História Vizinhança triste - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Lemon, Mistério, Romance, Songfic, Yaoi, Yoonmin
Exibições 121
Palavras 4.581
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


여러분, 안녕하세요!

Eu sei que demorei, sei que vocês não gostam quando isso acontece, mil perdões. Mas aqui estou eu, trazendo o último capítulo desta fic que eu escrevi com tanto carinho. Eu espero ter conseguido mostrar para vocês que não importa o quão grande é o fardo que você precisa carregar, ele sempre vai sumir quando você se der conta de que não precisa carregá-lo sozinho ou não precisa sequer carregá-lo.

Pra quem estava com saudade do lemon, tem um lemon muito do gostoso nesse capítulo e eu nem vou falar pra vcs que ele foi baseado em fatos reais.

Eu espero muito que vcs gostem.

Boa leitura.
(Leiam as notas finais)

Capítulo 10 - Epílogo (parte02)


Yoongi estava no trabalho, imerso em números e valores e em ligações quase ininterruptas de clientes cheios de dúvidas. Seu corpo estava lá, mas sua cabeça estava em casa. Não aguentava mais ficar longe de Jimin. Não no sentido literal, pois moravam juntos e ainda dormiam juntos. Sendo essa uma das maiores demonstrações de amor entre eles, pois nem na pior briga eles dormiriam separados. Yoongi sentia falta de seu ruivo conversando animadamente sobre a coreografia nova que estava aprendendo. Sentia saudade da voz meiga e do olhar mixado entre sensual e fofo que recebia sempre que mostrava interesse em ouvi-lo falar sobre o seu dia.

Sabia que tinha feito uma besteira ao comentar sobre a beleza da tatuagem no braço daquele rapaz na rua, sabia que Jimin havia ficado ressentido porque ainda tinha problemas de autoestima e se sentia inseguro. Todo o tratamento com o psicólogo surtiu efeito e Jimin já não se cortava há anos, mas todo ser humano tem suas inseguranças. E a de Jimin era ser trocado. Mesmo depois de tanto tempo, depois de tudo o que viveram, o ruivo ainda pensa que Yoongi acharia um homem melhor, que Yoongi amaria outro homem mais do que o ama. E o loiro sabia que era culpa sua aquela insegurança ter sido despertada depois de tanto tempo em paz, não tinha a menor necessidade de elogiar a tatuagem do outro rapaz. Não da forma animada e interessada que fizera.

Jimin havia feito muitas aulas de dança em diversas academias da capital. Acabou se mostrando tão bom dançarino, que era frequentemente convidado a dar aulas. E recebia bem por tais aulas, pois a qualidade de seu ensino era inigualável. Yoongi sabia que Jimin finalmente havia encontrado a arte dele. Dançar o libertava, o permitia jogar para fora tudo o que sentia. Era o segundo refúgio de Jimin, pois o primeiro sempre foi e sempre seria o abraço de Yoongi.

Foi pensando nisso que decidiu que sairia mais cedo do trabalho. Já vinha planejando a surpresa há dias, mas queria que tudo estivesse pronto antes de pedir desculpas. Estava decidido a acertar tudo quando inventou uma desculpa qualquer e se mandou para casa. Aquela era a oportunidade perfeita e ele não poderia deixa-la passar.

Já dentro do carro, há poucas quadras de casa, Yoongi certificou-se na escola dos filhos se os mesmos não chegariam antes do previsto. Ele precisava se desculpar com seu namorado e, para que isso acontecesse da melhor forma possível, eles iriam precisar de privacidade.

Desde que conseguiram a guarda definitiva de Soyun e Max, Jimin tem sido muito rígido em relação ao sexo. Eles tinham crianças em casa na maior parte do tempo e elas estavam sempre dormindo ou fazendo algum dever de casa na grande sala de estar da casa. Transar não era mais uma tarefa tão fácil quanto nos dias de juventude plena. Precisavam agora policiar-se, pois Max estava na fase de descobertas e eles não queriam levar o garoto a descobrir nada antes do tempo. Não era como se o garoto não soubesse que os dois são um casal homossexual. Aquilo fora explicado bem cedo, após muita reflexão e várias perguntas feitas pelo menininho. Mas agora, Max estava convivendo com outros garotos na escola e Jimin sabia bem como as coisas funcionam no mundo dos garotos. Ainda era cedo para falar sobre sexo com Max, mas não era cedo para que seus colegas de classe lhe falassem sobre isso da forma mais errônea.

