História Vizinhos de Quarto - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Personagens Originais, Simón
Tags Lutteo
Exibições 521
Palavras 2.562
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie
É com uma dorzinha no coração que digo que voltei pra postar o ultimo capítulo da fic
Espero que gostem ♥

LEIAM AS NOTAS FINAIS

BOA LEITURAAAAA!

Capítulo 15 - Pra sempre juntos


Luna Valente

- Matteo, desde quando você se sentiu atraído por mim? – falei enquanto fazia carinho no meu futuro marido.

- Não sei. Acho que desde o dia em que você chegou. – ele brincava com barra do meu short de pijama – Por que a pergunta?

- É que eu estava me lembrando da primeira vez que quase rolou algo entre nós.

- No dia que você quase quebrou meu violão?

- Esse mesmo.

FlashbackOn – Primeira semana na casa dos Balsano

Eu estava lendo um livro sentada no sofá da sacada, ainda tenho que me acostumar com essa nova rotina. Novo fuso-horário, nova casa, nova família. O pior de tudo é ter que conviver com o Matteo, eu odeio aquele garoto.

- Pensando em mim? – o idiota apareceu do meu lado.

- O que? Da onde tirou uma coisa dessas? – falei saindo dos meus pensamentos.

- Ouvi você dizer meu nome, pode confessar que estava pensando em mim.

- Cala boca garoto. A última coisa que eu faria na vida é perder meu tempo pensando em você. – fechei meu livro com raiva – Eu só estava lendo meu livro, numa boa, você é quem veio mi tirar do meu momento de paz.

- Gosto de deitar na rede e ficar olhando o céu, a vista daqui é bonita. Vou ficar aqui e os incomodados que se retirem. – ele deitou na rede.

- Se isso foi uma indireta pra que eu saísse, deu errado. Vou ficar aqui. Essa sacada pertence ao meu quarto também.

- Ótimo, fica ai no seu canto lendo que eu fico aqui no meu tocando violão e olhando as estrelas.

- Você não vai tocar violão.

- Claro que vou.

- Não. Não vai. Não vou conseguir ler com barulho. – fui até ele e tirei o violão de suas mãos.

- Arranja outro lugar pra ler então. – ele puxou o mesmo das minhas mãos.

- Vem cá, numa casa tão grande como essa o único lugar que você tem pra tocar é aqui, do lado da minha janela?

- Sempre fiz isso. Você é que devia ir pro jardim aproveitar o espaço pra ler. – eu estava com raiva, muita raiva.

- Me dá essa porcaria de violão de uma vez. – de novo tirei o violão da mão dele e coloquei no chão.

- Então me dá esse seu livrinho idiota de romance, se eu não vou tocar, você também não vai ler. – e assim que ele puxou meu livro, eu me desequilibrei e cai por cima dele na rede. Nossos olhos se arregalaram, nossas respirações se mesclaram e nossas bocas estavam a dois centímetros de distância. Indo contra todos os meus pensamentos, meu corpo me dizia que eu tinha que beijar aqueles lábios perfeitos e me deixar ser tocada por aquelas mãos firmes que me seguravam pela cintura.

- Com licença. – Helo pigarreou e falou logo em seguida, me fazendo sair rapidamente de cima de Matteo. Graças a ela não perdi o controle.

Estive a ponto de beijar o Mauricinho. O que está acontecendo com você Luna Valente?

FlashbackOff

- Nesse dia eu xinguei tanto minha irmã mentalmente que você nem consegue imaginar.

- Isso quer dizer que você teria me beijado se ela não tivesse chegado?

- Óbvio. Luna, eu tinha uma garota gostosa, de pijama, no meu colo, a centímetros da minha boca. Meu corpo me pedia pra enfiar a língua na sua boca de uma vez. Mas a Heloísa apareceu e eu tive que esperar dias e dias para finalmente conhecer seu sabor delicioso.

- Sabor de morango, diga-se de passagem. – eu ri e ele revirou os olhos.

- O dia em que eu pensei que fosse presenciar uma guerra.

- Vai dizer, sua fantasia era ver duas garotas se estapeando por você. Eu duvido que você não tenha pensado nisso nem por um segundo naquele dia. – arqueei uma sobrancelha.

