História Vivendo a Vida Um Porre de Cada Vez - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Comedia, Gaaino, Itadei, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Sasusaku
Visualizações 1.184
Palavras 7.802
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


#Aviso: Este capítulo contém Hentai (Sexo Heterossexual Explícito)

#Aviso: O Grupo no What's App continua, caso queiram participar, me mandem o número de celular por mensagem =***

Boa leitura xD

Capítulo 25 - Nos lençóis de um Uchiha...


Fanfic / Fanfiction Vivendo a Vida Um Porre de Cada Vez - Capítulo 25 - Nos lençóis de um Uchiha...

 

O Abatedouro – 04:23

 

Sakura POV’s on

           

            A água escorreu escura pelo meu corpo, finalmente lavando toda aquela maquiagem, enquanto eu descolava os cílios falsos. Arranquei cada uma das 10 unhas postiças pintadas de vermelho, terminando de tirar do cabelo todos os grampos que usara para escondê-lo sob a peruca que, no fim, havia ficado no meio da rua.

            Eu estava literalmente sentada no chão embaixo do chuveiro, talvez fosse mais inteligente tomar um banho de banheira já que eu nem me aguentava de pé, mas essa ideia não me passou pela cabeça no momento em que me sentei aqui e agora me recuso a levantar, acho que o Sasuke já previa isso quando me trouxe até o banheiro de seu quarto com uma toalha, dizendo “leve o tempo que precisar”.

           

...eu nunca me apaixonaria por outra pessoa.

 

            A frase ainda reverberava inacreditável na minha cabeça. Eu imaginei que ele fosse descobrir em algum momento obviamente, e imaginei uma centena de cenários para a briga que se seguiria, mas nem no melhor deles acabava com ele insinuando que possa estar apaixonado por mim. Sasuke é um Uchiha e, como todos os outros, ele é uma pessoa muito complexa e mesmo em todo seu torpor, ele foi capaz de escolher palavras muito estratégicas para sua declaração, de forma que não importa de que forma você olhe para a frase, não se pode ter certeza do que ele quis dizer. Ele era apaixonado por mim? Ele se apaixonaria por mim? Ele simplesmente não tinha interesse nas outras?

            Foi uma frase de efeito e foi muito mais do que eu já recebi dele em qualquer momento, mas eu estou cansada de ser a garotinha iludida...

            Antes de me permitir sentir qualquer coisa com relação a isso, eu preciso ter certeza. Certeza absoluta de que ele possa sentir pelo menos um décimo do que eu sinto. Até lá, tudo será como sempre foi... E eu nem devia estar aqui...

            –Sakura. – Ele chamou meu nome, colocando-se dentro do banheiro sem prévio aviso e eu instintivamente cobri o corpo com as mãos, levando algum tempo para perceber que ele não podia me ver através do box preto.

            –Sas-suke. – Me odiei por ter gaguejado, mas apenas engoli em seco, tentando lembrar a quanto tempo eu estava de baixo daquela água. – Eu já estou... – Eu estava tentando me levantar, escorregando pelo azulejo branco, mas ele me interrompeu.

            –Não, pode ficar ai o tempo que quiser, eu só vim pra pegar seu vestido. Vou colocá-lo na secadora, você pode vestir o meu roupão quando sair. – Avisou de forma irredutível e eu não estava em condições de discutir com um Uchiha.

            –Obrigada. – Falei por fim e ele deixou o banheiro, fechando a porta atrás de si.

            Em minha defesa, eu tentei ir pra casa, mas Hinata e Naruto estavam lá, transando até nas paredes, e Neji e Tenten faziam o mesmo no Covil, de forma que não restava muito lugar para ir a não ser o Abatedouro, mas eu sabia que não estava em condições de lidar com o Sasuke, por isso sentei nas escadas do 4º andar, realmente disposta a esperar que um dos casais terminasse suas aventuras, para que eu pudesse ir tomar banho, mesmo tremendo por conta da chuva.

            Mas Sasuke simplesmente disse que eles iam demorar e ameaçou me jogar nas costas como um saco de batatas caso eu não fosse por vontade própria, pelo menos Itachi não estava em casa para ver minha situação deplorável quando chegamos e, desde então, eu estou enfiada de baixo desse chuveiro, mas uma hora eu vou ter que sair...

            Ergui o pescoço, enfiando o rosto embaixo d’água pela última vez, apenas para ter certeza de que toda maquiagem havia saído, então girei os registros, me apoiando neles para levantar e me sentando na banheira para me secar, antes de procurar o tal roupão que eu deveria vestir e não foi difícil encontrar o enorme hobby preto de seda, com o símbolo no clã Uchiha nas costas, assim como não foi fácil fingir que não senti nada em usar uma coisa que pertencia a ele. Olhei para o espelho uma vez e não pude deixar de sorrir com aquela imagem, quantas vezes me imaginei carregando o símbolo do clã Uchiha na costas...

            Mas, como é preciso que eu fique me lembrando a cada minuto, eu cansei de ser a menininha iludida, portanto ignorei meu reflexo, sabendo que aquela condição era forçosa e meramente temporária, para finalmente sair do banheiro em busca das minhas roupas, talvez Naruto e Hinata não estejam mais grudados no teto a essa altura do campeonato e eu possa voltar pra minha cama, com um pote de Nutella e...

            Estaquei na porta do banheiro, em meio ao vapor, hipnotizada pela cena que encontrei. Eu estive tão entregue em minha própria depressão na última hora que não me toquei de que estive ocupando o banheiro dele, ou seja, o chuveiro dele, impossibilitando-o de tomar banho, e ele ainda estava com os cabelos molhados da chuva quando, pouco antes de reparar na minha presença, ele puxou uma camiseta da gaveta, jogando a anterior molhada em um canto, parando ao me ver.

            Não importa quantas vezes eu o veja, nunca vou deixar de me surpreender com sua perfeição. O cabelo molhado, a pele, os músculos, as tatuagens... Sempre tão completamente irresistível e lamentavelmente inalcançável... Ainda assim, não pude me mover, petrificada em frente a porta, sem conseguir parar de idolatrá-lo.