Era uma preocupação besta, pensava Yoongi. Não era como se fossem dois depravados ninfomaníacos, o loiro, em especial, só sentia falta do corpo de seu amado, do calor e do suor latente do homem que tanto ama. E era complicado segurar seus desejos até que Jimin tivesse certeza de que todos na casa estavam dormindo. E era um tanto frustrante serem interrompidos por batidas na porta vindas de um Max completamente assustado após um pesadelo.

Mas ser pai, afinal, era isso. Era abrir mão das felicidades individuais em prol da felicidade de sua cria. E nada o faria se arrepender de ter adotado as duas crianças. Ele estava feliz e seu problema com sexo era de fácil solução.

Depois de receber a confirmação da coordenadora da escola de que nenhum professor havia faltado e seus filhos até seriam liberados mais tarde por conta de um evento escolar no pátio, Yoongi rumou satisfeito em direção ao lar. As coisas estavam conspirando a seu favor.

Tentou estacionar o carro um tanto longe da casa, pois não queria ser notado. A surpresa deveria ser total. Caminhou até a porta da frente e torceu baixinho para que Jimin estivesse no quarto ou em algum outro cômodo que não fosse a sala. Abriu a porta com todo o cuidado que pôde extrair de seus braços e esgueirou-se para dentro da casa. Parecia ter conseguido manter a discrição.

Depositou cautelosamente os folhetos que tanto havia estudado nos últimos dias na mesa de centro da sala e partiu em busca de seu amado. Ao pensar em subir as escadas e procurá-lo no quarto, sentiu um delicioso cheiro de molho picante vindo de cozinha. Jimin estava cozinhando.

Se Park Jimin já era sexy com suas roupas casuais, Yoongi poderia ter um AVC em consequência de sua ereção ao ver o mais baixo usando avental. Não chegava a ser um fetiche, só era algo realmente tentador. Da porta da cozinha, teve a visão que tanto ansiou para ver: Jimin estava de costas, com o avental amarrado firmemente na cintura, empregando certa força em cortar algo na tábua de madeira em cima do balcão. O viu passar as costas das mãos no rosto e concluiu que ele estava cortando cebolas.

Caminhou silenciosamente até o ruivo e permitiu-se admirar a concentração do mesmo enquanto continuava a cortar as cebolas. Assim como queria, não havia sido notado. O elemento surpresa fora mantido e executado com sucesso. Ponto para Min Yoongi.

Antes que Jimin eventualmente notasse sua presença, ele colocou seu corpo às costas do mais novo, segurando firmemente sua cintura.

- AI! – Exclamou o ruivo. – Que droga!

Yoongi deu um passo para trás, permitindo que Jimin se virasse em sua direção e levantasse o dedo banhado em sangue como se dissesse silenciosamente ‘está feliz por eu ter me cortado?’.

- Amor, vem aqui, deixa eu te ajudar. – Disse preocupado. Sabia o quanto as facas daquela casa eram afiadas e o quão propenso Jimin era a sangramentos extremos.

- Me deixa, Yoongi. Eu sei lavar meu próprio dedo. – Disse emburrado.

- Não seja cabeça dura, me deixe te ajudar. – Disse tentando segurar a mão do rapaz embaixo da torneira da pia.

- Não! – Disse empurrando a mão de Yoongi. – É culpa sua! Se eu não tivesse me cortado, provavelmente teria sofrido uma parada cardíaca! Você tem merda na cabeça, Yoongi?!

- Eu não achei que você iria se assustar tanto, amor. Não pensei que estava tão concentrado, me desculpe.

- É melhor você nem falar nada. – Disse fechando a cara, aliviando a expressão de raiva após notar que o dedo não para de sangrar. – Escuta, você poderia ir pegar a caixinha de curativos, não é? Ou vai me deixar sangrar aqui até morrer?

- Eu já volto. – Ditou preocupado.

Parece que o plano de Yoongi tinha sido estragado por ele mesmo. Talvez não tivesse sido uma boa ideia surpreender o namorado daquela forma, agora Jimin estava ainda mais chateado e com o dedo sangrando.

