História Virtual Love. (Imagine Park Chanyeol) - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~twkwoon

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanyeol, Chanyeolxreader, Eu Repeti Isso, Imagine, Kai, Park Chanyeol, Sim Eu Postei, Transexualidade, Você
Exibições 206
Palavras 2.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fluffy, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oI!
Então, eu voltei. Chegamos nos 170 favoritos, yaaay! E para quem não sabe, o link desta no wattpad estará nas notas finais!
Então, é isso ai. sz
Boa leitura. sz

Capítulo 17 - White Rose.


Fanfic / Fanfiction Virtual Love. (Imagine Park Chanyeol) - Capítulo 17 - White Rose.

“Sim... Ele vem...” Porra. Como eu iria encarar Chanyeol depois de saber toda a verdade, ainda para mais sabendo que Baek poderia arranjar problemas sérios com tal coisa? Por um lado a vontade de chegar perto, abraçar, cuidar pulsava dentro de mim como as aceleradas batidas de meu coração, por outro, o sangue que teimava em gelar só de imaginar suas passadas na minha direção. Sentia-me tão criança perante tal coisa, parecia até perdida e completamente deslocada como grande partes das vezes. Era bem fácil entender o quanto eu o queria, o quanto eu o desejava como uma amiga... Eu achava. Chegava até a ser cómico tal coisa, porém, Baekkie havia então encontrado a solução perfeita para tal coisa; esconder-me em seu quarto que era precisamente do lado da sala onde este iria acolher o mais velho.

Quando finalmente ocupei o devido lugar, Chanyeol apareceu tão belo quanto a foto; engraçado os suspiros consecutivos que este me fazia soltar somente de sua tão esbelta figura observar. Parecia quase um enigma tão claro quanto água de um rio... Senti o corpo estremecer quando este esboçou então o primeiro sorriso, seus dentes perfeitamente alinhados faziam-me feliz, somente de o observar de longe. Se eu lhe podia tocar? Não, eu realmente nunca poderia tocar-lhe, abraça-lo e falar o quanto este significava para mim por ter sido a luz das minhas trevas, porém ele continuava ali, sempre tão senhor de si e tão perfeito quanto sempre se havia mostrado. A sua personalidade era um culminar de tantos aspetos perfeitos em concordância harmónica entre si; seus passos pela sala, aflito com qualquer coisa fizeram no entanto o meu lado mais preocupado despertar de seu sono.

“O que se passa, Hyung?” perguntara-lhe o outro. “Eu sei lá... Eu sinto a falta de uma pessoa, sabes...” Pessoa? Quem seria? Quando o nome Junghu fora dito entendi de imediato que era eu. Os olhos de Baekkie mudaram ligeiramente sua expressão calma e doce para um estado mais curioso e afoito; tanto se diferiam dos olhos de Channie que brilhavam tanto que poderia até ofuscar alguém que na rua passasse naquele instante... Tudo por falar na verdade da minha pessoa. Não compreendia o porquê, muito menos tal coisa no final de tudo. “Ele, não é? Está meio óbvio, Hyung...” não conseguiu conter um riso tão sincero que fora logo iluminado por seu sorriso tão esbelto quanto sua figura. “É, é ele mesmo. Não sei, liguei-me muito a ele.” Tais coisas eram quase como canções belas que simplesmente me faziam encher o peito de alegria, que rapidamente fora desfeita quanto Channie se retirou então, tendo vindo apenas buscar a guitarra que lá tinha deixado, saindo então pela porta.

A mão de Baekkie chamou então; conforme ocupei meu lugar no sofá de pele, suspirei no mesmo instante; as memórias do que Sehun havia feito ainda estavam frescas por demais na minha mente. Mesmo que estivesse tão longe e tão magoada, algo não me deixava seguir, parecia que estava acorrentada ao outro e ao que seu coração sentia; parecia quase que Hunnie se tinha tornado uma parcela de mim tal como o oxigénio do ar total. Quanto mais iria eu aguentar sem sentir o outro do meu lado? Era incerto, o tempo era afinal incerto e as feridas em mim eram muito profundas para que fossem saradas assim tão fácil. Suspirei uma segunda vez, logo sendo abraçada pelo outro. “Ainda é ele?” quase me esqueci por momentos que este sabia então tudo o que tinha realmente passado. Assenti ainda meio chorosa com tal facto, porém os dedos frios do mais velho passaram os meus cabelos escuros como a noite, confortando-me pelo meio de seus braços. “Tudo vai ficar bem, baby.” Eu realmente temia que assim não fosse.