 

Town cryer, village flyer

Got a skull and crossbones on his chest

And I can't resist, when he looks like this

All his other girls, face on magazines

Big black eyes, oh I don't know what it means

No, what does he want from me?

 

(Batedor,de passagem

Tem um crânio com ossos cruzados sobre o peito

E eu não consigo resistir, quando ele se parece assim

As suas outras garotas, capas de revista

Grandes olhos negros, oh eu não sei o que eles significam

Não, o que ele pode querer de mim?)

 

 

Sasuke POV’s on

           

            Parei.

            Eu ouvi a porta do banheiro sendo aberta, enquanto tirava a camiseta molhada, mas não dei muita atenção a isso, afinal era apenas a Sakura saindo do banho. Apenas a Sakura saindo do banho...

            Eu costumo passar por ela, encara-la superficialmente e levantar uma muralha de gelo entre nós. Eu não olho para ela, não de verdade, e em todas as vezes que olhei nunca acabamos bem...

            Acho que era isso que me atraia no disfarce da Hana, ela me testou deliberadamente e me obrigou a olhar para ela, reparar nela, persegui-la, me fez lembrar o quanto ela pode ser sexy...

            E realmente pensei que quando a máscara caísse e o disfarce acabasse eu conseguiria passar por ela novamente, mas ao encara-la nesse momento, envolta por vapor, vestindo apenas o MEU roupão, foi que eu percebi que a “Hana” era só um mistério que levava à única beleza que eu gostaria de encontrar. Ela estava bem na minha frente.

            A pele ruborizada, os olhos verdes brilhantes, a boca convidativa demais... E havia uma força que me puxava em direção a ela... E minha resistência foi estilhaçada pelo chão ao ouvir sua voz.

            –Sasu...ke... – Meu nome era um gemido em seus lábios, ela deu o primeiro passo, mas eu dei todos os outros e quando dei por mim havia jogado a camiseta que segurava em qualquer lugar da minha cama e avançava sobre ela com uma necessidade que nem saiba que podia sentir.

            Ela veio de encontro a mim com a mesma ânsia, cravando as unhas em meu pescoço com a mesma força que minhas mão se fechavam em sua cintura, eu a tirei do chão e seus lábios estavam sobre os meus.

            As pernas dela se fechavam ao meu redor com muita naturalidade e eu passei meu braço direito por sua cintura para manter seu peso, empurrando seu peito com a mão esquerda, fazendo-a pender a cabeça para baixo, enquanto eu me afundava em seu pescoço em ganância total. Eu queria colocar a boca em cada pedaço do corpo dela e seus gemidos roucos apenas me impeliam a continuar.

            Mordi seu lóbulo direito com força, fazendo-a contorcer-se em meu colo, e escorreguei a língua por seu pescoço até cravar os dentes em sua clavícula e ela voltou a chamar meu nome. Aquilo era uma tortura deliciosa.

            Desci a boca por entre seus seios, mordendo-os sobre a seda e ela cravou novamente as unhas nos meus ombros, erguendo-se com ousadia e puxando meu lábio inferior com os dentes, arranhando meu peito. Você está me provocando, docinho...

            Eu precisava de mobilidade, precisava explora-la, dominá-la, devorá-la...

            Eu a coloquei sentada na cômoda mais próxima, encurralando-a no vão entre as paredes.

            –Você está brincando com fogo, docinho. – Chamei-a pelo novo apelido que ela parecia odiar, com um sorriso cretino.

            –Eu quero me queimar. – Ela estava resoluta, me encarando em desafio e eu nem pensei ao aceitá-lo, voltando a devorá-la e ela parecia muito interessada em continuar explorando meu abdômen com os dedos.

            Eu continuei a beija-la, acariciando-a por cima da seda, desfazendo-a, e sua coragem sumia a medida que suas mãos desciam, até estarem completamente trêmulas, tentando abrir o zíper do meu jeans.

            –Tudo bem, para. – Falei, tirando as mãos dela dali, quando seus lábios também passaram a tremer contra os meus.

            –Mas... – Ela tentou refutar minha atitude com os olhos semi abertos, parecendo novamente decepcionada, ela estava a beira das lágrimas achando que a mandaria embora de novo. Se ela soubesse que eu nem tenho mais essa opção...

            Eu nem sei como chegamos até aqui na verdade, os lábios dela, os olhos, foram as últimas coisas que vi, então minha mente parou de funcionar e meu corpo fez tudo sozinho, por puro instinto, mas não dá pra continuar por instinto daqui pra frente, afinal, eu já fiz isso uma vez nesse mesmo lugar e não acabou nada bem.

            –Sakura, eu juro que vou entender se você quiser apenas me beijar e respeito isso totalmente, inclusive sou capaz de ficar meses enfiado nesse quarto só te beijando, mas se esse for o caso, peço que não chegue até aqui. – Afastei as mãos dela, deixando muito claro ao que me referia, novamente me tocando tarde demais da declaração feita, onde está o meu controle?

            –Sasuke, você... – Ela ia começar algum tipo de resposta de efeito para mostrar o quanto sabe o que está fazendo, mas ela não sabe e eu não estou nem um pouco a fim de acabar frustrado novamente, dessa vez tudo vai ser como tem que ser.

            –Não. – A interrompi de uma vez. – Eu não vou voltar atrás dessa vez, então eu preciso que você tenha certeza do que quer. – Seu corpo estremeceu, mas seus olhos não vacilaram.

            –Eu já falei que você não o primeiro, – ela tentou lançar o que seria uma risada irônica, mas seus lábios tremeram e ela soube que não havia obtido sucesso, desviando o olhar para continuar – não sei porque esse drama. – Eu fui obrigado a rir. Eu não sei até onde ela pretende ir com essa mentira, mas sinceramente não me importo, eu falei sério sobre não voltar a atrás e antes de começar qualquer coisa eu vou ter a minha resposta.

            –Sakura, eu não me importo se você arrancou seu hímen com os dedos, eu quero saber se você tem certeza de que quer fazer isso comigo. Virgem ou não. – Eu, certamente, não sou a pessoa mais gentil do mundo, aliás estou longe disso pra caralho, mas estou completamente decido.

