História Você é abusado! - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Soonyoung "Hoshi"
Tags Colegial, Dino, Fluffy, Hoshi, Meanie, Soonchan, Yaoi
Visualizações 65
Palavras 4.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alguém me controla em nome de Deus.
Vão ser dois capítulos, só isso que eu tinha pra dizer msm sksbd

Capítulo 1 - Você é


Kwon Soonyoung é o típico modelo de veterano do Ensino Médio: simpático com todos, dono de notas invejáveis e fundador e presidente do clube de dança do colégio. Fala sério, se eu fosse a mãe dele, jogaria isso na cara de todo mundo.

Entretanto, eu não sou a mãe orgulhosa de Kwon Soonyoung. Sou só um otário do primeiro ano que tem um crush imenso no cara foda, mas podem me chamar só de Chan pra encurtar.

Há algumas coisas que quero deixar bem claras antes de qualquer coisa:

1. Eu sou hétero.

2. Kwon Soonyoung está fodendo minha dignidade.

Sobre o primeiro tópico, não sei bem onde a verdade acaba e a mentira começa. Eu sempre gostei de garotas... e peitos, então não sei exatamente porque me sinto tão atraído pelo Soonyoung. Como diz um amigo meu, nada faz sentido nessa vida.

O caso é que, no momento em que o vi dançando Michael Jackson, meu coração palpitou. Qual é, era um excelente dançarino fazendo cover do meu deus/ídolo. Seria estranho se eu não tivesse me apaixonado instantaneamente. Então, como não tenho um pingo de vergonha na cara, fui todo louco e desesperado falar com ele. Gosto de culpar a euforia do momento.

Mentira, eu só perguntei se podia fazer parte do clube. Aí ele disse que, se eu soubesse dançar, podia. Fiquei muito ofendido por ele ter duvidado das minhas capacidades, mas não falei nada, até porque estava ocupado pensando sobre como ele tinha um sorriso fofo e olhos bonitinhos.

Enfim, naquela mesma tarde eu provei que dançava muito bem sim, obrigado, e fui incluído no círculo de amizades do Soonyoung, junto com dois chineses que juro que não sei por que porras estão fazendo Ensino Médio na Coreia. Se fosse faculdade, pelo menos...

Ser amigo dele tem muitas vantagens e estou usufruindo de uma delas agora: andar ao lado dele no corredor enquanto dividimos os fones de ouvido, que estão tocando qualquer coisa do Shinee. Ele é o maior Shawol da face da Terra, eu acho. Uma vez ele me disse que amava Shinee igual eu amava Michael Jackson, e isso quer dizer pra caralho.

Eu sempre começo a divagar assim quando estou nervoso, mas não posso fazer nada. Não dá pra ficar no estado normal quando o crush está te puxando por aí pelo pulso enquanto canta baixinho.

- Chan... – ele chama, me fazendo parar de pensar só pra poder infartar.

- Fala – sou grosso mesmo, me perdoa.

- Quer ir lá em casa hoje?

- Fazer o quê lá? – oi meninas, hoje vou fazer um tutorial de como destruir todas as suas chances com o oppa. Não que ele seja meu oppa.

- Sei lá, quando você chegar lá, a gente vê. Quer ir ou não?

- Ah. Quero.

- Beleza. Me espera perto da sala de Química na hora de ir embora e a gente almoça junto, também.

Oi, meu nome é Lee Chan e eu acho que ganhei na loteria. Isso aqui é sorte demais pra ser real, me sinto desconfiado.

Maaaas como não sou otário, apenas assinto e vou pra aula.

- Ei, Dino, quer jogar hoje? – Mingyu, um amigo meu me pergunta. Quase respondo que quero sim, até me lembrar do rolê na casa do Soonyoung.

- Hoje não vai dar. Chama o Wonwoo.

- Não quero chamar o Wonwoo - ele resmunga, emburrado. - E o que vai fazer de tão bom que é melhor que eu?

Sinto-me tentado a dizer que qualquer coisa é melhor que ele, mas não sou cuzão a esse ponto. Mingyu é umas três vezes maior que eu e não quero arriscar levar um murrão no meio da cara que me faria voar pelos ares.

- Vou sair, só isso – dou de ombros.

- E desde quando você sai de casa? – ele arregala os olhos. Eu também ficaria surpreso se ele me dissesse que sai por aí, apesar de que ele realmente poderia, se quisesse.