 

 

##

 

Yoongi estava demorando com a caixa de curativos, então eu tentei me virar como pude. O sangramento não cessava e eu estava começando a ficar meio enjoado por ver tanto sangue. Peguei uma luva de plástico na cozinha e, com auxílio dos dentes, consegui amarrar o dedo da luva no meu dedo machucado na tentativa inocente de amenizar todo aquele dilúvio de sangue. Peguei um pano qualquer que vi na minha frente e me amaldiçoei mentalmente após me dar conta de que era um pano-de-prato novinho que havia comprado essa semana. Aquela mancha de sangue nunca iria sair do tecido branco, que bela merda.

Quando consegui conter o sangramento, pude ver que o corte havia sido realmente bem fundo. Um pedaço do meu dedo estava ligeiramente separado do resto e aquilo me deu uma aflição gigante. Voltei a lavar o dedo com água corrente na pia, não queria de jeito algum que aquilo infeccionasse. Foi eu colocar o dedo embaixo d’água e Yoongi voltou com a caixa branca nas mãos.

- Eu quase morri à mingua aqui, sabia? – Perguntei irônico.

- Desculpa, eu não conseguia achar. Vem cá, deixa eu fazer o curativo. – Disse puxando minha outra mão e me fazendo sentar no balcão da pia, o que me fez ficar ligeiramente mais alto que ele.

O vi cautelosamente molhar um tufo de algodão com um álcool. Recebi seu olhar receoso, que me questionava se eu aguentaria a dor.

- Já senti coisa pior, vai logo. – Ditei sério, disfarçando meu desespero.

Agora seco, o corte ardia muito e eu começava a sentir toda a dor que estranhava não ter sentido antes. Provavelmente a adrenalina mascarou essa desgraçada, mas agora ela voltou sedenta por vingança.

- Ai! – Puxei meu dedo quando ele encostou o algodão.

- Eu mal encostei em você, amor. Não seja manhoso. – Ele disse rindo.

- Não estou sendo manhoso. – Pus no rosto meu melhor bico.

- Claro que não está. – Concordou. – Acho que já está bem limpo. Vou colocar um band-aid, se sangrar novamente a gente vê o que fazer.

- Obrigado. – Tentei me levantar da pia, mas fui impedido pela pressão feita em minhas coxas, pressão essa que me empurrava para baixo, não deixando eu me levantar.

- Amor, sério, para com isso... eu não aguento mais ficar assim contigo, você tem me tratado tão indiferente, eu fico me sentindo muito culpado. – Desabafou sincero.

- Mas você é culpado, Yoongi. Talvez assim você aprenda a não elogiar outro cara, na minha frente ainda por cima!

- Mas eu só elogiei a tatuagem dele, poxa!

- A tatuagem estava no corpo dele, poxa! – Imitei seu tom de voz.

- Você está chateado porque eu elogiei ele? Eu posso te elogiar muito mais. Você tem bem mais que uma tatuagem para que eu elogie.

- Pode começar então. – Cruzei os braços, o desafiando.

- Tudo bem. – Disse tomando fôlego. – Seus olhos ficam pequenininhos quando você sorri e você fica tão inocente desse jeito que eu sinto que não mereço ver você assim. Sua boca é linda, tão bem desenhada que me deixa excitado só de vê-la se mexer. E nós sabemos que ela faz maravilhas. – Piscou safado com o olho esquerdo, me fazendo descruzar os braços para acertar um pequeno tapa em seu ombro. – Seu pescoço é a estrada mais prazerosa que minha língua já teve o prazer de percorrer e sua cintura não poderia ser mais atraente do que já é. Você tem um coração de ouro, uma personalidade forte e um gênio de cão. – Outro tapa foi desferido contra seu ombro. – Mas mesmo assim você é perfeito para mim. Eu não consigo me imaginar ao lado de nenhuma outra pessoa, porque eu te amo.

- Hum... eu não sei, não estou muito convencido. – Fingi desinteresse.

- Vai me obrigar a falar da sua bunda? – Perguntou num tom brincalhão e eu não resisti em rir.

Meus lábios rapidamente foram tomados pelos seus, após tantos dias de abstinência. Eu jamais confessaria, mas sentia falta daquele beijo. Eu esperava ele dormir todas as noites para roubar um ou dois selares, a saudade era exacerbada.

- Eu não quero mais brigar com você, Jiminnie. – Disse próximo à minha boca.

Não pude respondê-lo, pois logo fui atacado pela boca sedenta dele. Meu lábio inferior era sugado com muito interesse e as mãos dele puxaram minha cintura para perto de sua barriga, colando nossos corpos. Senti sua respiração morna açoitar a pele do meu pescoço, fazendo com que todos os pelos do meu corpo ficassem tão eretos quanto nossos membros, e um beijo molhado ser depositado ali. Atacar meu pescoço era golpe baixo e ele sabia bem disso.

