História Vivo, ou apenas existo? - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Exército, Gays, Homens, Romance, Yaoi
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Palavras 1.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hoje trouxe três capítulos hiper-mega-ultra desenvolvidos, é bom ler calmamente e principalmente quando estiveres desocupado.
Tenham uma boa leitura.
<3

Capítulo 21 - O segredo é revelado (?)


Fanfic / Fanfiction Vivo, ou apenas existo? - Capítulo 21 - O segredo é revelado (?)

“O Homes acabou de me telefonar.” – murmuro, e olho para o rosto apreensivo de David. – “Estou sem entender o porquê.”

“Esqueça a ligação.” – fala Carlos, impaciente. - “Então, o que fazemos agora?”

Volto o meu olhar para o celular e digito o número de Rimon, e ponho a ligar para ele; mas vai direto à caixa eletrônica. Está desligado.

 

Vivo, ou apenas existo?

Capítulo 21: O segredo é revelado (?)

 

"Vamos falar com o Tenente Homes.” – digo, olhando para os dois. – “Precisamos tirar essa história á limpo.”.

“E se os caras que estavam batendo na porta nos matar?” – pergunta David. – “Você mesmo falou isso lá no quarto.”.

“Não vão.” – sussurro.

Do mesmo jeito que o tenente Homes me protegeu após o atentado, ele continuará me protegendo agora, assim espero.

Estamos no corredor do Quartel, procurando por alguém, mas tudo continua silencioso e apenas nossos passos são escutados ao redor do local. Essa atmosfera é estranha e sempre sinto que estou levando os meus amigos para algum abate, é como se a minha morte no Hospital tivesse sido apenas atrasada para hoje.

Minha felicidade retorna quando eu vejo ao longe um grupo pequeno de soldados reunidos no restaurante do Quartel. Vamos nos aproximando, e mesmo distante consigo ver bem o Tenente Homes virando o seu rosto, com os seus olhos finalmente encontrando os meus após terem se passado todas essas semanas. Ele começa a se levantar, seu rosto parece preocupado. É quando escuto um grito abafado de David atrás de mim, e quando viro para olhar sou acertado por um soco que me faz cair sobre uma das cadeiras do restaurante.

“Finalmente apareceram.” – É o Rique, e dois soldados iguais a ele. Cada um dos soldados segura David e Carlos, enquanto Rique se aproxima. – “Quero falar com você.”

E sem mais, nem menos, vejo Homes aparecendo e desferindo um chute na barriga de Rique, que faz com que Rique revide com um soco mais forte. Homes consegue se defender, e quando o faz, ele pega Rique pela gola da camisa e empurra contra a parede. Ele chegou tão rápido aqui.

“Que merda está acontecendo aqui?” – exclama Homes.

“Pedro está espalhando boatos ruins sobre nós.” – fala Rique, logo após sendo solto por Homes. Os dois me olham.

“Boatos?!” – resmungo, me levantando. – “Ele está mentindo, Homes.”

Alguns soldados veteranos que estavam na mesa com Homes se aproximam, e os dois soldados que seguravam David e Carlos, os soltam; o silêncio perpetua por apenas um mísero segundo.

“Mentindo?” – ri Rique de um modo ofensivo. – “Você fugiu com os seus amigos pela janela do quarto.”

“Fugi tanto que continuo aqui, olhando para a sua cara.” – ironizo.

“Que tipos de boatos são esses?” – indaga um dos soldados veterano para Rique.

“Boa pergunta.” – comenta Homes, olhando negativamente para Rique. – “Que boatos são esses?”

“Não tenho o que falar para vocês. Apenas sigo ordens para que o soldado Pedro se encontre agora mesmo com o Capitão Carl.” – ordena Rique.

E pela primeira vez eu confirmei a mim mesmo que tudo estava perdido. Rique dá dois passos em minha direção, e ao mesmo momento Homes aparece em minha frente. Os dois se encaram.

“Saia da frente, soldado Homes!” – exclama Rique. Por que Homes está me protegendo?

“Eu irei junto com o Pedro.” – explica o tenente Homes.

“Você não tem autoridade nenhuma para ir junto.” – implica Rique.

“Eu vou logo lhe mostrar a minha autoridade.” – enfrenta Homes, e vejo o seu punho fixo, como se estivesse preparando-se para algo.

“O que está havendo aqui?” – a voz do Capitão Carl surge, e todos põem a olhar para o homem de maior autoridade do Quartel.

“O seu soldado Homes não está deixando que levem o soldado Pedro para a sua sala.” – fala Rique, com tom repugnante.

“Vamos, soldado Pedro.” – ordena Capitão Carl. – “Ninguém mais virá, nem o soldado Rique, nem o soldado Homes, nem caralho algum, entenderam?”

“Sim, senhor.” – respondem alguns soldados.

Saio de trás de Homes, dando um último olhar para ele. Cada passo meu é tão forte que sinto meu coração se despedaçar em migalhas, os olhares de David e Carlos parecem comprovar o quanto eu estou ferrado, literalmente.

A sala do Capitão Carl é em formato oval; há um gabinete de luxo e algumas cadeiras posicionadas. Neste exato momento estou sentado enquanto olho para o Capitão Carl, que se encosta-se à parede feita de mármore.

“Soldado novato dourado, Pedro Alvez de Azevedo.” – sussurra o Capital Carl, com sua voz séria. – “Voltou dos mortos.” – ironiza ele. – “E até agora, continua chamando atenção pelo Quartel.” – seus olhos fitam os meus. – “Então, por que você fugiu pela janela do seu quarto com os seus amigos?”

Olho alguns segundos para ele, e sei que a mentira vai piorar tudo, então me resta contar a verdade.

