História Você deseja bloquer esse contato? - Vkook - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Gay, Jeon Jungkook, Kim Taehyung, Lemon, Namjin, Romance, Sugamin, Taehyung, Taekook, Vkook, Yoonmin
Exibições 239
Palavras 4.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Hentai, Lírica, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


❥ An-nyeong-ha-se-yo!

❥ Prazer meu nome é bia! ^^, é um prazer conhecê-los. Dedicarei uma boa parte de meu tempo para essa fic. Então por favor, a recebam com carinho. Do mesmo jeito que eu farei, de coração <3
❥ Os cápitulos seram grandes, ou seja, não sei o prazo que irei postá-los, sendo assim, vou postar quando tiver idéia em mente.

❥ Boa leitura! :3

Capítulo 1 - Prólogo


Ah... As férias finalmente acabaram. Passou tão rápido!

 

E de novo eu irei ter que conviver com aquele filho do capeta que possui na minha escola. E seu nome é Kim Taehyung. Ele já foi meu crush, entretanto, eu descobri que ele realmente era apenas um babaca aproveitador. E que era Hétero.

 

Eu não sei quantas vezes eu já peguei esse garoto com alguma garota diferente na escola. Parece que todos os dias ele troca de namorada, credo! E também, ele é muito areia para meu caminhãozinho, Kim Taehyung é o mais popular da escola.

 

Eu nunca confessei meus sentimentos à ele, mas, eu acho que no fundo, ele sabia que eu gostava dele.

 

Meu nome é Jeon Jungkook, e eu irei apresentá-los minha vida de merda que possuo. Moro numa casa com uma peste, e seu nome é Momo. Ela é minha irmã mais velha, ou seja, eu sou o filho caçulo da família. Nós moramos com minha mãe, a Senhora Kim. Neste ano, eu finalmente irei completar 18 aninhos de vida, tendo assim, finalmente uma vida jovem adulta para seguir.

 

Estou no 3º ano do ensino médio, e os meus melhores amigos são; Park Jimin e Jung Hoseok. Vivemos praticamente isolados do mundo e de suas ludibriações. Minha cidade natal é Busan, porém, eu vim para Seuol, em buscar novas oportunidades para ter uma vida de estudante melhor.

 

Já chega de apresentações não é? Eu acho que já está bom. Aliás, aqui não é uma ‘’Wikipédia sobre Jeon Jungkook’’ não é mesmo?

 

Enfim.

 

 

O despertador toca, fazendo-me acordar e levar a minha mão direto à minha cabeça. Estava latejando de dor. Com olheiras fundas e escuras, eu acordo e me levanto, indo em direção à porta. Sem querer, eu cerro meu dedinho mindinho do pé na quina do móvel, fazendo eu gemer alto de dor.

 

— Puta que pariu! – Grito, dando vários pulinhos em um pé só, enquanto gemia de dor. — Que idiota!

 

Nossa, que alegria. Mal comecei o dia, já batendo nos lugares. Como eu sou desastrado, mantenham facas longe de mim.

 

Desço as escadas e me desloco à cozinha, onde estava a minha mãe, preparando o café da manhã. Estranho pelo fato de que, Momo ainda não estava acordada.

 

— Bom dia, omma. – Digo dando um longo suspiro — Momo ainda não acordou?

 

— Ah, bom dia, filho! – Mamãe fala. — Não, momo ainda não está acordada. – Disse, enquanto colocava o pó de café no recipiente, já despejando a água quente — Acordou de mal humor, querido?

 

— Sim – Bufei, revirando os olhos — Eu bati com pé no móvel na hora que acordei. – Afirmei.

 

— Ah. – Mamãe ri — Filho, sente-se na cadeira, eu já vou terminar de fazer o café, e colocar na mesa.

 

Assenti com a cabeça, e murmurando ‘’Uhum’’. Sentei-me, e apoiei o cotovelo sobre a mesma. Comecei a fitar a mamãe com um olhar pensativo.

 

Logo em seguida, vejo Momo descendo as escadas e indo à cozinha, onde estávamos. Ela se senta ao meu lado, e sorri fraco.

