixo, mas claro. 

- O quê? - O único ruim do Thomas é que ele sabe quando pressionar alguém. 

- Sério? Você está a dois metros de distância e mesmo assim na para de olhá-la. - Ele disse. 

- Não estou olhando. 

- Beleza, pode mentir pra mim, não pra você mesmo. - Essa foi uma facada. 

Ficamos em silêncio depois dessa breve conversa.

[...]

Estávamos no portão da escola, a Julia saiu, escutando música como sempre. Era como se nós não nos conhecêssemos, se nunca tivéssemos conversado, se tudo que aconteceu com a gente tivesse sumido, de um dia para outro. Eu estava fingindo que estava tudo normal, mas não estava, eu realmente estou triste, eu sinto um aperto no coração sempre que a Julia passa do meu lado e abaixa a cabeça, e saí andando como se eu não estivesse alí, como se minha presença estivesse a irritando, ou perfurando seu coração, isso era tudo que eu não queria, eu queria que ela risse mais, queria que ela mostrasse aquele lado alegre dela para outras pessoas, mas tudo que eu fiz foi piorar as coisas, piorar talvez a vida dela. Eu a pressionei para falar e estraguei tudo, eu pensei que ela ficaria melhor, mas ela ficou pior do que nunca. 

[...] 

Eu fiquei boa parte da tarde jogando Natuto Online, a Julia conversava normalmente no Chat da Guilda, zoava com os outros, mas não falava comigo, não respondia minhas perguntas, nada relacionado a mim, ela estava me evitando totalmente. Como se quisesse que eu deixasse de existir. 

Me deitei na cama, eu estava péssimo, eu nunca pensei como eu ficaria se a Julia voltasse para Minas Gerais, ou se simplesmente acontecesse alguma coisa... Eu nunca nem imaginaria que iria ficar tão... Morto. Essa sensação é horrível, não são simplesmente facas atravessando meu corpo, meu coração, minha alma. É a falta de que uma pessoa faz, de que a Julia me faz, é como se uma parte do meu coração fosse amassada por um grande vácuo, aquela parte que só fica alegre com a presença da Julia, eu não vou conseguir suportar isso. Ela já não é simplesmente uma das amigas que vem e vão, ela é uma coisa permanente, é como um dos membros do seu corpo, e que foram arrancados brutalmente. "Eu sou um Kaneki e a falta que eu sinto dela é a Rize. E a tristeza é o Jason". 

No dia seguinte foi a mesma coisa: a Julia não falou comigo e nem olhou na minha cara, ameaçou os alunos, desrespeitou alguns professores, escutou música, leu, ficou sozinha e foi embora, e isso me deixou muito triste, péssimo, eu estava com vontade de abraça-la, de chamá-la de peste negra e que tudo voltasse a ser como antes, como se nada tivesse acontecido. 

[...] 

Passaram-se duas semanas. As piores duas semanas da minha vida, eu não fiz absolutamente nada: não ri, não fiz as atividades, não treinei, não saí de casa, não dormi, e pior de tudo: não falei com a Julia. Ela estava normal, ou parecia normal, falava, andava, xingava, mas não parecia destruída igual a mim, e isso me irritava, não que eu queria ela mal, mas é como se aquilo não tivesse significado nada para ela. Eu tentava disfarçar ao máximo minha tristeza , mas estava na cara que alguém - no caso o Thomas - já tinha percebido que eu estava mal por não estar falando com a Julia. 

- Cara, você está morto. - Obrigado Thomas, nem tinha percebido. 

- Sério? Descobriu sozinho ou pesquisou no Google Maps um cemitério e me encontrou? 

- Na verdade, o rastro de tristeza foi mais rápido. - Vai se foder Thomas. - O que caralhas aconteceu com você e a Julia? 

- EU SIMPLESMENTE NÃO SEI. - Na verdade sabia sim, só não conseguia entender o porque dela se afastar de mim. 

