História Você Já Foi à Paris? - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Julian Draxler
Personagens Julian Draxler, Personagens Originais
Tags Futebol!, Jornalismo, Julian Draxler, Paris, Psg
Visualizações 89
Palavras 1.437
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, mas culpem o atletico primeiramente por me deixar ansiosa par ao jogo e segundamente por me fazer de oatria e ficar depressiva. eh galo
mas enfim tamo ai com mais um cap
minhas aulas voltam amanha
alguem me ajuda

Capítulo 8 - Querido Diario - Parte X


Fanfic / Fanfiction Você Já Foi à Paris? - Capítulo 8 - Querido Diario - Parte X

Ele foi embora deixando um pedido de desculpas e uma dor forte em meu ombro, algumas horas depois recebi flores, chocolates e um cartão:

“Desculpa a bagunça. – JD”

Eu queria era bagunçar a cara dele. Será que ele acha que é tudo tão fácil assim? Que é só mandar umas florzinhas e um chocolatinho e que tudo vai ficar bem? Eu preciso de distancia desse garoto, ele é um perigo para minha saúde mental e para física também. Eu estava toda dolorida, fui obrigada a tomar analgésicos para aliviar. Raquel insistiu para que eu contasse o que estava rolando entre mim e Julian, eu tive que me segurar para não apelar com aquela mulher, pedi forças para nossa senhora Aparecida se não eu iria bagunçar a cara dela também, caso ela não respeitasse a minha vontade de não conversar sobre o assunto. Nem tudo na vida dá para contar para as pessoas e é por isso que eu escrevo em você, diário.

Passei um tempão olhando para as flores e a caixa de chocolates em cima da minha cama sem saber se eu devo odia-lo ou eu tento esquecer tudo o que houve desde 2014 e aceito uma amizade morna, coleguismo e nada mais. Não adianta eu odiá-lo se eu preciso olhar para cara dele todo o santo dia, já esquecer é complicado, mas vai ser mais prático e saudável; afinal a maioria das coisas em relação a ele não passou de coisas da minha cabeça, fui eu quem fantasiou com um alemão perfeito que correspondia totalmente ao meu amor platônico. É superável, o mundo não vai acabar porque você não é a única que ele beija. Comi todos os bombons de uma vez, eram deliciosos, pus as flores em um vaso e achei melhor deixar pra lá, está na hora de crescer, aceitar e seguir. Meu desprezo ao Julian só me causou dor, literalmente falando. Eu não preciso ignora-lo ou agir como adolescente para receber atenção ou mostrar a um cara que eu vou dar a volta por cima, muito menos preciso me preocupar se eu tenho mais a oferecer do que outras bocas que ele beija. Ele é apenas mais um panaca que eu conheci, não será o ultimo, com certeza e então eu tenho apenas que deixar as coisas seguirem sem forçar nada. Só isso já me basta como consolo. Uma queda de uma escada muda todos os nossos conceitos.

Fui dormir tarde, passei horas escutando música em meus fones e tentando achar uma posição confortável para dormir. No outro dia a minha rotina deveria continuar como sempre: ir para aquele bendito centro de treinamento, ver aqueles benditos jogadores treinarem, tentar achar uma novidade, voltar para casa, escutar Raquel reclamar de seu corpo e que sua calça jeans não está servindo, dormir e começar tudo de novo. Mas naquela manhã em especial, após uma baita queda eu acordei parecendo que fui atropelada, foi um custo por uma calça jeans, vesti uma blusa nunca foi tão difícil; meu ombro estava me matando. Para encarar o dia eu iria precisar do apoio de analgésicos e no meio disso eu perdi a hora. Eu me atrasei feio, cheguei ao CT meio mancando, meio correndo, fazendo careta, sem poder trocar a minha bolsa de ombro por causa da dor. O treino já havia começado a muito tempo, perdi todo o treino tático ágoras os jogadores estavam apenas fazendo uma roda de bobo. Eu me escorei na grade que divide a arquibancada do campo e quis chorar. Já não havia mais nada para eu ver ali ou relatar. Eu sou uma lerda.

        -“No treino de hoje tivemos um esboço de novo esquema, com os laterais mais avançados e apenas um homem de referencia no ataque, mas quer saber; não acho que eles vão assim para a próxima partida.” – Um cara alto, loiro e com os olhos bem azuis parou ao meu lado e observou o campo. – “Achei que você iria querer saber já que se atrasou.” – Ele sorriu e estendeu a mão. – “Meu nome é Jacques Leroy.”

        - “Isabel... Dos Santos.” – Nunca me acostumo em falar meu sobrenome assim de cara é tão antinatural pra mim.