- Desde quando comecei a receber convites para alegrar ambientes com minha presença.

- É um encontro? Ou está trabalhando como palhaço? – um sorrisinho malandro se forma em seu rosto. Começo a rir.

- Quem me dera. E vai pro inferno. – é tudo o que eu digo quando me recupero. – Cuide da sua vida, sim?

- Vai ser pior se eu descobrir sozinho depois... – acho que isso é uma ameaça, mas não estou nem aí. Estou ocupado demais controlando um surto pra me importar com o que essa metralhadora de bosta está falando.

- Mas será que dá pra vocês dois calarem a boca?? - Sulli, uma menina muito CDF e que, até onde sei, tem um crush em mim desde sempre, sussurra. Mas que maneira horrorosa de se tratar o amor da sua vida.

- Ai, dá licença - Mingyu resmunga e vira pra mim de novo. - Me conta logo.

- Você está parecendo uma velha fofoqueira - meio rio, meio reclamo. - Enfim. Não vou jogar com você porque vou dar umas voltas com o Soonyoung.

- Certo, vamos jogar os três.

Vou jogar Mingyu de uma ponte, isso sim. Como explicar pra esse tapado que ele NÃO PODE dar um rolê com a gente sem denunciar que eu meio que gosto de um menino, pesquisa Google.

- Já te mandei jogar com o Wonwoo - é tudo o que digo.

- Ele me detesta - comenta.

Opa. Talvez eu tenha esquecido de contar a Mingyu que Wonwoo me pedira pra falar com ele sobre os famigerados sentimentos. E que se ele os correspondesse, era pra procurá-lo. E opa duas vezes, Wonwoo deve achar que Mingyu o odeia.

- Hm... Detesta nada, ele só é tímido - tento consertar minha cagada. Ele me olha, descrente. - Na verdade, eu esqueci de uma coisa. Espera.

Começo a rabiscar um bilhete explicando a situação. Acho que vou levar um murrão de qualquer jeito, mas vida que segue.

O que eu não esperava, é claro, é que a professora fosse pegar o papel assim que eu o estendesse para Mingyu. Minha alma gela por uns dois segundos, aí lembro que o micão não vai ser meu mesmo, então relaxo.

Mingyu não faz a menor ideia do que está escrito ali e não me presto ao papel de alertá-lo antes da professora começar a ler em voz alta. Acho que só vai piorar tudo, mesmo.

- “Seguinte mano, é que o Wonwoo gosta de você mas não tem moral pra chegar junto. Ai ele me pediu ajuda e eu esqueci, mas pra compensar você vai lá e dá pra ele e não comenta que eu esqueci, fazendo favor, senão eu levo um tiro na cara.“

Ele me olha, confuso, e então começa a corar quando sente todos os olhares sobre ele.

- Vai que é tua - alguém comenta antes de todo mundo começar a rir pra caralho. Fico esperando o murrão vir, mas ele ainda está envergonhado demais pra se mover.

- Acredito que esse tipo de assunto não seja... recomendável para a sala de aula - é tudo o que a professora fala. Foda-se, bebê.

- Desculpe - Mingyu murmura rapidamente. Acho que ele está sufocando. Tá, estou me sentindo culpado, mas não é como se eu tivesse feito de propósito.

Quando finalmente param de olhar pra nós, ele gesticula um "é sério?" com os lábios e eu só dou um sorrisinho. Então ele está interessado. Safado.

Talvez isso me poupe dos cascudos que Wonwoo vai me dar quando souber que eu meio que revelei seu segredo pra todo mundo.

Quando a aula acaba, obviamente não espero pra ver o que vai acontecer e só corro pra perto da sala de Química e fico esperando Soonyoung impacientemente, como o bom garoto que sou. Tento não parecer estar em estado de glória quando ele chega daquele jeito estabanado e charmosinho dele, me oferecendo um sorriso fácil.

- Não sei se minha mãe está em casa hoje. Se ela não estiver, vamos almoçar bolacha.

Meu amor, eu almoço até água se for com você.

Espera. Wait a fucking minute... COMO ASSIM ELE NÃO SABE SE A MÃE ESTARÁ EM CASA? MEU DEUS, EU NÃO ESTOU EM CONDIÇÕES DE FICAR SOZINHO COM ELE!!!!!!!!!!!! Eu não vou surtar... Eu não estou surtando. Pff, o que é surtar?