 

— Bom dia, irmão – Boceja — Dormiu bem?

 

— É – Murmuro. Eu não agüento mais olhar na cara dessa menina. Quando ela acorda, parece um anjinho e sempre está de olhar inocente. Mas, quando eu volto da escola, ela é um demônio em pessoa.

 

— O que houve? – Momo Indaga. — Eu te fiz algo?

 

— Fez.

 

— O quê?

 

— Nasceu. – Lanço um olhar rígido para a mesma.

 

— Jeon Jungkook, tenha mais respeito com sua irmã! – Mamãe fala, dando um leve tapa em minha nuca.

 

— Desculpa, omma.

 

— Não peça desculpas à mim, peça à sua irmã! – Ela fala, num tom autoritário. E eu apenas bufo.

 

— Desculpa, Momo. – Falo seco e desvio o olhar para qualquer objeto da casa.

 

— Hm, está desculpado. – Momo fala, colocando seu dedo indicador em seu queixo, parecendo que estava pensativa.

 

Vocês devem estar achando que a minha irmã não faz nada de errado. Porém, quando a história finalmente começar, você vai ver como realmente ela é. Eu não suporto dividir essa casa com ela. E o pior de tudo, o quarto dela é em frente ao meu, e ela é o tipo de garota mimada.

 

Aquelas que chegam na escola que nem um coringa, toda maquiada, toda de rosa e que sofre ilusões amorosas, de seu Crush/ Cantor, que nunca irão notar.

 

Quer dizer, eu sofro a mesma coisa, mas é diferente. E eu sofria, do verbo sofrer, do passado. Já perdi as contas de quantas vezes eu chegava em casa, e me trancava no quarto, permetindo me afundar em lágrimas de sofrimento.

 

Mamãe pega duas xícaras e as coloca sobre a mesa, despejando o líquido quente na mesma. Fazendo o vapor do café entrar em contato com minha narina.

 

Ah, como eu amo café. Eu não sou muito fã de achocolatados, tirando toddynho. Toddynho é diferente, é um pequeno potinho de alegria, que deuses criaram. Mas o resto é tudo uma bosta. Me julguem.

 

Seguro a xícara, posicionando entre meus lábios entreabertos, deixando-me respirar mais um pouquinho daquele cheiro. Finalmente, coloco a mesma na boca e tombo para baixo, fazendo o líquido quente rolar garganta abaixo.

 

Existe coisa melhor do que isso?

 

Entretanto, é como dizem. Tudo que é bom dura pouco.

 

Desvio o olhar para o relógio que estava sobre a bancada, e estava marcando 6:50. Tomei um susto e tomei o café rapidamente. Peguei um creme cracker que estava em cima da mesa e levei-o junto comigo ao meu quarto.

 

Chegando lá, abro meu armário e arranco meu uniforme de dentro do mesmo. Me despio e o coloco. Vou ao banheiro, e fico de frente ao espelho, me fitando. Com rapidez, pego a escova que estava em cima da bancada e passo entre meus fios negros.

 

Com o fio dental, pego o mesmo e passo entre meus dentes, retirando a comida de ontem.

 

 

Opa, eu esqueci de escovar os dentes também.

Higiene bucal é ótimo,né? Retiro a mesma do potinho onde estava ao lado do fio dental. Passo-a em meus dentes, lentamente. Logo em seguida, cuspo e pego a água corrente e coloco-a em minha boca, já enxaguando e cuspindo novamente.

 

 

Pronto, agora sim você está bonito, Jeon Jungkook.

 

Sorrio para mim mesmo em frente ao espelho, e mordo o lábio inferior.

Você está desperdiçando uma obra de artes fora de um museu, Kim Taehyung. Quero ver sua reação quando eu chegar na escola, já lacrando o cu das inimiga.

 

Desço novamente, chegando à sala. Pego minha mochila que estava jogada em qualquer canto da mesma, e a coloco sobre meus ombros.

 

Desculpa mãe, essa mochila apodreceu desde aquele dia em que eu cheguei em casa, antes das férias. Eu sei que não deveria ter a jogado de qualquer jeito né... Mas, enfim. Foi sem querer, eu juro.

