História Você é minha, PORRA! - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Grécia


Assim que o jatinho de Adam pousou, pegamos seu carro particular e fomos direto para a casa de seus pais. Eu estava horrível e muito cansada. Como eu ia conhecer seus pais desse jeito?

- Você está linda – Adam murmura.

- Linda seu rabo. Vale a verdade – eu dou língua pra ele.

- Você está um desastre – ele sorri.

- Assim está melhor – confirmo e tento parecer menos com um zumbi.

Dizer que os pais de Adam tem uma casa é uma piada. Parece aqueles castelos da Disney.

Muito surreal.

- Isso aqui parece coisa de filme – eu murmuro.

Adam dá de ombros.

- Um pouco grande para três pessoas viverem – ele me fala.

- Só três pessoas? – pergunto.

- Normalmente sim, mas a casa vive cheia de gente, então não parece tão isolada quanto você pensa.

Aliso minha roupa. Pela milésima vez.

- Não surta – ele me fala.

- Fácil falar.

- Apenas seja você.

- Ser eu não está sendo muito fácil esses dias.

- Respire, mulher.

O carro para e Adam pega minha mão e me puxa.

Crianças gritando e correndo para todos os lados surgem e alguém corre atrás delas. Adam abre a porta e um grande hall aparece.

- Oh, aqui está. A mulher que domou meu filho! – a voz vem do alto da escada e vejo uma senhora de uns 50 anos.

Ela sorri pra mim e depois para Adam.

- Não acredito que agora você arranjou uma mulher de respeito! Parou de andar naqueles puteiros, meu filho? Muito bem! – ela fala.

E eu olho pra Adam chocada.

Ele sorri e me puxa.

O que faço agora?

 

 

Eva

 

Me despeço de Cas e arrumo minhas coisas para dormir no apartamento de Matt. Odeio ficar sozinha no apartamento e ele não podia ficar aqui porque tinha uns documentos para assinar. Pego meu celular e fico passando pelo feed do instagram, batendo o pé de leve quando Matt me olha de esguelha e depois se vira para o volante.

- O que houve? – ele me pergunta, olhando o tráfego.

- Quando eu puser minhas mãos naquela vadia, ela vai ter o que merece – eu murmuro – estou deixando minhas unhas crescerem apenas para deixar o rosto dela marcado. Espero que você tenha um bom advogado para me tirar da cadeia.

- Não se preocupe, sou amigo do juiz – ele me responde – e acho que deve estar falando da irmã de Cas, não é?

- Aquela víbora nunca foi nada dela. Que pena da Cas, conviver com aquela gente pode tantos anos sem saber da verdade. O que se salva é o senhor Anthony, ele sim ama Cas. Mas aquelas víboras... Argh.. se eu pego ela...

- Sei que é difícil de engolir e tudo o mais, mas você me ouviria se eu pedisse com carinho para que você não se metesse nessa historia? Casey é grandinha, e sabe se defender muito bem. Você devia se manter longe disso.

- Não, não vou te ouvir. E ah, quero que enquanto Cas e Adam estão curtindo na Grécia, vamos atrás de respostas. E quem são os verdadeiros pais dela. Use suas habilidades de hacker – eu falo pra ele colocando minha mão em sua coxa e subindo até chegar em seu zíper.

- Primeiro, sabia que você ia me pedir isso. E sim, vai ser moleza, só vai demorar uns dois dias mais ou menos. Preciso de uns dados que só os pais dela sabem então você vai ter que ir falar com eles. E segundo, você quer mesmo enfiar sua mão em minha calça enquanto estou dirigindo? Você não tem amor pela vida, mulher? – ele reclama e quando eu tiro a mão de dentro da sua calça, ele respira fundo – Você vai se arrepender. Vou te foder tão duro que você vai ficar dias sem andar.

- Promessas, promessas... – sorrio.

Quando chegamos em seu apartamento, seu pau ainda estava duro. Gente, que homem. Ele me puxa com pressa e logo entramos e não vimos nenhum sinal de sua empregada. Ele me pega no colo e me leva pro sofá.

- Cadê Lily? – pergunto.

- Já deve ter ido – ele fala jogando minha bolsa no chão e abrindo sua camisa.

E eu já tinha tirado minha blusa e meu sutiã. Matt cai de boca em meus seios e faço uns sons meio gemido meio grunhido. Seus dedos cravam em meus mamilos com força e chupam até eu gritar de agonia. Adorava quando ele me machucava. Ele afasta minhas pernas e sorri quando vê a calcinha de renda preta. Sua favorita. E amando que eu esteja de saia. Ele sobe minha saia até a minha cintura, pega minha calcinha de renda e a rasga e enfia dois dedos em minha vagina. Solto um longo gemido a abro mais a pernas, dando a ele mais acesso.