            –O que você espera que eu responda? – Dessa vez ela teve sucesso na ironia, perguntando implicitamente de quantas formas mais ela precisava demonstrar que queria isso. E eu tenho total consciência de que quem adiou esse momento fui eu, mas não mudava o fato de que eu precisava ouvir da boca dela. Declaradamente.

            –Que sim. – Respondi com simplicidade e ela mordeu os lábios com raiva, mas estava incrivelmente sexy.

            –Sim! – Ela bateu o pé no meu peito, enfurecida e eu me afastei por consideração, me divertindo com o momento FemmeFatale, lançando meu melhor sorriso cafajeste.

            –Vamos brincar, docinho. – Eu ri de sua tentativa de me dominar, passando a língua nos dentes de excitação, o que só aumentou sua fúria quando ela afundou todas as unhas de sua mão direito no meu peito, me empurrando para o sofá preto de couro que havia atrás de mim.

            E eu me sentei nele muito confortavelmente, apenas para deixar claro que minha atitude de sentar nada tinha a ver com o quanto ela poderia ser intimidadora, ela não era. Não pra mim.

            Novamente os olhos verdes faiscaram de raiva, me divertindo ainda mais e, aparentemente, seu plano só tinha ido até aquele ponto e ela não sabia mais o que fazer, que fofa.

            –Já é a minha vez? – Perguntei em desafio e ela me empurrou contra o encosto do sofá, passando uma perna de cada lado do meu corpo, me deixando ver a calcinha vermelha de renda, a única peça de roupa que restava nela além do roupão preto que escorria por minhas pernas agora que ela sentou descaradamente em meu colo (não exatamente no meu colo, parece que a ousadia dela só ia até minhas coxas, e ela se sentou mais próxima dos meus joelhos do que do lugar que realmente interessava), me encarando de cima, com os braços na cintura e um sorriso vitorioso nos lábios.

            Isso está fincando muito divertido...

 

You've got no place to hide

And I'm feeling like a villain, got a hunger inside

One look in my eyes, and you're running cause

I'm coming going to eat you alive.

 

Your heart hits like a drum.

The chase has just begun.

 

(Você não tem onde se esconder

Eu estou me sentindo um vilão, e estou faminto por dentro

Um olhar em meus olhos, e você está fugindo porque

Eu estou chegando para te comer viva.

 

Seu coração bate como um tambor

Mas a perseguição está apenas começando).

 

 

 

Sakura POV’s on

 

            Estou completamente certa de que esse é um daqueles momentos em que eu deveria me segurar para não ser a minha pior inimiga e tomar decisões estúpidas, como, por exemplo, desafiar o Sasuke. Mas, aparentemente, esses são os únicos momentos em que eu consigo afetá-lo, já que perco toda a noção do razoável.

            Eu estava hipnotizada pela escuridão de seus olhos quando nos beijamos e continuei nessa situação torpe até que minhas mãos começassem a ultrapassar os limites pré-determinados daquela situação. Eu não estava com medo, eu estava nervosa, é verdade, mas meu único medo era que ele me mandasse embora de novo, e quando ele me mandou parar, a realidade foi jogada na minha cara, e por algum tempo eu estive apenas me pergunta como poderia ter sido tola o bastante de me deixar levar até aquele ponto apenas para ser rejeitada novamente. Naquele instante eu senti tanta raiva que dei as piores respostas possíveis, e me indignei com a sua pergunta como se toda a minha vida correndo atrás dele não fosse confirmação o bastante sobre o que eu sentia e o que eu queria, essa irritação foi grande o suficiente pra que eu quisesse bancar a Mulher Fatal e agora eu estou aqui, sem saber o que fazer, vendo-o me devorar com os olhos e rir do meu desespero, completamente sádico.

            –Sakura. – Ele acaba de estuprar meu nome na minha frente. E eu tive certeza de que derreteria quando ele se inclinou na minha direção, completamente ameaçador, escorregando seu hálito mentolado pelo meu pescoço, arrepiando-me inteira, serpenteando a língua por ali entre uma mordida e outra, e tirando completamente a minha atenção sobre o que ele fazia com as mãos, mas eu tinha certeza de que elas estavam se mexendo. – Acho que agora é a minha vez. – Sua voz rouca reverberou na minha mente e minha expressão deve ter sido de completa perdição, porque seu cinismo só aumentou e eu não tinha a menor ideia do que esperar.

            –Está tentando me seduzir, Sr. Uchiha? – Perguntei, tentando manter minha postura, me ajeitando sobre suas coxas para afastar os lábios dele do meu pescoço antes que eu me perdesse, mas ele apenas ergueu os olhos predatórios na minha direção com o mesmo sorriso cínico.

            –Estou conseguindo. – Ele simplesmente afastou os joelhos, fazendo minhas pernas se abrirem, enquanto, sem o menor esforço, com um único dedo, ele puxava o fio de seda que fechava o roupão em torno do meu corpo.

            Todo meu sangue subiu para as bochechas e eu senti o rosto queimar em rubor, mas este calor se espalhou pelo meu corpo e o arrepio da exposição percorreu minha pele no ímpeto de me cobrir novamente, mas o orgulho me impediu e ele estava apenas analisando as minhas reações.

            Os olhos dele desceram desejosos pelo meu pescoço sem a mais vaga noção do constrangimento, examinando meu corpo sem nenhuma contenção, desde a calcinha vermelha de renda, agora completamente exposta, passando a língua pelos dentes ao subir por minha barriga, demorando-se no meu decote parcialmente aberto, no qual a seda só cobria os mamilos, evidentemente despertos sob ela.

            Ele colocou as duas mãos sobre as minhas coxas, subindo com elas até a minha cintura, segurando-me ali com força, fazendo o roupão se abrir completamente, e eu abri a boca em busca do ar, quando ele ergueu meu corpo com as mãos sem nenhuma dificuldade, colocando-me sentada em seu colo, onde o volume massivo de sua excitação pressionava minhas partes sensíveis sem piedade.

            –Está com medo? – Ele perguntou, segurando meu queixo, quando todo meu corpo começou a tremer de nervosismo, me encarando com seriedade pela primeira vez.

            –Cl-claro que não, afinal não... – Eu me odiei por gaguejar, o que só enfraquecia meu argumento, mas ele logo me interrompeu.