 

Indo em direção à mamãe, chego ao seu lado e deposito um beijo em sua bocheca.

 

— Tchau, mamãe! – Digo sorrindo — Estou indo para escola!

 

— Tchau filho! – Ela acena de volta — Juízo ein! E cuidado para não ser atropelado na rua! Eu sei que você é desastrado. – Riu.

 

— Relaxa, mãe! – Rio de volta.

 

 

Chegando na escola, que é praticamente pertinho da minha escola, avisto Jimin e Hoseok, conversando. Sério, minha escola é bem perto. É só virar  tipo, duas esquinas e você chega. Melhor, porque se não, eu ia chegar todo suado de tanto correr.

 

Os dois retrucam o olhar para mim e sorriam, acenando logo em seguida. Chego mais perto deles e sorrio de volta.

 

— Bom dia, Jimin, Hoseok. – Digo, comprimentando-os.

 

— Bom dia, Jungkook. – Os dois falam ao mesmo tempo.

 

— Você está bonito, Jungkook – Hoseok fala — Porque se arrumou tanto?

 

— Ah, sabe como é, né? – Coro e coço a nuca envergonhado — Primeiro dia de aula.

 

— Ah sim. – Hoseok afirma, enquanto ria.

— Ei! Pare de rir! – Eu digo, dando um leve soco em seu braço.

 

— Relaxa!

 

Podemos dizer que, hm, eu sou o mais arrumadinho do grupo. Não é questão de Kim Taehyung. Eu nunca disse isso. Mas sei lá, eu gosto de vir arrumado.

 

Eles parecem que nem tem casa ou vida. Os mesmos sempre chegam na escola com o cabelo todo despenteado, ou suado, ou até mesmo com roupas não muito bem adequadas.

 

Sendo que nós temos que usar uniforme. Teve uma vez, que Jimin veio para escola sem uniforme, pois, todos os seus estavam lavando. Ah, mas a diretora brigou muito com ele. Enquanto eu e Hoseok ficamos no canto, rindo da cara dele. Aquele dia foi ótimo.

 

Quer dizer, ter amigos é ótimo. Você não fica sozinho, sempre tem algum palhaço do grupo. Então fica sempre rindo.

 

O sinal tocou, e nós fomos as nossas devidas salas. Eu sempre sou o caçulo. Não importa em que grupo eu esteja, sempre vou ser o mais novo. Park Jimin tem 18, já Jung Hoseok tem 19. Eles acabaram de fazer. No inicio de Janeiro.

 

Chegando à nossa sala, eu sentei em minha carteira, que era no fundo da sala, ao lado de uma janelinha que dava pra ver a quadra de futebol da escola. Que também era, ao lado da carteira de Jimin e atrás de Hoseok.

 

Nós somos bastantes colados quando estamos na escola. Deveríamos  sair mais.

 

Sendo que, eu sou muito antisocial, e não tenho muitos amigos. Não que eu diga que odeio fazer amizades. É porque sou tímido demais. Tipo, multiplica uma pessoa tímida por 20. Esse sou eu.

 

Os meninos sempre falaram para eu largar a timidez. Mas sabe como é, a timidez é uma parte do corpo. Eu não consigo a largar, não importa o que eu fizer. Sempre fui assim desde pequeno.

 

A sala estava quieta na hora que a professora de História chegou. Ninguém gosta dela. Bem, até tem algumas pessoas que gostam. Os CDFS.

 

Caso vocês não saibam o quê significa, CDF, irei explicá-lo.

 

CDF é uma sigla usada para chamar o indivíduo que é muito inteligente, que é muito dedicado aos estudos e que por isso está sempre alheio e pouco participa da vida social dos jovens de sua idade, uma vez que sua prioridade principal é estudar muito para tirar as melhores notas e no vestibular ser o primeiro classificado.

 

Isso é ser CDF. Eu não sou. Muito ao contrário disso, eu sou o fanfarrão da turma. Quer dizer, o Hoseok é o Rei. Eu sou apenas um título abaixo. Em relação à minha turma, eu não sou tímido. Conheço todos. Por isso sempre me interajo com eles. Afinal de contas, os alunos da minha sala, são os mesmos desde o 1º ano.