“Escutei que iam colocar Chips em cada um dos novatos, e que iriam controlar cada um de nós, e até controlar os nossos parentes por meio da nossa fala.” – falo, em um único tom.

E tudo que se escuta é o silêncio, seguido de uma gargalhada do Capitão Carl.

“Certo.” – ri ele. – “Agora me conte, o verdadeiro motivo.” – fala ele, como se não acreditasse em nada que eu acabara de dizer.

“Mas este é o verdadeiro motivo.” – falo, em uma expressão séria.

“É o seguinte, soldado Pedro.” – começa o Capitão. – “Chamei você aqui porque o soldado Rique disse que você estava espalhando boatos e que você tinha fugido do Exército com os seus amigos, o que tem a dizer sobre isso?”

“Sobre fugir do Exército, sim, eu fugi, tanto que nem estou aqui, é meu sósia que está.” – ironizo, esperando uma gargalhada sonora vindo do Capitão Carl, mas sua expressão continua mais séria do que antes. – “Eu não espalhei boato nenhum, apenas estava... Divertindo-me com os meus amigos, tentando pular janela, algo do tipo.”.

“Não sei o que comentar sobre isso.” – fala ele. – “Vamos fazer o seguinte; já está tarde. Eu irei chamar o soldado Rique e o Tenente Homes, e eles irão conversar comigo. Se chegarmos a alguma conclusão, lhe chamarei.” – ele caminha até a porta, abrindo-a. – “Esteja preparado para qualquer tipo de punição se caso algo verídico vier contra á você.” – conclui ele.

E saio da sala, sem falar mais nada. A atmosfera ficou mais estranha do que antes; e eu havia perdido o sono durante esta estranha noite.

Após a saída da sala, eu até tentei ir atrás do Homes, mas eu havia me esquecido até de qual era seu quarto, então fiquei vagando um pouco mais pelos corredores do Quartel. Foi quando tive a ideia de ir até a recepção e logo após para o Campus. Ninguém estava acordado, nem mesmo o maldito Rique, aquele desgraçado; nunca pensei que iria me enganar pelo seu rosto e seu modo amigável. Me lembro de como ele me saudou quando viu que eu havia sobrevivido ao atentado, isso aconteceu alguns minutos antes de eu beijar Homes pela primeira vez. O que eu sinto agora é apenas ódio do Rique, mas começo a me controlar.

“Rimon!” – exclamo sem querer, e ponho minha mão na boca. Olho para os lados, ninguém escutou.

Agora que me lembrei dele, onde Rimon está? Todas as probabilidades apontam que ele deva estar em seu quarto, dormindo. E uma pontada de raiva acaba me cutucando por saber que ele me ignorou e não acreditou em mim, mas até foi bom, pelo menos assim ele não foi envolvido. O medo então volta quando escuto passos vindos do corredor ao lado. Corro um pouco para fora do Quartel, e me encontro novamente na escuridão da noite do campus. Eu não quero que ninguém me veja, e para falar a verdade, eu já deveria estar dormindo em meu quarto.

O que me estranha é um cheiro esquisito que começou a ecoar pelo campus, um cheiro de carniça. É o que me faz voltar para a janela do meu quarto, correndo antes que alguém apareça. Bato na janela, e no mesmo momento ela se abre, levo meu corpo para cima e entro na janela. David e Carlos me olham assustados. E é aí que eu percebo que não dormirei tão cedo.

No dia posterior, acordo com olheiras roxeadas em meus olhos, e minha coragem em levantar da cama é tão distinguia em cansaço. É quando olho para David pondo seu uniforme que me lembro da noite anterior. Noite dos chips, da fuga, da briga entre Homes e Rique, da conversa com o Capitão Carl.

“Tem alguma notícia do Rimon?” – indaga David.

“Não sei, a única vez que tentei ligar para ele foi ontem, na árvore” – comento. – “Provavelmente não deve ter se preocupado e nem acreditado na minha conversa.”

“Foi uma loucura ontem.” – fala David.

“Me desculpa.” – sussurro.

“Não precisa se desculpar.” – sorri David. – “Pelo menos você se preocupa conosco. É sempre bom estar alerta para qualquer tipo de coisa.”

“Sim.” – sorrio. – “Preciso falar com o Homes antes do treino rotinal.” – coloco a farda, e ando em direção á porta do quarto.

“Certo, daqui a pouco a gente se encontra.” – diz David, logo após de eu fechar a porta.

Lembro-me da noite anterior, e começo a imaginar a reação do Rique me vendo correndo, logo após de eu ter caído. E fico pensando em seu nervosismo quando percebeu que eu havia pulado a janela do meu quarto. Ele poderia ter me perseguido, mas ele resolveu ir até o Capitão Carl e dizer que eu estava espalhando boatos e que havia fugido do Quartel. Espero não ter que me encontrar com ele hoje.

Quando ultrapasso o corredor, meus pensamentos se cessam quando começo a ver alguns soldados correndo ao meu lado, indo para mesma direção que eu, só que em uma velocidade mais constante, como se estivessem curiosos para ver algo. É quando sinto o mesmo cheiro de carniça que senti na noite anterior, o cheiro está bem mais forte que ontem. E quando vejo vários soldados se juntando ao redor da entrada do Quartel é que começo a me indagar do que está acontecendo.

Tento abrir caminho, empurrando algumas pessoas. E é quando percebo que não consigo controlar mais o meu corpo, nem minha consciência. Quando a vista se abre para minha frente, vejo pessoas com roupas brancas, parecem ser médicos, estão ajoelhados ao redor de uma poça de sangue. Demora um pouco para eu conseguir distinguir o Rimon, morto; deitado ao chão.


Notas Finais


Obrigado desde já por ter lido <3


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