História Vizinhos. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 32
Palavras 4.636
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Violência
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


(Jéssica - Ingenuity)
Senti que devia isso a vocês.

Tempo estimado de leitura;
00:18:30s

Caráteres; É mais de 8000 (Quem pegou pegou quem não pegou não pega mais.)

Espero que curta a One e quem sabe não nega futuros pedidos maliciosos.

: )

Capítulo 1 - - Demon lives next door - (One)


Fanfic / Fanfiction Vizinhos. - Capítulo 1 - - Demon lives next door - (One)


O pequeno escutava as músicas em auto e bom som em seu quarto, uma pilha de lições atrasadas e folhas rabiscadas ansiavam seu destino sobre a pequena escrivaninha, ao envés de acudilas cuidava de responder os emails, afinal seus pais não estavam em casa, quem poderia obriga-lo a concluir seus deveres? O pé chocoalhava-se rapidamente, enquanto os polegares batiam serenamente contra o pequeno vidro.

"Você está sozinho?"

A mensagem faz com que o baixinho dê um pulo, achava que era mais um trote de algum amigo, mas, ao verificar o número correu para janela com pressa, não se incomodava por ter chutado alguns objetos espalhados pelo chão, a cortina parece um vulto deslizando velozmente sobre a aste de metal.

"Porquê?"

Ele cerra os olhos encarando através da chuva rala a janela da casa ao lado, um belo moreno observava-o com um sorriso torto apoiado entre as cortinas, a luz do outro quarto acesa é o único meio de vê-lo em meio a escuridão da noite, ele ergue o pequeno aparelho.

"Eu também."

O pequeno deu um sorriso fraco.

"Certo, mas... O que quer?"

"Só não quero ficar sozinho."

O baixinho sente suas bochechas em chamas, ele volta a conferir a tela do celular depois a mirar no moreno simultaneamente.

"Você está me convidando para ir ai?"

"É! haha, vem logo! Vamos jogar videogame, você gosta?"

O pequeno assentiu com a cabeça ainda mirando o pequeno monitor, sabia que o italiano veria seu movimento.

"Talvez outros jogos também."

As pequenas pantufas batiam estéricas contra o chão, não era inocente, sabia exatamente o que iria acontecer se aceitasse o pedido, um nó amarra com força sua garganta, fazendo com que engula a saliva com dificuldade, a ansiosidade domina cada músculo de seu corpo, saltando as veias de seu pescoço, ele respira fundo; "Calma, é só um jogo..." repitia em sua mente tentando garantir um pouco de tranquilidade, queria perguntar a opinião de seus pais, mas eles não estavam, quase nunca estão. Quer saber? Foda-se! Eu vou sim! Gritou em sua mente, buscando assegurar alguma pose de decidido.

"Okay, já chego ai."

";) você não vai se arrepender. Vou fazer um brigadeiro de panela, tu curte?"

Acertou o seu ponto fraco; Comida! Ainda mais doces, não podia negar que morrer de diabetes era um sonho a ser alcançado.

"Já disse; Estou indo."

"Haha, ok sem mais mensagens ou subornos, já entendi."

Um lampejo de sorriso passou pelo seu rosto, jogou o celular sobre os lençóis bagunçados apanhando qualquer blusa de frio no armário entreaberto, seus passos prolongados faziam o piso de madeira estremecer, a cópia da chave estava na primeira gaveta, sorte, pois se estivesse em um dos armários superiores o pequeno não teria alcançado, a brisa parece sovar a pele pálida agora manchada em vários tons de vermelho, o baixinho cora muito fácil, não se preocupou em fechar a porta, o vento já tomou sua frente, ele enfia suas mãos aos bolsos tentando força-las a parar de estremecer... Calma, é só uma saída rápida, eles nem vão reparar.

Duas batidas foram o suficiente para a porta e o sorriso do vizinho se abrissem.

— Levi? Não, é que ele veio mesmo...

— Você não me chamou?

Um sorriso é compartilhado no rosto de ambos, o italiano lhe oferece a entrada com um gesto, o pequeno aceita na mesma hora, não foi por teimosia ou pela amizade que tinham, foi principalmente para ensinar uma lição as pais, não gosta de ficar sozinho, nunca gostou.

— Olhe! — O moreno comemora indicando uma panela com duas colheres a amostra.