Porém o meu telemóvel, naquela sua gritaria imensa fez-se então notar; o nome de Jongin no visor logo me alertou para que algo não estaria então bom... Quando eu realmente soube o que se tinha passado, quase senti todo o meu peito estremecer de dor, angústia, mágoa. Segundo suas palavras, Yixing estava no hospital somente para ser visto por um profissional... Sehun não se havia segurado em termos de força e, pelos vistos tinham agredido o professor em questão. Até onde iria ele naquela sua possessividade nojenta e sem escrúpulos? Fazia-me tanta confusão que o mesmo moço doce e afectuoso que eu tinha conhecido se tivesse transformado naquele monstro sem coração.

***

Estava já no hospital, quando consegui observar Yixing sentado sobre um qualquer canto de uma maca, esperando que o médico o visse. Assim que corri em sua direção, Sehun puxara-me para o canto mais escuro do corredor imediatamente ao lado. Parecia até irritado com algo que nem eu mesma sabia o que era. “Porquê sempre ele? Porquê sempre eles, e não eu?!” era tudo afinal ciúmes? Era esse o real motivo pelo qual Sehunnie estava a agir daquele modo idiota e desumano? “Eu nunca deixei de te dar atenção! Porra!” Ouvi-o então fungar, sua voz saiu tremida demais. “Tu nunca te preocupas comigo...”.

Quantas vezes iria ele mentir sobre tal coisa? Quantas e quantas vezes ele iria somente pensar em si mesmo? Quantas e quantas vezes ele iria deixar-me daquela forma somente porque não tinha a atenção que desejava? “Mas eu...” não consegui acabar de falar, pois logo a sua mão se fez sentir em meu rosto, desferindo um estalo para me calar. Era isso mesmo? Sehun havia-me batido? Olhou para a própria mão que tremia ainda mais que seu rosto cujas lágrimas tinham invadido. Porquê tudo aquilo? Porquê? Nunca pensei que ele fosse capaz de tal coisa... Bater-me. Chegar ao ponto de tocar numa jovem para seu próprio favor, para que daquela raiva se aliviasse, Sehun fez o que nenhum homem deve fazer, bater numa mulher.

“---, eu...” fora agora a minha vez de deixar a palma de minha mão vincada na sua pele pálida. “TU NADA! ESQUECE QUE EU EXISTO!” Não consegui ouvir fosse o que fosse, o meu corpo estava a doer, a minha cabeça a girar e tudo por culpa do outro e seu egoísmo sem fim; queria somente desaparecer, esconder-me de tudo e todos, o mais longe possível da humanidade que de meros idiotas não passavam... Porquê é que o humano é sempre igual? Porquê é que as pessoas nos fazem confiar e acreditar, se depois nos tiram tudo aquilo em que acreditamos? Porquê é que se tornam num tudo, para depois nos retirarem o chão firme que pisamos? Porquê é que os seres terrenos são todos iguais e somente se preocupam com seus fúteis pensamentos? Sentia-me novamente perdida numa imensidão escura de nada; abismo sem fundo. Lua que não mais surgia, chama que agora se apagava pelo leve arrepiar manso do vento. Folhas soltas ao mar; boiando à deriva do horizonte desconhecido, onde eu pertencia na verdade?

Parecia que a lado nenhum, parecia que me deixava perder entre as malhas bordadas do destino; parecia que nada mais fazia sentido, que tudo se desmoronava agora a meu redor. Leves batidas do coração eram a única melodia que agora se escutavam; sob o luar atento do brilho das estrelas, novamente me refugiei onde de nunca deveria ter saído. A forma como ele chorava quase mascaravam seus sorriso mais belos; e agora somente restava eu, sozinha como desde os tempos mais antigos em todas as situações; agora só restava eu, somente eu e a lua, que atenta parecia troçar da tristeza em mim presente. Já o vento quente que embatia em meu rosto parecia confortar-me, ajudar-me; afinal, eu era só uma mente louca sem lugar onde pertencer, sem para onde ir na verdade.