- Não seria uma má ideia. – dei um tapa nele – Mas eu estava com tanto receio de que as duas se virassem contra mim e eu apanhasse que a única coisa que eu queria era tirar vocês do mesmo cômodo.

- Ela ficou uma fera. Acho que no fundo ela percebeu que tinha rolado alguma coisa.

- Bem provável. – o assunto parecia ter terminado, quando ele começou a rir loucamente.

- O que foi?

- Lembra do dia em que acabou a água do meu banheiro? – ele continuava a rir e eu lembrei do quanto fiquei vermelha naquele dia.

FlashbackOn – Alguns dias depois do termino com Simón

- Com licença Marrentinha. – Matteo entrou no meu quarto, sem bater, enrolado numa toalha.

- Ficou maluco? Eu podia estar sem roupa. – falei me enrolando na coberta, eu estava vestida, mas foi meio que um impulso – O que está fazendo aqui vestido assim?

- Acabou a água do meu banheiro e vou ter que tomar banho aqui. Se importa? – eu não conseguia prestar atenção no que ele dizia. Só pensava no fato de que ele estava só de toalha na minha frente – Luna?

- Que?

- Ouviu o que eu disse?

- Ouvi. – falei ainda um tanto boba com aquele corpo – Vai de uma vez.

- Prometo que não demoro. - ele entrou no banheiro e eu tentei voltar a me concentrar na musica que estava ouvindo, o que seria difícil depois do que eu vi.

Em alguns minutos eu ouvi a porta do banheiro se abrir de novo e olhei assim, como quem não quer nada. Engoli seco com o que vi. Matteo saindo de cueca e secando o cabelo. Senti meu rosto pegar fogo com meus pensamentos.

- Valeu pelo empréstimo, Marrentinha. – ele virou e eu coloquei uma almofada no rosto – Luna, você ta bem?

- Estou.

- Por que está com uma almofada no rosto?

- Por nada. – ouvi ele rir e também ouvi os passos dele se aproximando. Droga. Ele tirou a almofada do meu rosto.

- Você está parecendo uma pimenta.

- Sai daqui Matteo. – olhei enfurecida pra ele que pareceu perceber o porquê do meu rosto corado.

- Se eu já te deixo assim vestido, imagina...– aquele idiota estava adorando me ver desse jeito.

- Sai daqui antes que eu faça picadinho de você, Balsano.

- Tudo bem, eu saiu. – disse e deu alguns passos – Mas antes vou fazer isso. – me roubou um selinho e saiu correndo. Maldita hora em que meus hormônios resolveram se descontrolar.

FlashbackOff

- Você estava brincando com a sorte nesse dia. Minha vontade era te esganar.

- Não. Sua vontade era pular no meu pescoço e fazer amor loucamente comigo.

- Matteo eu era uma adolescente inocente e pura. Você me levou pro mau caminho.

- Ah, claro. Eu me senti violado nesse dia. – ele fez uma cara de medo – Sério, você estava exalando hormônios e raiva, tive um pouco de medo. – ele estava brincando com a sorte hoje de novo.

- Não tem a mínima graça.

- Era engraçado sim, linda. Você ainda era um pouco inocente nesse sentido.

- Falou o senhor profissional. Imagino que com esse discurso você tenha levado metade de Buenos Aires pra cama antes de me conhecer.

- Um quarto talvez.

- Hum. – pensar que ele era assim me dava um pouco de inseguridade.

- Mas minha fase cafajeste passou. Agora sou um cara de família.

- É bom mesmo. Se não eu já mostro quem é que manda aqui.

- Minha ciumenta linda. – me beijou. - Já que estamos relembrando momentos, o pior deles foi o dia em que o desgraçado do Gastón nos atrapalhou.

- Esse dia foi engraçado. – e constrangedor.

- Ah, mas não foi. Não foi mesmo.

FlashbackOn – Cinco dias após o pedido de namoro

- Ma-Matteo. – eu estava uma pilha de nervos. Sentia os beijos de Matteo por todo meu corpo e suas mãos procurando com necessidade o zíper do meu vestido.