- Hyung, é melhor a gente deixar para mais tarde... – Ele mordeu a lateral do meu pescoço. – As crianças vão chegar daqui a pouco.

- Elas vão demorar um pouco mais hoje. Relaxa. Vamos nos curtir, eu estou morrendo de saudades. – Avisou. Eu arfei com tal notícia, queria ir adiante e saber que as crianças não estariam em casa dentro dos próximos minutos me fez ceder totalmente.

Minha camisa foi puxada acima do meu corpo, obrigando meus braços a serem levantados. Ele também tirou sua camisa após se livrar afoitamente da gravata cinza, permitindo agora que seu peito nu se colasse ao meu. O short de tecido que eu vestia já delineava meu pênis ereto. A calça social do hyung também denunciava uma ereção latente. Minha cintura foi tomada por seus braços e eu enlacei os meus ao redor dos ombros dele. Queria apertá-lo para sempre.

Ele fez menção de me erguer, fazendo com que eu usasse as pernas para me segurar à sua cintura. Estava sendo sustentado por suas mãos em minhas coxas quando fui levado em direção à mesa de madeira maciça que eu tanto prezava.

- Parando para pensar... – Dizia intercalando com pequenos beijos no meu queixo. – Tem muito lugar nessa casa que a gente ainda não batizou.

Eu ri, Yoongi era exatamente esse tipo de pessoa. O cara que sempre tinha uma expressão assustadora na rua, mas que virava um bobo feliz em casa.

Com cuidado, ele deitou minhas costas na mesa e a toalha fria fez com que outro arrepio tomasse conta do meu corpo. Minhas pernas foram abertas e entre elas ele se posicionou, colando nossas barrigas e mantendo a distância quase milimétrica entre nossas bocas por consequência de seus cotovelos apoiados na madeira.

- Hyung... – Gemi manhoso, quando ele friccionou seu pênis na minha ereção. A temperatura de sua pele estava me excitando cada vez mais. O peso dele sobre mim me aquecia e me fazia sentir uma segurança estranha, como se nada naquele momento pudesse me fazer mal.

- Eu estou tão sensível quando você, meu amor. Minha cueca está ensopada. – Avisou.

- Dói, hyung... – Senti o short ser puxado junto com a minha cueca. Cuidadosamente, ele libertou cada uma das minhas pernas e jogou as peças no chão.

De joelhos na mesa, depositou as mãos no rodapé da minha barriga e deslizou-as para cima, alcançando meus ombros, puxando-os para baixo em seguida. Tal ato fez com que sua ereção encostasse certeira na minha bunda, obrigando ele a repreender um pequeno arfar trêmulo.

Beijou pouco acima do meu umbigo e ficou em pé no chão, retirando afobado as roupas que ainda lhe restavam no corpo. Ergui meu pescoço para ver aquela cena tão pornográfica e ainda assim tão natural. Seu membro pulsava e confirmava que não havia exagerado quando mencionara sua cueca inundada. Seu pênis estava inteiramente molhado.

Naquele momento, a troca de olhares foi algo surreal. O desejo estava cravado nos olhos dele, tal como estava nos meus. Yoongi estava claramente sedento por aquele ato e eu também.

Aproximou-se da beira da mesa e apoiou seu pênis nela, como se me servisse um aperitivo fresco e me desejasse bom apetite. Entendi sua intenção e deitei de bruços na mesa, com o rosto bem próximo à sua barriga e a parte superior do meu corpo apoiada sobre meus braços.

Sem usar as mãos, coloquei o membro na minha boca, sentindo o gosto amargo do sêmen. Uma de suas mãos foi colocada na minha nuca, num pedido mudo para que eu fosse mais fundo ou mais rápido. Seu quadril se movimentava para frente e para trás, me ajudando no ato. Eu gemia abafado, por ter a boca ocupada, enquanto ele arfava sôfrego.

- Amor, para, eu não quero gozar agora. – Pediu. Me puxou para cima e me roubou um beijo quente. Nossas línguas eram como duas crianças brincando de roda na rua de casa. Sentia meus lábios pegajosos, fruto do ato prévio e ele os mordia, tentando sentir o próprio gosto em mim.