            –Afinal, não é a sua primeira vez, não é mesmo? – Ele completou minha frase com divertimento, voltando ao cinismo Uchiha, como se dissesse “finge que é verdade e eu finjo que acredito”. Basicamente, eu sei que ele sabe, mas me recuso a admitir.

            –Não é mesmo! – Afirmei por pura birra, fazendo o melhor que eu podia para manter minha postura, quando na verdade estava a ponto de definhar sob seu olhar. Estar com o Sasuke era sempre estar a beira do precipício e eu estava sempre pronta para me jogar.

            –Ótimo, – lá vem ele me encarando como a uma sátira, erguendo apenas os cantos dos lábios em toda a sua arrogância, contornando as alças da minha calcinha com as mãos, até ter dado a volta na minha cintura, enrolando a renda traseira da minha última peça de roupa com os dedos, enquanto suas íris agora avermelhadas nas bordas, pareciam girar, me colocando em transe, então... – então eu não preciso pegar leve com você. – Ele fez apenas um movimento de mãos e eu ouvi todos os fios se partindo. Ele literalmente rasgou minha calcinha ao meio.

 

Flame thrower at the show

Make my heart melt in the middle of the room

No I can't stay away

Now I'm begging you to stay...

 

No show de lança chamas

Faz meu coração derreter no meio da sala

Não, eu não posso ficar longe

Agora estou implorando pra ficar...

 

 

 

Sasuke POV’s on

 

            Terminei de puxar o que restou da calcinha dela por suas coxas, escorrendo os fios vermelhos partidos por sua pele rosada. Tirando dela a última peça de “Hana”, e agora era apenas a Sakura, a minha Sakura, nua e ruborizada, tremendo em antecipação e ansiedade. E a cena era extraordinária.

            Meus olhos percorreram seu corpo, agora completamente exposto, com fascínio total e ela se encolheu instintivamente, mas eu estava muito longe de permitir que ela recuasse. Hoje não.

            –Sabe, Sakura, – falei, contornando seus lábios com os dedos, – o fato de você estar tímida me faz pensar que você não conhece o seu corpo. Logo alguém tão experiente quanto você... – Não pude evitar zombar no final e ela se irritou novamente, ficando inacreditavelmente sexy.

            –O que você quer dizer com isso? – Perguntou.

            –Que se você tivesse alguma ideia do quanto você é gostosa, estaria totalmente segura. – A verdade a enalteceu e ela ficou constrangida novamente.

            –Eu estou totalmente segura! – Ela mente tão mal que seu discurso chega a ser irônico.

            –Isso é ótimo, já é metade do caminho. – Comentei, pegando sua mão direita. – Abra a boca. – Ordenei.

            –E qual é a outra metade? – Quis saber, assustada, abrindo a boca com relutância em seguida e eu enfiei dois de seus dedos lá dentro, esfregando-os por sua língua, enquanto ela me olhava completamente desentendida.

            –Chupe. – Ela obedeceu sem questionar dessa vez. – A outra metade, Docinho, – segurei sua mão novamente, tirando seus dedos úmidos de sua boca e levando-os para o meio de seus pernas – é você conhecer o seu próprio corpo.

            –O que você... – Ela estava paralisada com a mão sobre o próprio sexo sem ter a menor ideia do que fazer.

            –Você precisa sentir, Sakura. Você precisa saber o quanto você é gostosa, pra nunca mais sentir vergonha quando eu te olhar desse jeito.

            –Sasuke...

            –Eu quero ver você sentir. – Eu a encarei completamente irredutível, abrindo ainda mais suas pernas sobre o meu colo sem nenhuma delicadeza.

            –Mas eu nunca...

            –Você não precisa de prática, só precisa querer. Você quer? – Segurei seu queixo, olhando diretamente em seus olhos.

            –Sim. – Ela gemeu, mordendo os lábios com desejo e eu estava delirando.

            –E eu quero ver você gozar.

            Empurrei seu corpo para baixo, pegando uma de suas coxas, até que ela estivesse com o tronco deitado sobre as minhas pernas, colocando seu pé esquerdo no meu ombro, deixando-a completamente exposta e se não fosse essa maldita calça jeans que eu ainda vestia, eu poderia... Meu pau estava pulsando contra o clitóris dela e ela continuava com a mão parada sobre o próprio sexo sem saber por onde começar.

            –Goze pra mim. – E finalmente seus dedos começaram a trabalhar.

No inicio ela não sabia realmente o que fazer, deslizando os dedos por toda a extensão, como se explorasse um terreno desconhecido. Seus movimentos, às vezes circulares e às vezes diagonais, não tinham foco nem ritmo sobre seu próprio clitóris, e o pudor a limitava, mas com os olhos fechados e a boca semi aberta, aos poucos ela encontrou seu ponto de prazer e desenvolveu seu próprio ritmo de movimentos circulares e parecia estar realmente gostando daquilo. Não mais do que eu.

Quando ela finalmente encontrou a sensação que procurava tornou-se (finalmente) incontrolável, seus dedos tornaram-se misteriosamente incansáveis e seu ventre contraído pulsava em espasmos, enquanto ela rebolava, balançando os quadris contra os meus me deixando completamente louco, e ela gemia, provavelmente sem a menor noção do que estava fazendo.

Eu estava adorando, duro como uma pedra, enquanto ela se derretia sem o menor pudor, rebolando sem piedade sobre o meu membro negligenciado, aproveitando-se da minha rigidez, até gozar com um grito abafado que me fez rosnar de excitação, enquanto ela tentando recuperar o ar e a consciência do que acabara de fazer. Eu estava a beira da insanidade e todo meu corpo gritava, desejando-a incontrolavelmente, como um viciado em ópio. Ah, Sakura... quando eu te pegar...

Eu literalmente conseguia sentir a selvageria ferver o meu sangue, quando ela abriu os olhos com medo da minha reação, completamente ofegante, com o suor escorrendo pelo pescoço.

–Sasuke...? – Perguntou, insegura sobre se havia feito a coisa certa. Docinho, você não tem ideia do tanto de coisas erradas que está me fazendo sentir...

–Vem cá. – Coloquei sua perna de lado e a puxei de volta para o meu colo, devorando seus lábios, enquanto ela tremia.