- Luna onde raios está a porcaria desse zíper? – ele perguntou antes de voltar a beijar minha boca e eu indiquei com as mãos onde ficava a abertura.

Senti um vento frio nas minhas costas e as mãos quentes de Matteo logo em seguida, arrepiando toda minha espinha.

- Como você é gostosa Luna. - Ele me deitou na cama e eu tirei o resto da roupa que o cobria - Preciso de você logo. – ele falou e senti sua boca descer pelo meu colo até meus seios e suas mãos irem em direção ao meu ventre, quando alguém bateu na porta – Seja quem for, vá embora.

- Matteo, preciso falar com você. – era Gastón.

- Vai embora Gastón. – eu estava ao mesmo tempo odiando e amando Gastón. Por um lado era torturante não ter a boca de Matteo em mim, mas por outro eu não sabia se estava preparada para mais que isso – Se você preza pela sua vida, só vai embora.

- É sério cara, é muito urgente. – ele parecia aflito.

- Não. Nada é mais urgente do que o que eu preciso fazer. – Matteo estava com raiva.

- Deixa de ser assim, eu só preciso... – ouvimos a porta do quarto abrir e Matteo saiu de cima de mim, nos cobrindo com um lençol - ...de umas camisinhas.

- QUAL A PARTE DO VAI EMBORA VOCÊ NÃO ENTENDEU? – eu queria me esconder num buraco embaixo da terra.

- Foi mal. – Gastón estava sentindo a fúria de Matteo sobre si – Eu não sabia que a Luna tava aqui, acabei de chegar e... Sério cara, não me mata.

- Te dou um minuto pra sair do meu apartamento. Me arrependo amargamente de ter te dado uma cópia da chave. – Gastón saiu correndo, não duvido que Matteo fizesse alguma coisa – Onde estávamos?

- Matteo é melhor não. O clima já era... – no fundo o melhor amigo do meu namorado tinha salvado a minha pele.

- A gente faz o clima, amor... – me beijou.

- Melhor vamos pra casa. – empurrei ele pro lado.

- Eu vou matar o Gastón.

FlashbackOff

- Até hoje não perdoei aquele inútil.

- O lado bom desse dia foi que descobri que você tinha um apartamento. O lado ruim,foi descobrir o que você fazia nele. Pensando bem foi melhor nossa primeira vez não ter acontecido naquela cama. Quantas garotas você já não tinha levado pra lá? Ai, não quero nem pensar.

- Já falei amor, essa fase passou.

- Ainda bem que resolvemos comprar um apartamento novo. Bem melhor aqui do que lá.

- Já passamos por tantas coisas engraçadas.

- Acho que elas aconteciam pra compensar as tragédias que vierem depois. – sorri fraco.

- Nem me fala. – Matteo beijou meu ombro – Cada vez que lembro que quase te perdi me dá até falta de ar.

- Superamos tantas coisas juntos.

- Crescemos juntos.

- Aprendemos a amar, juntos. – me virei ficando de frente para ele.

- Eu posso dizer todos os dias o quanto te amo e sinto que isso não é suficiente. Luna Valente eu te amo muito.

- Também te amo meu amor. Você é a razão da minha vida. Nem sei o que faria sem você e nem quero imaginar.

- Não precisa, nada mais vai nos separar.

- Pra sempre juntos. – falei a frase que estava escrita na aliança de noivado que eu e Matteo usávamos. Em algum tempo iríamos nos casar e ser uma família de verdade. Agora que eu já tenho 18 anos e respondo por mim mesma, não tinha nada que nos impedisse de fazer isso.

Matteo me olhou e eu vi desejo nos seus olhos.

- Eu acho que a gente ta conversando demais sabia? – se virou por cima de mim – Quero uma lua-de-mel antecipada.

- Está esperando o que então? – sorri cúmplice e logo comecei a receber suas caricias e sentir suas mãos passearem em meu corpo.

Todas as vezes pareciam sempre a primeira. A diferença é que agora eu sabia como agir e sabia como fazer, mas o coração acelerado era o mesmo, o mesmo do dia da formatura, o mesmo que vai amar Matteo Balsano todos os dias.