- Ah tá tá... Não tá mais aqui quem falou. - Ainda bem. 

[...] 

Era aula de história, a Julia estava conversando com a professora, na mesa da mesma, quando o bondinho da Charlote chegou alí, ela às vezes procurava briguinhas com a Julia.

- Ainda bem que você se afastou do Japa, você não combina com ele. - Eu acho que você combina com o diabo Charlote. A Julia nem virou para trás. 

- "Uuuh que cheiro de piranha" - Uma das meninas do bondinho Charlote disse. 

- Eu ia te falar isso agora. Tá precisando de um desodorante em. - A Julia falou, mas ainda não olhou para as meninas, a sala toda riu, às vezes é bom vê-la com 1% da alegria. 

- O que você falou vadia? - A Charlote empurrou a Julia em cima da mesa da professora. - Cala a sua boca. 

A Julia olhou em minha direção, não sei se era exatamente para mim, mas foi em direção ao fundo da sala. Ela deu um chute na barriga da Charlote, de novo, eu não entendo porque ela ainda caça, ela sabe que vai apanhar. A Julia derrubou ela, e pegou seu braço, ela fez o mesmo movimento de quando quebrou os braços do Marcelo, eu me levantei rápido, acho que ela viu, e parou. 

- PARA DIRETORIA, TODOS VOCÊS, THÉO TAMBÉM. - O que?

- Eu o caralho, eu não fiz nada. 

- Vai logo. - A professora disse.

[...] 

Chegamos lá, as três meninas foram embora com uma advertência, eu, a Julia e a Charlote ficamos. 

- Julia, porque você bateu nela? - A Mina já decorou o nome da Julia. 

- Ela me empurrou ué, pura defesa. - Por um lado foi verdade. 

- Você ía quebrar meu braço vadia. - Charlote, silêncio. 

- Olha a boca mocinha. - A Mina a xingou. 

- Eu quebro seus dois braços, e sua perna de brinde, se você abrir a boca mais uma vez para dirigir a palavra a mim. - A Julia estava enrolando uma mexa de cabelo nos dedos, estava até fofo, tirando as palavras amedrontadoras que ela acabou de falar. 

- Isso foi uma ameaça? - Sério isso Charlote?

- E se for? Vai chamar o papai? A polícia? - A Julia parou. 

- Sim! - Agora eu quero rir. 

- Chama lá, já estou acostumada com tribunais. - Ela riu. - Eu simplesmente irei tacar o meu foda-se, e obviamente irei te destruir, literalmente. 

- Sem brigas, já deu. Charlote eu quero seus pais aqui. Julia... Eu já sei da sua situação então esquece... Théo, porque você está aqui? 

- Eu sei lá. A Charlote acha que eu sou namorado dela, e ficou revoltada com a Julia, e me meteu no meio disso. 

A Charlote saiu da sala. 

- Meu Deus, jovens. - A Mina riu. 

- Oh Mina, você vai comer esses biscoitos? - A Julia estava olhando para um pacote de biscoitos em cima da mesa. 

- Não, pode pegar. - Ela entregou, a Julia comeu igual um esquilo. 

- Então... Vocês dois são namorados? - A Mina perguntava, parecia saber de algo. 

- Não. - Obviamente não somos, mas essa única palavra, dita friamente, com um tom tão direto que só a Julia saboa fazer, foi como se nem  fôssemos amigos. 

- Mas vocês andam tanto juntos, até arrumam brigas, certeza que não é nada? - Não cutuque a ferida Mina, por favor. 

- Não tem nada entre nós, e nós não andamos juntos. - Essa frase da Julia perfurou ainda mais minha alma. 

- Não é isso que eu vejo, e escuto dos professores. - Ela parecia estar curiosa, tipo aqueles amigos que tentam juntar os casaizinhos da sala. 

- Quem te contou isso? - Eu perguntei, já estava curioso. 

- Minhas fontes. - Ela riu. 