Deitou-me novamente na mesa, dessa vez ficando ainda em pé no chão. Antes que eu pensasse em puxá-lo para cima de mim, ele esgueirou sua língua pela minha perna, trilhando um caminho até o interior da minha coxa.

O musculo quente e molhado logo chegou onde queria. As mãos que antes estavam de folga, agora seguravam e apertavam minhas coxas com grande afinco. As unhas curtas se esforçavam para arranhar a pele despida, mas não obtinham nenhum êxito.

Logo eu senti meu pênis ser tocado. De início por sua mão, em seguida por sua língua. Ele começou de baixo, da base do meu membro, me fazendo ansiar pelo momento em que ele passaria a língua por onde eu mais queria. Me fazendo rezar sozinho para que ele me colocasse logo em sua boca e me desse o prazer que eu queria sentir.

E assim o fez. Ele me chupava e tirava meu pênis de sua boca, fazendo um estalo completamente pervertido e excitante. Vendo o quanto eu estava extasiado, ele abraçou minhas coxas, fazendo-as se fecharem contra seu rosto e afundou sua boca no meu membro. Senti todo o meu sangue ferver naquele momento e a minha sanidade de esvair como o sangue do corte em meu dedo.

Eu não queria que aquele momento tivesse um fim, mas ele interrompeu o ato. Eu murmurei em tom reclamador, mas meus lábios rapidamente foram agarrados e castigados. Ele tinha sentido seu gosto em mim e agora ele queria que eu sentisse o meu gosto nele. Enquanto nos beijávamos, eu sentia seu membro ser prensado contra minha entrada, tal fato me fazia querer ordenar que ele me fodesse de uma vez.

Mas ele ainda não havia terminado a sessão de preliminares, ainda faltava a cartada final.

Yoongi me arrastou até a beirada da mesa, indo novamente ao chão, ficando de joelhos, podendo assim ter sua face na altura da minha bunda. Senti a respiração pesada bater na minha pele e logo sua língua acariciava minha entrada. Senti meus olhos encherem de lágrimas e toda e qualquer palavra fugir da minha mente e da minha garganta. Eu não conseguia fazer nada além de gemer e ofegar como se minha vida estivesse contando com isso para durar.

Quando não empurrava sua língua contra minha entrada, ele mordia minhas nádegas e apertava a parte externa das minhas coxas. Em algum momento que eu já nem sei explicar, ele segurou minhas duas mãos e usou meu peso para se erguer.

Não havia camisinha ali e elas não eram realmente necessárias naquele momento, não era como se eu tivesse um útero e pudesse engravidar por deslize. Também não era como se Yoongi fosse um depravado e trepasse com outras pessoas além de mim. Confiávamos um no outro e baseados nisso optávamos por fazer sexo completamente despidos. Despidos de pudor, de reclamações, de obrigações e de inseguranças. Nada disso era acertado previamente, nossos impulsos, desejos e vontades simplesmente se encaixavam como duas mãos que entrelaçam seus dedos.

Ainda segurando uma de minhas mãos, ele usou a mão vazia para posicionar seu pênis no lugar certo. E enquanto pressionava seu caminho para dentro de mim, se deliciava com meus gemidos de dor e se perdia em seus próprios pensamentos.

- Você é sempre tão apertado, meu amor... ugh!

E então eu o senti dentro de mim. Deitado, com uma mão acima da cabeça e outra ainda segurando a dele, eu apenas ofegava de olhos fechados, esperando que a dor insistente passasse e eu pudesse finalmente permitir que ele me desse e recebesse prazer.

Ele soube o que deveria fazer quando eu apertei firme a sua mão. Mesmo de olhos fechados, eu poderia ter certeza de que um sorriso satisfeito acabara de possuir seu rosto enquanto ele despudoradamente me fodia. Sua pélvis batia nas minhas nádegas, permutando pela cozinha um som denunciante de sexo para qualquer pessoa que o ouvisse. Eu apenas gemia, especialmente quando ele segurou firme o meu pênis e me masturbou despreocupado. Sua outra mão segurava uma de minhas pernas contra deu ombro enquanto ele fazia os movimentos de ida e vinda dentro de mim.

Ao cansar de ficar em pé, ele subiu novamente na mesa. Apoiou minhas pernas em cima das suas e continuou o que fazia no chão. Dessa vez seu rosto estava ao alcance do meu, seus lábios baforavam frente aos meus e nossos olhos se fitavam de uma forma congelante.

