História Você Já Foi à Paris? - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Julian Draxler
Personagens Julian Draxler, Personagens Originais
Tags Futebol!, Jornalismo, Julian Draxler, Paris, Psg
Visualizações 58
Palavras 1.907
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


e ai pessoas, bacana?
hj volta a faculdade
ai gente eu não quero, estudar a noite ainda por cima.
pq jesus? POOOOR QUE???

boa leitura

Capítulo 9 - Querido Diário - Parte XI


Fanfic / Fanfiction Você Já Foi à Paris? - Capítulo 9 - Querido Diário - Parte XI

Meu pai sempre me disse pra eu nunca aceitar convite de garotos para irem até sua casa, especialmente se eles estiverem sozinhos. Ele dizia que garotos, independente da idade depois que passam pela puberdade, só querem uma coisa e essa coisa não é sentar e bater um papo sobre as condições meteorológicas. Só que mais uma vez eu estava desobedecendo às regras dos meus pais. É por isso que eu sempre quebro a cara. Depois de saber que ele tinha uma namorada, da noite na balada; eu não deveria mesmo nem cogitar em ir. Depois de parecer bem resolvida no quesito Julian Draxler, fazer aquele discurso todo, cair da escada e tudo mais lá estava eu dentro de um taxi, toda dolorida indo ser feita de idiota.

Tudo o que eu posso dizer é que eu não me deixaria levar por ele, nessa parte eu me garantiria mesmo, até o fim: sem beijos, caso ele ainda tente me beijar, sem clima, sem nada. Eu só não conseguia desistir da ideia de ter a presença dele, de ir vê-lo, quase que nem em 2014 e foi bem por isso que aceitei a droga do convite. Se eu estava arrumada? Não, não estava. Meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo apertado, como os que minha mãe fazia antes de me levar a escola, nada desmancha esse rabo de cavalo, não estava frio, nem troquei de roupa, com mesmo short curto e a mesma blusinha com estampa de cachorrinhos usando óculos eu fui para o apartamento dele. A única coisa que fiz foi calçar meu tênis.

O porteiro do seu prédio já sabia da minha chegada, apenas peguei o elevador e esperei. Quando as portas metálicas se abriram, ainda hesitei se eu deveria ou não sair, minha razão e a vontade de saber no que iria dar tudo isso discutiam sem parar dentro da minha cabeça. Eu sei, diário, eu sei. Pode me chamar de burra se quiser, mas mesmo com tudo um homem que nem o Julian causa muita curiosidade e você sabe que eu sou boba e não é da noite para o dia que eu vou esquecer o que rolou. Você sabe também que minha força de vontade falha quando se trata dele. E por tudo que escrevi até agora você deve me achar bipolar.

 

Cause you're hot then you're cold
You're yes then you're no
You're in and you're out
You're up and you're down
You're wrong when it's right
It's black and it's white

 

Mais uma música pra você, uma música que combina com o meu estado de espírito das últimas horas em que mesmo não querendo eu queria e fui. Parei em frente a sua porta e toquei a campainha, fiquei nervosa e durante aqueles segundos que pareceram se arrastar enquanto eu nã  era atendida me entreguei ao meu vício de roer unhas. Imaginei se algum de seus vizinhos, ou até mesmo o cara que fica de olho na câmera de segurança não estaria se perguntando se eu não era a empregada doméstica, chamada às pressas. O que mais você pensaria de uma garota com uma roupinha sem graça, comprada em uma lojinha qualquer e o cabelo que com certeza não saiu de um salão entrando em um prédio de luxo? Ele abriu a porta com um sorriso presunçoso estampado em seus lábios, eu diria que beirava a satisfação. Ele me convidou a entrar, disse que ficou feliz que eu aceitei seu convite, eu da minha parte não quis ser grossa, mas deixei claro que estava ansiosa por ver a noite de Paris daquele ângulo. Conversamos um pouco na sala, falamos sobre o próximo jogo do PSG, não deixei o assunto sair do time, até que ele me convidou para ir até a varanda.