— Achei que você estava só brincando, mas é uma figura mesmo.

O maior apanha o metal lhe estendendo uma quantia generosa em uma das colheres.

— Quer ver se deu certo? — ele se aproxima a passos curtos.

O pequeno assentiu com a cabeça timidamente, desviando o olhar aos poucos, até sentir o toque morno e doce em sua boca.

— Olha o aviãozinho! — O italiano sorri empurrando a colher gentilmente contra os lábios de Levi.

— Eu não sou um---

A colher invade sua boca, agora sim estava constrangido, o moreno ainda encara-o sorrindo, aqueles belos olhos verdes mirando seu rosto faziam seu corpo estremecer, desde antes nunca havia sentido atração pelo sexo oposto, as cartinhas e bilhetes quase sempre ignorados mandados pelas meninas da sala acumulavam-se em sua memória e sobre seu guarda-roupas, não podia negar que o italiano mexia com ele de alguma maneira, a colher é puxada novamente, mas agora deslizando pelos seus finos lábios marcando-os com um batom marrom.

— Ei! Olha o que você fez! — reclamou o baixinho.

Ele guia as mãos para se limpar mas é interrompido pelo moreno que agarra seus pulsos o encarando novamente.

— Eu também quero experimentar... — ele se aproxima.

Levi desvia com pressa, apenas sente a respiração pesada do moreno em seu pescoço, ele bufa um sorriso.

— Vamos jogar então?

— O-Okay.

As mãos deslizam pelo seu ombro guiando-o até o quarto enquanto o pequeno trata de limpar seus lábios, a janela destampada permitiu que a fraca luz amarelada do poste caísse sobre a cama prolongada, os lençóis bem arrumados contrastavam com a pequena bagunça de DVDs e livros ao canto do quarto, a parede azul polido exibia alguns pontos de tinta fluorescente, parecia o céu estrelado, a luz apaga as estrelas.

— Mikasa... — ele prolonga a fala para que o menor complete.

— Isso foi um trocadilho?

— É, bem, eu achei que seria engraçado...

— Não, não, foi mais ou menos bom sim.

— Está falando isso só por dó.

— Você está fazendo birra em busca de elogios?

— Talvez...

— Você tem quantos anos hein? Crianção...

Os dois se entreolharam e começaram a rir, o maior se abaixa ao lado de uma pequena televisão, vários CDs de jogos estão espalhados em um pequeno armário com portas de vidro.

— Mortal kombat, dança, mais um de violência... — ele murmura passando a ponta dos dedos sobre o vidro.

— Você não tem nenhum de esportes não Matteo?

— Só para maiores de 16 — ele dá um sorriso irônico.

— Indicação não importa, eu tenho idade mental pra jogar esses. — O baixinho sopra as palavras agachando-se ao lado de Matteo.

— Sério? — zomba o maior. — Está indicado também para pessoas com mais de 1,60m.

— Vai se lascar.

— Haha, acho que você vai ter que ficar ali no canto, esperando que o mestre dos jogos aqui termine a escolha adequada para vossa majestade.

O pequeno revira os olhos e se levanta, senta-se na cama, admirando a camiseta escorregando nas costas do moreno com seu movimento, seus ombros largos mexiam-se suavemente, a atenção está voltada totalmente para os jogos, permitindo assim, que o baixinho admire cada parte de seu corpo, ele não era tão malhado, mas também não era franzino, seus cabelos escuros formavam uma pequena onda acima de sua cabeça, os olhos claros do pequeno guardavam cada detalhe na mente, os pés ainda não alcançavam o chão então mantinham-se cruzados, abrigando as mãos entre as coxas.

— Achei! — comemora Matteo. — um de aventura livre para todos os públicos.

— Eu já tenho quase treze anos! — protestou. — Para de me tratar feito criança!

— Eu tenho dezessete e ainda não cresci, imagina você. — ironiza o moreno revirando os olhos. — vai me ajudar a instalar, ou não?

— Okay, okay, vou parar de reclamar... — rosnou o pequeno.

— Assim que se fala criança.

— Ah! Cala a boca.

— Vem fazer.

O coração parece pular do peito com as palavras, ele fita o italiano, parece certo do que está falando, não foi uma brincadeira, as íris tom de esmeraldas esperavam uma resposta, Levi repara que estava encarando-o e desvia o olhar rapidamente, sentindo suas bochechas corarem mais uma vez.