Sua boca vem até a minha enquanto seus dedos fazem um trabalho incrível com a minha vagina molhada. Ele coloca pressão entre meu clitóris então eu grito.

- Matt ... – falo enquanto ele desce para os meus seios e ficam brincando com eles.

- Hmm..

- Não aguento mais, me fode logo – eu peço.

- Agora não – ele sorri e sai de cima de mim.

Antes que eu o chame de cretino desgraçado, ele volta com uma garrafa de champanhe e derrama em cima de mim, pelos meus seios e barriga, incluindo minha vagina. Ele tira a minha saia e fica lambendo toda a área molhada. Pego no seu cinto e libero seu pênis, pronto e grosso e aperto-o levemente. Ele geme e bombeia-o em minha mão.

- Foda – ele grunhe e abre mais minhas pernas, lambendo minha vagina, sua língua fazendo círculos ao redor das paredes da minha buceta e explorando-a.

Pego suas bolas entre minhas mãos a as aperto lentamente. Ele suspira e deixa a garrafa de champanhe de lado. Me empurra levemente no sofá, me deitando e empurrando seu pau de uma vez na minha abertura. Enfia tudo até o fundo e estoca. A cada estocada eu grito e enrolo minhas pernas ao redor da sua cintura para aumentar a pressão.

- Foda, você é muito gostosa – ele murmura.

- Mais rápido, mais fundo – peço com urgência e ele aumenta o ritmo.

Quando ele aumenta e estoca dentro de mim, cada vez mais rápido, o sofá já está fazendo um ruído estranho. Mas não ligo. Quero é ser fodida ali mesmo. Matt sai de mim e me vira de costas, pega no meu cabelo e o torce na mão e pega na minha bunda, arrebitando-a para cima e encaixando seu pau novamente na minha buceta. Ele estoca mais vezes e dá tapas em minha bunda. Grito mais uma vez e parece que vejo estrelas no ar, gozando. Ele grunhe e goza em seguida e caímos, suados e sorridentes no sofá.

- Será que esse sofá aguenta? Ele estava fazendo uns ruídos estranhos – eu murmuro.

Matt dá de ombros.

- Ele me custou muito para não aguentar uma trepada, mas se você quiser, podemos testar aquele outro.

Eu suspiro.

- Deixa minha buceta respirar um pouco e vamos testar o outro sofá.

Ele faz que sim e fecha os olhos.

- Você não vai machucar a tal Leila, não né?

- Claro que não, bobinho – beijo seu rosto e me levanto para ir ao banheiro.

 

No dia seguinte, acordo com uma imensa dor nas costas. Abro meus olhos e grunho. O clareado da manha me cega.

- Bom dia, minha senhora – Lily está de pé, sorrindo pra mim enquanto eu estou nua, deitada no chão, no sofá de Matt e ele está com as mãos nos meus peitos, ainda dormindo.

Ótima forma de ser acordada. Empurro Matt bruscamente pro lado e me levanto num pulo. Pego a camisa dele e visto.

- Bom dia, Lily. E já disse para não me chamar de senhora. Me chame de Eva – falo.

Ela sorri.

- O café está servido, se a senhorita desejar comer antes do senhor..

- Eva.

- Certo, Eva.

- Vou tomar um ducha e chamar Matt.

- Como a senhora desejar – ela sai e eu respiro fundo.

Vergonha é brincadeira para o que eu estou sentindo agora.

Vou ao banheiro, tomo banho e vou acordar Matt. Ele se levanta, resmungando e logo se acorda meio perturbado falando sobre uns papeis que ele devia ter assinado enquanto estava me fodendo. Mais rápido que um raio, ele toma banho, veste um terno e me da um selinho e sai correndo.

Louco.

E pior que ele estava certo. Estou toda dolorida que fica difícil de andar.

 

Mais tarde, quando chego no escritório, Liam me barra.

- O que aconteceu com Cas ontem? É verdade que aquela víbora disse que ela é adotada? – ele me pergunta.

- Sim, - eu suspiro – ela falou na maior cara de pau.

Ele bufa.

- Bom pra ele que sou homem, porque senão...

- Relaxa. Eu posso fazer o serviço – eu sorrio – se ela aparecer por aqui, mande-a para a minha sala, ok?