- Ah, de boa, mano – é o que eu digo pra ele. – Mas e aí, o que vamos fazer?

- O que você gosta de fazer? – ele pergunta.

Rsrsrsrsrs. Bater punheta.

Mentira, eu tenho seis anos.

- Ah... Qualquer coisa tá boa pra mim.

Ele dá um risinho que não consigo entender e então me oferece um dos fones quanto andamos pela rua.

- Ok. Você tem uns vinte minutos pra decidir até chegarmos lá.

- Eu não consigo pensar sob pressão – resmungo.

Então ele faz algo que vou guardar pra sempre em minha memória só pra contar pros netos dos meus netos: Soonyoung aperta minha mão na sua e fica segurando até chegarmos em sua casa. (Ele é rico, por acaso? Essa merda é maior que a minha casa e a do vizinho juntas). Tenho certeza de que estou corado como um virjão (como se eu não fosse), mas não dá pra controlar.

Ele não estava brincando quando disse que almoçaríamos bolacha, mas vou perdoá-lo dessa vez. E claro que não tem nada a ver com esse rostinho lindo que deus decidiu dar pra ele, óbvio que não.

Decido parar de ficar olhando pra cara dele que nem um retardado antes que ele perceba o que estou fazendo.

- Quer dançar? – ele pergunta. Estou com uma preguiça infernal mas assinto.

- Beleza, vamos subir.

Realmente devo estar sonhando, porque não é possível que eu esteja dentro do quarto do crush desse momento. Abro a boca pra dizer alguma coisa mas paro no meio do caminho e quase coloco a mão embaixo do queixo pra segurar a baba.

Alguém precisa dizer a Soonyoung que ele não pode simplesmente me levar pro quarto dele e começar a tirar a roupa do nada. Tem que pagar um salgado antes, ou ele acha que é só virar pra mim sem camisa e dizer “vem” e eu vou?

Ele está achando certo, mas preciso manter o decoro e só olho pra longe. Essa vai ser uma longa, longa tarde.

E olha que eu tô fodido de tarefa pra fazer, mas estou aqui né, me fingindo de tonto e vendo o Soonyoung trocar de roupa. Recomendo.

- Escolhe uma música aí – ele joga o celular pra mim enquanto pega minha mochila e meu casaco pra guardar.

Lembra quando eu disse que ele era o maior Shawol da face da Terra? Pois então. É impossível encontrar algo que eu conheça no meio de dez anos de discografia, mas tento não fazer uma cara de desgosto. Vou ter que ouvir tudo isso depois só pra ter assunto com ele, ai ai.

No final das contas, fico cansado e coloco no modo aleatório. Uma música animada que eu nunca vi, igual ao resto das músicas que ele gosta, mesmo, começa e ele dá um sorriso que provavelmente causa acidentes de trânsito. Minha vontade é ficar parado com cara de imbecil enquanto o observo dançar, mas é claro que ele não deixa e me puxa pra dançar com ele.

Tem uma coisa em dançar com ele que me faz sentir muito bem, então só fecho os olhos e aproveito o momento. Quando vou ter uma chance dessas de novo, não é mesmo?

Na próxima apresentação da escola, mas foda-se, ninguém liga.

- Ei, Dino – ele chama depois de um tempo. Quase engasgo ao ouvir meu apelido naquela boca bonitinha.

- Hm? – sento no chão ao lado dele, com as costas contra a cama. Agora estou morto de cansado, mas me esforço pra seguir firme.

- Pode me chamar de Hoshi, se quiser. A gente é amigo faz tempo já, né?

Hahahaha, me mata alguém, eu pago. Estou dividido entre ficar feliz com esse passinho rumo à intimidade com ele e me matar pela parte do “amigo”. Eu quero ser tudo desse desgraçado, menos amigo, mas toca o barco.

- Ah... ok, Hoshi. – é um apelido fofo que nem essa cara dele, me bate.

- Posso perguntar uma coisa? – ele vira pra mim.

- Já perguntou, irmãozinho. – vocês acharam que eu não ia ser engraçadinho hoje???????

- Não quero mais, também – acho que ele rola os olhos, mas meio que não dá pra ver, né. Se ele abrisse só um pouquinho mais, eu poderia confirmar as suspeitas. – Levanta.

