História Voce Me Inspira. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel
Tags Alucinações, Ansiedade, Bullying, Depressão, Frisk, Insônia, Original, Realidade Alterada, Sans, Toriel, Violencia, Visões
Visualizações 0
Palavras 1.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Famí­lia, Ficção, Hentai, Poesias, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É só uma história que escolhi postar. É mas para desenvolvimento de escrita. Não será uma história ruim, eu prometo. E não, provavelmente não será uma história feliz.
Espero que seja do seu agrado, boa leitura.

Capítulo 1 - Beside The Bed (Um Prólogo Conturbado)


Fanfic / Fanfiction Voce Me Inspira. - Capítulo 1 - Beside The Bed (Um Prólogo Conturbado)


"01:09 PM"

*******

O que se passava na minha mente quando decidi pegar aquela cadeira ?

- "Ah você. Não viu que esse é o lugar onde sento ? Sai.

Eu não sai. Fiquei parada olhando sua expressão de desdém. Ela se enfureceu. - Você é surda ?... Saia!!"

...

Por que eu me arrisquei por aquela garota anônima ? A situação já estava se resolvendo sozinha. Cheguei perto e intervir por conta própria. Denfendi ela. A menina recuo para junto das outras com a cabeça baixa. A líder chegou na minha frente e segurou meu rosto me fazendo olhar nos olhos azuis claros dela. Não senti medo.

-"Escute aqui sua ameba, acha que tem moral suficiente para me dizer o que estou fazendo de certo ou errado ? Olha pra você ! Mal consegue terminar uma frase sem gaguejar e bancar a estranha. Volte para seu canto que o assunto não é com você."

Não estava com medo. Minhas mãos tremiam e meus olhos estavam arregalados. A menina de óculos sorriu para a líder delas, que fingiu paciência com a mais baixa. Nenhuma delas olhou para trás. Eu agarrei meu livro com força entre meus braços e meu peito. Uma lágrima solitária circundou meu rosto. Eu não estava com medo.

....

Um empurrão. Cai direto no chão como tudo o que eu carregava. Sorrisos diversos através do meu corpo. Eram vultos altos e cheios de pose. Não consegui começar sequer uma sentença. Não havia o que dizer...

...

Droga.


Todos os dias. Um empurrão, uma palavra de desânimo, um silêncio. Oh, silêncio. Era a pior das zombarias. Você fica naquela expectativa imaginando o pior que ia ser proferido dos lábios daqueles jovens. E nada. O silêncio era gritante e não parava por nada, nada, nada. N...na....naa....d..Aaaah ÷&!€!€$€!_!_!_.

****

(Era apenas um sonho ruim)

...

-Gaaaah. Ela acorda com os sons dos próprios gritos. Seu lado da cama estava quente e molhado. Ela olhou cuidadosamente.

Era apenas suor. Suor frio digno de calafrios noturnos. Bem normal aquele ponto pensou. Os insultos e castigos foram aplicados a muito tempo em sua adolescência e de vez em quando a incomodavam, e ainda mais quando estava distraída como em seu momento de descanso. As marcas eram sutis e profundas. Por isso eram bem escondidas. As vezes até dela mesma. A jovem de cabelos negros respirou alto e forte, afagando as madeixas curtas da relva negra e brilhante. Olhava para o teto um tanto aliviada. Ela se deixou sorrir. O sorriso morreu segundos depois. Ela se lavanto e tentou caminhar até o banheiro mas não conseguiu. Suas pernas eram preguiçosas as altas horas da noite. Tremeram só de pensar em se mexer. Tentei me deitar e dormir de novo e não consegui. Normalmente nenhuma outra tentativa de pegar no sono adiantaria mais do que um banho de água fria. Minha respiração era forçada. Os pulmões pareciam cansados e provavelmente desistiriam de trabalhar até certo ponto. Ri mentalmente com a ideia. Seria um alívio.

Respirar aquele ar frio de madrugada e cortante da lhe machucava a garganta, feria os nervos cansando seu bem estar juvenil. Ela tinha duas escolhas:

Se deitaria e esperaria o medo se aquietar sozinho como que fosse mágica, o que levaria horas de choro compulsivo e como resultado acabaria amanhecendo com os olhos inchados. Lindo

Segundo, falaria sobre o ocorrido com alguém próximo a ela, dividiria o peso da angustia com ele e talvez pudesse voltar a dormir tranquila com a certeza de que mas nenhuma lembrança ruim do passado a atormentaria de novo. Rídiculo.

A morena não queria passar a noite acordada.

Escolheu a segunda opção.

Queria muito evitar esse tipo de situação de novo mas isso era urgente. Necessário de medidas drásticas.

A menina esticou seu tronco delgado até ficar ereto. Posicionou os pés de baixo de suas coxas sentando sobre eles. Esticou os braços ao vento de olhos fechados. Sentiu ele ao seu lado, não conteve um sorriso de lado. Funcionou.

É incrível o peso do sono dele, mesmo depois desse movimento todo. Pensou incrédula.

A colcha ao lado tinha um volume novo. Sua mão pequena tocou nele. Balançou calmamente o ombro ossudo do corpo ao lado do seu. A colcha se movimentou minimamente, o corpo estéril de respiração não demonstrava sinais de que acordaria. Mais uma balançada em sua omoplata, seguida de um "psiu" bem longo e audível. Conseguiu.