Ele sorri.

- Claro que sim, mas cadê Cas? Como ela está reagindo a tudo isso?

- Está indo, né? Viajou com Adam. Para a Grécia – eu falo.

- Ui, que chique. Toda poderosa – ele fala.

- Isso mesmo – eu falo.

Uns clientes chegam e vou logo atende-los. O dia se passa rápido, Matt me manda uma mensagem dizendo que vai almoçar com alguns clientes, mas que vai largar cedo e vem me pegar. E confirmo e o convido para ir ao cinema. Um casal típico romântico. Ele aceita, mas só depois de eu falar que não vai ser um filminho piegas.

Depois de trabalhar com um documento super importante, faço uma pausa para falar com Cas. Quando vou pegar no celular, minha porta se abre e Leila entra, como se fosse dona de tudo. Meu sangue esquenta e eu sorrio como se nada tivesse acontecido. Olho para o meu celular e abro na câmera e aperto para começar a filmar e deixo num ponto estratégico.

- Olá, Leila – tento parecer o mais normal possível.

Ela bufa.

- Cadê Casey? Meus pais estão feito loucos atrás dela. Parece que agora ela quer se fazer de vítima, coitada.

- Vítima? – pergunto – Não, não, e ela não está aqui.

- Onde ela está? – ela pergunta.

- Na Grécia, conhecendo os pais de Adam – eu falo.

Leila abre e depois fecha a boca.

- Na Grécia? Com os pais de Adam? Mas eles se separaram!

- Não mesmo, apenas tiveram um briguinha sem importância. Eles nem se divorciaram. Imagina. Aqueles dois... ui, ui – falo me abanando.

Ela balança a cabeça.

- Mas, mas..  – ela bufa – que seja, então, Liam disse que você queria falar comigo – ela me fala.

- Ah, quero sim – eu falo – se senta.

Eu indico a cadeira e ela fica de pé. Vou até a minha porta, tranco e pego a chave.

- Porque você trancou a porta? – ela pergunta.

- Sabe, Leila, eu nunca fui com a sua cara. Nunca. – eu começo a falar – Eu sempre soube que você tinha inveja de Casey. Todos sabem, a proposito. Mas o que você fez com Casey, tomando seu namorado. Foi muito baixo. Mas foi bom. Foi ótimo! Se não fosse você, não estaríamos aqui! Casey não tinha vindo pra capital comigo. Não tínhamos esses escritório nem tínhamos conhecido os caras! Já pensou? Você acarretou tudo isso. Então devia te agradecer, não acha? Quer dizer, graças a você ser essa filha-da-mãe! – falo.

- Você me chamou do que? – ela vem pra cima de mim.

Mas não é mais rápida do que eu.

Dou-lhe uma tapa tão forte que ela se lança no chão. Me monto em cima dela e preparo minhas unhas. Se eu quebrar algumas, vai ser uma pena, mas cresce de novo, então tudo bem.

- Esse tapa é pela Casey – bato em sua cara enquanto ela tenta desviar e se levantar. – E esse é pelo Richard. – bato mais uma vez com mais força – e esse é pelo Liam que não pode bater em mulher – eu dou-lhe mais uma tapa, acertando minhas unhas em sua pele. Ela grita e me empurra no chão.

- Sua vadia, pensa que isso vai ficar assim? – ela me dá uma tapa.

- Ah, não, linda. Vai ficar pior – eu falo e dou-lhe um soco e puxo seu cabelo.

Ela geme e a arrasto pelo chão, rasgando sua roupa limpa e cara. Ela se debate e choraminga. E tenta me bater, mas em vão. Minha raiva é tipo de adrenalina que se espalha pelo meu corpo. E ela ainda não viu nada.

- Me solta, sua louca – ela choraminga.

Empurro-a e a chuto na cintura.

- Isso foi por tudo que você fez a Cas e por ter dito a ela que ela era adotada da pior forma possível. E nem pense em me processar, porque meu namorado pode colocar você na cadeia em dois tempos! – destranco a porta e grito: - Vá! Antes que eu termine de arrebentar essa sua cara de vadia!

Ensanguentada e suja, ela corre murmurando algo e Liam corre.

- Menina, você é mesmo louca! – ele me abraça e ajeita meu cabelo – Onde aprendeu a bater desse jeito?

Respiro fundo e sorrio.

- Agora posso comer tranquila – eu falo vou até minha mesa e envio o vídeo para todos os meus seguidores do twitter.

Que dia produtivo.