Eu já estava sentindo as marcas deixadas pela boca dele pelo meu corpo e também estava deixando as minhas. As mãos dele deslizaram as alças da minha blusa quando um choro pode ser ouvido.

- De novo não. – Matt levou as mãos a cabeça. Era a terceira vez nessa semana que nós tentávamos transar e um dos nossos bebes acordava.

- Eu acho que eles não querem dividir meus peitos com você. – falei colocando minha roupa para ir vê-los.

- Eu cheguei primeiro, tenho direito sobre eles. – ele disse manhoso, se vestindo também – Acho que a ultima vez que pude tê-los só pra mim foi quando sua barriga estava começando a crescer e eles estavam inchados, parecendo duas bolas de futebol.

- Deixa de ser tarado Matteo, é isso aqui que alimenta seus filhos. – ri vendo a cara de desanimo dele – Vem, pelo visto vamos ter uma longa noite sem dormir.

- Eu até cogito a possibilidade de deixar eles um dia na casa do meu pai, mas pensa se eu consigo ficar longe dessas duas criaturinhas? – ele disse me seguindo até o quarto ao lado.

- Oi meu amor. – disse e peguei Federico no colo – Mamãe está aqui, não precisa chorar. – Luana dormia tranquilamente no berço.

- Sempre ele. O garoto ciumento viu. – Matteo me abraçou, segurando ele também – Campeão, o papai também tem direito a algumas horinhas com a mamãe. – o pequeno só chorava mais ainda.

- Acho que essa não é uma boa estratégia. – ri e comecei a andar com ele pelo quarto e cantarolar algumas musicas infantis.

- Sua voz acalma ele.  Você é uma boa mãe, amor. – Matteo falou percebendo os olhos do nosso bebe pesando e o choro diminuindo alguns minutos depois.

- Eles são tão lindos né? – falei e ele pegou Luana do berço – São os frutos do nosso amor.

- Claro, a mistura dessas duas genéticas aqui só poderia dar algo perfeito. – repreendi Matteo, que tinha falado alto demais e poderia acordar Federico de novo.

- Ele dormiu rápido, isso é um milagre, não queira fazer ele acordar.

- Desculpa amor. – nós deveríamos colocar os bebes no berço e voltar pro quarto, mas meu novo coração de mãe não me dizia isso.

- Matt. – falei manhosa – Podemos levar eles pra dormir na nossa cama?

- Eu ia sugerir a mesma coisa.

Desde que nossos bebes nasceram, descobrimos um amor ainda maior e mais forte e agora temos um laço que jamais será desfeito. Um não, dois. Somos pais muito babões e acima de tudo nos amamos.

Ainda somos jovens pra saber sobre a vida, mas já passamos por tantas coisas que podemos afirmar que o amor sobrevive a qualquer barreira quando é verdadeiro.

Quando cheguei na casa dos Balsano a ultima coisa que eu imaginava era que aquele seria o lugar onde eu encontraria e pessoa mais importante da minha vida e que eu seria tão amada por todos naquele lugar.

Aos cinco anos eu perdi minha família. Aos 17, ganhei uma nova de presente. E agora estou construindo a minha própria família. Minha família junto com Matteo. Eu e ele. Pra sempre.

- Eu amo esses nossos novos vizinhos de quarto. – deitei na minha cama com meus dois filhos e meu futuro marido, e eu sabia o necessário para o momento: que eu era feliz com o simples fato dos três existirem na minha vida.


Notas Finais


E ai?
O que me dizem?
Eu queria agradecer cada um de vocês pelos favoritos e comentários. Essa foi a minha primeira fanfic e eu não fazia a menor ideia de que teria tantos leitores assim. Muito obrigada, de verdade por dedicarem o tempo de vocês lendo e deixando os cometários aqui em baixo.
Vocês são incríveis ♥
Espero de coração que tenham gostado e não tenham se decepcionado com os rumos da história, caso isso tenha acontecido, peço desculpas por não atender as expectativas de todos.
Enfim, essa é a nossa despedida desses nossos amados vizinhos de quarto.
Mas pra quem ainda não lê, tenho outras duas fics. Uma Ruggarol e uma Lutteo, que vai substituir essa aqui. Espero vocês lá.
Nos vemos por ai ♥


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