História Você iria até o Submundo por mim? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Exibições 90
Palavras 2.088
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS

Avisos: Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esta é minha primeira fic, fiz uma one shot após ver o 6x04, no qual adorei!
Tenham paciência, escrevi pelo celular, então não sei como será a formatação :)

Capítulo 1 - Capítulo único


Com a morte do Dr Jekyll e, consequentemente do Sr Hyde, Regina
descobre que a única forma de derrotar a Evil Queen seria com a sua morte.
Um misto de sentimentos surgem, como agir? Para se tornar uma heroína, ela deveria se sacrificar?
"Vilões não têm seu final feliz." Pensava ela enquanto tomava um café preto bem forte sentada em uma mesa mais aos fundos do Granny's. Enquanto pensava no que fazer, como agir, é atrapalhada de seus pensamentos por Emma.
- Tudo bem com você, Regina?
- Acredito que bem não seja o melhor estado para me definir neste momento, Srta Swan. - diz Regina com o seu melhor tom sarcástico. - Afinal, saber que, para derrotar àquela que tornou-se minha pior inimiga, eu terei que morrer me faz me sentir ótima!
- Não sabia disso! - Emma diz sorridente.
- Não? E você ainda sorri? - pergunta uma Regina incrédula.
- Não, eu não sabia que minha mãe deixou de ser sua pior inimiga! - uma sorridente Emma fala... - Regina, eu sei que nao foi fácil receber esta informação. Mas, você é parte da nossa família agora e para todos os problemas conseguimos encontrar uma solução. - Diz pegando na mão de Regina e fazendo um leve carinho.
Regina sorri. Estranhamente ela sente-se segura com as palavras da Salvadora.
A relação de Regina com os Charmings melhorou muito, não sentia mais vontade de matá-los, pelo contrário, gostava muito de te-los por perto. E por este sentimento, sentia-se mais agoniada, seu sacrifício não seria apenas por Henry, seria por todos eles, por toda Storybrooke.
Despediu-se de Emma e trancou-se em seu mausoléu. Precisava encontrar uma resposta.
Manteve-se ocupada por dois dias seguidos, não saia de seu mausoléu para nada o que despertou certa preocupação em Henry.
- Mãe!!! Preciso de sua ajuda!
- O que foi, garoto? - pergunta uma Emma assustada.
- Minha mãe, desde o acontecimento com o Dr Jekyll ela mantém-se trancada no mausoléu. Estou preocupado. Poderia visitá-la?