 

 

Casey

 

Os pais de Adam são incríveis, assim como todos da sua família. Assim que cheguei fomos diretamente para um dos imensos quartos de hospedes descansar da viagem, mas pela noite, no jantar, fui apresentada a todos e me senti muito querida. Principalmente pela mãe de Adam, Helena. Ela é uma senhora muito divertida e amigável. Depois do jantar, fomos conversar no salão de festas e ela fala.

- Mas me conte, como conheceu Adam! – ela me pede.

Olho para Adam, meio insegura e ele sorri, meio arrogante.

- Bom, na verdade nos conhecemos ano passado – eu começo.

- Verdade? Onde? – ela pergunta.

Me remexo e suspiro.

- Foi há um ano e alguns meses atrás...

 

FLAHSBACK

 

HÁ UM ANO E ALGUNS MESES...

 

Torrei todo o meu dinheiro nesse vestido e nesse restaurante. Tomara que ele me faça guardar boa memórias. Porque já estou cheia dessa cidade.

- Cheia! – murmuro para o meu terceiro copo de vodca e me viro para ter uma melhor visão do bar do restaurante.

Mas minha atenção é totalmente voltada para ele.

Glamoroso e irresistível.

Minha calcinha encharca. É ele. Ele que vai me fazer esquecer de tudo essa noite.

 

 

 

 

 

 

Ele usava terno, elegante e discreto, ganhava todos os olhares das mulheres em sua volta. Estava acompanhado de mais dois homens. Sentaram-se numa mesa oposta onde eu estava e ele parecia estar absorto numa conversa com eles.

Volto minha atenção para a minha bebida e penso na porra que estou fazendo. Decidi abrir meu próprio escritório de advocacia. Com a ajuda de Eva, íamos conseguir um bom empréstimo e alugar um bom local para nós duas.

E dizer a adeus a essa cidade.

Tomando o resto do meu drink, me levando e vou até o banheiro. Retoco minha maquiagem e reviso meu vestido. Quando volto, vejo-o. Ele está parado de pé no bar onde eu estava há pouco. Meu estomago revira e eu respiro fundo antes de ir. Tento não olhar para ele, mas ele parece mais magnifico ainda de perto. Sua presença é palpável.

- O que uma mulher tão linda faz aqui sozinha? – ele fala comigo e quase caio do banco. Olho para ele e ele está me olhando fixamente.

- E quem disse que eu estou sozinha? – falo sem pensar e me xingo mentalmente.

Ele ergue a sobrancelha.

- Desde que eu cheguei, você não falou com ninguém a não ser com o barman –ele comenta.

Ele estava me observando? Ponto para Casey!

- Bem, sim, estou – falo dando de ombros – minha melhor amiga não pode vir comigo.

- E porque você veio?

- Estou me despedindo da cidade – eu falo.

- Vai se mudar? Por quê? – ele parece interessado.

- Coisas aconteceram – eu murmuro – não quero falar disso.

Ele sorri.

- Então não vamos. Quer dançar?

- Claro – eu falo e ele pega minha mão e se dirige até onde alguns casais estavam.

Parecia cena de filme.

Um cara gostoso chama a feia pra dançar.

Mas eu tinha que transar com ele.

Seria como a cereja do bolo pra eu deixar essa cidade.

Ele passa seu braço me volta da minha cintura e me puxa. Meus seios se espremem contra seu peito musculoso e eu sufoco um gemido.

- Então, ainda não sei seu nome – ele me fala.

- Casey – eu murmuro.

- Eu sou..

- Não fala. – eu falo.

- Por quê? – ele parece surpreso.

- Só.. não fala.  Prefiro sem nomes.

- Acho que você não vai me falar seu sobrenome.

- Não mesmo – afirmo.

Ele sorri.

- Como queira, então – ele fala.

Uma música lenta se inicia e ele se inclina até que seus lábios encostam em minha orelha, me arrepiando.

- Poderíamos ir para algum lugar, se você quiser – ele murmura.

- Algum lugar ? – falo nervosa. Eu queria, mas..

E se ele fosse um psicopata? Um lindo e gostoso psicopata?

- Sim, pensei que poderíamos ir para o meu apartamento – ele murmura.

- Não – eu falo – acho melhor não.

- Não sou um psicopata - ele lê minha mente.

- Não é isso, é que..

Ele me aperta mais forte contra seu corpo e eu posso sentir seu pau duro contra mim.

- Desde que eu cheguei e pus os olhos em você, só penso em te foder. E se não for em meu apartamento vai ser aqui e agora – ele fala no meu ouvido.