      - “Você vai adorar, brasileira.”

E eu realmente gostei, é de tirar o fôlego, só experimentei sensação igual de contemplação quando fui pela primeira vez a Praça da Liberdade em BH no Natal, todas aquelas luzes, tudo tão bonito, tudo tão bom de ser visto e ficar gravado na memória. Porém ali em Paris não era Natal, quer dizer que todos os dias a cidade é assim iluminada e viva. Eu não conseguia parar de olhar, acho que foi a coisa mais encantadora que eu já vi. Eu nunca me esqueceria da noite em Paris, suas cores, seus encantos, parecia coisa de cinema, uma verdadeira obra de arte. Eu estava apaixonada por aquela visão, pensei até em tirar um foto, mas meu celular em toda sua carência de resolução na câmera seria incapaz de captar o que se abria diante dos meus olhos. Eu quase ignorei a presença do alemão ao meu lado se não fosse por um pequeno detalhe: sabe diário quando você se dá conta que tem alguém olhando para sua bunda e você deseja não ter uma? Foi mais ou menos assim que rolou: eu me debrucei no guarda corpo da varanda, extasiada pelas luzes, eu te disse que eu tava com short curto, né?! Então no momento em que me virei para ele eu vi um olhar indiscreto, rápido, para onde não se deveria olhar, pelo menos não assim. Talvez ele estivesse apenas conferindo se aquele estereótipo em que dizem que toda brasileira tem o quadril largo e a bunda pronta para sair em um desfile de escola de samba fosse real. Ou talvez minha cabeça estava apenas criando mais essa teoria e toda a culpa seja da posição em que eu me encontrava o que é bem mais provável.

      - “Posso ajudar?” - Eu consertei minha postura e o encarei séria.

      -“Er...” - Ele pigarreou – “Gostou?” - Ele apontou para torre Eiffel, suas bochechas estavam enrubescidas.

      - “É lindo.” - Eu assenti. Não vamos render esse assunto.

      - “Quer beber alguma coisa?” – Ele claramente ficou sem graça.

      - “Água seria ótimo.”

O acompanhei até a cozinha, ele me serviu um copo de água gelada. Logo no primeiro gole já senti aquele choque por ter dentes sensíveis. Ficamos alguns segundos em silencio. 

      - “E o seu ombro?” – Ele se sentou de frente para mim no balcão de madeira polida extremamente elegante que dividia a cozinha com a sala de jantar.

      - “Você tinha razão, ficou um hematoma incrível ainda está bem dolorido.”  - Eu segurei levemente meu ombro.

      - “Desculpa de novo.” – Ele abriu um sorriso amarelo.

      - “Não foi exatamente culpa sua.” – Eu terminei minha água.

      - “Desculpa por deixar você sozinha na boate.” – Ele suspirou pesadamente.

       - “Não vamos falar sobre isso, já passou e não vai se repetir. Somos amigos.” - Ele pareceu pensar.

       - “Eu estava pensando se esse foi o real motivo de você ter me dado um gelo antes de você cair da escada.”

       - “Eu já disse que foi esse o motivo, ora essa.” – Eu arqueei uma sobrancelha.

       - “Eu sei, mas ainda sim não parece ser tudo.” – Ele me observou e eu tentei pensar em algo rápido.

        - “Sabe de uma coisa Julian, você tem razão eu não disse tudo. No Brasil eu costumava dizer que eu não nasci para ser sobremesa, só prato principal, você entendeu?”

        - “Não tenho certeza.”

        - “Por exemplo, se você tiver uma namorada e quiser ficar comigo eu não vou aceitar porque além de ser falta de respeito com a moça quer dizer que não sou sua primeira opção, sou só um bônus. Ninguém gosta de ser só um bônus. E agora, entendeu?”

Ele ficou sério de repente, se recostou ao balcão da cozinha e cruzou os braços. Por nossa senhora que eu nunca usei essa expressão, ouvi isso em uma novela. Eu só não quis perder a oportunidade de jogar na cara dele que ele é um cachorro, sem vergonha que gosta de se sentir por cima. Mas acho que exagerei um tiquinho, não acha?