— Só... Anda logo com isso, meus pais chegam as oito. — ele fala meio desapontado.

— Seus pais? — o moreno ergue a sombracelha. — Fala para não te tratar feito criança, mas porta-se como uma...

— Ei! Eu não me comporto como uma criança! — ele cruza os braços com violência.

O moreno dá um sorriso curvo, parece ter conseguido a resposta de almejava, ele se levanta aos poucos indo em direção ao menor que tenta parecer forte com seu maxilar rígido, mas parece estar deixando o italiano mais excitado e ele amedrontado, sabia o que iria acontecer se cedesse a provocação, Droga! Os pais haviam lhe alertado da fama do garoto, mas, como sempre fingiu não escutar, os rostos estavam colados, o menor foi se afastando, o maior por sua vez, o incentivava a ir para trás com passos próximos, a parede finda o percurso, Levi se encostára ao lado da janela, as cortinas pairavam com o vento, deixando o clima mais leve, o moreno volta a colar seus rostos, está obstruindo a passagem deixando o baixinho entre seus braços, o sangue pulsa forte em suas orelhas, as veias saltam com o arrepio que sobe o corpo, o ar que respira vem diretamente da boca de Matteo.

— Não se comporta mesmo? — ele bufa em seus lábios.

— N-Não.

— Você, já beijou alguém? — A ponta de seu nariz desliza pelas bochechas avermelhadas do baixinho.

— Sim. — Não, ele nunca havia feito isso, mas, não queria parecer imaturo.

O italiano desvia o caminho até a boca de Levi, os lábios mornos e doces do pequeno estavam trêmulos, assim como o resto de seu corpo, não sabia o que fazer, apenas deixava-se ser guiado pela experiência do outro que incentivava um beijo mais profundo, o pequeno cerrou os dentes, as mãos gélidas de Matteo voltaram-se a passear pelo seu corpo, causando calafrios pela cintura o alvo de seus toques, o menor desvia de seus carinhos.

— E-Eu não...

— Se você não quiser é só falar.

Não, sentia que não queria ir mais afrente, mas, a curiosidade estava o puxando com força, um silêncio toma o cômodo por torturantes segundos.

— Quem cala consente. — Matteo sussurra antes de voltar a beija-lo.

Os dentes de Levi continuavam cerrados, formando um tipo de proteção, as mãos que percorriam seu corpo apanharam suas orelhas com fula, as massageando lentamente, uma vibração quente acompanha seu toque, como se seu corpo concordasse com o mesmo, algo úmido e morno roça em seus lábios pedindo passagem, ele reluta por alguns momentos, a massagem se intensifica fazendo com que sua mandíbula afrouxe. A língua brinca em sua boca, indo do céu ao inferno com aquela sensação, estava em pânico, não fazia a mínima ideia do que fazer, sua língua continuava estática, negando-se a esboçar qualquer tipo de movimento mesmo sendo incentivada pela sua "amiguinha".

— Você... — O Italiano toma distância. — Disse que já tinha feito isso an---

— E-Eu já fiz, mas... Não foi tão---

— Intenso? — Novamente bufa um sorriso.

— T-Talvez...

— Você consegue parar de gaguejar? — o moreno funga perto da fronte do pequeno.

— Sim! Só... Estou nervoso.

— Nervoso ou mentindo?

— Está bem, eu nunca beijei alguém antes. Satisfeito?

— Muito. Agora eu sei que toda as pessoas que você beijar... — o italiano lhe dá um selinho rápido. — Vai se lembrar desse gosto.

— N-Não vou não! — Levi tenta retribuir a provocação, mas uma certa aversão o segura.

— Ah... Então vamos ter de fazer algo mais... — sussurra. — marcante.

O pequebo congelou sentindo os olhos se arregalarem o máximo possível, suas pernas pereciam ser feitas de papel, o sustento fraco que lhe era oferecido serviu apenas para mais um tomar de fôlego, gotas começaram a forrar o telhado, logo se tornando algo maior, os pais avisaram que; Se chovesse muito forte, voltariariam mais tarde. O cheiro de terra toma o quarto, o barulho ensurdecedor das trovoadas mal comparasse ao silêncio que tomou aquela curta conversa.