- Eu escolho aqui e agora – falo em seu ouvido.

- Ótimo – ele fala e me puxa até os fundos do restaurante.

E lá eu experimento a melhor foda da minha vida.

 

FIM DO FLASBACK.

 

Não tem nem perigo de eu contar isso para a mãe de Adam. Ela ainda está olhando para mim, com expectativa.

- Nos conhecemos em um restaurante. Estava comemorando minha ultima noite na minha cidade natal e então Adam me abordou e me convidou para dançar. E depois nunca mais nos vemos. Até poucos meses atrás – resumo tudo.

Ela sorriu e olhou carinhosamente para Adam.

- Aposto que Adam te procurou. Ele sempre consegue o que quer – ela fala.

- Isso a senhora tem razão – eu afirmo.

Adam ia falar alguma coisa, mas as crianças entram correndo e fazendo barulho. A irmã do meio de Adam passa gritando com suas duas filhas e com a bebe em seu colo. Nunca vou me acostumar com isso. A família de Adam é grande e barulhenta e muito feliz.

Helena teve três filhos, Adam, Alessa e Ambre. Ambre é casada com um senador e vive na Austrália com suas três filhas. Alessa é solteira e quando não está trabalhado, está farreando. Está nos Estados Unidos atualmente. E tem Adam, recentemente casado sem querer e anteriormente casado com uma cobra.

As filhas de Ambre estão com quatro anos, três anos e a bebê está com um ano e poucos meses. São lindas e extrovertidas. Ambre é casada com Mike e que parece ser feliz. Apesar de estar casada.

Helena é casada com Hector há trinta e noves anos. Isso mesmo. Trinta e nove anos. Hector é americano, mas quando conheceu Helena, logo se mudou para a Grécia.

- Adam herdou isso de mim, sabe. Sempre consigo o que quero – Hector fala entrando na sala.

Helena revira os olhos.

- Claro que sim – ela fala quando Mike e Hector sentam-se com a gente – mas mudando de assunto, - Helena fala – estava pensando, Adam me contou que se casaram por engano e tudo o mais, mas vocês estão juntos...

- Mãe ... – Adam murmura.

- Que?! Não posso nem tentar? Logo agora que você encontrou a garota certa?

- Acho que é eles que tem que decidir isso, Helena – Hector fala.

Helena faz beicinho.

- Não é justo. Se eu ainda tivesse poder sobre ele, faria manter esse casamento e pronto – ela fala e eu me engasgo com a bebida.

- Hmm não sei se é um bom momento para falarmos sobre isso, no momento, Adam e eu estamos apenas nos conhecendo – eu falo.

Ela dá de ombros, provavelmente nem escutando o que eu falo.

- De qualquer forma, não se divorciem agora. É cedo. Vocês podem se arrependerem depois. Apenas deixem as coisas rolarem – ela diz e faz uma pausa – é assim  que ainda se fala hoje em dia? Bem, vocês sabem. Para o caso de uma gravidez não planejada e tudo o mais.

Minha segunda vez de engasgar.

Adam bate de leve em minhas costas. Ele podia sentir meu pânico? Ela estava fazendo aquela cara de psicopata que planeja furar as camisinhas só para ter mais um neto correndo pela mansão. Ela estava me assustando.

- Menos, mãe. Muito menos. Não é assim – Adam fala.

- Você está assustando a moça, Helena.

- Estava brincando, Cas – Helena sorri para mim – sem pressão, tá? Você é nova e tem a vida inteira para me dar netos!

- Mãe! Já está assustando a moça? – Ambre chega com a bebê e senta-se ao meu lado – Não escute o que essa doida fala, ok? Fui seguir as ideias dela e olha o que me ocorreu – ela aponta onde as meninas corriam e gritavam.

- Não, tudo bem – eu falo e todos riem.

 

Mais tarde, vou até a varanda admirar o imenso jardim. Respiro fundo e tento não pensar. Por mais que doida fosse, a família de Adam me fez esquecer meus problemas por uma noite inteira. Quase me esqueci o que estava enfrentando. Quase.

- Você parece triste – Ambre se aproxima.

- Só..pensando.

- Adam me falou que você está passando por problemas – ela fala.

- Sim, estou. E fugi.

- É bom fugir as vezes. Deixar as coisas se acertarem por si próprias.

Balanço a cabeça.

- Não acho que esse meu problema vá se solucionar sozinho – eu murmuro.