–Eu... E-eu fiz... certo? – Ela estava realmente preocupada (do jeito que eu não queria que ela ficasse) e decidi voltar a ironia.

–Porque está preocupada com a minha opinião? Achei que estivesse totalmente segura. – Eu queria provocá-la e ela não me decepcionou, ela nunca me decepciona.

–Eu estou. – Ela recuperou o ar de mulher fatal no mesmo instante e eu sorri. Isso só fica melhor e melhor... – Eu percorri o caminho todo e agora eu quero a minha recompensa. – Ela apontou o dedo no meu peito com audácia e eu não via a hora desse momento chegar, essa calça jeans nunca foi tão desconfortável. – Eu quero conhecer o SEU corpo.

–Quanta ousadia. – Respondi, colocando-a no sofá para me levantar.

–Eu aprendi com você. – Falou, sentando-se no sofá como se estivesse se preparando para ver um show e me encarou com desejo, praticamente salivando enquanto eu abria o botão e o zíper da calça.

–Espero que consiga lidar com as consequências da sua ousadia. – Anunciei e esperei ela morder os lábios de ansiedade para finalmente puxar a calça e a cueca de uma vez sem conseguir impedir que um gemido rouco de libertação escapasse da minha garganta, enquanto eu chutava minhas últimas peças de roupa para algum canto.

 

 

 

Sakura POV’s on

 

            Meu corpo ainda estava trêmulo por conta do orgasmo que acabara de ter quando ele me colocou no sofá para se levantar. Até então minha mente ainda estava anuviada pela total descrença do que eu acabara de fazer com o meu próprio corpo na frente dele. Eu ainda não sei como ele pode ter esse controle sobre mim, como pode conseguir que eu faça tudo que ele quiser com tanta facilidade.

            Mas então ele voltou a me provocar e novamente eu quis bancar a fatal, mas dessa vez valeu muito a pena e era só nisso que eu conseguia pensar quando ele se ergueu a minha frente, me fazendo delirar no seu corpo.

            –Eu espero que consiga lidar com as consequências da sua ousadia.

            Oh, sim, eu posso! Pensei já me lembrando das dicas de boquete que o Sai me dava o tempo todo sem ser convidado, era inconveniente e irritante, mas agora parece incrivelmente útil.

            E já estava até repassando mentalmente o que deveria fazer, afinal eu tinha que parecer experiente e, em todo caso, eu não queria passar vergonha, além disso...

            Então ele puxou a calça e a cueca de uma só vez a minha frente, emitindo um som rouco que me arrastaria até o inferno com um sorriso no rosto e...

            Puta Que Pariu!

            É aquilo que ele pretende enfiar dentro de mim?!

            Eu engoli em seco, piscando ao perceber que meus olhos estavam arregalados e o único pensamento que rondava minha mente era “não vai caber”.

            Caralho, não parecia tão grande daquela vez na praia quando ele saiu do banho para atender a porta, tudo bem que naquela vez não estava duro e já parecia grande, mas agora...

            É óbvio que ele estava rindo da minha cara de chocada com toda sua prepotência. Bastardo maldito! Mas depois eu penso num jeito de enfiar ele dentro de mim, por enquanto eu só preciso me preocupar de coloca-lo na boca. E, puta que pariu, como eu quero colocar a boca nele...

            –Onde está sua ousadia agora? – Ele perguntou com cinismo, sentando-se novamente no sofá ao mesmo tempo em que eu escorregava para o chão, e eu até tentaria pensar em uma resposta a altura se não estivesse muito ocupada me ajoelhando entre as pernas dele e lambendo cada pedaço de pele que via. – Ah, caralho... – Ele rosnou entre dentes cerrados, jogando a cabeça para trás quando eu passei a língua por toda a extensão de seu membro pela primeira vez.

            Eu acho que deveria chupar, não lamber, mas eu queria quanto lamber... Talvez eu esteja fazendo tudo errado, mas eu realmente não me importo agora. Ele é completamente delicioso e meu corpo está simplesmente fazendo tudo sozinho, talvez sexo seja mesmo instintivo, talvez sejam todos os sonhos eróticos que eu já tive com ele, ou todas as vezes em que eu já me imaginei fazendo isso, ou talvez ele tenha razão: eu não preciso de prática, eu só preciso querer. E eu definitivamente quero.

 

 

 

Sasuke POV’s on

 

            Ela apenas me lambia e me tocava com as pontas dos dedos, me segurando com exagerada gentileza, antes de levar os lábios úmidos e rosados ao meu pau com timidez, abocanhando apenas a cabeça, massageando com a língua. Ah... Caralho...

            De fato estava muito claro que ela nunca havia feito aquilo na vida, mas eu adorava a forma como ela explorava e adorava ainda mais a devoção com a qual ela fazia isso.

            Aqueles lábios de cereja estavam me enlouquecendo, cada sucção leve e insegura me fazia rosnar... Eu queria foder aquela boca até não aguentar mais... Ah, Sakura, o que eu vou fazer com você? Se minha alma não estava condenada até agora, depois dessa noite ela estará.

            Eu estava me esforçando muito em pegar leve com ela, deixar ela explorar, mas ela queria mais, ela queria me provar que sabia o que estava fazendo, eu quase conseguia ouvi-la pensando, o orgulho e o medo digladiando dentro dela.

            E quando ela se levantou, passando uma perna trêmula por cima do meu corpo para voltar ao meu colo, eu soube que seu orgulho havia vencido. Ela achava mesmo que eu ia deixar que ela fizesse aquilo... Ela não fazia ideia...

            Ela mordeu os lábios para impedir que eles tremessem, e colocou a mão no meu peito como apoio, sem ter coragem de me encarar, se protegendo com o roupão, enquanto eu analisava cada um de seus movimentos. E então, Docinho, até onde vai a sua farsa?

            Ela estava a beira das lágrimas, mas não voltou atrás e fechou a mão envolta do meu pau, posicionando-o em sua entrada encharcada, respirando fundo antes de fazer o movimento final e eu segurei sua bunda com força, puxando-a pra frente e fazendo-a sentar sobre a minha barriga antes que ela se machucasse de verdade.