 

— Jeon Jungkook! – Podia-se ouvir a mulher, professora de História falar, na frente da classe — Preste atenção na aula! Parece que dormiu acordado, fica com essa cara de paisagem pra mim e nem copia o quadro!

 

— Ah, me desculpe, Sr. Park. – Encaro a mesma. Cara, eu to aqui me explicando e nem percebi que a aula está passando. Ah, não. A professora não é a mãe de Jimin só porque tem Park no nome.

 

Peguei meu caderno de dentro da mochila e comecei a copiar. O barulho do giz de cera no quadro era tão estridente, que quando a professora parava de escrever, eu ainda sentia o barulho ecoando dentro de meu ouvido.

 

Alguém precisa comprar um quadro de caneta, porque né, pelo amor de deus.

 

A aula foi passando e eu continuei copiando o conteúdo. A Senhora Park, é o tipo de professora que deixa os alunos escutarem música enquanto copiam. Pelo menos, alguma coisa sai dessa velha. Imagina, sem a música, a aula dela seria um saco.

 

Fui a playlist de músicas no meu celular e coloquei ‘’July’’ do Kris Wu. Nossa, que música é essa. Só vem. Homem maravilhoso da porra.

 

A aula foi a acabando e finalmente tocou o sinal do recreio. Eu e Jimin fomos ao refeitório, enquanto Hoseok disse que tinha que ir falar com uma pessoa e que logo logo, iria sentar conosco.

 

Sentamos na mesa aonde sempre sentamos. Que é, a no fundo do refeitório. Incrível de que, quando eu estava passando minha bandeja em frente a tiazinha da comida, ela não me reconheceu. A mulher conhece até o G- Dragon, da nossa sala, que é o mais nerd. E o menos social.

 

Vai tomar no cu, tiazinha da cantina. Sempre falam que elas são legais. Mas, eu discordo.

 

Hoje era dia de arroz com batata frita, feijão e carne. Não é considerando o pior dia de todos. Tem dias que é Purê de batata, e eu odeio purê de batata.

 

Enquanto comíamos, Jung Hoseok se sentou ao nosso lado, e trouxe junto com ele, um garoto. Seu nome era Min Yoongi, e seus cabelos eram loiros.

 

Percebi que enquanto eu comia, Jimin lançava olhares maliciosos para mim, junto de Yoongi. Eu não tô entendendo nada.

 

Sou o mais lerdo em que você possa imaginar. Teve um dia em que na escola, tava rolando uma festa. Eaí, Hoseok falou para Jimin ficar de vigia porque ele daria uns pega em uma menina aí. Só que eu fiquei com um mó cara de bunda perguntando ‘’O que?’’ ‘’Quem está se pegando?’’. E eu ficava gritando enquanto Jimin apenas falava para eu falar baixo.

 

Só no outro dia eu fui entender que Hoseok pegou uma garota do 3º Ano do ensino médio. Que claro, não está na nossa sala, porque foi ano passado. E ela agora está na faculdade.

 

Seu nome era... Hm, eu realmente não me lembro. Hwang Eun Bi? Eu acho. Nome estranho.

 

— Então Yoongi, no que você quer ser formar? – Jimin perguntou.

 

— Hm, eu realmente não sei. – Ele disse, sem expressão nenhuma. — Mas quero algo que tenha haver com música.

 

— Oh, você canta? – Jimin sorriu bobo.

 

— Sim, mas na maior parte das vezes eu canto rap, e os componho.

 

— Que legal, Hyung! – O ruivo disse apoiando as costas da mão em seu queixo. — Posso te chamar assim? – Indagou.

 

— Tanto faz. – Yoongi Suspirou.

 

Credo, mas que garoto grosso. Não sei como Jimin gostou dele. Se ele acha que não da pra perceber que o mesmo está gamado pelo loiro, ou ele é santinho de mais ou é burro.

 

Eu apenas bufei, enquanto Hoseok ria. Credo, vocês estão me dando nojo.

