História Você Me Completa - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~KiraSheffani

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Romance Gay, Yaoi
Exibições 187
Palavras 3.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente, essa é minha primeira fic com minha amiga KiraStheffani, e nós estamos escrevendo cada uma do ponto de vista de um personagem (ela é o Bryan e eu sou o Nate).

Espero que gostem.
Boa leitura ♥

Capítulo 1 - Conhecendo Nate Collins



Pov Nate

O dia está lindo lá fora. O céu azul, nenhuma nuvem, e um perfeito sol matinal, assim como os que vemos nos filmes.

E eu odeio isso.

Tudo por um simples motivo: A vida real é muito diferente dos filmes. Porque se fosse como na ficção, o céu estaria de acordo com meu humor - cinza e nublado -, como acontece na vida dos personagens principais. Ou talvez eu apenas não seja o personagem principal. Talvez eu seja um figurante ou algo do tipo. Por isso nada está de acordo com meu humor, incluindo o céu.

Você deve estar se perguntando "Por que ele está tão chateado com algo tão estúpido como o tempo? Que coisa idiota". Talvez seja. Porém, a questão não é o céu ou o tempo, mas tudo. Tudo me deixa irritado. Tudo me cansa. E não é porque eu sou pessimista. Eu juro que tentei ser otimista, mas fica difícil quando tudo a sua volta te deixa triste.

Para piorar toda essa situação - e fazer com que eu odeie praticamente tudo - , meus pais vão me mandar para um internato. Sim, isso mesmo. Uma escola - prisão - que vai acabar com a coisa que eu mais prezava: a liberdade.

Nunca tive muitos amigos. Nunca fui popular. Nunca namorei. Nunca fui totalmente feliz. Mas apesar de tudo, eu me conformava com a minha vida. Além disso eu tinha meu irmão. Larry era uma pessoa brilhante. Ótimo nos esportes e um gênio nos estudos. Era o maior orgulho dos meus pais. "Era"...

Meus pais, os grandes, poderosos e ricos Collins, me culpam pela sua morte, um assunto que prefiro não comentar por enquanto.

De certa forma eu sei que sou culpado. Se não fosse tão idiota e ingênuo, ele ainda estaria vivo.

Bem, acho que desviei um pouco do assunto. Aonde eu estava? Ah, sim, no céu.

Eu estou vendo-o agora pela janela do meu quarto, o qual é grande e confortável. Tenho uma cama de casal que é vista assim que a porta é aberta, uma cômoda do lado direito da cama, e um guarda roupa do lado esquerdo do quarto. Por fim, aonde estou agora, do lado direito do quarto, está uma janela. Na minha cama está a mala aberta. Vazia. E eu aqui, parado, quando deveria estar escolhendo as roupas que vou levar para a escola nova.

Finalmente, decido por pegar apenas algumas calças, umas blusas, três pares de tênis, roupa íntima, produtos de higiene, e o uniforme da escola. O maldito uniforme da escola. Por que um jovem de dezesseis anos tem que usar uma roupa tão formal? Calça social azul escuro, camisa branca e gravata azul. Pior que isso, só o uniforme de educação física. Um short azul e uma blusa branca. Sabe quanta pele fica exposta?! Muita!

Nunca tive vergonha do meu corpo. Até gosto de ser assim. Mas por incrível que pareça, as pessoas acham que ser magro, baixo, branco - pálido - e ruivo, é a coisa mais abominável do mundo. Fora o fato de "parecer uma garota", como muitos dizem.

Saí do quarto e andei pelo corredor em direção a escada para ir à sala de jantar tomar meu café da manhã - última refeição.

Talvez você esteja pensando que eu estou fazendo muito drama em relação ao internato. Mas você sabe como é um? Sabe o que é não ter liberdade para nada? Eu te digo: é horrivel. E ainda que eu saia durante os fins de semana, não será o suficiente, isso porque o internato não é na minha cidade, é em Londres. E apesar de ser no mesmo país, ainda é ruim, afinal, os poucos amigos que eu tenho - Mary, Steve e Mike - irão ficar longe de mim, e se tem uma coisa que será difícil, é conseguir amigos. Talvez eu nem tente fazer amigos novos. Socializar não é uma das minhas qualidades.

