História Vivo, ou apenas existo? - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Exército, Gays, Homens, Romance, Yaoi
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Palavras 2.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Chegou o momento para um capítulo onde tudo se rege.
Uma excelente leitura para todos que chegaram até aqui <3!

Capítulo 23 - Você vive, ou apenas existe?


Fanfic / Fanfiction Vivo, ou apenas existo? - Capítulo 23 - Você vive, ou apenas existe?

O braço que me puxou para trás foi o mesmo braço que me segurou no banheiro e que me pediu por explicações do pôr que de eu ter me sacrificado no jogo de realidade virtual. Homes; ele continua me segurando, como se há qualquer momento eu fosse me soltar para entrar em um dos tiros que voam por cima de nós e continuam atingindo o cadáver de Rique.

 

Vivo, ou apenas existo?

Capítulo 23: Você vive, ou apenas existe?

 

Enquanto os gritos continuam, eu sou levantado por Homes e sou puxado para fora dali. Demora um pouco até que possamos sair do campus do Exército; e logo após ultrapassar a entrada, ficamos na calçada que sustenta o portão. Sentamos no chão, enquanto uma confusão ocorre por trás de nós.

“Quando você vai parar de ser tão idiota?” – indaga Homes, erguendo sua cabeça para o céu enquanto respira ofegantemente. – “Já estava tudo programado para a morte dele.”

“Por que você não me avisou?”

“Porque era sigiloso. Droga, Pedro!” – exclama Homes, com raiva.

Antes de eu sair da multidão e direcionar o meu canivete para o Rique; o Carlos havia me confirmado sobre o segundo plano, o devido e conclusivo plano de perguntar ao Capitão Carl se a história do Rique era verdade. E o próprio Capitão ficou confuso por conta da mentira contada pelo homem que agora está morto.

“Ninguém iria saber que o Rique havia pegado o celular de Rimon se não fosse por você.” – sussurra Homes. - “Eu até agora estou surpreso com a cara de pau do Rique de ter andado com o celular de um lado para o outro, e ainda por cima da mentira que ele falou.”

“Agora ele está morto.” – falo. – “E o Rimon, também.”

Viro minha cabeça para o lado, e observo o rosto apreensivo de Homes, assustado com o acontecimento, seus olhos se fixam para o céu enquanto eu olho para cada centímetro de sua pele.

“Eu pensei que você iria morrer, de novo.” – sorri ele, com o seu rosto assustado.

“Desculpa.” – sussurro.

Olho para cima. Estamos no mesmo local, abaixo de um enorme céu azulado. A última vez que eu parei para ver o céu foi quando o Tenente havia me dito para esquecer sobre o beijo e foi também quando eu pedi aos céus para que ele ficasse comigo, em minha imaginação.

“Você vive, ou apenas existe?” – indaga Homes, continuando a fitar as nuvens.

“Viver é fazer tudo o que você quer sem uma voz autoritária por trás.” – murmuro. – “E talvez, existir seja se impor á uma rotina diária onde você sonha coisas por anos e anos e acaba não conquistando-as por preguiça.” – tenho um pressentimento do tenente estar me olhando agora.

“Bem na mosca, soldado.” – sorri ele. – “E então, qual a sua resposta para a pergunta?”

“Eu...” – lembro-me dos últimos acontecimentos desde que entrei no Exército, e concluo. – “Falta algo para que eu possa realmente viver.” – não quero que ele pergunte o que falta, porque eu não vou ter coragem o suficiente para dizer a verdade.

“O que é que falta?” – indaga ele.

É quando me levanto lentamente, movo minha mão para ele e o puxo para cima.

“Falta o sossego. Algo quase que impossível de se conseguir.” – sorrio, soltando sua mão. – “Hora de saber o que aconteceu lá dentro.”.

O dia turbulento logo se passou. Os noticiários da televisão passaram a focar em nosso Exército e sobre os últimos acontecimentos. Os amigos soldados do Rique foram descobertos e presos, principalmente o PSICÓLOGO. Descobriram armações e vários arquivos feitos em um algoritmo avançado sobre um possível CHIP que realmente dá para controlar alguém, eles iriam utilizar isso sem a devida autorização do Capitão Carl.

“Então a sua história era verdade.” – fala David. – “Eu estou muito surpreso.”

“Chips que podem controlar várias pessoas.” – sussurra Carlos. – “Isso saiu no noticiário da televisão e tenho medo do que as mentes criativas ao redor do mundo possam fazer em relação á isso.”