 

— Bom eu tenho que ir para a sala. – Suspirei me levantando da mesa — Vou terminar a revisão que a professora de História passou.

 

— Hm, Tchau, Kookie! – Disse Jimin.

 

Eu não sei o porquê, mas estava com vontade de me isolar. Não me julguem, meu humor é alterado, tem as vezes que estou muito contente e no meio do nada, mudo pra depressão.

 

Ei, eu não corto os pulsos. Não pense besteira de minha parte!

 

 

O sinal de saída finalmente tocou. Então, eu saí correndo em direção a minha casa. Não agüentava mais aquela escola. Chegando em casa, subi as escadas rapidamente e me taquei em cima da cama, morrendo sobre a mesma.

 

Logo em seguida, a porta do meu quarto que estava trancada, alguém bateu na mesma, pedindo permissão para entrar. E eu confirmei com um ‘’Pode’’.

 

Mamãe entrou e sentou na beira da cama, e começou a me encarar. Coisa estranha. Eu fiz algo?

 

— Filho, hoje à noite, teremos um jantar na rua. E seu pai falou que devíamos ir. – Mamãe disse, enquanto me cutucava. — É negócio de trabalho, então... Não podemos causar má impressão no gerente de seu pai.

 

— Ah, beleza. – Falei com a voz abafada, pois, estava com a cabeça afundada no travesseiro. — Que horas são?

 

— As 17:00 horas.

 

— Ok, eu vou.

 

Afinal de contas, eu não tinha nada para fazer em casa mesmo. Só dormir mesmo, e comer salgadinhos. Mas como é jantar... É comida refinada. Então, já sabe.

 

O dever de casa que a professora tinha passado eu fiz no recreio. Eu não queria fazer em casa. Por que eu sei que iria dormir o dia enteiro e eu ia acordar lá pras meia noite e deixar para última hora.

 

Sempre faço isso.

 

Então adiantei logo.

 

Ano passado, eu deixei todos os meus trabalhos e deveres da escola para última hora. Tendo assim, um peso enorme em minhas costas. E tudo foi por conta de preguiça. Porém, eu prometi à mim mesmo que, não iria mais fazer isso.

 

E que esse ano eu seria mais cuidadoso.

 

Pelo o que vejo, está dando certo. Continue assim, Jungkook. Porque se não, você estará ferrado.

 

 

                               ~’~’~’~’~’~’~’~’~’~’~’~

 

 

Entrei dentro do carro junto com minha irmã no banco de trás, minha mãe e meu pai na frente. Estávamos completamente quietos quando finalmente chegamos ao restaurante.

 

Entramos dentro do mesmo e enquanto meu pai comprimentava e batia papo com o seu gerente, eu ficava emburrado, de cara feia.

Bom não levem ao lado pessoal... Mas sabe, encontro com pessoas estranhas ou até familiares são bem entediosas, não são?

 

Imagine. Aquela tia que veio lá do Sul, sendo que você é do Sudeste, te enchendo a porra do saco como ‘’ Ah, como você cresceu!’’ , ‘’ Você está bem rechonchudo’’ ou ‘’Como vai suas namoradas?’’.

 

Ah, essa é a pior pergunta de todas que um ser humano pode fazer. A tiazinha te pergunta sobre sua namorada, sendo que você está tentando esquecê-la, mas, ela fica lá no seu ouvido falando que amava ela e tals.

 

Por favor, tias de todo o mundo, não façam esse tipo de pergunta.

 

Enfim, voltando a realidade, eu realmente não comprimento ninguém que eu conheço. Sempre espero eu me acostumar com o ‘’Habitat’’ novo, eaí eu já vou me libertando.

 

Após todos se comprimentarem, nós fomos as devidas cadeiras onde sentaríamos. Meu pai de frente ao seu gerente, minha mãe em frente à uma mulher que eu não fazia idéia, que parecia mais a esposa do homem.

 

E eu fiquei sozinho, lá no canto da mesa, de frente pro nada.

 

Todos se divertiam, comentavam e davam altas gargalhadas. Até eu ouvir a seguinte frase saindo da boca daquela mulher.