Não só me penetrava com maestria, sua barriga praticamente colada à minha massageava meu membro com os mesmos movimentos de vai e vem que fazia. Eu gozei primeiro, sentindo que pequenos choques elétricos partiam do corpo dele para o meu. E ele gozou em seguida, alegando que eu estava o apertando e não aguentava mais segurar. Senti o líquido quente dentro de mim e me senti satisfeito. Ele rolou para o lado da mesa e me puxou para junto de si.

- Não é romântico que nós sejamos um casal que termina sua foda na mesa de jantar? – Perguntou com a voz falha pelo orgasmo recente.

- Não há nada de romântico em foder em cima da mesa, hyung. – Respondi rindo.

- Foder é romântico, meu amor. Fazer amor é clichê.

 

 

                                               ##

 

 

Após recuperar-se do orgasmo, Yoongi lembrou da surpresa que havia preparado.

- Amor, tem algo que eu quero te contar.

- O que é?

- Espera, eu já volto. – Disse correndo pelado até a sala de estar, pegando os folhetos que trouxera.

Voltou para a cozinha rapidamente, ansioso pela reação de Jimin.

- Toma. – Disse jogando os folhetos na barriga do mais baixo, que ainda estava nu em cima da mesa.

Este, por sua vez, sentou-se e olhou os papéis atentamente.

- É uma academia muito bonita. Bem planejada, organizada. Essa planta aprece ter sido feita por alguém muito bom nisso, hyung. É de algum cliente seu? – Perguntou devolvendo os folhetos para Yoongi.

- É do meu namorado. – Disse sorrindo. Jimin arregalou os olhos, não acreditando no que acabara de ouvir. – Se você não falar nada eu vou pensar que você não gostou.

- Não! Eu... eu amei! Mas porque isso?

- Bom, você é o melhor dançarino que eu conheço, meu amor. E eu sei que você quer muito ter sua própria academia e dar aulas. Então eu decidi realizar sua vontade. Encomendei a planta com um bom arquiteto e tem uma decoradora talentosa à sua disposição assim que tudo ficar pronto.

- Mas eu não vou ter tempo para cuidar da casa, hyung. Eu gosto de cuidar da nossa casa, não quero trabalhar fora. – Disse fazendo um bico fofo.

- E nem precisa. Vamos construir ela no terreno perto da piscina. Eu sei que a gente planejava um parquinho para as crianças, mas eu acho que elas vão ficar felizes por te ver feliz. A construtora começa o serviço semana que vem.

- Obrigado, hyung. – Jimin disse indo até o namorado sem conseguir conter o choro.

- Porque você está chorando, meu amor? O que tem, hum?

- Ninguém nunca fez algo tão grande por mim, hyung. – Disse abafado contra o peito do mais alto.

- Sua felicidade é minha prioridade, Jiminnie. A sua e a das crianças. Vocês são minha família. E depois, isso é um presente.

- Eu achei que você tinha esquecido, seu idiota! – Jimin disse batendo no peito do namorado, fingindo estar zangado, mas não conseguia esconder o sorriso.

- Não só pelo seu aniversário, amor. Mas pela data que o dia de hoje vai representar no futuro.

- Do que você está falando, hyung?

- Jiminnie... -Disse sério, segurando o rosto do ruivo e o olhando nos olhos. – Nós estamos juntos há bastante tempo. Provavelmente usávamos fraudas quando começamos a gostar um do outro. Dividimos uma vida, temos dois filhos. Eu acho que está na hora de finalmente consumarmos o que ainda está em aberto.

Nessa hora Jimin olhou para o chão e seus olhos bateram certeiros no objeto no dedo do namorado.

- Você está usando esses anéis desde quando? Não tinha notado eles ainda. – Perguntou interessado.

- Desde de ontem. Mas não são anéis. São alianças. – Disse sorrindo.

- Ah meu Deus, você não...

- Jimin, amor da minha vida, cor dos meus sonhos, você me daria a honra de te chamar de esposo? – Disse enquanto tirada uma das alianças do dedo e levantando frente ao rosto ruborizado de Jimin.

- Eu aceito, hyung. Eu obviamente aceito! – Disse sentindo um par de lágrimas escorrerem por seu rosto. Estas eram de alegria.

Yoongi pôs a aliança no dedo do noivo e o beijou de forma serena. Amariam um ao outro pelo resto de suas vidas e disso não tinham nenhuma vergonha.