            –Você já explorou demais. – Aleguei de forma irredutível, quando ela me encarou completamente desentendida.

            –Mas eu ainda não terminei. – Retrucou.

            –Eu também não. – Puxei o roupão que a cobria de uma vez, deixando-a sem lugar para se esconder e segurei-a pelas costas, me levantando com ela, apenas para deita-la na minha cama.

            Parabéns, Sakura, você é a primeira mulher que eu levo oficialmente pra minha cama.

            Me coloquei sobre ela, deitando entre sua pernas abertas e juntei seus pulsos com uma única mão, segurando-os sobre sua cabeça e imobilizando-a.

            –Eu quero você... – Sua voz era um sussurro e seus olhos me encaravam num misto de medo e desejo ansioso.

            –Eu sei que você quer. – Respondi com arrogância, imobilizando sua cintura com a outra mão quando ela começou a ficar muito agitada sob mim. – Você me quer aqui? – Perguntei, escorregando meu pau pela umidade entre as suas pernas e pressionando seu clitóris sensível só pra ouvi-la gemer.

            –Sasuke... – Comecei a me esfregar nela lentamente, aumentando a velocidade na mesma intensidade em que seu peito se erguia em busca do ar.

            –Você quer agora? – Provoquei-a novamente apenas para presenciar seu completo desespero.

            –Si-sim... Eu quero... Por favor... – Ela estava derretendo e falava completamente sem fôlego, tentando mover o quadril junto comigo, mas eu continuava a impedi-la.

            –Não tenho certeza se você está pronta... – Comentei com cinismo e ela rosnou sob mim.

            –Eu estou pronta. Eu estou... – Eu ri da sua ansiedade e ela finalmente percebeu o quão “virgem” aquela frase tinha soado.

            –Tem certeza? – Eu mordi os lábios inchados dela e o suor já escorria pelo seu pescoço, quando eu me posicionei em sua entrada apertada.

            –Sim. – Ela respondeu resoluta e eu forcei minimamente a entrada apenas para vê-la ranger os dentes de dor e eu a soltei.

            –Não, você não está pronta. – Declarei o óbvio, saindo de cima dela. – Mas eu vou resolver isso. – Cravei as duas mãos em sua cintura, puxando seu corpo para cima na cama, finalmente podendo me afundar entre as pernas dela como gostaria de ter feito há bastante tempo.

            Eu não fui gentil com ela.

 

One misstep, you’re mine

And you better stay clever if you wanna survive

Once you cross the line

You’ll be wishing you would listen when

You meet your demise

 

Your heart hist like a drum

But the hunt has just begun

 

(Um passo em falso e você é minha

É melhor ficar esperta se quiser sobreviver

Uma vez que você cruze a linha

Você gostaria de ter me ouvido

Quando conheceu sua perdição

 

Seu coração bate como um tambor

Mas a caçada está apenas começando)

 

 

 

Sakura POV’s on

 

            Ele simplesmente olhou pra mim. Erguendo os olhos predatórios entre as minhas pernas e senti um tremor percorrer toda a minha pele. Ele poderia me fazer gozar apenas com o peso daquele olhar se quisesse. Céus, esse homem vai me enlouquecer.

            Tudo nele me deixava excitada, o cabelo rebelde, o sorriso cretino, seu corpo, suas mãos, a forma como ele me olhava como fosse me devorar, o toque, os sinais silenciosos que ele emitia em seu desejo de possuir meu corpo. Eu era toda dele.

            O prazer escorreu pelo meu corpo como chocolate derretido quando o toque aveludado de sua língua percorreu toda a extensão do meu sexo, fazendo minha visão embaçar e eu afundei a cabeça no travesseiro, tentando administrar as novas sensações.

            Mas antes mesmo que eu pudesse me acostumar com aquela sensação suave, ele abriu minhas pernas, arreganhando-as sem nenhuma gentileza e começou a me chupar de verdade, esfregando a língua sobre o meu clitóris sem nenhuma piedade e eu não sabia se estava gozando ou se minha alma estava deixando meu corpo, mas todos os meus músculos tremeram, sentindo os espasmos violentos, enquanto a língua dele entrava em mim em uma penetração rasa, ele não me deixaria descansar, mas eu estava completamente sem fôlego.

            –Sasuke. – Eu literalmente gritava seu nome agora, debatendo-me sob ele, mas ele apenas me imobilizava de novo e continuava me fodendo com a língua sem a menor pressa em parar e eu quase podia tocar as estrelas. – Sasuke, por favor... Sasuke... – Eu precisava respirar, eu... Ele apenas voltou ao meu clitóris com toda a calma do mundo, voltando a me chupar em seu estilo implacável e eu gozei de novo gritando. Eu sentia que meus pulmões explodiriam, mas ele não parava... –Chega... – Falei tentando colocar algum oxigênio dentro do meu corpo, mas ele apenas levantou as pedras de ônix na minha direção, me desafiando.

            –Mais uma vez. – Ele rosnou, segurando minhas pernas com mais força, voltando a massagear minhas partes sensíveis com o polegar.

            –Eu não aguento... – Precisei admitir, já me contorcendo sobre ele novamente.

            –Aguenta, sim. – Ele não esperou minha resposta e apenas enfiou o rosto entre as minhas pernas de novo me fazendo arquear as costas sobre o colchão com a nova onda de prazer, enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas. O prazer físico literalmente destruiu as muralhas que eu havia criado em torno dos meus sentimentos e eu estava completamente entregue.

 

No, it's too much, burn my sun

Up in flames we go, you fire breather

Ash and dust on my door

Smoke rise, trying to survive inside your arms

 

(Não, isso é demais, queima o meu sol

Em meio as chamas, você respira o fogo

Poeira e cinzas a minha porta

A fumaça sobe, tentando sobreviver em seus braços)

 

 

–Me fode, por favor! – Eu implorei da forma que eu sabia que ele gostava. Eu nunca senti tanto desejo por algo em toda minha vida e ele estava apenas se deleitando do meu desespero. Eu não quero mais ser a mulher fatal, eu não me importo, eu só preciso ter ele dentro de mim agora! – Me fode! – Repeti com o pouco fôlego que me restava, quando ele finalmente ergueu-se entre as minhas pernas, deslizando sobre mim como um predador.