— O que acha? A chuva vai disfarçar o som.

— O-okay. — ele enguliu seco. — Mas eu tenho que voltar para casa antes das nove.

— Duas horas? — Matteo fala desapontado. — É mais que suficiente.

Aquele olhar pesando sobre todo o corpo de Levi lhe causava tremedeiras, parece que uma manada de elefantes pisoteava o seu estômago, as mãos resvalam em sua cintura, era como se fosse uma cócega quente que percoreu seu corpo. Matteo ergue o baixinho o lançando contra o colchão, os lençóis se enrugam tirando um pouco da perfeição do quarto, as estrelas voltam a brilhar quando o italiano apaga as luzes, o coração apertado de Levi combina com o nó em sua garganta, não havia prazer naquele momento, apenas curiosidade.

— Pronto baixinho. — a luz fraca não permite que o quarto fique totalmente escuro.

— Acho que sim. — sussurrou o pequeno com a voz arqueada.

O colchão se inclina conforme o movimento de Matteo que posicionava seu corpo acima do pequeno.

— Duas horas. — murmurou. — serão as duas horas que jamais ira esquecer.

Levi tentou dar um sorriso que desmoronou em poucos instantes, a respiração pesada se aproximava lentamente, sobressaindo o barulho volumoso da chuva, apenas não passa das batidas frenéticas do coração do baixinho, os pés se balançam inconscientemente tentando arrumar um jeito de descarregar a ansiedade, o maior afunda o rosto em seu pescoço depositando pequenos chupões ao redor do mesmo, fazendo o menor ruborizar ainda mais, as mãos travessas brigam alegremente pelo cós da calça dins infantil, delizando-o pouco a pouco, a brisa fria toma suas coxas desnudas, não há mais pelos a serem erguidos, o frescor aumenta conforme o tecido diminui em seu corpo, um pequeno ruído da calça indo ao chão.

— Se quiser parar fale agora. — o italiano sussurra ao pé do ouvido de Levi. — Depois não vai adiantar.

O silêncio se manteve, ele queria negar, queria empurra-lo e sair dali, simplesmente escorregar pelos seus braços... Mas... Por que sua cabeça assentiu? Não consegue compreender o que está acontecendo, o pouco que viu sobre isso estava em livros e desenhos, fazia poucos anos que parou de acreditar em cegonhas ou em pés de repolho, uma pressão toma seu corpo o comprimindo cada vez mais, sentia as palmas de sua mãos suarem frio, o tempo de resposta estava se acabando.

— Vamos logo com isso. — murmurou contrariado.

— Fez sua escolha.

Foram as últimas palavras antes de ser atacado pelo maior, beijos ferozes circulavam sua clavícula indo em direção aos lábios, sentiu-se um boneco, sem sensações ao toque do moreno, apenas... Nojo de sí mesmo.

Dessa vez ele tenta movimentar a língua, ainda luta contra suas ações, parece que foi dividido em duas partes; Sua mente e sua carne, ambas brigavam entre sí almejando destinos diferentes. O tecido espesso da blusa de frio logo deslizou pelos seus ombros, deixando amostra a camiseta que logo foi erguida sem presa. As pontas dos dedos frias pelo suor tentavam chegar ao corpo de Matteo, mas, novamente via-se paralisado.

— Você não vai tirar as minhas? — O italiano murmura.

Mais uma vez o silêncio toma o meio diálogo, o pequeno está muito assustado para responder, apenas quer que acabe logo.

— Sério? Não sabia que era tão...

COVARDE

Mais uma vez acertou seu ponto fraco, odiava ser denominado disso, uma adrenalina tomou seu medo, suas mãos arrancaram a camiseta do maior com força parando com os braços acima de sua cabeça.

— Eu não sou covarde!

— Uau... Parece que alguém ficou bravo. — ironiza o moreno.

Ele não responde a provocação, apenas bufa e vira o rosto, o cheiro gelado do silvado que a chuva trás é o único conforto daquele quarto, o som de um zíper atrapalha sua tranquilidade, sente os lençóis deslizarem com os movimentos velozes do moreno livrandro-se de suas roupas... Deus que isso acabe rápido, rezava baixinho ao som dos trovões.

— Você está acordado? — rosnou Matteo.