O corpo se movimentou de baixo das cobertas que o escondiam como um segredo bem guardado. Começou a se tomar forma no meio do escuro. Os lençóis caiam dele formando ondas rugosas e bem modeladas até a cama, revelando uma sombra branca de rigidez quase tátil. Seus olhos, não, suas imitações de olhos de um negror profundo se formavam. Preenchidos de filetes brancos que representavam suas pupilas. Sua cavidade ocular era linda. Assim como o face que a encarava com aquele sorriso. O sorrido dele. Nunca se desmanchava. Dentes perfeitamente brancos, um rapaz saudável e de aparência duvidosa. A voz grave dele a acordou desse vislumbre de curta duração, deixando a mais nova com cara de desentendida. Ela olhava para ele com a boca aberta e queria dizer alguma coisa. Não conseguiu. Ficou fitando seus joelhos e brincando com os dedos enquanto olhava para todas as direções menos em direção dos soquetes brancos do esqueleto ao seu lado. Sim você pensou direito. Tem um esqueleto em sua cama e ele sorri para você. No meio do escuro.

"Tive um pesadelo e então acordei" Foi o que pensou a dizer a princípio. Era bem óbvio que era isso o que deveria dizer. Era o que tinha que falar e então ela disse.

Ele ouviu.

Okay, tudo bem. Muito bem simulado, na verdade foi bem automático, o termo correto de se catalogar.

Não é o suficiente. A respiração falhava e ela não conseguia manter a forma por muito tempo. Ela não conseguia dizer o que sentia.

Ele percebeu que a menor estava se segurando. Colocou suas falanges duras no ombro curto dela, afagando de leve a área tranquilizando-a e dando um sorriso gentil. Ele ainda não disse nada. A morena tremeu a boca. Olhou nos soquetes dele. Percebeu o quão inestimável era isso. Seu olhar era a única coisa que no meio da escuridão brilhava e merecia atenção.

-Você pode continuar se quiser. Sei que ainda quer contar.- Analítico. Não. Cuidadoso, preocupado também. Esses eram bons termos para defini-lo naquele momento com a menina.

Formigamentos involuntários percorreram suas costas, seus olhos cor de mel fechados a puseram calma.

Ela começou calmamente, dizendo cada parte do sonho...Pesadelo.

Até que terminando, sua voz se apagou. Como o brilho nos olhos dela. Ele não o via. Se sentia tão inútil e fraca, como poderia deixar que isso ainda a abalasse ao ponto de delirar ? Como poderia ?

Isso é tão errado, tão errado...

Eu não posso e não consigo.

Normalmente ela não tinha uma resposta para essas perguntas, nem mesmo quando percorria por horas na noite. O friou tomou conta da mente dela, mas ela não sentia, ela não via nada no meio da escuridão e não sentiu os restos de lágrimas que caíram do seu olho esquerdo. Também não sentiu quando o esqueleto a abraçaçou fortemente, com os soquetes apagados.

Ela não sentia, porque não era real. Ela ainda estava presa naquela sala lotada de pessoas que a silenciavam. Sabia que era impossível sentir alguma coisa ali, sozinha no quarto. Ele aumentou a pressão do aperto, o brilho de sua alma iluminando o quarto com um ciano fosco e macio.

Nada a ajudaria. Nada me ajudaria, tudo se resumiria aquela depreciação, humilhação, esquecimento.

.

.

.

Ele se perguntava por que isso acontecia. Logo naquela hora, com ele. Era tão inexperado. Já não foi a primeira vez que a via. Agora isso.

Ele não entendia por que se importava mas ele não ia deixar ela...

Não, agora não, por favor...

.

.

.

Ele a apertou tão forte que teve certeza de que ouviu as costelas dela se partirem. Seus olhos cor de mel eram como faróis e apontavam para o alto, ela expirou. Estava sufocando. Ele parou de abraçá-la rapidamente, foi um susto mas estava tudo bem. Pegou em seu rosto pequeno se comparado ao tamanho de suas garras, suas maçãs do rosto estavam avermelhadas. Ela sorriu, podia vê-lo. Ela sentia suas mãos frias tocando seus lados do rosto um pouco maltratado pelas noites de insônia. Os olhos com fundo enegrecido, ele a via com mais clareza também. Era lindo.

Você está aqui, pensei. Eu consiguia senti-la. Ele pensou animado e com um certo rubor azulado no rosto. Agora ambos puderam se abraçar, não era real, os dois sabiam disso mas bastava ela ver seu sorriso bobo e ele suas madeixas encaracoladas para se esquecerem por um momento dessa realidade.

Isso era amor certo ? Dois corações unidos como um só apesar das distâncias e de circunstâncias opostas, isso era amor.

.

.

.

"02:05 Pm"

Naquela noite os dois dormiram na mesma cama. Um apoiando o crânio pela mão direita, e a esquerda era segurada pela mão da menina. Ele ainda não dormia, queria ficar enchergando sua face iluminada só mais um pouco. Ele sorria discretamente.

A outra com as duas mãos segurando a dele. Ela se envadia de bons sentimentos. De boas memórias. Ele esta ali, na verdade.

Era só fechar os olhos.


Notas Finais


Tenham uma boa noite/manhã/tarde.


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