Emma concorda e segue até o mausoléu e encontra uma Regina sentada toda torta em uma poltrona com um livro em suas mãos. Ela transparecia cansaço e preocupação. Ao tentar tirar o livro de suas mãos e ajeitá-la, Emma acaba atrapalhando o sono de Regina que, num susto, acorda:
- Quer me matar do coração, Swan?!
- Hey Regina, desculpe o incômodo, Sra Prefeita Mal agradecida. Vim apenas para ver como você estava, Henry está preocupado, todos estamos, aliás...
- Desculpe, estou com os nervos a mil. Bom, estou bem, estava apenas pesquisando nestes livros antigos se há algo que possa dar uma luz para a minha situação.
Emma levanta e começa a olhar por todo o mausoléu, começa a olhar garrafa por garrafa, procura em outra sala e Regina apenas observa com curiosidade e espanto a atitude da loira, que nada respondeu às desculpas pedidas e está agindo estranhamente.
- Achei! Sabia que você teria uma garrafa de sidra de maçã aqui nesse lugar. Ultimamente tenho tomado mais rum, estava com saudades desta sidra.
Regina só observa, boquiaberta à atitude de Emma.
- Vamos esquecer tudo isso um pouco Regina, vamos beber e falar sobre outras coisas. Você precisa espairecer com uma amiga! - diz Emma enquanto enche uma taça de sidra e oferece à Regina que aceita.
O copo é esvaziado em um gole só.
- Calma, Regina! Temos apenas uma garrafa... - ri Emma.
Com um balançar de mãos surge em uma fumaça roxa mais uma garrafa de sidra e uma de whiskey.
- Precisaremos de algo mais forte.
Elas conversam sobre tudo: sobre Henry, sobre seu namoro com a Violet  (assunto este que fez com que Regina desse uma golada generosa no copo de whiskey), sobre a volta de Mary Margareth às aulas, até que chegaram em um assunto mais intimo: a mudança de Hook para a casa de Emma.
- Então é sério mesmo, o pirata vai juntar os trapos de couro com a salvadora? Está mesmo certa disso, Swan? Você é boa demais para o Hook. E se ele, além de usar seu lápis de olho, começar a pegar emprestada a sua jaqueta vermelha? - dizia uma ja alterada Regina.
Emma gargalha, ela leva totalmente na esportiva e se justifica:
- Eu gosto dele, gosto de verdade. Nos damos bem, passamos por muitas Coisas juntos, quando ele morreu, eu fui até o submundo para salva-lo. Deve ser amor, não deve?
- Huuuuum, então... a gente também já passou por muitas coisas juntas, Swan. Coisas demais, até... então, huuum, se eu morrer, você vai me salvar no submundo? - disse, enquanto inclinava-se para dar um beijo em Emma. O beijo que era na bochecha, foi dado muito proximo à boca de Emma que sentiu como milhares de borboletas voassem em sua barriga. Regina encostou sua cabeça na perna de Emma e, assim que sentiu-se confortável, dormiu.
As palavras de Regina ficaram martelando em sua cabeça, assim como o beijo que foi quase um selinho. Seria essa a solução? Ela conseguiria voltar para o Submundo, que agora não era mais regido por Hades para salvar Regina?
Ela era a salvadora, mas fizera tal ato para o Hook que era o seu amor. Faria pela outra mãe de Henry?
Deitou cuidadosamente Regina no sofá, levantou-se e ia para casa mas lembrou-se que Hook estaria lá e não queria encontrar com ele, pensou bastante e decidiu ir para a mansão de Regina. Acreditava que não haveria problema ela ficar ali para pensar, já que Regina provavelmente passaria a noite dormindo no mausoléu e Henry estava com David e Mary.
Ao entrar na mansão, pode observar o cuidado que Regina mantinha com as coisas, tudo tinha a cara dela, sofisticada e de uma beleza ímpar. Parou para ver as fotos, ela e Henry eram uma linda família. Queria isso para ela, queria ter fotos dela ali também, sentia-se importante. Queria ser importante para aquela família. Acabou cochilando com uma foto de qua do Regina e Henry fizeram pizza pela primeira vez, Henry era pequeno e estavam cheios de farinha.

Era de manhã quando Regina acorda, uma dor de cabeça e sede a acompanhavam, estava de ressaca! Precisava urgentemente de um banho e trocar de roupas, mas não queria tomar banho no pequeno banheiro no mausoléu. Queria um revigorante banho em sua banheira. Seguiu até sua mansão e ao entrar, assustou-se com a cena de Emma em seu sofá.
Sorriu e decidiu preparar um café para a xerife.

O cheiro de café invade a sala e acorda Emma. Ela depara-se com uma revigorada Prefeita e seu coração acelera. "Sim, Regina! Eu te salvaria no submundo, eu te salvaria para sempre" Pensava ela...
- Mas o que estou pensando? Ahn, bom dia Regina. Vejo que está melhor. Que bom. Desculpe por dormir aqui. Não queria ir pra casa e também queria ficar meio perto de você caso precisasse de mim.
- Não tem problema Emma. Venha me acompanhar no café da manhã. É a forma que tenho de agradecer você pela ajuda ontem...
- Agradeço, mas tenho que ir. Tenha um bom dia!
Emma sai às pressas da casa de Regina. Precisava ver Killian, precisava tirar estes pensamentos estranhos de sua cabeça.

Chegou em casa ofegante, onde está Killian? Precisava vê-lo, precisava que estas borboletas no estômago que surgiram ao ver Regina, surgisse com ele também. Precisava ter certeza que o sentimento era forte, era real e que Regina não passaria de uma distração.
Procurou por Killian pela casa inteira e nada de encontrá-lo. Decidiu ir até o Jolly Roger, talvez o mesmo estaria arrumando suas coisas para a mudança.

No navio estava um silêncio meio mórbido, Killian sempre foi barulhento, o navio nunca ficava em silêncio em sua presença. Emma estranhou ao ver que sua inseparável jaqueta encontrava-se caída no chão e nada do pirata. Eis que um barulho surge. Um grito! Emma corre para o quarto de Killian e encontra Bella desacordada no chão e Killian amarrado e amordaçado com um olhar desesperado para Emma e para a Evil Queen que tinha o coração do pirata pulsando em suas mãos.