Além de passar a semana inteira na escola, têm os finais de semana na nossa casa em Londres. Dois dias inteiros com "mamãe e papai" - talvez o internato não seja tão ruim.

Descendo as escadas, vejo meus pais na sala, conversando. Provavelmente é sobre negócios, então nem me dei ao trabalho de prestar atenção.

- Bom dia. - Disse sem receber nenhuma resposta. "Por que eu ainda tento?"

Sentei-me à mesa e a empregada me serviu com apenas alguns biscoitos, acompanhados de chá de frutas vermelhas - meu tipo de café da manhã preferido.

Outra diferença da ficção para a minha "querida" vida, é que em histórias que os filhos riquinhos são ignorados pelos pais, eles têm o amor de algum empregado da família. Mas isso nunca aconteceu comigo. Se não fosse pelos meus amigos, talvez eu passasse anos sem falar com ninguém.

- Nate - Minha mãe me chamou de forma seca e fria -, já iremos sair. Ande logo, senão perderemos o vôo.

- Já estou indo. - Levantei-me da mesa e subi para o andar de cima novamente, para usar o banheiro e para pegar minhas malas.

Ah, eu não comentei sobre o vôo? Bem, Londres não é tão perto da minha atual cidade, então sairemos hoje - domingo - para o aeroporto, assim, tudo estará pronto para que eu vá à escola amanhã. E acredite, ter medo de altura não ajuda muito nisso.

Olhei no espelho e vi meu reflexo. Um garoto magro e pálido. Acho que são características suficientes para me descrever. Claro que faltam alguns detalhes, como o cabelo ruivo, com certeza uma das partes que eu mais odeio. Também tem os olhos. Duas orbes completamente escuras e sem brilho. E, apesar de ser ruivo, eu não tenho sardas, e agradeço a Deus por isso.

Escovei os dentes, arrumei meu cabelo e voltei ao meu quarto. Minha mala da escola já estava pronta. A maioria das minhas roupas já foram mandadas para Londres, e o que sobrou aqui irá para a doação - às vezes meus pais gostam de parecer as pessoas mais gentis do mundo, com doações, gestos de caridade, e muitas outras coisas, mas tudo isso é apenas para o bem de suas imagens.

Peguei minha pouca bagagem e caminhei lentamente e sem vontade nenhuma até a porta. Hesitei por um momento, olhando para trás e relembrando todos os bons momentos que passamos aqui. As lembranças de quando havia amor entre nós, de quando havia felicidade em nossas vidas... de quando Larry estava vivo.

Fechei a porta pela última vez e voltei à sala de estar. Meus pais já estavam na porta, cada um com seu mundo nas mãos, trabalhando intensamente pelo celular.

- Leve a mala dele para o carro. - Disse meu pai para a empregada. A moça ainda jovem e muito bonita, pegou a mala das minhas mãos e a levou para fora de casa.

- Vamos logo, Nate. Já estamos atrasados. - Minha mãe disse e saiu junto a meu pai, me deixando só, no meio da sala.

- Brincávamos aqui, Larry. Você lembra? - Cochichei para mim mesmo, aguardando que alguém respondesse, mas como o esperado apenas as paredes me ouviram.

Passei a mão pelo estofado do sofá, pegando uma almofada e aspirando seu cheiro, buscando sentir, talvez, alguma outra lembrança que restara nessa casa, que agora ficará para trás, num passado que provavelmente será esquecido.

Duas buzinas me tiraram desse devaneio. Saí de casa e andei apressado em direção ao carro, quase correndo.

- Qual parte do "estamos atrasados" você não entendeu?! - Meu pai questionou impaciente.

- Desculpe. - Respondi quase num sussurro enquanto me sentava no banco de trás do carro.

Minha mãe estava sentada a minha frente, com sua roupa social e o celular em mãos. Seu cabelo ruivo preso em um coque estava lindo. Engraçado como essa cor fica bem nela e não em mim. Meu pai estava usando um terno cinza, o qual parece ter sido desenhado para o seu corpo - provavelmente foi. E eu estou com uma calça jeans azul escuro, um vans preto e uma camisa cinza.

Quem vê nossa família nem pensa que eles são meus pais, mesmo tendo os cabelos de minha mãe e os olhos do meu pai. Somos completamente diferentes.