- To cansado, espera.

- Anda logo, vai. Você vai gostar.

O cu trancou que não passa nem um átomo.

- Da última vez que me disseram isso, acabei no hospital com o braço quebrado – resmungo. Longa história...

Acabo fazendo o que ele quer porque sou um fodido e, se ele me pedir o sol, eu busco pra ele.

Eis que coisas muito estranhas começam a acontecer: estou parado de boas no meio do quarto e ele começa a se aproximar de mim. Estou completamente ok até perceber que ele está se aproximando demais, mas meio que é tarde pra pensar sobre o que está acontecendo.

Então ele basicamente cola o tronco no meu e começa a me empurrar e SERÁ QUE ESTOU EM UM MALDITO SONHO, DAQUELES QUE ME FAZEM ACORDAR CHORANDO?

Estou realmente assustado, só pra deixar claro. Bato as costas na parede com um pouco de força mas não consigo nem reclamar, pois estou perplexo aqui na minha vala.

- Dino, você gosta de meninos?

Que direto.

- Ahn? - Não estou conseguindo pensar, me perdoem. Vou melhorar no futuro, juro.

Ele sorri de um jeito cafajeste que eu nunca imaginei que fosse ver naquele rostinho esculpido por anjos e aproxima o rosto do meu pescoço. Sério, o que está acontecendo aqui? Vou infartar.

- É, acho que gosta - ele diz depois de me dar um cheiro no cangote e ver até os pelos da minha alma se arrepiando. Isso é golpe baixo.

- V-você me pegou de surpresa - gaguejo só pra mostrar que sou bem macho mesmo.

- Ah, é? Então já aviso que vou colocar a mão em você.

E NÃO É QUE O DESGRAÇADO FAZ ISSO MESMO?

Soonyoung sobe as duas mãos por meus braços e então desliza uma delas pelo meu peito. Meu Deus, estou nervoso.

- Você me chamou aqui só pra abusar de mim? - impressionante que eu tenha conseguido articular a frase inteira sem desmaiar.

- Só se você quiser ser abusado.

Deus já não deve estar mais aguentando ouvir meus chamados, mas foda-se, problema dele. Meu Deus, me ajudaaaaaaaaaa, eu pago.

- Ah. Então eu quero. - posso estar morto, mas não sou idiota.

Fico todo belo e pleno esperando que ele me beije agora, porque é o que acontece nos filmes, mas é claro que Soonyoung tinha que acabar com a minha vida.

- Sabia – ele diz, e volta a se sentar.

- Sabia do quê? – a minha vontade é avançar nele e enforcar até matar. Onde já se viu fazer uma coisa dessas com o futuro amor da sua vida? Onde já se viu me expor, me deixar sedento e então sentar no chão como se nada tivesse acontecido? Se tivesse sentado em mim, pelo menos...

- Que você gosta de mim.

- E-e-e-eu não gosto de você! – puta merda, Chan, não gagueja pelo menos uma vez na sua vida.

- Parece. – ele dá um risinho. Meu deus, estou nervoso e vou cometer um crime.

- Foda-se se parece – resmungo. Ai ai, estou com vontade de chorar agora e não sei o que fazer pra resguardar um fiapo de dignidade.

- Vem aqui. – ele chama, repentinamente sério. Mas esse filho da puta quer me foder mais ainda?

- Eu não – viro a tromba pra ele. Estou full puto e humilhado.

- Tenho que te contar uma coisa muito importante.

- Estou te ouvindo muito bem daqui. Está fazendo até eco.

- Diiiiino.

- Não. Fica longe de mim, vacilão. Vai que essa doença passa, né.

- Chan.

Sinto os famigerados coisos quando ele diz meu nome desse jeito, mas sigo firme e pistola.

- Não me obrigue a ir aí.

Não respondo. Está difícil controlar meu suor másculo dos olhos e olhar pra ele ao mesmo tempo.

- Você vai se arrepender se eu for aí.

- Mais arrependido que estou de ter nascido é impossível. – comento em um grunhido.

Ainda estou nessa quando ele morde meu pescoço e, vai tomar no cu, quem ele pensa que é pra chegar desse jeito?

- O que está fazendo, seu louco?

- Desculpa, – ele não parece nada arrependido – é que você fica me ignorando.