— Sim.

— Ah! Não perdeu a língua! — comemorou ironicamente.

— Não... — uma ânsia toma o estômago do baixinho.

— Não mesmo?

Os suspiros pesados se aproximaram, novamente suas línguas dançam em um beijo acalorado, as mãos do moreno pesaram sobre as suas, seguravam os pulsos com força, de um modo que o pequeno não alcançava seus dedos, quer sentir o mesmo desespero? Tente alcançar seu pulso com a ponta dos dedos. Uma das mãos voltou a passear pelo corpo, não era preciso tanta força para manter os pequenos pulsos colados aos fios do lençol, Levi sentiu o último pano que cobria sua pele escorregar sutilmente, relutou com movimentos bruscos.

— Eu mudei de ideia! — indagou com a voz arqueada. — E-Eu não quero fazer---

— 'Nananinanão! Já te dei essa oportunidade, você concordou não foi?

O coração parece explodir, começou a debater-se com toda a força possível, estava angustiado, sentia-se como um trapo, não tinha sequer como se defender, seu esforço era ilógico já que o outro era infinitamente mais forte, os pequenos dedos arranhavam as palmas das mãos tentando ir ao encontro de seu pulso, sim, ele tinha razão, o pequeno havia concordado em fazer aquilo desde a hora que resolveu sair de casa, concordou quando envés de ignorar a mensagem aceita o convite, concordou com a forma de ser tratado, pois bem, ai estão as famosas "consequências".

— Por favor! Me solta! Eu desisti! — a voz sai fanhada pela a agonia.

— Mas eu não. — dava para sentir o sorriso em sua voz quando a última peça foi jogada ao chão.

SAI DE CIMA DE MIM! — Meio gritou, Meio implorou.

— Pode berrar, está chovendo esqueceu?

Os soluços começaram com os olhos marejados, Droga! Aonde fui me meter!? Eu sabia exatamente aonde isso iria dar! Culpou-se baixinho, não ouviu se as palavras saíram de sua boca ou apenas ficaram em seu pensamento. Tentou chutar o ar, e até mesmo abocanhar os braços do moreno, mais uma vez nada aconteceu, não adiantava desesperar-se agora, podia apenas rezar para algo acontecer ou alguém chegar, a quem quer enganar? Seus pais nunca viriam a tempo e o máximo que poderia lhe acontecer era desmaiar, a única forma não de escapar, mas sim de fugir pelo menos por alguns segundos daquele inferno. O outro não se preocupava com sua vontade ou com seus berros, zombava de seu desespero.

Ah, você queria isso, pelo contrário não teria feito tudo aquilo.

— Por favor... — implorou. — Me deixe ir, eu prometo que ninguém vai saber.

— Ninguém vai saber de um jeito ou de outro! Está pensando que vai contar assim tão fácil? Gosta de psicólogos? Vai ter de ir em muitos e provar que não está louco.

— Por favor... — não queria se humilhar, mas seu inconsciente repetia varias vezes o mesmo pedido; Que isso seja apenas um pesadelo.

— Quando mais rápido você ceder, mais rápido isso vai acabar. — as mãos se encaixam no seu pequeno quadril.

— Eu te odeio. —

Foi a última coisa que sussurrou antes de senti-lo dentro de sí, um grito alto e agudo ecoou pelo quarto, mas apenas ele o ouviu, o barulho pesado da tempestade parecia isolar qualquer som, não havia prazer naquilo, pelo menos, não pare ele, o italiano deixou-se por alguns instantes dentro de seu corpo, os olhos claros do pequeno fitavam aquelas estrelas podres desesperançoso, cada segundo era uma tortura, uma sensação de repulsa diferente, contorcia-se para evitar de alguma maneira que aquilo continua-se, se sentia um lixo, era um lixo. Mais uma vez se vê livre de Matteo, um suspiro correu o silêncio, nunca havia se sentido tão... Desprezível. A tranquilidade dura pouco com o moreno entrando novamente, dessa vez não se conteve, as investidas fortes faziam a cama chocar-se contra a parede ambas brigando por mais prazer, os berros, gritos e até súplicas não sustém mais efeitos, ele poderia apenas chorar, e foi o que fez, chegava a soluçar conforme cachoeiras silenciosas caiam ao lado de seu rosto, o líquido esquentava e esfriava, deixando apenas uma linha maracando o caminho que percorreram, sentia seu corpo movimento-se involuntariamente, apenas espremeu os as pálpebras com força, implorando para algo acontecer, até que sentiu o maior se derramar, deixando-o completamente exausto, ele não esperniava mais, só deixava seu pobre olhar vago pairar sobre o quarto, morreu do pior jeito, por dentro.