Coloquei meu fone de ouvido e apertei o play em alguma música aleatória. Adormeci sem nem me dar conta disso. Só percebi que havia dormido quando senti o carro parando e minha mãe chamando - gritando - meu nome.

Saí do carro e vi que já estávamos em frente a fachada de vidro do aeroporto. Um motorista que meu pai contratou levou o carro, e depois disso nós entramos os três juntos - se é que posso dizer isso, já que meus pais estavam a vários metros a minha frente.

Fizemos o check in e aguardamos a chamada do nosso avião.

Depois de entrarmos naquela máquina dos infernos, meus pais se sentaram juntos e um estranho se sentou ao meu lado. Somente nesse momento que eu fui perceber que no internato terei um colega de quarto. Quando eu penso que não podia piorar...

Como será que ele é? Provavelmente um garoto, até porque nunca colocariam um garoto junto de uma garota. Eu apenas não quero que seja algum estúpido ou valentão, senão eu estarei morto.

Quando o avião levantou vôo, eu me encostei na poltrona e adormeci para não ter um ataque de pânico. Tive um sono tranquilo, apesar de ter alguns sonhos ruins.

Acordei com a voz do piloto avisando o pouso do avião. Apertei meu cinto e aguardei o fim desse pesadelo.

Logo ao sair do aeroporto, entramos em um táxi e fomos embora.

Enfim, após uma viagem um pouco cansativa, nós chegamos em casa. Ou melhor, mansão. Para que uma casa tão grande? Não faço ideia.

Lembro-me dela vagamente. Às vezes, quando vínhamos visitar a minha avó, nós ficávamos aqui. Mas por mais que eu tente, não consigo me lembrar da casa.

Meu novo quarto é quase igual ao da outra cidade. Talvez um pouco maior, já que esse tem um banheiro.

Nem me dei ao trabalho de desfazer minha mala. Amanhã ela irá comigo para o colégio. Joguei-a na cama e me dirigi ao guarda roupa, peguei calça, blusa, roupa íntima e fui tomar um banho.

No chuveiro, em baixo da água acolhedora, eu brincava com os dedos enquanto o líquido quente caía em minha cabeça. Os fios de cabelos caiam sobre meus olhos me obrigando a fechá-los. A água morna parecia aquecer até minha alma. Era tão agradável.

Depois de quase uma hora - me desculpe meio ambiente - saí do banheiro, me joguei na cama e dormi novamente - pode me chamar de Bela Adormecida.

Após algumas horas, o toque do meu celular me despertou. Abri os olhos lentamente e o peguei em cima da cômoda.

Era Mike. Definitivamente meu melhor amigo. E por quem eu tinha uma paixão secreta... mas isso foi a muito tempo, e não vem ao caso no momento.

- Alô? - Ouvi sua voz, doce e reconfortante ao mesmo tempo, do outro lado da linha.

- Mike! Não sabia que sentiria minha falta tão rápido. - Disse convencido. Talvez eu só conseguisse ser assim com ele.

- Como não sentir. Nosso grupo precisa da sua... Qual sua importância mesmo? - Eu sabia que ele sorria do outro lado da linha, mesmo sem vê-lo eu sabia. Ele era assim, feliz. Ria de tudo, especialmente de mim.

- Ha ha - Dei uma risada sarcástica. - Vocês sentirão minha falta na hora das provas.

- Meu Deus! É verdade. Volta agora. Nate! - Gritou em seu falso tom dramático. Rimos juntos. - Mas você está certo. Estamos com saudade.

- Vocês vêm me visitar nas férias, certo?

- Mas é claro! Como não ir visitar a pessoa mais antisocial e sem graça que existe?

- Às vezes eu fico impressionado com o seu amor por mim. Mas eu estou falando sério. - Disse meio triste. Ao notar meu tom de voz ele respondeu sem sarcasmo, e com certa tristeza.

- Ainda não falei sobre isso com meus pais. Steve e Mary poderão ir, mas meus pais não são tão legais e Londres é um pouco longe. - Suspirou.

- É... eu sei. - Foi minha vez de suspirar

- Mas eu juro que farei o possível. Nem que eu tenha que ir na mala do Steve. - Disse retomando sua empolgação. Rimos novamente.

- Não seria a primeira vez. - E não seria mesmo. Acredite ou não, isso já aconteceu antes. Longa história...