“Pelo menos tudo está resolvido.” – comenta David. – “O Capitão Carl deve estar muito surpreso em relação á você que estava praticamente envolvido nisso, com relação á ter descoberto.”.

“Eu tenho que parar de me meter em encrencas.” – sorrio.

É estranho o fato do Exército ao qual participo estar sendo o mais falado no país inteiro, estando até em primeiro lugar nos assuntos do momento do Twitter. Por falar nisso, eu tive que explicar para os meus pais pelo celular que eu não estava envolvido em nada disso, e que sim, eu estou bem. Eu tive que mentir em alguns momentos por conta de suas preocupações não aumentarem, mas agora tudo parece estar bem.

As batidas que se seguem na porta acabam alertando tanto eu, quanto David e Carlos. Abro a porta e me deparo com o tenente Homes.

“O Capitão Carl quer lhe vê.” – sorri Homes.

Sigo o tenente até a sala do Capitão Carl sem perguntar nada, e nem ele mesmo se dispõe a falar alguma coisa. Quando passamos pela porta da sala oval é que me deparo com o Capitão. Estamos apenas nós três na sala.

“Finalmente chegou! Bem, eu afirmo novamente, que você é o novato que mais me surpreendeu desde o momento que eu entrei nesta carreira como soldado.” – fala o Capitão Carl, movendo sua mão para frente, ao qual eu aperto, grato. Olho para um lado e vejo uma expressão feliz do tenente Homes. – “Sua história era verdade, Pedro. E realmente Rique estava tentando me enganar com todo aquele esquema, o que me deixou um pouco estressado logo após o ocorrido. Só tenho a me desculpar com você, soldado Pedro.”.

“Obrigado.” – sussurro.

“Tenente Homes.” – começa o Capitão Carl, olhando para ele. – “Eu lhe dei a tarefa de supervisionar o soldado Pedro, e você observou e me contou de todas as qualidades do soldado, eu não esperava que todas fossem realmente verdadeiras.”.

“Qualidades.” – sussurro, sorrindo.

“Quero lhe agradecer por ter me responsabilizado á tomar conta dele.” – fala Homes.

“Não se preocupe, agora acabará o observamento.” – explica o Capitão Carl. – “E antes de tudo, quero ser curto e rápido.” – seus olhos agora se direcionam para um dos quadros da sua sala, onde contém demasiados retratos de sua pessoa com o seu grupo, recebendo prêmios. – “Haverá o campeonato dos novatos. As chances de um novato ser tenente não dependem do primeiro lugar no campeonato, e sim do esforço, mas...” – ele sorri, e me encara. – “Se você pelo menos pegar o primeiro lugar no campeonato que haverá; você se tornará Tenente.” – o silêncio predomina. – “Agora, tudo depende de você.”.

“Certo!” - falo, movendo a minha mão retamente para a minha testa. – “Sim, senhor!”.

Homes também leva a sua mão para a testa, mas sem falar nada. Nós logo saímos da sala do Capitão.

“Uau.” – falo, olhando para Homes. Agora eu tenho um objetivo, vencer o campeonato.

“Após esses parabéns do Capitão Carl para você, eu preciso que você não vá.” – sussurra Homes, me olhando.

“Hãn?” – indago, confuso.

“Preciso falar com você, agora.” – pede ele. – “Apenas me siga, pode ser?” – afirmo com a cabeça, sem entender.

Novamente me ponho a seguir o tenente Homes. Olho para as suas costas e para a sua coluna tão reta. Observo o seu fardamento tão limpo em um brilho preto, e para o seu boné tão respeitoso. É uma surpresa um Tenente ter uma amizade tão grande com um novato quanto eu tive com o Homes, e eu fico feliz por isso; sei que nunca irá passar disso, então eu apenas me tranquilizo ao seu lado.

Após passar de algumas salas e ir mais a fundo, Homes abre uma porta meio enferrujada, que dá lugar á uma escada que se ergue para cima. Ele entra e logo pede para eu fechar a porta quando entrar. Subo as escadas cuidadosamente. Outra porta é aberta por ele, dando lugar á toda a luz solar em nosso rosto. Estamos na cobertura do Quartel.

“Não sabia que tinha isso aqui.” – comento, surpreso.

“É apenas um espaço vazio, sem nada. Os telhados da entrada do Quartel infelizmente acabam sendo muito largos a ponto de ninguém conseguir enxergar isso aqui.” – explica Homes. – “Foi aqui que eu fiz os Exercícios Instrutivos.”. – olho espantado para ele.

“Você também fez os Exercícios Instrutivos?!” – indago.