- Até que enfim, Salvadora. Pensei que não voltaria a tempo de ver seu amado sendo morto.
- Evil Queen, pare! Por favor, só pare. O que quer com Killian, o que quer conosco?
- Eu quero destruir o seu final feliz! Graças a você, Robin morreu. Se não fosse atrás deste pirata de quinta categoria, Robin ainda estaria entre nós,  Regina não teria nos separado e poderíamos ter tido nosso final feliz! - diz a Rainha Má com ódio em seus olhos.
- Eu nunca pedi para que fossem comigo Nesta história. Todos foram por vontade própria!!!

Regina sente a magia de Emma com muita intensidade e percebe que se a loira está utilizando magia é porque há problemas. Procura Emma em sua casa, na casa de seus pais que, ao saberem que sua filha pode estar em apuros, ajudam Regina a procura-la. Enquanto Regina vai em direção ao navio pirata, seus pais vão para a loja do Sr Gold. Ao chegarem no Jolly Roger e deparam-se com uma Emma caída e Killian sendo sufocado, a dor em seu peito é grande. A Evil Queen está torturando o pirata e fazendo com que Emma sinta-se culpada.
- Evil Queen, pare!!! - grita Regina! - qual o motivo de tudo isso? Você não os quer, você quer a mim! Solte o pirata!
- Ora ora ora, se não é a minha querida parte boa... demorou bastante mas a sua demora não fez você perder a melhor parte: a morte do pirata. Ele tem que pagar!!!

Num impulso, Regina corre até Emma e fala:
- Cuide do Henry pra mim e cuide-se minha querida Emma. Prometa que será feliz. Me perdoe por tudo. Queria tanto ter tido a oportunidade de abrir meu coração para você. - e deu um beijo na bochecha de Emma, bem próximo a sua boca novamente. Saiu em disparada, pegou um punhal que estava em cima da mesa de Killian e o levou de encontro a sua barriga.
Lentamente sentiu-se com a vida esvaindo. Caiu no chão e pode ver que o mesmo aconteceu com a Rainha Má...
Tinha conseguido! Sacrificou-se para salvar o pirata.
- Regina, por favor, fala comigo! - Emma estava em um estado de nervos! - por quê fez isso? Por quê, Regina?
- Por você, Emma. Fiz isso para que você tenha seu final feliz. Lembre-se do que te pedi. Cuide do Henry e seja feliz! - deu o seu melhor sorriso, seus olhos fecharam-se para sempre.

Ambas estavam mortas, Regina e Rainha Má. Era o fim de uma inimiga, mas ninguém sorria, todos sentiam a perda de Regina. Emma não soltava o corpo de Regina, a abraçava chorando e pedia para ser mentira.
Lembrou-se de todas as brigas, implicâncias, da amizade surgindo, do ciúmes que sentia de Regina e Robin, da necessidade que tinha de estar perto dela, de como um pequeno toque entre ambas fazia com que ela estremecesse... levantou em um pulo:
- Gold, precisarei da sua ajuda! Vai dar certo!
- Não pense nisso, Srta Swan... com o Hook não deu certo, está lembrada?
- Ja foi feito uma vez, dará certo desta vez. Agora estou certa!
Ninguém entendia o que ambos falavam, porém Gold entendeu. Retirou o coração de Swan e o partiu em dois, devolvendo uma parte à loira e doando a outra metade à morena.

Ao receber a metade do coração, Regina levanta a cabeça pedindo ar. Todos ficam perplexos. Como?
Emma levanta-se e olha pra Regina com um sorriso enorme.

- Você é tudo o que eu sempre quis, Regina. Eu te amo!
- Eu também te amo, Emma!
Aproximou seus lábios dos de Regina e iniciaram um beijo calmo, mas cheio de amor.
Killian vendo aquilo saiu enfurecido do navio...

Três meses se passaram desde o acontecido. O corpo da Rainha Má foi enterrado junto da macieira de Regina.
A metade do coração de Emma foi suficiente para reviver apenas a parte boa de Regina.

Killian voltou para seu navio e saiu em uma nova jornada, não aceitou muito bem o término de seu namoro.

Já Emma e Regina eram só sorrisos. Assumiram um relacionamento e Emma ficava mais na casa de Regina do que em sua. Todos que viam as duas, sabiam que aquele era um amor verdadeiro.

"Darei quantas partes forem necessárias do meu coração para ter esse sorriso todo dia comigo..." pensava Swan...

Fim



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