Como eu sentia a falta dos já lá vão; como eu sentia a falta do rapaz que eu tinha conhecido. Talvez, por instantes eu tivesse colocado a hipótese de me ter apaixonado por Sehun, porém disso apenas restavam cinzas, lembranças difusas, ligeiramente apagadas pelo tempo. Memórias que a chuva levava consigo, a mesma que encharcava agora os meus cabelos. E, sentada sobre a relva fresca da noite, eu abraçava o meu próprio corpo com os pulsos em sangue vivo, o mesmo que ao se misturar com a água escorria sem fim, mas, quem ligava no fim? As palavras feriam mais do que qualquer lâmina; o choro sufocava mais do que qualquer corda. Futuro incerto, escuro, tenebroso. Seria mesmo esse o caminho que Ele havia escolhido para mim? Também... O que importava agora? Não tinha ao que me agarrar, não tinha quem me segurasse tão apertado até o ar faltar, não tinha ninguém que fizesse ecoar aos meus ouvidos que tudo ficaria bem, afinal, era isso mesmo que eu tinha, uma mão cheia de nada que sempre tive toda a vida.

Porque, uma pessoa como eu a isso se resumia, a um nada, uma coisa a mais. A estranha, a diferente, a que nem mesmo tinha algo normal geneticamente; sempre destinada a sozinha ficar, entregue ao destino, parecia que me tinha uma vez envolvido nas teias que o futuro teceu para mim; parecia agora que eu sempre havia retornado onde eu pertencia, ou julgava pertencer, à solidão que me albergava como uma capa. As lágrimas que insistiam em afogar ainda mais a pele pálida do meu rosto, o luar branco e gumoso que insistia em ser meu vigilante naquela noite lá permanecia, porque afinal, ele era o único que sempre para mim havia ficado. Levantei o rosto, encarando aquele astro brilhante no céu... As estrelas pareciam chorar, entristecidas com a melancolia da melodiosa chuva embatendo sobre o chão. Estaria ela ali? Estaria ela olhando por mim? Ah, como eu sentia sua falta apesar de tudo, como eu sentia falta dos braços protetores de minha mãe quando eu era mais nova.

Como as noites junto da lareira, simplesmente vendo um filme em família me faziam falta; como eu sentia falta daquela minha vida... Estaria eu louca? Perdidamente deixava ao desdém das ruas gélidas? Estaria eu traçada a somente sofrer nas profundezas negras? Nem eu mesma sei, porém a forma como seus braços sempre me envolviam quando eu chegava da escola; sua voz suave como mel ecoando ao meu ouvido ao questionar-me como a escola havia corrido... Eu sentia tanto a sua falta, a falta de minha mãe, que não deveria ter morrido daquela forma... Ainda hoje, daria tudo para no seu lugar ter ficado, daria para que dessa eu pudesse ter cuidado. Porém, agora nada mais restavam que as brancas rosas... Recorda-me tão bem quanto doente sobre a cama eu me encontrava, e esta em minha direção estendera então aquela tão branca rosa. “Rosas, porque são as mais belas, brancas porque são as mais puras... Uma flor para a minha flor favorita.” Esta disse... Ah, como estava a doer tudo aquilo, como tal coisa me deixava de rastos. Daria tudo para a ti te cantar aquela canção, para a ti te proteger e ser alguém melhor... Por ti eu daria tudo, para te ter de volta.

Mas a vida não era justa, muito menos havia sido feita para sempre estar feliz, eu tinha perfeita noção de tal coisa e, talvez até tudo aquilo fosse um exagero no final de tudo, provocado pela solidão extrema a que me tinha habituado a viver em, porém talvez fosse agora tempo de reagir, mostrar a força que alguém pode adquirir dessa falta de carinho extrema; talvez fosse agora a minha vez de me tornar numa estrela, e não na noite em si. As árvores que se abanavam ligeiramente pareciam agora sorrir, e chuva havia finalmente cessado, como se o choro dos céus tivesse então final. As lágrimas deixaram de escorrer, as feridas saravam agora aos poucos, e meu coração voltara a tomar a vida que finalmente tinha perdido. Do meu lado, a rosa tão bela e branca quanto a pureza de uma pomba branca esvoaçar pelos céus... A natureza parecia estar agora em harmonia, em concordância; e fora a sua branquidão que devolvera então à minha mente os pensamentos sobre seus cabelos platinados ao cair da noite. Fora então a minha vez de reagir. 


Notas Finais




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