- Mas, enfim... Como é esse mundo novo?

- "Cidade" - Corrijo-o - E eu nem sei como é. Depois que eu cheguei, tomei um banho e apaguei.

- Já não era suficiente dormir na sala? - Brincou.

- Está me confundindo com você. Mas se descrever a minha casa responde sua pergunta, eu digo: é grande.

- Só isso? "Grande"?

- O que mais poderia dizer? Eu disse que estava dormindo.

- Então vou te deixar dormir. Imagino que o dia seja bem agitado amanhã. - Respondeu meio triste.

- Vai sim. - Suspirei.

- Mas amanhã você tem que me ligar e me contar tudo. - Sua empolgação voltou novamente.

- Ligo sim. - Não sabia mais o que dizer. É tão estranho conversar por telefone com alguém que eu queria que estivesse próximo.

- Vou esperar. - Silêncio. - E como você está, depois de tudo?

- Bem, eu acho... Meus pais parecem nem notar que ele não está mais aqui.

- Entendo...

- Então... Nos falamos amanhã? - Perguntei incerto.

- Sim. E é pra você ligar. Isso é uma ordem! - Exclamou autoritário, mas com a voz divertida.

- Sim, senhor. Eu nem me atreveria a não ligar. Não estou louco... ainda. - Rimos de novo.

- Então... Até amanhã Nate.

- Até amanhã Mike. - Disse sorrindo.

Não me atrevi a desligar o celular, esperei que ele o fizesse. E mesmo depois de desligar, ainda fiquei com o aparelho perto da minha face, como se ainda fosse possível ouvir sua respiração. Mas não era.

Coloquei o celular de volta na cama e olhei a hora. Já eram dez horas da noite, e meu estômago implorava por algum alimento.

Levantei da cama, e desci as escadas procurando a cozinha. Não sem antes ouvir meu pai no quarto discutindo ao telefone e minha mãe conversando com uma amiga na sala de estar.

Linda família.

Passei despercebido por elas e fui à cozinha. Busquei algo e acabei por comer apenas uma maçã. A voz amável da minha mãe me fez perder a fome. É incrível o modo como ela consegue ser diferente com várias pessoas. Trata uma desconhecida como se fosse a própria Rainha Vitória, e ignora o próprio filho só porque ele não é "do seu agrado", como já me disse uma vez.

Já estava voltando pelo mesmo caminho quando fiquei curioso. Havia uma porta no canto esquerdo da cozinha, e por um momento tive vontade de saber aonde ela sairia. Afinal, se tivesse sorte, poderia dar umas escapadas por ela às vezes. Por mais que eu seja antisocial, isso não me impede de gostar de caminhar durante à noite - minha segunda atividade preferida.

Andei a passos lentos até a porta, mas me decepcionei ao perceber que ela estava fechada.

- Indo a algum lugar? - A voz rouca e intimidadora do meu pai soou pela grande cozinha.

- Para... para lugar nenhum. - Me virei para encará-lo. - Estava apenas explorando a casa nova. Ainda não conheço quas...

- Não me importa. Apenas vá descansar porque amanhã terá aula bem cedo. - Se aproximava calmamente de mim. - E pelo amor de Deus, a Hills School House é uma das melhores redes escolares do mundo, então não se atreva a envergonhar e sujar o nome - "da nossa família" - da minha família.

- Não se preocupe, pai. - Passei direto por ele, mas não sem antes ouvir "Larry deveria estar vivo".

Deitei na cama e passei o resto da noite em claro, mesmo sabendo o quanto isso iria me prejudicar. De qualquer forma, há uma cama na escola. Sempre existe a possibilidade de matar uma aula e dormir.

Quando o dia amanheceu, eu já estava sentado na poltrona ao lado da janela, com o queixo apoiado nos joelhos, pensando em coisas aleatórias - talvez nem estivesse realmente pensando em algo.

Meu despertador tocou, me forçando a "acordar". Pisquei algumas vezes, estiquei minhas pernas e levantei da poltrona.

Caminhei até minha mala - que ainda estava jogada na cama - e peguei meu uniforme.

Vestido como manda as regras e de acordo a boa imagem da escola, eu saí do meu quarto e fui tomar café. Felizmente ainda era cedo demais, e meus pais dormiam. Comi meu café da manhã habitual e sentei no sofá esperando que algum dos dois se levantasse e me levasse ao colégio.