“Sim. Acabei desrespeitando uma das regras, e fui punido por um dos soldados veteranos.” – comenta ele. – “Foram exercícios tão horríveis, e foram neste local, nessa cobertura, onde quase perdi meu braço e perna por conta de alguns dos exercícios dados.” – a luz do sol é forte, mas não tanto a ponto de esquentar nossos corpos. – “Teve um exercício onde eu acabei pegando uma insolação por conta do sol.” – é quando seus olhos se erguem para o sol ao longe, seus olhos se chocam com a agonia da luz que serpenteia os vários raios solares. – “E, eu nunca pensei que iria ter que dar Exercícios Instrutivos para um novato, sendo ele... Você.”

“E pensar que você acabou não pegando tão pesado comigo.” – comento.

“Esta cobertura foi onde eu me transformei em algo que eu não sou. Em algo rígido e que bate nos outros por motivos banais.” – explica Homes, calmamente. – “Eu prometi a mim mesmo nunca fazer com que alguém passe por algo igual ou pior á tudo que me fizeram passar.” – seus olhos agora se fixam nos meus. – “Eu nunca pensei que haveria dias bons, entende?”

“Eu sei bem o que você quer dizer.” – falo. – “Sobre todo mundo ter que aceitar aqueles mesmos termos e condições da vida.” – respiro lentamente. – “Sobre todo dia acontecer coisas com você; e que algumas delas vão ser boas, outras vão ser ruins.”.

“Sim... A definida Escolha nós não temos sobre as coisas. Nós podemos apenas lidar com o que acontece.” – ele morde seu lábio, como se estivesse com medo do que irá falar. – “Eu não quis contar sobre muitas coisas para você, porque eu quis proteger você.”

“Mas você sabe que eu não preciso de proteção.” – sussurro.

“Sim, eu sei.” – sorri ele. – “E é isso que eu mais considero como qualidade sua, toda essa autoproteção e esse poder em conseguir fazer com que as coisas ruins se tornem boas.” – ele então pausa, e olha apenas para o chão, enquanto o sol nos acerta.

“Por que você me trouxe para a cobertura?” – indago, um pouco trêmulo.

“Pedro, pode não parecer, mas você me fez mudar muito.” – fala ele, continuando a olhar para o chão. – “Acontece que todos os dias, eu escuto uma voz na minha cabeça, me mandando viver, e implorando para eu parar de apenas... Existir.” – seus olhos voltam para mim, e é nesse momento que eu percebo um olhar que eu nunca havia visto antes, um olhar de afeto. Seus músculos se regem, e seu joelho se fixa no chão. O tenente Homes agora está ajoelhado em minha frente. Seu braço esquerdo se posiciona retamente em suas costas em formato de curva, e seu braço direito se posiciona retamente em frente ao seu peito, como se estivesse agradecendo por algo. – “Eu apenas preciso que saiba de algo.” – É quando eu acabo colocando meus dois joelhos no chão. Estou frente a frente para ele, vendo nosso corpo queimar sob a luz do sol. – “Eu quero que saiba que eu passei a gostar de você, muito mais que apenas um amigo.”

“Não!” – exclamo, colocando minhas mãos em seus ombros, enquanto vejo o seu olhar para o chão. – “Você não pode!” – sinto uma comoção preencher meu corpo, algo que retira todos os meus antigos sofrimentos, meus batimentos cardíacos se aceleraram em uma velocidade mais constante do que o normal. – “Você é o tenente Homes, aquele ao qual nunca beijará um homem, lembra?” – começo a sorrir, enquanto prevejo que a primeira lágrima caia. – “Não se ajoelhe por mim, Homes, por favor.”.

Seus braços saem das posições normais, e seu olhar se volta para o meu, prevejo que a sua preocupação em relação aos meus olhos lacrimejando aumentou, sua mão direita vem lentamente e toca com cuidado a lágrima que desce, seu dedo se move lentamente em minha bochecha.

“Eu não quero existir.” – fala Homes, retirando levemente o boné preto com a sua mão esquerda, e colocando no chão. – “Eu quero viver, entende?” – suas duas mãos se posicionam em minhas duas bochechas, e um vento percorre por todo o local. – “E viver sem você não é viver. É apenas existir.”.

Nossas bocas então se unem em um único movimento, enquanto as lágrimas saem dos meus olhos e caem no chão se espalhando em várias gotículas. Isso não é um sonho, eu estou realmente acordado. Minha boca realmente está ligada á dele, e nossas línguas estão se tocando realmente. Ele não quer me perder como quase perdeu no atentado e nos tiros que serpentearam o Rique. E ele não vai me perder, não agora, que eu serei apenas seu.



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