- Suas fontes estão erradas. - A Julia jogou o pacote de biscoitos vazio em cima da mesa. 

- Vocês brigaram? - Boa pergunta Mina. 

- Não. - Confesso que não entendo a Julia. 

- O que aconteceu entre vocês? - Também quero saber Mina. 

- Nada, porque aconteceria alguma coisa? - A Julia sorriu, mas não foi aquele sorriso alegre, foi triste. 

- Por que não estão se falando? - Acabei de descobrir que a Mina tem uma ótima percepção. 

- É óbvio que estamos nos falando. - A cada palavra da Julia meu coração aperta mais.

- Então olhem um para o outro, meu Deus - A Mina riu - Isso já está me dando agonia. 

Eu olhei para a Julia, ela também virou-se para mim, mas não me olhava, certamente era em minha direção mas o olhar não era para mim, era mais distante e profundo, como se seu sub consciente tivesse bloqueado meu rosto, e em meu lugar vesse qualquer outra coisa. Seu semblante também estava sério, mas com aquela pontinha de tristeza, que só ela sabe fazer. Isso quebrou mais meu coração. 

- Bom... Eu acho que vocês tem aula então... Podem ir. - Acho que a Mina percebeu, mais ou menos...

- Tem alguma coisa a mais? - A Julia desviou o "olhar" para a Mina. 

- Não, podem ir. - A Mina sorriu, meio forçado. 

Esse foi o mais próximo que eu fiquei da Julia nessas duas semanas, mesmo ela ainda não tendo olhado na minha cara, e nem falado nada comigo. 

[...] 

Já tinha se passado um mês, eu estava morto, eu realmente sofri nesse um mês. A Julia não olhou na minha cara e não trocou uma única palavra comigo, nada. Foi como estar no escuro, por anos, e eu estava sendo baleado a cada segundo. 

Era domingo, por volta das 18:00, eu estava rodando aquela pulseirinha dourada nos dedos, era uma forma de estar com a Julia. Depois de muito tempo, acho que não tem mais volta. Eu nunca vou te esquecer Julia...

- MÃE EU TÔ SAINDO. 

- TÁ BOM. - Ela gritou lá da cozinha. 

Vou entregar isso à Julia, não que seja como um pedido de desculpas, é como um adeus. Eu bati campainha, a ideia era ter sido normalmente, mas minhas mãos estão meio trêmulas. 

- Quem é? - A Julia gritou do outro lado. 

- É o Théo, vim te devolver a pulseirinha dourada que você esqueceu lá em casa. 

Ela ficou em silêncio, por uns 10 minutos  cada um de nós, um do lado contrário do portão. Ela abriu. 

- Oi Japa. - Ela estava olhando para mim, nos meus olhos e estava... Sorrindo?! 

Eu nunca fiquei tão feliz de ver o sorriso dessa garota, eu corri até ela e a abraçei.

- Cara, eu estou tão feliz de ver você sorrindo. - Eu a abracei muito forte. 

- Desculpa Japa... - Ela passou a mão no pescoço. 

- Não... - Eu a soltei e a fiz olhar para mim. -  Espera... PORQUE CARALHAS VOCÊ FEZ ISSO COMIGO? 

- Eu achei que você ficaria melhor longe de mim, longe da minha verdade. - Ela estava olhando pro chão, apertando a manga da minha blusa. 

- PORRA JULIA, EU TÔ QUASE MORTO. - Eu carreguei ela, ela é mesmo uma anã. 

- Me desculpa. 

- Desculpa o caralho Julia, porra, você é minha melhor amiga. - Eu a abracei de novo. 

- Me desculpa, por favor, eu também fiquei mal... Mas eu não sabia o que fazer, eu pensei que você sumiria igual aos outros, e eu não quero isso... - Ela me apertou. 

- Então por que foi embora? Isso foi a pior coisa que você poderia ter feito, e ainda me colocou numa caixinha e ficou espetando alfinetes sempre que não olhava para mim. - Eu já havia a soltado, se não quebraria seus ossos de tão apertando seria aquele abraço. 