- Ah, me poupe, Soonyoung. Acabei de passar a maior vergonha da minha vida e você quer que eu fique rindo pra você?

- Aish, eu só precisava confirmar se você gostava de mim.

- Pra que? Tem motivos melhores pra me zoar.

- Então você gosta?

- Eu nunca disse isso!

- Posso te beijar?

- Não.

- Por que?

- Estou puto.

- Não tem nada a ver com eu ser homem também?

- Enfia esse negócio no seu cu - reclamo. - Grande merda você ser homem. Conheço várias pessoas que são, também.

- Então não tem problema te beijar?

- Para de querer me beijar, que saco - resmungo. Sei que vou me arrepender depois e pagar Mingyu pra me dar um tiro, mas respeita meu momento.

Espero que ele insista mais um pouco pra beijar meus lindos lábios, mas sabe o que ele faz? Isso mesmo, esse inútil me deixa em paz! Meu filho, vem cá, não é bem assim que a banda toca.

Olho pra cara dele e mordo o lábio inferior. Tá, mesmo com o micão, ainda quero beijá-lo até sufocar e morrer.

Sento no chão ao lado dele e coloco a cabeça em seu ombro porque deu vontade. Já estou todo fodido e sem dignidade mesmo.

- Pode me beijar agora, se ainda quiser. - comento.

- Você é um fresco - ele ri e segura meu queixo. Ai meu deus. Eu vou desmaiar.

- Você que fica me sacaneando - sussurro e então os lábios dele encostam nos meus. Puta que pariu. Puta que pariu. Puta que pariu.

Eu estou beijando o crush. E não é nenhum pouco como eu imaginava.

Como venho dizendo há oitenta e quatro anos, estou nervoso, e agora tenho certeza que Soonyoung sabe disso. Estou tremendo que nem uma vara verde e seguro em sua camiseta pra tentar me estabilizar um pouco.

Entretanto, ele não quer que eu me estabilize e passa a língua macia pelo meu lábio inferior e suspira. Poxa, Soonyoung...

Estou me sentindo um otário que nunca beijou na vida, tamanho meu desespero. E só pra deixar claro, eu já beijei sim e muitas vezes. Eu era meio piranhudo mesmo, fazer o quê.

Enfim, não estou contando sobre meu passado negro, mas sim sobre como amo Deus por me conceder momentos divinos como esse. Gostaria de registrar aqui os meus sentimento positivos em relação à minha vida, também.

Depois de uns cinco minutos, ele meio que cansa desse negócio de só beijar o Chan e faz tudo evoluir pra um vou colocar o Chan sentado em meu colo enquanto me aproveito do corpo dele pra ver o que acontece.

Nem sei mais o que estou sentindo, mas acho que vou explodir. As mãos dele sobem pelas minhas coxas e apertam com força e, meu Deus, vamos com calma, eu sou uma criança inocente.

Decido parar de fazer o recatado e vou pra cima mesmo. Já que eu vou morrer aqui, ele vem junto. Risos.

Puxo os cabelos de sua nuca e exponho aquele pescoço que é mais bonito que oitenta por cento da população coreana e deixo um beijinho suave perto da orelha. Minha vontade é dar um chupão nessa linda pele, mas me parece um crime hediondo marcar sua pele maravilhosa de alguma forma.

Ai ai, começamos a nos beijar de novo e não consigo conter meus gemidinhos de macho quando ele aperta minha cintura com uma mão e acaricia minhas costas com a outra. Agora não estou mais tão desesperado por estar beijando o crush e estou realmente conseguindo aproveitar o fato de que estou no colo de Kwon Soonyoung e que parece estar gostando disso tanto quanto eu. A vida é linda.

- Chan... – ele meio suspira, meio não sei exatamente o que é isso – Acho melhor você descer agora.

- Por que mesmo? – minha nossa, vejam só como minha voz está sensual.

- Porque eu tô ficando de pau duro.

Eu não sei nem o que dizer sobre isso. Acho que é melhor só desmaiar, mesmo. Estou fraco.

Certamente estou parecendo um pimentão agora, mas tento disfarçar enquanto saio de cima dele. Não é todo dia que o crush fica excitado por minha causa, risos.

O caso é que esse negócio de sentar ao lado dele como se nada tivesse acontecido realmente não funciona pra nós e ele me puxa de volta antes que eu consiga largar o peso do corpo no chão.