–Sua ousadia voltou... – Comentou ele inalterado, esfregando seu pau enorme e latejante entre as minhas pernas me fazendo salivar.

–Sasuke... – As lágrimas cascateavam agora, eu me importava, eu só precisava dele mais do que precisava do ar.

–Vai continuar negando que eu sou o primeiro?

–Vou, porque você não é! – Eu mantive a farsa, respondendo de imediato, não porque eu ainda pense que o estou enganando, mas porque foi essa mentira que me trouxe até aqui e eu quero ir até o fim.

–Mentirosa... – Ele riu esfregando a extensão de meu membro pela minha entrada encharca por pura maldade, fazendo meu corpo se contorcer sob o dele.

–Ahh... – Ele não estava nem levemente abalado e continuava a me encarar como se dissesse “o seu corpo só existe para me servir”.

–Mas não tem problema, – ele falava pausadamente, com a voz rouca, sem interromper os movimentos enquanto eu enlouquecia – não é isso que eu quero ouvir de você.

–E o que é? – Perguntei em meio ao torpor, por Kami, eu diria qualquer coisa.

–Eu quero a verdade, eu quero aquela frase que você só disse uma vez, naquele quarto de hospital, quando achou que eu ainda estava em coma. – Eu diria tudo, menos isso... Quer dizer que ele já estava acordado quando eu...

–Não... por favor...

–Admita, Sakura.

–Não... não é a verdade, eu não...

–Para de mentir pra mim. – Ele parou os movimentos, pressionando a minha entrada e todo meu ar desapareceu, ele segurou meu queixo, fazendo-me olhar para ele. – Diga o que eu quero ouvir, Docinho, e então tudo será seu.

Eu cai no abismo dos seus olhos e não havia volta. Eu não queria voltar.

–Eu te amo.

 

Smoke rise, trying to survive inside your heart

 

(A fumaça sobe, tentando sobreviver dentro do seu coração)

 

 

 

 

Sasuke POV’s on

 

            –Eu te amo. – As palavras deixaram seus lábios e eu a mantive refém do meu olhar, passando os braços sob suas costas, segurando-a pela nuca com as duas mãos e isolando-a do resto do mundo ao me afundar nela.

            Suas unhas curtas afundaram na pele dos meus braços e ela fechou os olhos com força, deixando escapar um único gemido de dor entre os dentes cerrados, enquanto tentava engolir o choro, fechando as pernas trêmulas em torno dos meus quadris instintivamente.

            –Olha pra mim. – Pedi, parando os movimentos a poucos centímetros da entrada, sentindo seu interior quente e inacreditavelmente apertado se fechar meu redor deliciosamente.

            Eu odeio vê-la com dor e odeio mais ainda ser o responsável. O corpo dela se contorcia sob mim e meu instinto protetor gritava. Essa era a parte que eu queria evitar, mas por outro lado, prefiro estar aqui, prefiro que seja comigo.

            Ela levou algum tempo para abrir os olhos enquanto seus músculos pulsavam ao meu redor, contraindo-se e aos poucos acostumando-se com a invasão.

            –Sasuke... – Ela ergueu os olhos verdes cheios de lágrimas e eu a beijei.

            No início ela ainda soltava gemidos sôfregos contra os meus lábios, mas aos poucos o beijo se intensificou e suas mãos foram para o meu cabelo, enquanto seu corpo relaxava em meus braços, e apenas quando ela soltou meu quadril do aperto de suas pernas é que eu voltei a me mexer muito devagar e calculadamente, conquistando espaço em seu interior quente e molhado. Eu estava no paraíso.

            Logo os movimentos se tornaram um pouco mais naturais e ela voltou a gemer meu nome quando começou a sentir nuances de prazer em meio a dor e eu escorreguei a mão pesada por seu corpo com desejo, contornando sua cintura, decidido a melhorar sua experiência, levando dois dedos ao seu clitóris, sem nunca parar a penetração. Eu preciso que ela sinta pelo menos um décimo do prazer que eu estou sentindo...

 

 

 

Sakura POV’s on

 

            Isso é tão.. Ele é tão...

            No início a dor era dilacerante e ele foi muito mais gentil do que eu pensei que seria, foi quase carinhoso, quase romântico... E a dor continuava lá, mas agora estava cercada de uma sensação completamente nova e quando ele começou a me masturbar eu me contrai eu redor dele, sentindo toda sua extensão se mover dentro de mim, me alargando, me preenchendo, era como se eu tivesse estado vazia minha vida inteira e ele estivesse finalmente me completando, era mais que prazer, era divino, e aquela sensação começou a me inundar até que a dor se perdesse de vista, até que a realidade se perdesse de vista e naquele momento eu tive certeza de que meu corpo foi realmente feito para servi-lo.

            –Sasuke... – Seu nome era única palavra que eu conseguia pronunciar e ele rosnou quando eu comecei a me mover junto com ele, buscando-o, deixando-o ir mais fundo, eu queria mais, eu queria tudo.

            –Está sentindo? Dentro de você... – Ele vociferou, finalmente perdendo o controle e voltando a sua selvageria. – Você é minha.

            Essa declaração acabou com todas as minhas barreiras e eu estava novamente definhando sob seu olhar quando ele afundou o rosto em meu pescoço, me mordendo e chupando, deliberadamente me marcando, enquanto me fodia cada vez mais forte sem nunca perder a atenção do que fazia com os dedos, e eu já podia sentir uma massa sólida se formando em ventre, fazendo meus músculos se contorcerem e contrariem.

            –Sasuke, eu vou... – Eu tentei avisar, juntando meus movimento aos dele.

            –Ainda não. – Ele me encarou como se me desafiasse a desobedecer e eu já afundava as unhas nos lençóis da cama tentando me controlar.

            –Por favor... – Aquilo estava crescendo dentro de mim como se fosse explodir e eu apertei os olhos rangendo os dentes, mas ele apenas usou a mão que ainda segurava minha nuca para imobilizar meu rosto na posição em que ele queria que ficasse.