- POR QUE, SEI LÁ, EU SOU BURRA - Ela derramou uma lágrima - Eu tenho medo caralho, eu não quero ficar sozinha, sem você, e pensar que isso poderia mudar por causa desses problemas do passado meio que acabou comigo. Eu preferi que você ficasse bem, com a consciência tranquila, mesmo longe de mim, porque pra mim até sua presença faz bem, mas eu não queria que você ficasse mal, queria que ficasse melhor. - Ela segurou meu pulso. 

- Eu nunca fiquei tão triste caralho, eu fiquei péssimo sem conversar com você... Era uma facada cada vez que eu te via e você estava fria de novo, não olhava para mim e não falava nada. - Eu olhei para ela, eu estava... chorando? Eu estava chorando! Eu estava com tanta falta desse anão. Tem anos que eu não choro, e ela me fez chorar porque simplesmente falou comigo? - É óbvio que eu não ficaria melhor, eu simplesmente PRECISO DE VOCÊ. 

- Porra Japa, não chora... Eu pensei que você iria se sentir mal, ou ser afetado pela história da minha mãe e do meu pai. - Ela secou algumas das minhas lágrimas. - Eu quero que você fique bem... Me perdoa por favor. 

- FODAS, EU NÃO ESTOU NEM FODENDO PARA O QUE ACONTECEU COM SEU PAI E SUA MÃE, EU ESTOU PREOCUPADO COM VOCÊ PORRA. - Eu vi algumas lágrimas caírem dos olhos dela, e ela sorriu, com certeza o seu sorriso é o mais bonito que eu já vi. 

Eu coloquei minhas duas mãos no rosto dela, eu a puxei e a beijei de novo. Ela se afastou. 

- Não Japa... - Ela estava olhando para o lado. 

- Fica quieta Julia. - Eu a puxei de novo e a beijei. 

Foi um beijo diferente, não foi como aqueles outros, antes foi por tristeza... Pena. Mas agora foi totalmente diferente, eu precisava disso, eu queria. Foi um beijo profundo, a Julia meio que me puxou para baixo pelo cabelo... Foi bom, diferente de outras garotas, eu não sentia nada enquanto às beijava, mas com a Julia eu senti meu coração bater na velocidade da luz, ele estava vivo, tipo VIVO MESMO. Nós nos separamos, falta de oxigênio, eu colei minha testa na testa da Julia, nós sorrimos um para o outro. 

- Faça isso quantas vezes você quiser, amaldiçoado. - Por incrível que pareça meu coração bateu ainda mais rápido. 

- E o nome da minha maldição é "Julia", e eu não quero perdê-la nunca mais. - Eu a abraçei e a carreguei, ela passou as pernas envolta da minha cintura e me beijou. Eu acabei de descobrir que eu adoro a mão da Julia no meu cabelo. 

Em algum momento eu e a Julia nós separamos, ficamos nos encarando por uns dois segundos, eu estava sentindo algo estranho dentro de mim, desde que nós beijamos pela primeira vez, desde que nos "separamos", mas era pequeno, agora isso está bem maior, me sufocando, querendo sair de dentro de mim... 

- AMOR?! - Eu e ela gritamos juntos, olhando um para o outro. 

 


                                      *THE END*


Notas Finais


Se eu tô triste? Tô demais.
Não queria que acabasse, mas que foi lindo foi. Adorei a fic, enquanto escrevia não achei que ficaria tão boa, mas ficou e vocês gostaram, e é isso que importa. *--*

Obrigado mais uma vez por quem acompanhou até aqui, os comentários, as zueirinhas, vaaleu mesmo *-* ❤

Só um aviso: irei postar sim outra fic sobre Tokyo Ghoul, mas demorará um pouquinho, acho que só sexta feira que vem, porque só escrevi dois capítulos ainda.

Amo demais vocês *-* Obrigado mesmo ❤


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