História Você acredita em mim? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Comedia, Drama, Original, Romance
Visualizações 4
Palavras 953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 1 - Um Longo Corredor


Fanfic / Fanfiction Você acredita em mim? - Capítulo 1 - Um Longo Corredor

Era cedo. As portas para o começo da ''melhor fase'' da minha vida já estavam para abrir. Para minha sorte, encontrei alguns colegas de minha escola anterior, porém nada que dissolvesse o meu nervosismo inquietante. Eu olhava para os lados e todos os rostos eram novos para mim. Estava quieto, muito quieto. Fiquei na minha pelo resto do dia, e só comecei a saber nomes a partir da chamada. Não quis ser conhecido de primeira, mas..

- Mikhael de Souza? - chamou a professora.

- Presente. - respondi com a voz ainda trêmula e nervosa.

Com um atraso de cinco minutos, porém poucos segundos depois de a professora terminar a chamada, uma menina entra. Os olhos de todos os garotos daquela sala brilharam como criança quando vê doce.

- Camila Arougueiro Kraatz? - perguntou a professora com tom de voz irônico.

- Sim professora. - ela responde com uma voz suave, calma e linda.

Ela foi até o seu lugar, sentou-se e foi rodeada por uma chuva de olhares. Ela era linda. Camila era literalmente aquela menina que todos os garotos gostariam que fossem sua namorada. Tinha uma beleza estonteante. Confesso que até mesmo eu fiquei um tanto perturbado em sua presença, mas lógico, de uma maneira positiva. Ela era muito alegre e sorridente. E misteriosa. 

Professor após professor, aula após aula chega o recreio e me encontro sentado em algum lugar sendo uma espécie de plano de fundo dos meus colegas que estavam em pé, comendo ou bebendo algo. Depois de um tempo, sou mais espontâneo, alegre, sorridente e falante, mas eu estava assustado com a realidade de três anos que se seguiriam a partir dali. Eu vi a porta entre aberta da sala, e fui sentar em meu lugar. Não havia ninguém no momento, estava olhando alguma coisa no meu celular e ouvindo música. Deitei minha cabeça em meus braços e descansei os olhos por apenas alguns segundos, já que..

- Oi, desculpa incomodar, mas você sabe se tem alguém sentado naquela carteira ali? - ela disse calma, serena e com a voz de quem realmente se sente culpada por ter perguntado tal coisa. 

O que havia acontecido? Eu estava no céu? Ela era linda, estonteante, Olhos azuis como a cor do mar, cabelo preto liso e com uma franja que cobria a testa. Pele branca como a areia da praia e vestia um casaquinho preto, junto uma camisa branca e uma calça jeans azul. 

- Acho que não tem ninguém ali não, é... - falei quase que gaguejando e tinha esquecido seu nome.

- Júlia. Júlia Reis. - ela lança um sorriso tão lindo e agradece. 

Fiquei com minha cabeça apoiada em meus braços observando cada movimento que ela fazia. Conforme as pessoas começaram a voltar para a sala, as reações não foram diferentes, afinal, não é todo dia que você vê um anjo. Ela era muito tranquila, e falante, conversou com praticamente todo mundo até o final das aulas. 

Vou pra casa com minha mãe, e como de costume:

- Então filho, como foi o seu primeiro dia de aula? - mais entusiasmada do que eu.

- Foi legal. Sei lá, nada de mais. - falo no seco e nada entusiasmado. 

Minha mãe espera que na vida tudo dê certo pra mim, e ela torce pra minha felicidade, mas parece que naquele dia ela tinha ficado desapontada com minha resposta.

- Então tá. - ela fala baixinho para eu não escutar.

Acredito que três horas depois de acabar a aula, um grupo de conversas foi feito e eu estava nele. O assunto logicamente era os professores legais, chatos, bizarros e excessivos. Num chat mais privado entre os meninos, Camila foi o assunto da semana. 

Duas semanas depois, ela havia se mudado de turma e acredito que foi um baque para todos. Eu e ela conversávamos, e confesso, estava um pouco apaixonadinho por ela. Ela era linda e uma pessoa muito gentil e com um coração gigante. Infelizmente acabei estragando tudo, pois as pessoas haviam dito que eu estava namorando e ao mesmo tempo tentando conquistá-lá. Não era mentira, mas o que ninguém sabia é que naquele mesmo dia em que corri aquele corredor longo da minha escola para ir conversar com Camila, era o dia em que a fantasia da minha ex namorada achar que a gente ainda tínhamos alguma coisa ia acabar. Por sorte Júlia, aquela menina em que me acordou no primeiro dia de aula, era muito minha amiga. Me apoiou e ficou do meu lado, e aquilo certamente mexeu comigo. Amizades verdadeiras com mulheres e para homens, são frações difíceis de solucionar e mais ainda de entender. 

Para minha surpresa, naquela mesmo mês, descobri que eu tinha um primo na mesma escola e no mesmo ano que eu. Viramos melhores amigos de primeira e sempre confiamos um no outro com tudo. Assim como muitos, ele se apaixonou por Júlia, porém muita gente tinha feito a cabeça dela contra ele. A famosa inveja ou a insuportável vontade de fazer com que os outros não consigam ter seu final feliz. Porém não a julgo, afinal, cada um escolhe o que quer da vida e isso jamais deveria ser algo para ser questionado. Porém na minha vida, depois de alguns meses, algo mudou. Algo que eu não achei simplesmente simples, apenas entendi de forma simples que não seria algo tão pequeno para se resolver. 

E então senhoras e senhores, eu lhes apresento a história ''Você acredita em mim?''. A triste história de como, talvez, eu tenha perdido o amor da minha vida. Desculpa ser tão simplista e já decidir por si só o destino dessa história, mas é que até mesmo cartas velhas são tão definitivas como corações quebrados. 


Notas Finais


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