            –Olhe dentro dos meus olhos quando gozar pra mim. – Meu corpo obedecia seus comandos antes mesmo que eu pudesse processa-los e eu abri os olhos, assim como a boca em busca do ar que já não vinha e eu não conseguia nem mesmo implorar. Ele realmente esperou que eu chegasse as raias da loucura para dizer.   – Goza pra mim. – Aquilo não era uma autorização, era uma ordem e ele segurou meu cabelo para manter meus olhos nos deles, enquanto me fodia sem nenhuma piedade. – Agora.

            Eu gritei, céus, como eu gritei, e minhas costas formaram um ângulo completamente inacreditável sobre seu colchão, minhas unhas se cravaram em suas costas, arranhando-o com tanta força que eu poderia ter arrancado sangue, enquanto eu me entregava ao melhor orgasmo da minha vida. Ele apenas me segurou com mais força pela cintura, me puxando para a investida mais forte e mais profunda finalmente gozando dentro de mim, fazendo seu líquido escorrer entre as minhas pernas como um cálice que transborda.

            Nossos corpos caíram completamente exaustos sobre o colchão como se estivéssemos caindo das estrelas em uma nuvem fofa. Eu nunca estive tão satisfeita em toda minha vida.

            Eu procurei seus lábios quando consegui recuperar o ar e não pude evitar o gemido de dor que reverberou pela minha garganta quando ele escorregou para fora de mim.

            –Você está bem? – Perguntou em voz branda, segurando meu queixo com gentileza.

            –Sim... – A verdade era que meu corpo era uma massa indistinta de sentimentos e naquele momento eu não tinha a menor ideia de como administra-los, mas eu me esforcei em sorrir. – Eu estou ótima. – Ele me olhou com desconfiança, mas não falou nada, deitando-se ao meu lado na cama e estendendo os braços na minha direção.

            –Vem cá. – Tudo que eu mais queria no mundo era me afundar nos braços dele, mas eu não aguentaria passar pelo que vinha depois...     

–Não precisa fazer isso... – Falei, engolindo o choro que se entalou na minha garganta, ao perceber o que sonho havia acabado.

–O quê? – Ele perguntou com certa indignação, acho que ele não está acostumado a ter seus 5 minutos de compaixão negados, mas eu realmente não aguentaria ser rejeitada depois de estar nos braços dele, então prefiro não ter estado.

–Eu sei que você não dorme com nenhuma mulher, Sasuke. – Respondi o óbvio, tentando não parecer ressentida, afinal não é como se ele tivesse me iludido de alguma forma, eu sabia muito bem onde estava me enfiando. – E, não se preocupe, eu não me iludi achando que seria a primeira. – Eu sufoquei minhas lágrimas para que não caíssem e nesse momento me senti extremamente exposta.

–Sakura, o que você...

–Acho melhor eu ir embora agora. – Eu me ergui um pouco na cama, olhando em volta e começando a entrar em desespero ao lembrar que eu não tinha nada pra vestir, estava prestes a pedir que ele me dissesse onde estava o meu vestido quando um pano preto cobriu meu rosto e eu levei alguns segundos para entender que ele estava colocando uma de suas roupas em mim, provavelmente por pena do meu desespero. – Obrigada. – Falei, terminando de me ajustar sob a camiseta preta que mais me parecia um vestido, constatando que era aquela camiseta que ele estava prestes a vestir quando eu sai do banho, então era aqui que ela estava.

Eu não teria coragem de encará-lo, portanto encarei a porta e agora eu só precisava chegar até ela. Eu sabia que ficar em pé seria difícil, uma vez que até mesmo mover as pernas já doía insuportavelmente, mas eu não podia ficar naquela cama pra sempre.

–Ah.. – Cobri a boca com as mãos tentando conter o gemido de dor a tempo, mas não obtive sucesso. Se eu achei que ficar de pé seria difícil foi porque eu não havia tentando sentar ainda, meu corpo não apenas doía, ele latejava, por dentro e por fora. Ainda assim, engoli a dor procurando não pensar no quanto aquela cena poderia ser humilhante e coloquei os pés no chão, decidida a sair dali, quando fui puxada sem nenhuma gentileza de encontro a uma parede de músculos nada macios.

–O que você acha que está fazendo? – Um Sasuke totalmente indignado me encarava ao perguntar, me fechando entre seus braços quando tentei diminuir a proximidade antes que eu desmoronasse.

–Eu preciso ir embora... – Foi o que consegui dizer.

–Como? – Ele riu completamente cético. – Você mal consegue sentar!

–Sasuke, eu preciso... – Eu não sabia mais o que fazer para sair dali por mim mesma, mas eu não aguentaria ser rejeitada, por Kami, eu não aguentaria.

–Eu... – Ele voltou a me encarar, mas dessa vez com a testa franzida de preocupação. – Eu te machuquei?

            –Não. – Respondi imediatamente, vendo seu semblante suavizar. – Eu estou bem.

            –Então porque está tentando fugir de novo?

            –Eu não quero fugir, – tudo que eu queria era ficar – mas eu conheço a sua fama... Eu sei que você não costuma fazer essa coisa de pós-sexo.

            –Também não costumo perseguir mulheres em baladas.

            –Você me perseguiu porque eu te desafiei.

            –Não, eu te persegui porque era você.

            –E o que isso quer dizer, Sasuke? – Perguntei, completamente no limite das minhas emoções, sem conseguir conter as lágrimas por mais tempo.

            –Fica comigo essa noite.

            Eu não tinha mais forças para resistir e quando ele me puxou para o seu peito eu simplesmente fui e deixei o meu choro rolar enquanto ele me abraçava em silêncio.

            Quando eu já estava completamente exausta, prestes a dormir, ele voltou a me beijar.

            Mas depois de cada beijo longo e intenso, ele me dava um beijo menor, rápido e suave...

 

            ...como uma assinatura.

 

 


Notas Finais


Músicas:
Laurel - Fire Breather
Ruelle - Monster



Espero que tenham gostado!

Bjuss!! =* Até o próximo capítulo!


Leiam também minha outra fic, Quando Eu Era Um Filhote, que conta a história dos mesmo personagens, porém durante a infância, lembrando que as duas fics se relacionam cronologicamente, mas são completamente independentes:
https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-naruto-quando-eu-era-um-filhote-5084844


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...