— É... Você não é mais uma criança. — o grande ironiza. — Foi aprazível.

Levi aproveitou o cansaço do outro para escorregar suas mãos, finalmente conseguíra se livrar daquelas garras asquerosas, cada centímetro de seu corpo tremia, estava suando frio apesar de sua pele parecer queimar, sentia um troço, uma coisa qualquer, apenas chorava e tentava apanhar suas roupas o mais rápido possível.

— Ei, ei, calma ai. — Matteo agarrou seu antebraço.

— Não encoste em mim. — rosnou Levi puxando seu braço com força.

Não se importava mais em ser agradável tampouco em olha-lo, apenas queria sair daquele lugar.

— Amor? — a voz distante some com a chuva. — É a Francine! Abre aqui.

A luz se acende novamente, Matteo está apavorado, ele ajuda o menor a apanhar suas roupas, ele por sua vez não consegue ao menos dar passos completos, seus joelhos pareciam batedeiras ligadas a última potência.

— Toma, veste isso rápido! — Matteo jogou sua camisa sobre o pequeno.

Levi engoliu seco tentando sugar as lágrimas junto, Homens não choram, dizia seu pai, agora ele era um homem. Obedeceu a ordem enquanto o italiano saia do quarto.

— Amor! — grita Matteo ao fechar a porta.

O pequeno se apóia na limiar do quarto, a camiseta passa pouca coisa de seus joelhos, fez uma pequena fresta puxando o trinco, observando a bela adolescente beijando ferozmente Matteo. O olhar da moça encontrou o seu, ele deu um pulo fechando a porta novamente, passos furiosos vinham em sua direção, junto com perguntas de quem estava por de trás da madeira.

— Que fofinho, oi amor tudo bem? — A menina engole a raiva observando o pequeno. — Quem é você?

Ele desvia o olhar para Matteo, perece que vai mata-lo apenas com o piscar das íris esverdeadas.

— Ninguém. — sussurrou.

"Sou apenas quem seu namorado se divertiu enquanto você não vinha, apenas a simples criança que ele acaba de violentar na mesma cama que vocês já certamente transaram, sou apenas... Um lixo."

Ele unicamente empurrou a porta, e correu até a saída da casa, sentiu os olhares queimando sua nuca isso somente o fez ir o mais rápido que suas pernas bambas permitiam, a tempestade já havia acabado, apenas uma fina garôa o aguardava.

As gotas fracas socava seu rosto com toda a força, ele esfregava os pulsos ainda com o olhar vago, não reparou que estava arranhando sua pele, só queria esquecer aquela sensação, o gramado encharcado e cheio de poças tornou-se seu abrigo, deitou-se no tapete verde sentindo suas costas gelando, as estrelas enchiam o céu, suas lágrimas ainda permaneciam fortes, sua respiração falha e pesada pelos seus soluços era a única coisa que sonorizava o lugar.

— Que horas são... — murmurou levantando-se.

Que bom que havia deixado a porta destrancada, se não ficaria ao relento, subia as escadas ainda cambaleante, apanhou o moletom mais confortável que tinha, aquela camiseta nauseante fora atirada pela janela logo em seguida.

1, 2, 3 vezes banhou-se, queria tirar aquela sensação, livrar-se daquele cheiro, sua pele estava enrugada e com alguns arranhões, as marcas rochas daqueles lábios carnudos continuavam em seu pescosço sua face era branca como folha, estava bem mais pálido que de costume, quando cansou-se de desperdiçar a água vestiu seu moletom do pikachu, era quase como um pijama, quentinho e aconchegante, apanhou um dos travesseiros, o cheiro era forte das fragrâncias que haviam sido misturadas na busca de dimuir aquele aroma empregado em suas narinas, olhou fixamente para cama, um calafrio correu sua espinha, ainda soluçava apesar de ter parado de chorar a pouco, não queria sentir aquele tecido de jeito nenhum, acomodou-se ao chão, abraçando fortemente a almofada tentando diminuir a angústia, doía, doía muito.