         - “Vi que você chegou atrasada, tenho o material de hoje, caso você precise de algo.” – Gente o que é isso um francês desse prestando atenção em mim? Eu não sabia o que responder ao certo, mas eu precisava voltar para casa com alguma coisa.

         - “Seria ótimo, obrigado.” – Eu abri um sorriso de alivio automático.

Sentamos na arquibanca, Deus como foi difícil sentar na droga da arquibancada, era melhor ter ficado em pé.

         - “Está tudo bem?” – Ele me encarou, eu não evitei uma careta de dor ao sentar, mas como você fala com alguém que sua bunda está dolorida sem parecer estranho?

        - “Está, eu cai ontem e me machuquei, mas está tudo bem.” – Eu sorri sem mostrar os dentes e ele assentiu.

 Enquanto eu anotava alguns pontos que julguei importante da matéria que o repórter bonzinho me deixou ler, ele puxava assunto, contou algumas coisas dos bastidores do PSG. Ele parecia legal, bem humorado o tipo de pessoa que eu preciso atualmente na minha vida. Eu agradeci sua ajuda e ele disse que não foi nada, no ramo do jornalismo um ajuda o outro. O mundo precisa de mais jornalistas assim, porque nesse tempo todo, o pessoal viu que eu era novata e nunca me ofereceu uma ajudinha sequer. Conversar com o francês fez a minha vinda ao centro de treinamento ter valido a pena hoje. Depois que os jogadores foram dispensados para fazer o trabalho na academia me despedi do francês e fui esperar o meu taxi. Julian não veio falar comigo, aparece no meu apartamento, me joga de uma escada, me manda flores e chocolate e nem me pergunta como eu estou no dia seguinte. Eu não sei por que eu espero alguma coisa diferente vinda dela, por mais que eu fale que eu vou parar de ser trouxa é muito difícil largar esse papel que eu faço a minha vida toda.

Em casa passei a maior parte do dia sentada na janela de uma maneira que não me causava dor, eu não estava pensando em nada demais, apenas olhando as casa e as cores de Paris. Eu estava começando a me sentir inútil, como na radio em Minas, ser assistente não é tão legal assim. Eu queria poder virar o jogo, outra vez, dar um up nessa situação, se eu não conseguisse eu iria começar a pensar em voltar para casa. Estava tudo tão monótono e eu sem paciência para aguentar o mimimi incessável de Raquel. Eu queria sair, mas para onde? Sem companhia é um porre. Apenas respirei fundo e voltei ao meu estado de mente vazia contemplação por Paris. A noite chegou e eu recebi uma ligação no mínimo curiosa, Julian Draxler apareceu no meu visor, fiquei tentada a ignorar a chamada e então me lembrei que não sou nenhuma adolescente idiota.
        - “Oi, Isa.” – A voz dele por telefone fica muito sexy não sei explicar; é rouca, é grossa, é sexy. Para Isabel, apenas pare.
        - “Oi.” – Eu falei simplesmente.
        - “Você está melhor?” – Ele pareceu interessado.
        - “Meu ombro tá ferrado, mas sim, estou melhor.” – Eu tentei parecer alheia a situação, mas eu não queria mesmo era render assunto.
        - “Eu adoro quando você mistura português no meio da frase.” – Ele riu e eu rolei os olhos com minha habitual cara de nojo. – “Você está livre essa noite?” –Pra que você me quer livre essa noite? Depois das verdades que eu joguei na sua cara, depois de ontem você ainda quer saber se eu estou livre? EU QUERO RALAR SUA CARA NO ASFALTO. Para de brincar com minha cabeça, quando eu armo um plano pra destruir o meu amor platônico eis que o ser humano surge com um provável convite.

 

Diz que tá ocupada

Diz que tá ocupada

Diz que tá ocupada..

Diz que tá....

 

          - “Estou, mas amanhã preciso acordar cedo e...” – Pareceu uma boa desculpa até ele me interromper.

         - “Eu estou vendo a torre Eiffel daqui do meu apartamento, toda iluminada.. Lembro que você queria ver, talvez você queira vir aqui e ai nós comemos alguma coia e voltamos a ser amigos, como antes da escada e da balada.” –Será que ele acha que é tudo tão simples assim? Ele realmente está jogando comigo.

Porque ele não para de ferrar com meu psicológico?

Nossa senhora Aparecida eu quero recusar, mas mesmo com tudo o que eu decidi sobre ele eu quero ir, eu quero a minha mãe e um psiquiatra.

 


Notas Finais


ate o proximo
xoxo


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