- Mas o que está acontecendo aqui? – pergunto com um sorrisinho bobo no rosto.

- Me desculpa, mas vou me aproveitar de você mais um pouco. – ele dá um sorrisinho de canto.

- Ah. Fique à vontade.

E ele fica muito à vontade.

Soonyoung está três vezes mais ousado que antes e não sei se devo elevar um cântico de louvor agora ou mais tarde. É difícil seguir firme com as duas mãos dele na minha bunda e a boca no meu pescoço. Fica ainda mais difícil prosseguir quando sinto meu colega de baixo dando sinais de vida.

Minhas mãos vão trabalhar bastante quando eu chegar em casa, é tudo o que digo.

Quando as mãos dele entram debaixo da minha camiseta, percebo que talvez eu não precise chegar em casa pra usar minhas mãozinhas.

Meu Deus, vou parar com isso porque estou parecendo um pervertido. E o pervertido aqui é o Soonyoung que, inclusive tirou a minha camiseta. Estou shy shy shy, agora.

Ele desce a boca pelo meu pescoço e dá uns chupões doloridos perto das clavículas, mas estou morrendo demais pra reclamar. Está bom demais pra reclamar. A respiração chega até a dar uma travada quando ele rodeia meus mamilos e desce a mão até a barra da calça.

- Acho que a gente devia parar de verdade, agora.

- O caralho – resmungo e tento puxar a camiseta dele pra cima, mas a única coisa que consigo é quase matá-lo no processo.

- Quantos anos você tem?

- E isso importa? – meu Deus, olha os assuntos que o cara arruma nesses momentos críticos.

- Não vou foder uma criança, né – ele faz aquela coisa de novo de rolar os olhos, mas não dá pra ver. Antes que eu possa expressar minha indignação, vamos focar em uma coisa aqui, rapidinho.

Ele quer me foder. Kwon Soonyoung quer me foder.

E eu quero morrer de tanta vergonha, pois é.

- Quase dezessete. – resmungo.

- Tá, dezesseis. Eu tenho dezessete. Não é crime, é?

- Nós dois somos menores de idade. Acho que não.

- Espero. Você quer fazer isso?

O caso é que realmente não sei se estou pronto pra uma coisa dessas e Soonyoung parece perceber minha hesitação em responder.

- Você sabe que não precisa fazer nada que não queira, certo? – rei respeitoso faz assim. Assinto uma vez com a cabeça.

- E-eu não sei. A gente pode tentar, se não for incomodar.

Puta que pariu. Mas que merda foi essa de “se não for incomodar”? Alguém me para antes que eu sufoque no micão.

- Longe de mim ficar incomodado – ele ri da minha cara. Pois bem, eu também riria muito de mim. – Só me avise se não quiser, hm?

- Ok.

Então eu consigo tirar a camisa dele e fico passando a mão naquela barriga que é mais bonita que eu por tempo indefinido. Sério, é muito bonita mesmo e não é definida. Oba, meu crush se alimenta.

- Você é muito bonito – sussurro. Não sei muito direito o que está acontecendo comigo, mas deu vontade de contar isso pra ele, caso ainda não saiba.

- Você também é – ele sorri. Nunca vou superar esse sorriso, me encontro triste.

A partir daqui as coisas começam a ficar muito loucas e rápidas e meu deus, é sério que estou só de cueca na cama dele? Obrigado, senhor, pela graça concedida.

Ele toca meu corpo com muito cuidado e acho que aquele derrame vem agora. Nem parece que estávamos insanos há menos de cinco minutos, está tudo tão delicado e lindo agora que eu poderia chorar.

Só percebo que a minha cueca se vai porque, opa, o que é esta brisa na minha bunda? Ele olha pra mim por um instante, como se perguntasse se eu quero continuar. Até morto eu quereria. Assinto uma vez e fecho os olhos quando ele separa minhas pernas só um pouquinho e acaricia a parte de dentro das minhas coxas.

Não estou conseguindo respirar e a situação só piora quando ele decide me fazer uns carinhos íntimos. Só queria deixar registrado que a mão dele é muito melhor que a minha.

- Dino? – ele chama.

- Hmmm?

- Eu gosto de você também.


Notas Finais


Que vergonha de mim.


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