 

— Oh, meu filho, vai comprimentar aquele garoto, O Jeon Jungkook, ele é filho do amigo de seu pai. – A mulher disse, e eu apenas revirei os olhos. Tinha algum garoto da minha idade?

 

— Prazer, Kim Taehyung. – Disse o garoto de pontas loiras.

 

Como assim? KIM TAEHYUNG ESTÁ NA MINHA FRENTE?

 

Isso é realidade? Eu estou sonhando? Meu crush finalmente irá me notar! Mas pera, eu não gosto dele mais. Eu prometi à mim mesmo, que, nunca mais iria prestar atenção no Taehyung.

 

— P- Prazer... – Balbuciei envergonhado.

 

— Então, Jungkook – Parou para recuperar fôlego. — Eu já te conheço de algum lugar... Você é familiar. Não estudamos na mesma escola? – Indagou.

 

— Eh, sim.  – Suspirei — Você é da minha sala.

 

— Ah, agora sim eu te reconheço. – Disse sorrindo. Meu deus que sorriso quadrado perfeito. Calma Jungkook, se acalma. — Então, o que você mais gosta de fazer da vida?

 

— Meu passa tempo favorito é dormir e comer. – Eu disse, dando um sorriso fraco — E você?

 

— Heh, eu gosto de dar uma saída com os meus amigos. Sabe como é, eu não tenho muitas coisas para fazer no dia a dia. – Posicionou seus braços sobre a mesa, deixando sua cabeça encostada nos mesmos.

 

Nada para fazer no dia a dia? Ah fala sério Kim Taehyung, que tal estudar?

 

Eu sei que você é o tal, sendo o mais popular da escola. Mas isso não quer dizer que você tira notas boas ou até mesmo é um bom aluno. Bom, eu não posso julgar também, porque sou um aluno classe média, ou seja, tiro notas  5,0 ou 6,0 em provas valendo 10,0.

 

Já Taehyung eu sei que tem um péssimo rendimento escolar, pois, sempre tira notas ruins.

— Hum... – Murmurei, bufando e revirando os olhos. — Eu queria estar em casa, sabe, comendo meus salgadinhos ou até jogando no Xbox ou no PC.

 

— Owh! Você também joga? – Um brilho surgiu em seus olhos — Que tipos de jogos você joga?

 

— Ah... Overwatch, League of Legends, Gta V…

 

— Pô, você devia ter me falado isso antes! Eu jogo League of Legends. – Sorriu — Depois me adiciona meu nickname. – O loiro pegou um guardanapo em cima da mesa e escreveu, colocando no meu bolso do casaco.

 

Como se eu ligasse para isso. Deixo nenhum vou adicioná-lo.

 

— Tá beleza... – Dei de ombros — Você gosta de música?

 

— Hm... Gosto, gosto sim. – Respondeu, soltando um longo suspiro — Gosto de Rock e Eletrônica.

 

— Ah, eu curto Rock.

 

Meu deus. Esse é o papo mais entedioso de toda a minha vida. Como faço para sumir? Posso ir ao banheiro e enfiar minha cabeça no buraco da privada e sumir para nárnia? Tá difícil, ein.

 

Caso eu fosse o Jeon Jungkook do passado, eu iria apenas ficar olhando o loiro, com um olhar apaixonado, enquanto babava. Mas é como dizem, a fila anda. E eu não gosto dele mais. Eu acho. E eu sei também que, ele nunca iria gostar de mim, então, não estou nem ai.

 

Apenas ignoro.

 

 

~’~’~’~’~’~’~’~’~’~~’

 

Tudo ficou um silêncio total. Ninguém falava nada, pelo menos eu e Taehyung. Apenas podia-se ouvir as pessoas murmurando coisas do outro lado da mesa.

 

Como eu sou doido, eu interrompi.

 

 

— Com licença, eu preciso ir embora. – Me levantei da mesa — Isso aqui já está um saco. E tédio também.

 

— Como assim? Já está indo? – O mais velho perguntou, se levantando da mesa junto a mim. — O seu pai vai ficar uma fera com você.