— Levi? ' acordado? — a voz doce da mãe corria pelos cômodos em busca do pequeno.

— Deixa que eu falo com ele, adolescentes... — resmungou o pai.

Os ruídos da escada assustavam o pequeno, tentou exaustivamente parar de tremer, mas, toda vez que algo roçava em seu corpo era um tipo de nojo diferente.

— Posso entrar? — a voz é acompanhada de toques na porta.

Esboçou um sim sem reparar que não emitia som, apenas apertou mais ainda o montuado fofinho.

— Ei! Tem cama para quê? — rosnou o pai entrando no quarto.

Deu um sorriso fraco, certamente tétrico.

— Levanta dai. Vamos. Sua vó está lá embaixo esperando você. — os resmungos vem acompanhados de pequenos empurrões.

É mesmo! Eles foram buscar a nona! Sussurrou em sua mente, virou o rosto inchado pelas lágrimas ao encontro dos pares de íris azuladas.

— Você estava... Chorando? — ele se agacha ao lado do menino. — O que foi que aconteceu?

Levi volta a olhar para o nada.

— Quem é ela. — rosnou o pai. — Também fiz isso na sua idade, eu sei que as garota--

— Pai... O senhor sabe que nunca tive esse tipo de interesse... Mas... Eu preciso te contar algo. — murmurou o pequeno.

— Troca-troca? Foi isso não é? — falou enfurecido. — isso é coisa de "bixinha"! Já sei até com quem foi.

As palavras parecem ferir profundamente o pequeno.

— Isso é só curiosidade da sua idade, é normal. — redimiu-se o pai.

— E-Eu... Eu não queria.

— Ele veio te buscar aqui em casa?

— Não.

— Te obrigou a ir até lá?

— Não.

— Então, você sabia exatamente o que iria acontecer.

— Sim, mas--

Você mereceu.

O pequeno engole seco, será que ele não viu o estado que estava? Todos seus músculos estreciam em sincronia. Talvez por que soubesse que... Ele estava certo.

— Engula esse choro! Você é homem ou não?! Desça lá agora com sua melhor máscara e peça a bênção para sua avó! Amanhã iremos resolver isso. — o homem segura os gritos ao pé da orelha do menor.

Levi meramente enchuga as lágrimas com ódio, e força um sorriso, isso destrói cada sentimento por dentro, não queria encostar ou ser tocado por ninguém, levantou-se, novamente com os joelhos trêmulos assim como o resto de seu corpo.

— Vamos logo! E nem um piu sobre isso, eu e sua mãe temos muita coisa melhor que uma simples curiosidade de "criança". — rosnou. — Te demos liberdade de mais! Depois do jantar você vai perder essa mamata.

Não foi só curiosidade, nem foi mútuo, parecia que para o pai isso não era necessário, apenas pelo fato de que; Ele não se importava com que realmente aconteceu.

Durante o jantar sorrisos e perguntas indiscretas, sequer repararam que ele estava em pânico, ou fingiram não notar, uma garfada após a outra, tentava engolir toda a ânsia e a raiva junto, só queria vazar aquelas sensações repulsivas de algum modo, vez ou outra o pai encarava-o seriamente.

Horários para dormir, horários para acordar, horários para manusear o celular, chip quebrado, janelas as trancas, consultas com o psicólogo, sem visitas, essas foram algumas das consequências e regras novas impostas pelos pais, ambos não acreditaram que ele era uma vítima, apenas afirmavam e reafirmavam quem foi consentido, ele entedia que eles também estavam sofrendo por dentro queriam apenas algo para se apegar, talvez diminuindo assim a culpa.

As vezes ainda encarava aquela maldita janela, mesmo depois de meses admirava o quarto daquele filho da puta, não eram mais amigos, não eram conhecidos, eram apenas... Vizinhos.


















Notas Finais


Eu fiquei espantado pela quantidade de repetição e erros de acentuação que tinha feito, acho que havia uns 10 "Apenas" ; - ;

Espero que tenha chorado-- quer dizer... Gostado. :)

Muito obrigado por ler.
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ ✧゚・: *ヽ(◕ヮ◕ヽ)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...