Passaram-se meia hora, eu já estava quase me atrasando, e nada dos meus pais acordarem. Levantei do sofá e fui ao quarto dos dois.

Precisei bater na porta dúzias de vezes para que houvesse algum sinal de vida dentro do quarto - já estava imaginando que um havia matado o outro.

- O que faz aqui tão cedo, Nate? - Questionou meu pai, já irritado.

- São sete horas, e eu entro na escola às oito. - Respondi de cabeça baixa.

- Droga! Você só me dá trabalho! - Me encolhi diante do seu tom de voz.

Ele entrou novamente no quarto e começou a procurar algo na cômoda que ficava ao lado direito da porta. Quando encontrou o que procurava, veio rapidamente até mim.

- Aqui está o dinheiro para o táxi, o endereço e a sua identificação. Na frente do colégio há um tipo de guarita, e você precisa mostrar esse cartão. - Me entregou os papéis. - Não posso ir agora. Tenho trabalho e só iria te atrasar mais enquanto me arrumo. - "Até parece um bom pai" - Tchau. - E bateu, literalmente, a porta na minha cara.

Peguei minha mala no quarto e desci as escadas correndo enquanto chamava um táxi pelo celular. Em menos de vinte minutos ele chegou.

Entreguei o papel com o endereço do colégio ao motorista, coloquei minha mala no porta malas do carro e, por sorte, chegamos em menos de meia hora.

A fachada da escola era quase que algo bem clássico se não fosse pelos itens modernos de segurança na frente, e pelas letras brilhantes no topo: HILLS SCHOOL HOUSE. Era grande e tinha duas pilastras de mármore em cada ponta. Se não fosse pela cor meio amarelada, seria quase uma cópia da Casa Branca. Um monumento muito lindo.

Vários adolescentes estavam na entrada que ficava depois da guarita, com suas malas na mão, assim como eu. Seus uniformes pareciam torná-los um só grupo. E, ainda que eu usasse a mesma roupa, me sentia diferente deles. Parece que a roupa que usamos não muda nada a nossa vida.

Andei até um dos guardas e o encarei por um breve momento. Era alto e forte, do tipo de pessoa que você não quer provocar.

- O-oi... - Ele olhou para baixo em minha direção. - C-como eu faço para entrar? - "Por que estou tão nervoso? Ah, sim. É porque ele dá medo".

- Vá até aquela guarita e mostre sua identificação. Se estiver tudo certo eles deixam você passar, senão precisará dos seus pais. - Sorriu amavelmente, um sorriso que não combinava nada com aquele corpo e aquela cara de mau.

- O-obrigado. - Saí rapidamente e andei até onde ele me indicou. Lá encontrei outro homem intimidador "Que droga de escola é essa?!" - Como faço para entrar? - "Graças a Deus, minha voz saiu firme."

- Sua identificação, por favor. - Estendi o papel em minhas mãos e o observei, apreensivo, enquanto ele os analisa. Minhas mãos não paravam quietas, pareciam querer quebrar a alça da mala. - Está tudo certo. É um prazer tê-lo conosco, Sr. Collins. - "Já mencionei o quanto minha família é conhecida? Odeio isso!" - Pode entrar, esse papel fica comigo. Seu dormitório é o 304. Se precisar de ajuda, procure um veterano.

- Obrigado. - Me virei e andei até a entrada da escola.

Passei por um pouco de confusão na entrada, devido a quantidade de pessoas, mas até que não foi tão complicado entrar. Depois de enfrentar um imenso corredor, o qual ficava as salas de aula, as quais não tive curiosidade em explorar, eu caminhei até meu dormitório. Só queria achar meu quarto e dormir antes que eu caísse de sono ali mesmo.

E eu teria feito isso, se um garoto não tivesse esbarrado em mim, me derrubado no chão e feito minhas roupas se espalharem pelo meio do corredor.

Pensarei em dormir depois, agora eu só quero matar esse idiota.


Notas Finais


Obrigado para quem leu até aqui.
O próximo capítulo vai ser só do ponto de vista do Bryan, ou seja, a Baka-san (KiraStheffani) que escreveu.
Até mais.♥


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