        - “Você tem razão.” - Ele falou por fim.

        - “Eu sei, eu sempre tenho.” – eu tentei dispersar o clima estranho

        - “Você sempre foi convencida assim no Brasil também?”

         - “Só quando eu tenho razão, o que é sempre.”

Ele riu e pareceu relaxar, me olhou por um longo segundo e respirou fundo.

       - “Eu sei que o que você disse foi uma indireta para mim, na copa em que eu te pedi um beijo e você recusou, mas eu duvido que você saiba que a Lena não era a minha namorada de verdade. - Ele coçou a cabeça tentando encontrar palavras para me explicar. - Era um namoro totalmente midiático, nos conhecíamos desde pequenos, daí eu virei jogador no Schalke, ela ganhou um concurso que elegia a garota mais bonita da torcida ou qualquer coisa do tipo. Os pais dela forçaram até que começamos um namoro sem qualquer química ou coisas que um namoro de verdade precisava. Eu não a amava e acho q ela também nunca gostou tanto assim de mim. Fomos com isso até onde deu. Ela nunca estava comigo pra coisa alguma e então quando me viram beijando outra disseram que eu havia traído a garota, mas não foi traição não se não existe uma relação, só um título.”

     - “Nossa.”olha o babado!

     - “Eu contando uma história dessas para uma repórter, eu estou ficando louco mesmo. Eu sei que isso não justifica minhas atitudes na balada, mas eu não sou um completo canalha que você pensa, entendeu Isa?”

     - “Eu entendi.” - na verdade eu ainda estava processando a história e decidindo se deveria acreditar ou não, o cara cata geral na boate e quer que eu acredite numa história da carochinha dessas? Eu eim. Deve ser que eu nasci ontem. – “Não quis te ofender e pode confiar eu não vou vazar seus segredos.” – Não vou mentir, não me comoveu, e eu acho que a minha expressão entregou minha incredulidade na veracidade dessa historia. Sera que além de trouxa, ele é mentiroso? E por que diabos ele inventaria algo do tipo a essa altura do campeonato, logo para mim?

      - “Eu sei que não.” – Ele observou o balcão por um instante.

      - “Eu tenho horário para chegar em casa.” - Eu chequei meu celular. - Preciso ir, foi uma ótima conversa e você tem muita sorte por ter as luzes de Paris ao seu dispor todas as noites.”

       - “Não acredito que você é  a própria Cinderela que precisa ir antes da meia noite.”

      -Ainda sou gata borralheira. - Eu me levantei e ele me acompanhou.

Ele segurou meu braço bom, porque se fosse o que o ombro estava ferrado eu teria xingado um puta palavrão.

     - “Fica mais um pouquinho.” - ele me puxou ao seu encontro fazendo os milímetros que nos separavam diminuir consideravelmente. É DIFICIL DEMAIS MEU FILHO.

Nossos rostos estavam muito próximos, próximos demais até senti sua respiração contra a minha pele. Eu não surtei, como antes eu surtaria, eu disse que neste quesito eu estava bem resolvida e estava mesmo. O beijo parecia ser uma tentação e então um filme rápido passou pela minha cabeça e resolvi fazer minha frase de efeito da novela valer. Não nasci para ser sobremesa, só o prato principal. Em alguma coisa eu deveria ser forte.

     - “Somos amigos, não vai acontecer de novo.” - Eu sussurrei e me afastei.

Ele franziu os lábios, um vinco surgiu em sua testa, seria essa sua cara de bravo? Eu quis rir, mas me segurei.

      - “Adorei a vista.” - Eu andei em direção à porta. – “Obrigado por me convidar.”

 


Notas Finais


eu já contei pro cês que essa é a ultima fic que eu postei e irei me aposentar?
Pois bem sou vou terminar essa e as outras fics que tenho em andamento e depois serei apenas leitora!
ate o proximo
xoxo


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