Ela sorri e aperta minha mão.

- Bom, se você quiser desabafar, estou aqui. Enquanto isso, toma – ela me entrega sua filha.

- Que? – falo nervosa segurando a criança.

- Uma coisa pra fazer esquecer mais um pouquinho seus problemas – ela pisca – ela está precisando trocar a frauda.

Ambre sai e me deixa lá. Em pânico. A menina olha pra mim e sorri.

Estou frita.

 

 

Josie

 

 

Um temporal se forma e cai do nada. Fecho minha janela e xingo. Logo quando eu não tinha um guarda-chuva. Tomei nota para comprar um mais tarde. Olhei no relógio e já era 7:15am. Merda. Estava atrasada. Peguei um casaco e sai correndo. Quando cheguei na entrada do meu prédio, vi aquela Ferrari novinha estacionada.

Não.

Não pode ser.

Até aqui?

Corro e não olho para trás. Precisava chegar no ponto de ônibus imediatamente. Logo hoje Will resolveu estar doente?

- Eu sei que você me viu! Entre no carro agora! – Drake baixa o vidro do carro e grita.

- Não! Eu sei onde isso vai dar e não quero, obrigada! – eu grito.

- Para de ser teimosa – ele grita de volta.

- Não!

- Vou contar até 3, se você não vier, eu vou te buscar! – ele ameaça.

Corro mais rápido enquanto ele conta.

- Três!

Minhas botas chacoalhavam no asfalto.

- Dois!

Hoje não era meu dia de sorte.

- Um!

Tento aumentar o passo, mas Drake é mais rápido.

Ele para o carro e eu paro para ver o que houve quando ele desce do carro.

Que cara teimoso! Corro o mais rápido que posso.

Ele é teimoso, mas eu sou mais!

 

 

 

 

 

 

Braços me agarram e eu grito quando me vejo acima do chão. Quem esse cara pensa que é? Ele é  maluco?

- Você é maluco?

- Você é surda? Eu te avisei – ele fala enquanto me carrega até seu carro. Entro no banco do passageiro. Humilhada.

- Você tem problemas, cara. Devia tratar isso – eu comento enquanto ele senta e liga o aquecedor.

Ele me olha, parecendo sério.

- A maluca aqui é você, Josie. Você ia pegar um ônibus?

- É o que as pessoas normais fazem, Drake – eu comento não sabendo onde ele quer chegar. – elas pegam o ônibus, metrô...

- E cadê seu irmão? – ele ruge.

- Ele está doente, normalmente vou com ele, mas às vezes pego ônibus, é normal, não entendo porque você está bufando. E ficando vermelho. Quer um remédio?

Ele bufa.

- Não é bom uma garota feito você andar por aí sozinha de ônibus, Josie. É perigoso.

Eu ri.

- Eu cresci fazendo isso. Eu e outras milhares de garotas. E não se preocupe, sei me cuidar – levanto o queixo.

- Então porque não se defendeu quando eu te peguei? – ele sorri.

Xeque-mate.

Suspiro.

- O que você estava fazendo em frente ao meu prédio? Como conseguiu meu endere.. Matt! Vou matar Matt!

Ele dá de ombros.

- Eu iria descobrir de qualquer jeito mesmo. A nossa conversa ainda não acabou. Queria mesmo falar com você e pensei como estava chovendo, eu iria te dar uma carona.

- E se eu não quiser falar com você? – pergunto checando a hora. Matt ia me matar.

- Você vai. Ah, você vai – ele ri.

- Posso saber por quê? – eu pergunto.

Ele olha pra mim e sorri.

- Porque eu te atormentarei o dia todo se você não concordar – ele me avisa.

E assim foi.

Drake me seguia por todo o lado no escritório. Desde o minuto em que eu cheguei, ele se sentou no sofá e abriu uma revista enquanto eu abria o computador e começava a trabalhar.

- Você não devia estar trabalhando? – pergunto.

Ele me olha por cima da revista.

- Sou o CEO da minha empresa, acho que posso ficar um dia sem aparecer por lá – ele fala – ou dias.

Oh, céus.

- Ah, desculpe senhor CEO – eu falo e volto ao meu trabalho.

Se ele pensa que iria me vencer sob pressão, ele estava totalmente enganado. Eu também sabia jogar.

A manhã se passava lentamente e meu sistema nervoso não estava nada bem. Meu coração batia acelerado cada vez que olhava para Drake e o via olhando para mim. Minhas mãos suavam e podia sentir minhas pernas bambas. Isso não estava certo. Nada bom.