- Hyung?

- Sim?

- A gente ainda precisa de alguém para cuidar do lar das crianças, não é?

- Acredito que sim. Achou alguém?

- Na verdade, sim. A Eunsoo.

- A Eunsoo?

- Sim. Eu conversei com ela essa semana. Ela disse que adoraria cuidar das crianças e que seria bom vir para Seul. Esqueceria do passado e teria as crianças para garantir que seu futuro fosse diferente.

- Acho que concordamos que ela é uma pessoa de confiança. Por mim tudo bem.

- Eu te amo, hyung.

- Eu te amo ao quadrado, Jiminnie.

- Credo, trabalhar na bolsa de valores de corrompeu!

E caíram na gargalhada.

 

 

Eunsoo finalmente teria uma nova chance. Assim como Yoongi e Jimin tiveram. A moça finalmente poderia ser dona de suas escolhas e daria um rumo feliz à sua história. Depois de tudo o que eles todos viveram, uma lição havia sido tirada. Dos abusos sofridos por Eunsoo, da angústia vivida por Yoongi e da dor assustadora de Jimin, todos tiraram experiência.

Não há arco-íris sem chuva e não seria possível enxergar as estrelas se não fosse a escuridão. Na vida, às vezes, é preciso conhecer o fundo do poço para que a luz do sol tenha o devido valor. Infelizmente, o sofrimento é, de certa forma, necessário. É o que no fim nos fortalece. É o que nos torna sábios e resistentes.

Sofrer é só um estágio da vida. É como uma pequena prova de cálculo que vai encher seu saco pelos próximos cinquenta minutos de aula. Mas depois, independentemente do seu desempenho, sua vida continua. Não há razões para se deixar perder o sentido num teste de matemática. É só um teste. E uma hora ele acaba. Vale a pena buscar a felicidade após o teste. É exatamente disso que se trata viver e existir.

Quanto à mãe de Yoongi, talvez ele não esteja preparado para perdoá-la ainda. Talvez ele nem saiba se um dia vai estar. E tudo bem com isso. Há algumas feridas que não precisam sarar de verdade. Há alguns machucados que não devem ser reabertos. É preciso deixar que o tempo aja e saber a hora certa.

 

 

 

But I wanna sleep next to you

Mas eu quero dormir perto de você

And that’s all I wanna do right now

E isso é tudo que eu quero fazer agora

And I wanna come home to you

E eu quero chegar em casa para você

But home is just a room full of my safest sounds

Mas casa é só um quarto cheio dos meus sons mais seguros

So come over now and talk me down

Então venha aqui agora e me acalme


Notas Finais


Bom, acho que tudo ficou resolvido. Eu optei por não deixar o Yoongi perdoar a mãe porque eu não queria que ele tivesse essa obrigação só porque é mãe dele. Quero que entendam que ele vai perdoá-la quando ele estiver pronto, quando não se sentir obrigado a isso só porque ela o ajudou no fim de tudo.

Hoje é aniversário do nosso Chimchim (no caso era, porque eu falhei miseravelmente em postar o cap antes da meia-noite) e eu acho que esse é o meu presente pra ele. (-q)

Enfim, eu postei um jornalzinho. Se você gostaria de entender pq eu demoro pra atualizar, pq eu sumo e gostaria de saber o que eu ando aprontando e planejando em relação à fanfics, você definitivamente deveria ler ele. Aqui está o link: https://spiritfanfics.com/perfil/zombie01/jornal/explicacoes-planos-e-so-6717393

Eu estou com uma fanfic ABO Kaisoo em andamento, à qual irei me dedicar integralmente de agora em diante por um certo tempo. Se você gostaria de dar uma chance para ela, fique à vontade: https://spiritfanfics.com/historia/o-preco-de-uma-marca-6320979

No mais, eu quero agradecer a todos vocês que me acompanharam até aqui com essa fic. Quero agradecer por cada comentário feito, por cada leitura no capítulo e por cada favorito na fic. Isso é muito motivante e faz o ato de escrever ser gratificante tanto para mim em relação a mim mesmo quando para mim em relação a vocês. Muito obrigado por todo o suporte, de verdade mesmo.

Como vcs já sabem, eu adoro sugestões e eu busco atendê-las da melhor maneira possível, então se você tem alguma, entre em contato comigo.

Eu espero que vocês fiquem bem e espero ver vocês em breve.

안녕! ^-^/


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