 

—Problema é dele, meu pai é um puxa saco. – Eu disse, fuzilando-o com um olhar rígido — Qualquer lugar que ele vai, eu tenho que ir junto.

 

— É assim mesmo – Riu — Aliás, você devia ter mais respeito com seu pai. – Disse friamente.

 

— O que eu tenho com o meu pai é problema meu – Eu não agüentava mais esse garoto. Tinha que dar um fora. Apenas vi o mesmo me encarando, com os olhos arregalados. — Então tome conta da sua vida.

 

— Ora seu...

 

— Pirralho? Eu sei. – Bloquiei, o impedindo de falar.

 

— Jungkook, você é muito atrevido. – Disse Taehyung, enquanto bagunçava seus fios de cabelos — Seu pai não vai gostar nada quando eu disser o que você falou.

 

— Vai lá, seja um X9. – Dei de ombros novamente — Ele não tempo para a própria família, quem dera tempo para ficar me dando sermão. – Estalei a língua, bufando.

 

Genteee... Como assim? Nós estávamos tão próximos! Quando que essa briga começou? Aiwe, não importa. Eu só quero ir para a minha casa.

 

— Ah, e só uma coisa, Kim Taehyung. – Voltei andando pequenos passos para trás, até chegar no mesmo. — Eu sei que nós nos esbarramos por acaso. Mas saiba que, finja que nada aconteceu.

 

— Porque tanta ignorância, Kookie? – Disse o loiro, num tom provocador.

 

— Pra você é Jungkook. Não use apelidos como se fossemos próximos.

 

— Awn, grosso.

 

Eu sei que ignorá-lo seria a coisa mais difícil de se fazer. Afinal de contas, minha mãe disse que a semana toda, a família Kim, iria nos visitar. Ou seja, almoçar com a gente ou vice-versa. Porém, eu não irei deixá-lo ganhar dessa vez.

 

Não irei me afundar em mágoas novamente por coisas do passado.

 

Irei tentar no máximo, ignorar-lo de todas as formas. E creio também, que, ele irá tentar se aproximar de mim. Sabe como é, populares da escola, são todos frouxos.

 

Sai do restaurante pisando fundo sem deixar nenhum comentário aos meus pais, e indo à pé até minha casa. As ruas de Seoul estavam desertas. Por incrível que pareça, já era meia-noite. E eles ainda estavam lá naquele restaurante.

 

Chegando em casa, subi os degraus enquanto carregava um balde de pipoca com manteiga, em direção ao meu quarto. Entrando dentro do mesmo, sentei em minha cama, ligando a TV com o controle remoto e colocando na Netflix.

 

Fiquei com uma vontade enorme de assistir um filme ou série, até o sono bater. Então fiquei assistindo, até as 2h da manhã. E adivinha? Nada de meus pais ou da Momo.

 

Suspirei e coloquei o meu pote de pipoca sobre o criado-mudo, deitando-me sobre a cama e pegando o cobertor me cobrindo. Desliguei a TV lentamente, e quando eu já ia cair no sono, recebo uma mensagem em meu celular.

 

‘’ Anônimo.’’

 

? : Não pense que tudo irá ficar desse jeito, Jeon Jungkook. –  2:04 A.M.

JK : Quem é? E porque está mandando mensagens para mim numa hora dessas? – 2:04 A.M.

? : O seu melhor amigo, Kim Taehyung. – 2:05 A.M.

JK: Como sabe o meu número? – 2:06 A.M

T: Tenho os meus contatos. – 2:06 A.M.

JK : O quêee? Fala agora, Taehyung! -2:07 A.M.

JK : Você vai me deixar no vácuo? – 2:08 A.M.

JK: Eu sei que você está visualizando! – 2:10 A.M.

 

Encarei a tela com os olhos esbugalhados.

 

Como assim? COMO ELE SABE O MEU NÚMERO?

 

Ah, não vai ficar desse jeito. Amanhã ele vai ver, chegarei na escola e irei falando com ele mesmo.

 

 

‘’Você deseja realmente bloquear esse contato?’’

 

 

‘’ (Não?)  > (Sim?)’’



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