Eva chegou toda esbaforida e gritou.

- Drake! O que está fazendo aqui? Não me diga que está cortejando Josie? – ela fala e eu apenas ignoro os dois e me volto para o computador.

- Só vencendo-a pelo cansaço – ele murmura e a beija no rosto.

Ligo pro ramal de Matt e aviso a ele que Eva está aqui.

- Pode manda-la subir – Matt fala.

- Drake está aqui, chame ele, por favor – peço a Matt baixinho no interfone.

- Claro, quero falar com ele.

- Obrigada – murmuro.

- Você sabe que ele volta, né? Quer um conselho, Josie? Apenas escute ele. Você sabe que ele tem razão.

- Tá, ok, ta bom – falo rapidamente e desligo.

Eva e Drake ainda estão conversando.

- Eva pode subir e Matt quer falar com você, Drake – eu falo.

- Claro que ele quer – ele sorri e vem até minha mesa e se inclina, seu rosto há centímetros do meu – você não vai se livrar de mim tão fácil, mulher – ele diz e sai atrás de Eva.

Suspiro e afundo na minha cadeira. Mando uma mensagem para Will, que demora uns dez minutos pra responder.

“Preciso falar com você.”  -mando pra ele.

“Sobre?”

“Você está melhor? Passo aí daqui a pouco!”

“Ok. O que está acontecendo?!”

“Nada, só quero falar com você”

“Tá bom”

 

Aproveito minha hora livre de almoço e pego um ônibus até o apartamento de Will. Quando chego, logo percebo que ele está mesmo doente. Roupas espalhadas pela casa, copos descartáveis e bulas de remédio.

Deixo minha bolsa no sofá e vou até seu quarto. Ele está enrolado em um lençol, com os olhos fechados.

- Como você está? – pergunto me sentando ao lado dele.

- A febre já baixou – ele murmura e joga os lençóis no chão – o que faz aqui?

Tiro os chinelos e deito perto dele, abraçando-o pela cintura.

- Vim te pedir um conselho – falo baixinho.

- Sobre o ricaço?

- Sim – eu falo.

- Você está considerando mesmo fazer isso? – ele fala e se volta para me olhar nos olhos – você quer mesmo tanto essa criança?

- Sim,- eu respondo – quero muito mesmo, Will. E não é um capricho. Eu sinto que... eu preciso. Apenas sinto.

Ele suspira e passa a mão pela minha cabeça.

- Então, eu acho que você devia aceitar. Essas ações de adoção e tudo o mais valorizam mais um casal – ele fala – e mesmo achando isso uma loucura, bom, se você quer tanto isso, então vou apoia-la em tudo o que precisar. E eu quero conversar com esse cara.

É minha vez de suspirar.

- Eu posso muito bem cuidar dele – eu digo.

- Eu não quero saber. Eu quero falar com ele e pronto.

- Tá, tudo bem, quando você melhorar, eu falo com ele para ele vir te ver – eu falo abraçando-o.

Ele sorri.

- Você vai mesmo casar? – ele pergunta.

- Vou jantar com ele. Para conversarmos – eu falo – eu preciso conhecer ele primeiro, né?

- Tanto faz, isso é loucura de todo jeito. Você é louca, sabia disso? – ele murmura.

- E você é chato – cutuco a barriga dele e me levanto – Vem, toma uma ducha que eu vou fazer uma canja pra você.

Ele pula da cama e tira a cueca.

- Eca – eu grito – eu não precisava ver isso – eu murmuro fazendo careta.

- Que? Sinta-se privilegiada de ver meus atributos – ele fala sorrindo – não é qualquer pessoa que tem esse privilegio!

Paro na porta enquanto ele verifica seu roupeiro.

- Falando nisso, - eu falo – qual sua historia com Alessa, a irmã de Adam?

Ele para e me olha.

- Quem? Ah, bem, é uma historia longa e chata. Depois te conto.

Chata? Sei..

- Tá, se arruma logo então – eu falo indo para a cozinha.

 

Meia hora depois, meu celular toca na bolsa. Fecho a geladeira de Will e corro para ver quem é. Um numero desconhecido. Atendo, curiosa.

- Oi?

- Onde diabos você está? – a voz de Drake ruge no celular que tenho que afastá-lo um pouco.

Nossa, se ele é assim e nem nos casamos ainda, imagina quando nos casarmos.

Céus.

Estou ferrada.

Pensa no bebê, pensa no bebê.

- Estou no apartamento do meu amante, por quê? O que você quer? – falo.

- Não me provoca, Josie – ele fala baixinho.

- Não me provoca você – eu falo – já estou voltando pro escritório.

Desligo e pego minha bolsa. Will está na cozinha.

- Era ele? – Will pergunta.

- Sim, tenho que voltar. Qualquer coisa me liga, tá?

- Idem – ele fala.

Fecho a porta e corro para o ponto de ônibus. Quando chego no escritório, Drake está na recepção. Sentado na minha cadeira, fuçando meu computador.

- Saia – eu expulso-o de lá.

- Onde você estava? – ele me pergunta se levantando da minha cadeira, nossos corpos se roçam no estreito caminho e sinto meus seios contra seu peito. Uau.

- Eu... fui.. visitar meu irmão – eu falo tentando por meus pensamentos em ordem.

Ele cruza os braços.

- Você devia ter me avisado – ele se inclina para mim.

Eu me inclino de volta.

- Que eu saiba não sou casada com você para te dar satisfações – eu murmuro.

- Ainda – ele fala olhando para a minha boca.

Céus. Ele devia parar de me olhar assim. Eu devia estar um desastre.

- Você é tão convencido – eu falo.

Ele pega uma mecha do meu cabelo.

- E você é tão linda molhada – ele fala.

Arregalei meus olhos antes de corar.

- Mente suja – ele murmura.

- De qualquer forma, eu aceito – eu falo.

Ele ergue a sobrancelha.

- Aceita?

- Jantar com você. Para conversarmos.

Ele sorri.

- Você não vai se arrepender – ele fala e checa o celular – te pego hoje ás sete. Vista algo sexy – ele fala e me dá um beijo no rosto antes de ir embora.

Algo sexy o caramba.

Esse homem ia me enlouquecer!

 

Eva

 

Entro na sala de Matt junto com Drake. Matt está de boca aberta, olhando para o notebook como se estivesse vendo algo surreal.

- O que foi? – pergunto.

Ele me olha e depois olha para Drake.

- Descobri quem são os pais de Casey! – ele quase grita.

- Sério? – bato palmas – você trabalha rápido. Vai ganhar um boquete hoje.

- Informação demais aqui – Drake fala.

Matt balança a cabeça e fala.

- Vou cobrar, viu?

- Tá, mas me conta, quem é? – falo curiosa.

Matt vira o notebook para termos a visão de uma foto. No começo não entendi o alarde, mas depois me toquei.

- Puta merda – Drake fala.

-Puta que pariu – murmuro.

Matt sorriu.

- Foi isso o que eu estava pensando – ele murmura.

Puta merda.

 

Casey

 

Cuidar de um bebê dá mais trabalho do que eu imaginei. Josie estava ficando louca em pensar cuidar de uma criança sozinha. Peguei na mão de Adam e o arrastei até uma salinha particular.

- Como se faz isso? – Adam pergunta.

- Você fez uma empresa milionária em dois anos e não sabe trocar uma frauda? – falo.

- Você é mulher, é advogada e muito gostosa e não sabe trocar uma frauda? – ele rebate.

Bom ponto.

- Vamos, abre assim e eu limpo ela – eu falo.

Adam abre a frauda e a coloca debaixo da bebê enquanto ela ri e agita os bracinhos, com certeza tirando sarro da gente.

- Acho que está ao contrario – Adam comenta quando a frauda fica em uma posição estranha.

- Você acha? – murmuro ironicamente.

Como pessoas normais faziam isso?!

Adam inverte a posição e tira a fita. Quando tudo se encaixa, pego ela nos braços.

- É assim mesmo? – pergunto vendo como a frauda ficou. Parecia boa.

- Tomara que seja porque não vou voltar a fazer isso – ele comenta e nos olhamos antes de cairmos na gargalhada.

- Somos um desastre – eu falo.

Ele dá de ombros.

- Vivendo e aprendendo – ele comenta e depois me olha diferente – Até que você leva jeito. Para ser mãe.

- Nem vem. Não me atrevo – eu rio.

Ele dá de ombros.

- Vamos deixa-la com a mãe? Sei de coisas que nós dois sabemos fazer muito bem sem envolver fraudas – ele fala olhando para o meu decote.

- Adam! Tem uma bebê aqui – falo tapando os ouvidos da bebê.

Ele revira os olhos.

- Vamos logo. Quero inaugurar aquela cama fodendo você – ele fala.

- Adam!

- Tá, parei – ele fala.

Sorri e o segui.

Como não amar esse homem?



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